Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Algarve Cup: Alemanha vence a prova que conta com as melhores do mundo, mas que passa praticamente despercebida em Portugal

Terminou hoje a XIX edição da Algarve Cup, prova que se realiza anualmente no nosso país e que é uma espécie de “mundialito” feminino. À excepção de Brasil e França, as principais selecções do panorama mundial, incluindo as finalistas do último mundial, Japão e EUA, marcaram presença na competição que reúne as melhores intérpretes do planeta. A vitória acabou por sorrir à Alemanha, que bateu as campeãs do mundo numa final espectacular, por 4-3 (o golo do triunfo acabou por ser marcado já depois dos 90′, por intermédio de Mbabi, que fez um hat-trick e foi a melhor marcadora do torneio). As germânicas voltam assim a assumir-se como a principal nação do futebol feminino, depois da desilusão que foi o último Campeonato do Mundo (foram eliminadas nos quartos-de-final). No terceiro posto, ficaram as americanas, que bateram a Suécia por 4-0. Quanto a Portugal, terminou no 10º lugar (o máximo a que podia aspirar era o 7º), depois de perder com a congénere chinesa por 1-0. A selecção agora orientada por António Violante teve uma participação positiva, terminando com 2 vitórias (sobre a Hungria e Irlanda) e 2 derrotas (com o País de Gales e China). Um conjunto que tem evoluído, principalmente devido à internacionalização das jogadoras (muitas actuam no campeonato espanhol e em universidades americanas). Em termos individuais, importa destacar a qualidade de Ana Borges, lateral/extremo muito rápida, que apontou 3 golos e foi claramente a melhor da equipa portuguesa. No entanto, os principais obstáculos da nossa selecção continuam a ser a inferioridade física, comparativamente a todas as outras selecções e, claro, a inexperiência, resultante da pouca competição ao mais alto nível. 

Importa frisar que apesar de o cartaz ser apelativo, a afluência de público foi muito fraca (eram mais os alemães a assistir aos jogos do que os portugueses). O destaque dado pela comunicação social também foi praticamente nulo (as americanas tinham um canal próprio que acompanhava diariamente o seu dia-a-dia, enquanto que a febre do futebol feminino no Japão trouxe também bastantes jornalistas a Portugal), o que não se percebe, dada a dimensão do evento (é um grande factor de divulgação da região e do país). 
O que é preciso para que haja uma afirmação do futebol feminino em Portugal? Em primeiro lugar, é preciso que o público altere a sua mentalidade. Depois, é necessário que se tomem medidas, no sentido de reforçar a aposta na formação, com o objectivo de aumentar a competitividade do campeonato nacional (o 1º de Dezembro é o eterno campeão). Para já, uma boa notícia. Mónica Jorge, agora directora da Federação, afirmou que existem contactos com Porto, Benfica e Sporting para a criação de equipas femininas. Será esta a única forma de conseguir valorizar e incentivar a modalidade no nosso país? 

Deixa um comentário