Apostar em portugueses vai tirar competitividade nas competições europeias, dizem alguns. Contudo, o FC Porto ganhou ao Chelsea com três portugueses no onze e o Benfica bateu o Atlético de Madrid com quatro jogadores nacionais em campo. Nos azuis-e-brancos figuraram Danilo, André André e Rúben Neves; nos encarnados, Semedo, Eliseu, André Almeida e Gonçalo Guedes. Todos titulares, com a particularidade de um elemento em cada equipa – Neves e Guedes – ter apenas 18 anos de idade. De realçar ainda o facto de que todos, excepto Eliseu, estão abaixo da casa dos 27 anos.
O problema é que o facto de duas equipas portuguesas terem respectivamente três e quatro jogadores também eles portugueses no onze não deveria ser sequer notícia. Porém, após duas épocas negras em que chegámos a presenciar o primeiro Clássico de sempre sem quaisquer lusos nos onzes, é esta a triste realidade do futebol português.
Uma realidade, mesmo assim, que acalenta esperanças, ainda que estas devam ser doseadas. Com as vitórias de relevo frente a Chelsea e Atlético com participação ativa de jogadores portugueses (dois golos, por André e Guedes, e uma assistência, por Neves), as mais recentes apostas de Rui Vitória e Julen Lopetegui provaram que quem alegava que a aposta no produto nacional retiraria competitividade aos clubes estava errado.
Resta os dois clubes – como tantos outros da nossa Liga – seguirem o seu próprio exemplo e começarem a fazer da aposta em portugueses o pão nosso de cada dia em vez de novidade. Não faz sentido os jogadores lusos serem os misfits e underdogs do seu próprio país.
Visão da Leitora (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Inês Sampaio



0 Comentários
João Magalhães
Nem sei como esse estigma nasceu quando grandes conquistas europeias de equipas Portuguesas tiveram na base jogadores nacionais de qualidade. Nem vale a pena falar daquelas antes do século 21 porque o enquadramento era outro, mas para além da de 2004 que já se sabe, até a do AVB tinha Rolando, Moutinho e Varela titulares.
Mas a verdade é que é impossível haver 2 equipas Portuguesas a brilhar lá fora (Quartos finais da CL), cada uma delas com 5/6 titulares, isto porque caso isso acontecesse rapidamente perdiam vários elementos e não dá para estar constantemente a renovar a equipa com jogadores nacionais. A base de recrutamento é curta e ter sistematicamente 5/6 jogadores é estar a bloquear o sucesso das equipas. Há gerações boas e há gerações más, só temos de aproveitar as melhores.
Briguel Bola de Ouro
Enquanto o Porto for controlado pela Doyen os portugueses serão sempre para segundo plano.. (não deixa de ser engraçado que um portugues que tenha custado 1 milhão esteja a ter mais rendimento do que um francês que custou 20 e um mexicano que custou 8). Já para não falar do Rúben Neves que não custou nada porque veio da formação.
Quanto à equipa do Jorge Mendes (Benfica) lá vai apostando aos poucos, pois é obrigado a isso, tendo uma formação que está a melhorar bastante, ao nível das melhores da Europa. Mas apenas 2 jogadores na equipa principal vindos da formação é manifestamente pouco.
Francisco A.
Briguel, és do Sporting? Diz-me achas que alguma vez, os benfiquistas e portistas trocariam os títulos conquistados nos últimos anos para terem mais jogadores portugueses?
Isto de ter mais portugueses no 11 é muito bonito, mas, só se o clube manter a senda de vitórias. De que vale, ter o André Silva, o Varela, Hernani e Ricardo Pereira titulares no Porto, e no final da época dizer que agora jogamos com 7/8 portugueses e não ganharmos nada?
Briguel Bola de Ouro
E quando gastam 50 milhões por ano em estrangeiros e não ganham nada na mesma??
Briguel Bola de Ouro
Não importas porque o dinheiro não é teu.. Se continuar assim não te admires que haja clubes a fechar portas em Portugal no futuro, e não estou a falar de Salgueiros ou Beira-Mar. Estou mesmo a falar dos grandes.
JSC
Tenho ideia que o Briguel é do Maritimo.
