O Benfica apresenta um dos melhores plantéis da sua história (pelo menos desde 1993-94 é indiscutivelmente o melhor). Não há memória da equipa encarnada apresentar tantas soluções como esta versão de 2011/12. Ao seu dispor, Jorge Jesus tem um lote de jogadores onde a qualidade abunda, podendo dar-se ao luxo de deixar no banco Saviola, Nélson Oliveira ou Bruno César, enquanto Capdevilla vê os jogos da bancada, apesar de ninguém saber o porquê de Emerson ser titular. Para além destes, outros elementos foram “despachados” da equipa. Carlos Martins, Jara ou, mais recentemente, Enzo Pérez e Rúben Amorim -que foi emprestado ao rival Sp. Braga – são prova de que o Benfica tem um plantel tremendo, sendo possível emprestar jogadores deste calibre.
O tribunal da Luz tem as suas preferências. Se Cardozo é injustiçado mesmo marcando golos, Aimar é idolatrado e cada toque na bola é sinónimo de magia, provocando o “bruá” nas bancas. Rodrigo e Nélson Oliveira são jogadores que têm um futuro enorme à sua frente; Nolito foi uma verdadeira surpresa, surpreendendo tudo e todos com as suas prestações ao passo que Witsel e Garay traziam consigo selo de garantia, oferecendo à equipa a tranquilidade necessária, quer na zona do “miolo”, quer no eixo-defensivo. Contudo, no meio de tanto artista, há um nome que vai passando despercebido mas é essencial no onze de Jorge Jesus: Maxi Pereira. O uruguaio é um verdadeiro guerreiro, deixando tudo em campo durante os noventa minutos, ou seja, o típico jogador que qualquer treinador gostaria de ter no seu plantel. O espirito de entrega e de luta é notável, mas o internacional charrua não se caracteriza só por isso. Apesar de não ser um prodígio técnico, Maxi sabe tratar bem a bola, conseguindo partir de trás e ir à linha final cruzar para os companheiros. A juntar a isto, “El Mono” é um jogador tacticamente evoluído e a sua presença no onze de Jesus é extremamente importante. Se a nível defensivo revela competência, no que diz respeito ao plano ofensivo a forma como o lateral de 27 anos se envolve é vista como necessária, de modo a criar os desequilíbrios nas defesas contrárias.
Chegado à Luz no Verão de 2007, Maxi Pereira não é um jogador de encantar ou proporcionar espectáculo (excepção feita ao golo frente ao AC Milan). Em vez disso, o internacional uruguaio é um operário, sempre pronto a ajudar, disputando cada lance como se fosse o último da sua carreira. É um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos do Benfica, sobretudo pela forma como se entrega ao jogo, sempre a 200%, colocando os interesses colectivos à frente dos seus. Os raids de “Super Maxi” são já um hábito para quem vê os jogos do Benfica, e o lateral-direito vai continuando a conquistar os adeptos com no seu estilo inconfundível.
Será Maxi Pereira um dos melhores laterais-direitos da história do Benfica? O uruguaio irá permanecer na Luz? Ou as suas boas prestações, sobretudo a nível internacional, poderão levar à saída de El Mono? E no ranking dos melhores jogadores do Benfica esta época, em que lugar colocaria Maxi?
A. Mesquita
PS – Na sondagem que promovemos (tanto no blog, as questões que colocamos aos leitores apresentam sempre uma ideia/objectivo, como na nossa página do Facebook), Maxi Pereira foi considerado o melhor lateral direito a jogar em Portugal neste momento. João Pereira ficou em 2º, Danilo em 3º, Salino em 4º, Cedric em 5º e Sapunaru em 6º lugar.

