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Porto é goleado pelo City e diz adeus à Liga Europa; Azuis e brancos (com o maior orçamento de sempre do futebol português) depois do descalabro na Liga dos Campeões, não conseguem revalidar o título europeu (hoje voltou a faltar um avançado centro) e resumem as suas aspirações para esta época ao campeonato e Taça da Liga

Manchester City 4-0 Porto (Agüero 1´, Dzeko 76´, Silva 83´ e Pizarro 85´)

Apesar da boa réplica do Porto, os azuis e brancos acabaram goleados em Manchester (o resultado engana, pela maior posse de bola e domínio portista, mas pelas oportunidades flagrantes desperdiçadas por Agüero e Yaya Touré até peca por escasso), dizem adeus às competições europeias (com um total agregado de 6-1 nesta eliminatória) e à hipótese de revalidar a conquista da Liga Europa. Com esta eliminação, apenas o campeonato e a Taça da Liga podem salvar Vítor Pereira, no entanto e considerando que estamos perante o maior orçamento de sempre do futebol português até esses 2 títulos podem significar muito pouco para o que estava traçado pela direcção azul e branca.
No que diz respeito à partida, o City marcou logo aos 18 segundos com Agüero a aproveitar uma fífia de Otamendi. Mas um Porto personalizado respondeu ao golo contra madrugador e partiu para uma boa exibição, principalmente pela capacidade em fazer posse de bola em terrenos ofensivos. No entanto, apesar do maior domínio dos portistas (ficou a dúvida se não térá sido consentido pelo City de modo a explorar as transições) pertenceram aos citizens as melhores oportunidades da partida até ao intervalo. Yaya Touré foi desperdiçando o que Agüero ia criando. Na 2ª parte, o Porto voltou a entrar forte a ter mais domíno, mas a verdade é que não conseguia criar uma verdadeira oportunidade de golo. Já depois de Vítor Pereira ter mexido na equipa (Otamendi saiu por lesão e Varela estranhamente por opção), o City em mais uma transição ofensiva fez o 2-0. Agüero (o melhor em campo) desmarcou Dzeko e o bósnio sozinho finalizou. Na sequência desse lance, Rolando foi expulso por protestos e a partida ficou sem história até final. Os citizens acabaram por aproveitar os erros defensivos do Porto e fazer mais 2 golos, mas a verdade é que a eliminatória ficou decicida com o tento de Dzeko.

Destaques

Porto – O VM bate nesta tecla deste Setembro, e hoje ficou mais uma vez provado que 70% do descalabro que está a ser a época portista é da SAD azul e branca. Não se pode investir 100 milhões e deixar uma lacuna gritante no plantel como é a falta de um avançado. No príncipio da temporada a aposta foi Kléber que em 2010-11 só tinha marcado 7 golos na Liga, em Janeiro foi Janko que nem podia actuar na Liga Europa, e os resultados estão à vista: eliminação da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Hoje (entrando pelo campo da futurologia) pareceu claro que com um avançado competente, os azuis e brancos podiam ter conseguido algo mais. 

Vítor Pereira – É um dos responsáveis pela péssima época do Porto (mesmo que vença a Liga, considerando o super-orçamento portista, será sempre um ano muito aquém das expectativas azuis e brancas) e hoje apesar da boa exibição portista cometeu alguns lapsos pouco explicáveis. Sapunaru foi suplente em detrimento de Maicon e apesar da necessidade que o Porto tinha em marcar fez os 90m sem nenhum avançado centro (Kléber que foi em tempos um titular indiscutível hoje nem serviu para sair do banco). 

Moutinho – A melhor unidade do Porto. Encheu o campo em termos defensivos e ofensivos, emprestando não só uma entrega assinalável ao jogo portista como alguns pormenores técnicos (belo lance sobre David Silva) e no capítulo do passe irrepreensíveis. 

Otamendi/Hulk – O argentino começou o jogo com o pé esquerdo (um erro permitiu ao City fazer o 1-0) e nunca mais se encontrou quer no plano defensivo como em termos ofensivos (desperdiçou uma das melhores unidades do Porto); já o brasileiro voltou em “momentos-chave” a denotar um excesso de individualismo. 

Man City – Os citizens acabaram por confirmar o seu favoritismo e vão agora defrontar o Sporting ou Legia na próxima fase. Agüero pelo golo, pela assistência e pelas situações ofensivas que criou foi de longe o melhor em campo e voltou a demonstrar o porquê de ser um dos 15 melhores jogadores do Mundo; Yaya Touré esteve algo perdulário; Clichy foi um dos melhores do City e esteve imbatível na defesa; David Silva acabou por somar a uma exibição “apagada” um golo; enquando que a dupla Kompany-Lescott demonstrou segurança. 

Lucho/James – Foram os responsáveis pela boa posse de bola dos azuis e brancos. Protagonizaram várias triangulações em terrenos ofensivos, Lucho esteve mesmo em “zona de disparo” (2/3 remates à entrada da área que podiam ter tido outra finalização), mas a verdade é que faltou sempre uma referência ofensiva para dar sequência às suas jogadas.

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