ACT7
Sim porque angola já não e é fundo de investimento…
Rúben Gomes
A diferença é que há retorno. O Porto passou os 100M esta epoca. O Benfica passou os 100M a dois anos atras.
Anónimo
Isso de proibir os fundos de deter partes do passe dos jogadores mas permitir que se trabalhe com os mesmos através de empréstimos, e que estes paguem partes dos jogadores e tenham direito a uma percentagem de uma venda futura tem muito que se lhe diga. É maquilhar o que se fazia antes. E mais esta treta com o clube do Mosquito… O mais irritante é "ah, vocês também o fazem…". Pois fazemos, mas não éramos nós que andávamos para aí a falar em proibir os fundos, e a mentir com todos os dentes que se tem.
Bruno
Diogo JR
Briguel,
É tudo muito bonito, parece fácil meter jogadores portugueses todos os anos, mas depois ganhar títulos ou ter retorno financeiro torna-se complicado. Eu, como portista, gosto imenso do André Silva, acho que tem um potencial enorme, mas nunca o meteria a titular neste momento porque o Aboubakar dá muito mais garantias, não me interessa se é português, espanhol, brasileiro ou chinês, o que me interessa é que joguem bem.
E é verdade que o André André tem estado em grande e até tem rendido mais do que Herrera e Imbula que foram bastante mais caros, mas quantos portugueses já contratamos que não deram nada, nem sequer retorno financeiro?
Valdo
Claro que é possível ter sucesso na Europa com produto made in Portugal.
E com o que se está a passar este ano cada vez mais acho que o problema está mais nos treinadores do que na falta de qualidade dos jogadores. Ou o ano passado o Benfica não tinha melhores resultados se tivesse apostado no Bernardo Silva?
Anónimo
Eu, como benfiquista, acho essa suposição de "se o Benfica tivesse apostado no Bernardo Silva teria tido muito melhores resultados" bastante falaciosa. Bem sei que o JJ não era perito em apostar na formação mas mudar-se um esquema táctico de 4 ou 5 anos por causa de um jogador parece-me utópico, a não ser que se trate de um Messi ou Ronaldo que desequilibre todos os jogos. E com o esquema táctico do ano passado, o Bernardo simplesmente não tinha hipóteses face a Salvio ou Gaitan, atendendo às posições que talvez pudesse fazer. Evidentemente que seria bem mais credível do que um Ola John, e nesse aspecto concordo que foi desperdiçado, mas não sou ingénuo ao ponto de dizer que ele iria mudar radicalmente o nosso jogo para melhor. Reconheço que ele hoje em dia está a um nível muito bom, mas por vezes há algum fanatismo à volta dos miúdos, só por serem da formação.
Luis Santos
LuisRafaelSCP
Está aqui a resposta àqueles que diziam que o fim dos fundos ia retirar competitividade e qualidade às nossas equipas na Europa. O produto nacional tem tanta ou mais qualidade que a estrangeira… é perfeitamente possível sem o apoio de fundos e bom boa movimentação de mercado, conciliar a aposta na formação com contratações exteriores sem fundos e manter os resultados e competitividade.
Pegando em exemplos concretos, e espero que não me ataquem por aí porque não se trata de qualquer tipo de provocação mas apenas um exemplo… em que é que um jovem argentino como Cervi pode ser visto como uma óptima contratação e um reforço, e um jovem como Guedes ou Gelson são demasiado jovens segundo alguns para serem figuras num candidato ao título? Porque é que Carrillo aos 20 anos podia ser sempre titular mesmo com rendimento perto do medíocre, mas para um jovem como Gelson com a mesma idade já tem de fazer tudo bem??? Sinceramente não entendo.
Enganem-se aqueles que acham que os fundos ajudam ou tornam alguém mais competitivo. Os fundos são, como bancos, na vida real. Emprestam para tirar dividendos para si…
PedroL
O produto nacional tem algo que o estrangeiro não tem por defeito. Raça e sentimento verdadeiro do clube. Alguns estrangeiros chegam a sentir como nós os clubes onde passam e ficam, mas a maioria são biscates que usam os nossos clubes apenas como trampolins!
