FC Porto 2-0 Marítimo (C. Rodríguez 80′ e Briguel 82′ p.b.)
O encontro antes e depois da expulsão de Roberge (o francês levou 2 amarelos no espaço de 1´e foi expulso aos 40´ ) foi de sentido único, com o Porto a dominar por completo a partida, e o Marítimo a assumir claramente uma postura defensiva. Apesar desse domínio, no 1º tempo, apenas Belluschi depois de uma prenda de Peçanha teve uma verdadeira oportunidade de golo (o argentino completamente isolado não conseguiu superar o brasileiro). Com a expulsão, Vítor Pereira colocou tudo o que tinha na frente, e as oportunidades de golo foram aparecendo quase à medida que os minutos passavam (principalmente por intermédio de Kléber e Belluschi), no entanto Peçanha tudo conseguia travar. Até que ao minuto 79´ Danilo Dias isola-se, e apenas com Helton pela frente atira à barra. Na jogada seguinte, “Cebola” aproveita um excelente trabalho de Belluschi e desbloqueia o marcador. Dois minutos depois, Briguel marca na própria baliza e o resultado estava em feito. Em suma, uma vitória clara e justa do Porto perante um Marítimo que apenas (mesmo com 11) se limitou a defender.
Destaques
Marítimo – O quarteto defensivo esteve a bom nível, principalmente os centrais João Guilherme e Igor Rossi, mas Sami, Heldon e Baba passaram completamente do jogo e com isso falharam as habituais transições ofensivas dos madeirenses. Pedro Martins montou uma estratégia muito defensiva, e isso afectou claramente a habitual dinâmica da turma insular. Pedia-se mais ao actual 4º classificado.
Vítor Pereira – Este Porto melhorou claramente desta a partida de Donetsk, e hoje além da boa exibição (dominaram por completo a partida), é de destacar as substituições oportunas do técnico portista, que mexeram de maneira decisiva com a partida. É igualmente de salientar o facto de VP ter colocado em campo jogadores (Rolando, Moutinho e Alvaro) em risco de falhar a partida contra o Sporting.
Porto – Está mais forte, vai ficar ainda mais forte com Danilo, e parece claro que superou psicologicamente o mês de Outubro e Novembro. Desenganem-se quem julga que os portistas são os mesmos que defrontaram o Apoel e a Académica. Aliás parece que foi esse menosprezo pelos dragões que lhes deu força para superar os rotundos falhanços que tiveram.
Peçanha – A melhor unidade em campo. Defendeu praticamente tudo e demonstrou uma enorme segurança.
Fernando/Moutinho – Anularam por completo o meio campo do Marítimo e foram os responsáveis por travar as saídas rápidas dos madeirenses. Duas das melhores exibições do Porto.
Belluschi – Muito perdulário, mas de longe a melhor unidade portista. Foi dele a jogada do 1-0, esteve praticamente em todo o lado, e acrescentou a técnica que muitas vezes falta ao meio campo azul e branco.
Kléber/Cebola – O 1º deu presença na área, mas nunca conseguiu superar Peçanha; já o dispensado uruguaio acabou por ser decisivo ao entrar e fazer o 1-0.