PedroL
É só comparar o que sente Talisca com por exemplo Guedes. Acho que é completamente diferente. Claro que há casos eximios como Luisão, Salvio, Lima nos quais nota-se que realmente sentem o clube.
Mas de grosso modo, o jovem português fica mais encantado com a sua situação do que um jovem estrangeiro
MosqueteiroSLB
As coisas não são assim tão lineares.
Para começar falas como se os fundos não tivessem tido uma grande importância na constituição do plantel do Porto (nomeadamente a Doyen) e no do Benfica certamente também terão tido. Logo, o efeito ainda não se fez sentir, e até poderá não se sentir porque facilmente se arranjará algo para se esquivar.
Luis os fundos são negócios, e como qualquer negócio tentam também tirar lucros para si, isso é óbvio mas isso não os torna maus.
Já que falas em bancos…Muitas pessoas pedem empréstimos para começar negócios, às vezes falham e devem mais, outras acertam na lotaria e compensa pagar os tais juros do empréstimo.
Os clubes sabem o que são fundos e obviamente há sempre risco, o futebol não é uma ciência exacta e há milhões de maneiras de arruinar um investimento na compra de um jogador, mas esse é um risco que cabe ao clube correr e se quiser com ou sem a ajuda de um fundo.
Ninguém obrigou o Sporting a recorrer à Doyen. O Sporting fê-lo de livre vontade. Bem ou mal, foi uma decisão.
Cabe é aos clubes saber ajuizar e não se deixar dominar por um fundo. Cabe ao clube contratar os jogadores que acha útil e rejeitar os favores a fundos.
Com uma boa estratégia os fundos podem ser bastante úteis, mas não o fazem de borla.
Os portugueses têm tido sucesso, mas também têm tido uma ajuda brutal dos estrangeiros. O Benfica depende muito do Jonas e Gaitan, e ter jogadores como esses facilitam a apostas em jovens, se o Benfica não os tivesse precisaria de comprar um projecto que desse créditos no imediato e não num projecto.
O Luisão dá constantes indicações ao Nelson e acredito que a evolução do Nelson também se dá à conta disso.
No Porto o André André tem tido um bom desempenho, mas obviamente é influenciado pelo sucesso de Aboubakar, assim como o Ruben tem por exemplo o Imbula a compensar algumas falhas que possa ter.
A diferença entre o Gelson, Guedes e Cervi e dar oportunidades a uns e não a outros prende-se com o facto do potencial por eles demonstrado. O Di Maria veio com referências e demorou a explodir, o Gaitan igual, mas quando eles atingiram o nível esperado foram simplesmente imparáveis.
O Cervi certamente demonstrou algo para ter a cobiça que tem, se é superior ou inferior veremos. Mas não nos podemos esquecer que os extremos do Benfica estão constantemente na porta de saída e o Benfica pode preparar as coisas com antecedência, e não chegar à altura e entrar em pânico e contratar por contratar (algo como o Sporting fez por exemplo com Ciani), pois se o Benfica perde Gaitan, como seria? Guedes e Victor Andrade/ Nuno Santos a titulares? Eu reconheço potencial, mas não se podem lançar jovens aos lobos pois até se afirmarem o Benfica poderia perder vários pontos.
LuisRafaelSCP
MosquteiroSLB
Se o Gelson tiver as mesmas oportunidades e confiança dos treinadores que o Carrilo teve, quando chegar aos 24 anos, pode ser tão bom ou melhor que o Peruano, não tenho dúvidas nenhumas disso. A diferença é que por ser português, a paciência e as oportunidades podem não ser as mesmas… é aí que está o ponto fundamental.
Anónimo
O Cervi vem substituir o Gaitan, que infelizmente deverá sair no final da temporada. Jogar com 2 extremos da formação, com 2 jogadores inexperientes a extremo, é muito complicado. Têm de se ir metendo aos poucos, é um processo que demora muito.
Bruno
Fábio Mendes
Bruno,
a continuar a jogar desta forma até final de Dezembro, penso que Gaitán saí já em Janeiro.
Anónimo
É verdade, Fábio. Eu nem quero pensar nisso, mas com estas 2 exibições na champions (e as que fez no campeonato, mas os grandes europeus estão mais atentos à liga milionária), deverão haver clubes dispostos a bater a cláusula do Nico (tendo em conta o mercado super inflacionado).
Bruno
PedroL
A comparaçao do Gelson e do Carrillo é muito simples. Há uma motivaçao extra do clube a tentar recuperar investimento. Por issso é que é muito mais facil descartar um jovem portugues a custo zero que um jovem estrangeiro que custou uns quantos milhoes e umas comissoes.
Diogo
Gostava que implementassem aquelas regras que o VM está sempre a referir quando recorda que o Mourinho ganhou a Champions com 9 ou 10 portugueses, muitos deles que antes de chegarem ao Porto jogavam em equipas de meia tabela.
MosqueteiroSLB
Tal como eu andava a dizer, eu acho que os portugueses têm qualidade e devem ser aposta, mas têm que merecer e justificar essa aposta.
Antes no Benfica não eram concedidas oportunidades, ao se eram era porque eram os únicos que haviam. Felizmente já não é assim. Nelson tem justificado, Guedes tem feito muito mais que o Ola John.
Não acho que se deva apostar no português pelo facto de o ser, mas sim por mostrar qualidade. Queremos a equipa o melhor possível, e por isso jogam os que estão nesse lote. Não é por umas vitórias que a teoria da competitividade é válida, nem por uma derrota a aposta em portugueses não deve ser feita.
Se analisarmos o plantel do Benfica, eu preferia ter um bom estrangeiro no lugar do Eliseu (por exemplo Siqueira), mas tivessemos um português tipo Coetrão, então esse seria a aposta.
O André Almeida tem-se safado, mas obviamente que o Benfica precisa de um 8 para fazer dupla com Samaris, e não é um jogo que o muda.
O Guedes tem-se portado bem, mas quando o Salvio regressar provavelmente sairá do 11, sendo que este continuará a ser aposta e a preparar a sua sucessão com calma e qualidade.
O Nelson é o único que é indiscutível. É o único que não vejo que tenha que sair do 11, pois aproveitou as suas oportunidades de forma brilhante e registou uma evolução tremenda.
O Benfica tem é que continuar assim, jogam uns e outros e quem provar jogará. Não podemos cair no erro que achar que há substitutos para todos na formação, porque não haverá. Precisamos de um 8, arranja-se alguém enquanto se prepara o Renato, e por aí fora.
Anónimo
Acho que se está a embandeirar demasiado alguns jogadores, quando toda gente sabe que o motor do Benfica é o Gaitan, e sem o Gaitan o Benfica ficaria pior que o Sporting sem o Carrillo.
Mário
Ricardo Ricard
Claro que sim, no Benfica só o Gaitan é que joga à bola, no Sporting são 11 craques.
João
O comentário do Mário é bastante perspicaz. Gaitan e Jonas são os melhores jogadores do Benfica e do campeonato.
O processo ofensivo do benfica é, basicamente, entregar-lhes a bola e eles tratam do resto. Não é pelo Samaris ou o Guedes que o o Benfica marca a diferença-
Isso ocorre em quase todas as equipas do mundo, que depositam o seu sucesso nos seus desiquilibradores.
O Sporting sem o Carrillo fica sem o unico desiquilibradore perde muito do seu poder ofensivo.
Assis
Não percebeste Ricardo, cerpo por cepo não se dá pela diferença, agora tirar gaitan sente-se logo na equipa tirar o melhor jogador do campeonato n~´ao é fácil. Por isso é que o Benfica ficava pior.
Rúben Gomes
Pois. Normalmente as equipas desiquilibram através dos centrais. Ou quem sabe dos Guarda Redes.
Penso que o Gaitan deve estar na lista para a Bola de Ouro. Anda a ganhar sozinho os jogos do Benfica. Incluido no Calderon. Cuidado Messi.
Anónimo
Gostei muito do Samaris a sair a jogar contra o Atlético… Que jogador, o Samaris está simplesmente fantástico. Provavelmente não vai é aguentar a época toda, terá de descansar. Quanto ao Gaitan e o Jonas, o Benfica sempre superou a perda de grandes jogadores, tal como qualquer outro grande clube.
Bruno
RREB
Antes o Benfica vivia só do Gaitan, agora se não fosse o Gaitan e o Jonas o Benfica não tinha ataque, daqui a uns meses juntam o Mitro o Guedes o Jardel e no fim dizem que se não fossem eles o Benfica era banal.
Dar mérito ao treinador por eles estarem na melhor forma de sempre é que já é mais complicado
João
Enfim, nem com desenhos se vai lá.
Algo tão simples como afirmar que o Benfica sem o Gaitan e sem o Jonas é, ofensivamente, banal cria muita urticaria, como se fosse mentira.
O que uma vitória (excelente, diga-se) contra uma grande equipa faz. De repente toda a equipa é excelente e todos marcam a diferença.
Anónimo
Moreirense, Gaitan recua para defesa esquerdo, o Benfica em 10 minutos passa de um 0-1 para um 2-1 com claro destaque para o argentino, homem do jogo.
Astana, Benfica faz um jogo muito fraco face à falta de qualidade do adversário, numa jogada de inspiração do argentino, oferece os 3 pontos à equipa.
Madrid, um golo e uma assistência que vale meio golo.
Sim Rúben, o Gaitan é mais importante para o Benfica que o Messi para o Barcelona isso não tenho dúvida. Claro que temos que dar mérito também ao processo defensivo da equipa que também estado bem.
Mário
Francisco A.
Acima de tudo, quero que o meu clube ganhe, se entre ganhar os mesmo títulos com portugueses ou com estrangeiros, é claro que prefiro que seja com portugueses.
Um 11 do Porto só com Portugueses( incluindo emprestados ), seria em 3-4-3:
João Costa, Ricardo Pereira, Danilo, Rafa, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Francisco Ramos, André André , Varela, Hernani, André Silva
Com este 11 ficaríamos em 4º no campeonato, provavelmente.
O importante é, se houver qualidade que se vá convocando e dando tempo de jogo na equipa A. Não tem lógica, meter mais portugueses, só para depois dizermos que temos X e antes tínhamos Y.
Kafka I
Inteiramente de acordo, se me derem a escolher entre o Benfica ganhar o campeonato com um plantel de 23 jogadores nascidos no Botswana, ou ficar em 2º lugar com um plantel de 23 Portugueses eu nem penso uma vez sequer e prefiro os 23 jogadores do Botswana
Portanto é como dizes eu quero é que o meu clube ganhe, isso é o fundamental, depois se é com Chineses ou Portugueses não é relevante…o que interessa é a qualidade do jogador e não a maternidade onde nasceu.
Diogo C
Preferia: Caio, Ricardo Pereira, Verdasca, Diogo Leite, Fernando Fonseca, Rúben Neves, Danilo Pereira, André André, Varela, Hernâni, André Silva
Anónimo
Concordo com ambos, mas não nos podemos esquecer que se a aposta no jogador português for maior, certamente se formará mais e melhores jogadores.
E não nos podemos esquecer que esta nova "fornada" de jogadores portugueses se deve à recente aposta na formação, porque os jogadores passam a ter oportunidades nas equipas B onde é tudo ou nada: ou saem jogadores ou desaparecem do mapa!
Nos últimos anos batemos no fundo, a procura do jogador estrangeiro por todas as equipas do campeonato sem excepção fez com que os jovens jogadores portugueses não tivessem hipótese em começar nos clubes do escalão principal.
No fundo o ideal é o meio termo: base nacional com complementos estrangeiros de qualidade comprovada.
Bruno M.
Pedro Silva
Contra toda a gente irei falar mas não percebo a importância exagerada que dão a este assunto. Assim como o objectivo final de uma empresa é gerar o maior lucro possível, o objectivo final de um clube é ganhar o mais possível. Na minha opinião as pessoas confundem a selecção nacional com um clube. Não percebo como não acham normal as equipas grandes só terem estrangeiros. Os jogadores portugueses são menos de 1% dos jogadores de todo o mundo, é perfeitamente normal que as equipas grandes encontrem mais jogadores nos restantes mais de 99 % do mundo, isto não faz sentido?? Agora, outra questão completamente diferente é a qualidade da selecção nacional, que obviamente aumenta se as equipas colocarem a jogar jogadores portugueses, mas repito, é uma questão bem diferente. Se queremos ter uma selecção melhor concordo que coloquem regras mais severas em termos de número de jogadores portugueses que uma equipa portuguesa tem de ter, mas se essas regras não existirem na minha cabeça não faz sentido um clube apostar numnum jogador com base a sua nacionalidade. Ou seja, a culpa da falta de jogadores portugueses não é dos clubes mas sim da federação, a instituição responsável pela selecção nacional. Quando vão deixar de atirar pedras sempre aos mesmos, e começam a atirar pedras às pessoas certas??
Fernando
Quero o meu Benfica a ganhar, seja ou näo com portugueses, o Benfica é uma nacäo, pelo que näo se circunscreve a uma nacionalidade. Considero os PALOP täo ou mais lusos que os da capital do império!
Geógrafo
AndreC.
Eu quero é ganhar, ponto.
Agora se me sabe melhor ganhar com 4 tugas em campo e com um golo dum miudo de 18 anos? Claro que sim. E saber que num futuro próximo vamos contar no plantel com o Renato e o joao carvalho por ex é uma coisa que me deixa bastante contente. E não é só por serem portugueses mas sim porque tem potencial para chegar a um nível altissimo.
João Dias
Os portugueses não ficam em nada a dever ao jogador estrangeiro. Chega de comissões. Aprendam a viver com o que têm.
Pedritxo
Os portugueses devem ser aposta, porque tem qualidade, mas nao e po-los a todos ao monte e fe em deus, porque assim simplesmente nao resulta, e ir entregando aos poucos, no maximo 2,3 no 11, e depois no banco, mais 1,2.
Os numeros nao sao precisos, porque tudo depende das geraçoes, ha geraçoes que pode ter 6,7,8,9 jogadores bons e com qualidade e outra so com 2,3,4 jogadores.
Joao Vicente
Isso de jogadores nacionais é muito bonito e até eu sendo brasileiro gostaria de ver o meu Benfica com mais jogadores nacionais e que consequentemente representassem a Seleção Portuguesa, como por exemplo o faz o Barcelona.
Mas é preciso pensar que não é só porque marca muitos golos ou se exibe a bom nível nos juniores ou equipa B que o jogar será de nivel para ser titular nos grandes.
Vejamos Nelson Oliveira, é certo que andar a saltar de clube todos os anos não é benéfico para ninguém mas a realidade é que não convenceu em lado nenhum e será por falta de qualidade? Acho que não, mas sim falta de cabeça ou vontade, porque como as coisas estão em Portugal em relação a aposta nos jovens, basta que um tenha talento e que dê uns toques bonitos e marque golos que toda a gente começa a dizer que tem que ser aposta e quando têm oportunidades não demonstram nada, as vezes mal correm em campo. Pelo contrário, os jogadores estrangeiros como olham para os clubes de cá como "trampolins" para clubes maiores, chegam e dão tudo, pelo menos é essa a ideia que tenho em muitos casos.
Felizmente para mim, como benfiquista, Semedo e Guedes estão a contrariar tudo aquilo que disse em relação aos jovens nacionais, assim como Ruben Neves, aparentemente Gelson, e espero que mais venham!
I.C.E.
Sendo honestos, vemos que nos grandes quem tem qualidade, em regra geral, joga com regularidade. Por isso, não me admiro que jogadores como o André André, Neves, Guedes, Semedo, Danilo tenham tempo de jogo. Mas para isso têm de ter qualidade para tal.
Por exemplo, o André Gomes, o Bernardo e o Cancelo tinham lugar nos encarnados? Tinham. Foram aproveitados? Não.
Mais importante que a nacionalidade é a qualidade. Romantismos à parte, um jogador que seja formado num clube da dimensão dos três grandes que tenha qualidades para jogar num campeonato superior só fará uma carreira longa nesse clube porque ou não tem qualidade suficiente ou tem um salário pornográfico.
Mais importante, são os títulos. Que adianta jogar com 11 portugueses/formados no FC do Porto se no final não se ganha nada?
Fernando
Correccäo, com o André Gomes ainda ganhamos o apuramento para uma final de taca de pt, consequentemente ganha!
cumprimentos
I.C.E.
Fernando,
Está correto, mas dele pouco aproveitaram tendo em conta o seu potencial e as suas capacidades. Longe de nutrir amizade pelos encarnados, reconheço que um meio-campo com Samaris a 6, André Gomes e Gaitán em cada lado e o Bernardo a 10 seria muito difícil de parar.
Nuno R
permitam-se ser um ganancioso, mas 7 em 22… é pouco.
A questão nunca foi o "ganhar, ou competir, com o jogador português", mas sim o "ganhar, também com o jogador português".
Por vezes parece que quem pretende mais jogadores nacionais é xenófobo, não reconhece qualidade aos estrangeiros, ou os quer simplesmente eliminar dos planteis. os estrangeiros sempre terão lugar, seja por terem qualidades superioras (como o Gaitan), seja por terem características físicas diferentes (como acontecia com os nórdicos do Benfica, há uns anos atrás).
A questão é que os portugueses não têm oportunidades. Apenas isso. Os treinadores dão espaço de manobra e desenvolvimento a jovens estrangeiros (quantas vezes enterrou um DiMaria antes de se afirmar? Ou o Markovic, que só jogava com bola?), em detrimento dos portugueses. Um português de 20 anos está "verde", já um brasileiro é para colocar a jogar.
É tudo uma questão de oportunidade; o Andre, Ruben ou Semedo tiveram oportunidades. Não serão melhores que o Sergio Oliveira, ou outros, simplesmente tiveram tempo de jogo, e aproveitaram.
O william é um bom exemplo: se ele fizesse o que faz num Arouca, a resposta seria "ele só faz aquilo numa equipa pequena". Não tivesse o Jardim apostado nele, estaria emprestado a uma equipa da I Liga, ou no Chipre. Apostaram nele, ele cumpriu, fim de história.
João Dias
Agora pensa: será que teríamos um talento brutal como o Rúben Neves neste nível se o Mikel não se tivesse lesionado na altura?
Nuno R
Depende se o Mikel se afirmasse ou não.
Anónimo
O Sérgio Oliveira penso que foi um mau exemplo. Do que vi na época passada (na 2ª metade o Ruben Pinto roubou-lhe o lugar, e jogou melhor que ele – e não é nada de especial), ele não é mesmo jogador para o Porto. Mas eu compreendo a tua ideia. Se tivessem custado dinheiro, provavelmente os treinadores seriam mais tolerantes ao erro, e continuariam a apostar neles. Eu acompanho a formação do Benfica, e o clube, como se sabe, tem feito um grande trabalho nesse capítulo. Espero que jogadores como o Renato Sanches e o João Carvalho tenham oportunidades, porque se nota que têm qualidade. Mas por exemplo, ao mesmo tempo quero que o Zivkovic venha. Tem de haver um equilíbrio, e existem talentos fora do comum em que vale a pena investir. Mas dar sempre prioridade ao que temos em casa, principalmente porque conhecem o clube, gostam do clube, não temos de pagar por eles e recebem muito menos.
Bruno
João Dias
Bom exemplo do João Carvalho.
Do tipo de jogador que espalha perfume com a bola.
Anónimo
Este comentário era para ser resposta ao Nuno R.
Bruno
Anónimo
Pois eu penso que nao só se pode brilhar na liga dos campeoes com 5,6 portugueses, chegando aos 4º de final, como penso ainda que só assim a poderemos ganhar um dia.
Os nossos miudos ja provaram que desde que haja aposta dos clubes na formaçao, podem competir com e ganhar aos melhores. Não há razao para que nao o façam como seniores. Para quem torcer o nariz a esta afirmaçao, basta olharem para o historial das selecçoes jovens de Brasil, Argentina, Alemanha, França, Espanha e Italia e compararem com os resultados nos seniores uns anos mais tarde. Tambem podem observar que as duas selecçoes jovens portuguesas que foram campeas mundiais formaram a base da unica selecçao portuguesa (tirando os magriços e a de 84) que lutou ate ao fim por titulos mundiais. Neste caso essas duas geraçoes foram compostas com os jogadores do Porto do Mourinho.
Ao apostarem em jogadores portugueses de qualidade e às vezes em alguns que APARENTEMENTE nao têm tanta qualidade assim (vide Andre Andre), que saem muito mais baratos, guardam o dinheiro para investir em estrangeiros de grande valor. Para ser possivel manter esses portugueses de grande qualidade nos planteis há que, por um lado, poupar dinheiro em contractaçoes desnecessarias, por outro, há que aumentar as receitas nao resultantes de vendas de jogadores. Manter os jogadores 4,5 anos, permitirá vendê-los por muito mais do que os 15 milhoes da ordem na actualidade. Por conseguinte será necessario vender menos quantidade deles e ir aumentando os ordenados. O Porto já faz isso ha bastante tempo.
Uma grande equipa é mais que a soma da qualidade individual dos seus jogadores. Toda a gente perceberá que as grandes selecçoes sao sempre ou quase sempre compostas por jogadores que jogam juntos ha muitos anos.
Podemos olhar para o benfica e para o Porto como um exercicio para projectarmos o futuro. Nao sei se haverá condiçoes (economicas ou outras) para que se realize.
No benfica vejo como grandes jogadores com potencial de competirem com os melhores no futuro (como ja o fazem agora nas camadas jovens tanto nos clubes como nas selecçoes) jogadores como Nelson Semedo, Renato Sanches, Gonçalo Guedes e Joao Carvalho. Haverá ainda algumas incognitas como Joao Nunes, o sueco que esta na equipa principal e outros que poderao atingir um bom nivel como o Guzzo e o Nuno Santos. Tambem nao muito mais novos, temos o JP e o avançado do qual nao me lembro do nome. Haverá outros que nao conheço ou nao me lembro, outros como o Nelson Semedo que aparecerão ja mais velhos e ainda os que aparecerao noutras equipas e que podem ser contractados. Olhando para o Andre Gomes, o Bernardo, o Cancelo, etc, vê-se facilmente que ja o poderiamos estar a fazer.
No Porto nao conheço tao bem mas vejo jogadores como Danilo (foi um monstro no mundial de sub 20), Ruben Neves, Andre Andre, Andre Silva, Ivo Rodrigues e Moreto Cassamá com qualidade para serem titulares no Porto. Agradecia que alguem compusesse estas listas.
Os dois treinadores do benfica e do porto ja deram provas de serem bons a ajudarem os jogadores a transitar dos juniores para os seniores. Ja o Jesus nao – Nao me venham com conversas porque todos os jogadores jovens internacionais ou nacionais (com a excepçao do Andre Gomes), que ele lançou, já tinham feito essa transiçao no país deles ou noutros clubes. Pode ser que mude.
Joao
Anónimo
Dando o exemplo da equipa do FC Porto que venceu a Champions em 2004, mesmo tendo em conta a 'raridade' da situação.
O FC Porto disputou a final da Champions de 2004 com 13 portugueses em 18 convocados.
Da formação – Vitor Baia, Jorge Costa, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho.
Vindos de clubes nacionais – Paulo Ferreira, Nuno Valente, Maniche, Pedro Mendes, Bosingwa, Pedro Emanuel, Deco.
Vindos de clubes estrangeiros – Costinha, Nuno.
(não convocados para o jogo, mas parte do plantel – Bruno Vale, Mario Silva, Secretario, Cesar Peixoto, Ricardo Fernandes, haha, até o Marco Ferreira!).
É possível fazer equipas competitivas de jogadores nacionais ou internos. É preciso é o esforço, e deixar de ceder às negociatas dos empresários. É certo que às vezes sai jackpot, com Falcão, James, Hulk, Jackson, etc… mas é de muito risco o investimento.
Recordo outros jogadores preponderantes que vieram do mercado interno : Pepe veio do Maritimo, Helton veio do U. Leiria, Sergio Conceição do Felgueiras, Derlei do Leiria – ai, ninja ninja :).
Isto tudo para dizer que gosto de ver o sucesso com jogadores nacionais ou do mercado interno… vencer a Champions em 2004 (já num panorama moderno do futebol, com a Champions nos moldes actuais) com tal equipa, foi algo de sensacional.
Cumprimentos,
HR