Sporting 1-0 Nacional (Onyewu 23´)
No que diz respeito ao encontro, a 1ª parte foi de total domínio do Sporting. Elias, A. Martins e Carriço dominaram o meio campo nas acções com bola e sem bola, Capel e Carrillo pareciam estar em excesso de velocidade, e o golo acabou por aparecer com naturalidade. Os leões tinham um enorme caudal ofensivo, justificavam inclusive chegar ao intervalo com outro resultado, e o Nacional apenas apareceu num remate à barra casual de Mihelic. No entanto, no 2º tempo tudo mudou, os leões adormeceram, perderam o domínio do meio campo, e um Nacional mais atrevido foi criando oportunidades. Rondon por duas vezes podia mesmo ter marcado (1º rematou ao lado, na 2ª proporcionou a Patrício a defesa da noite), e o clube leonino apenas ia aparecendo pelas acções de Capel. Com a expulsão de Stojanovic os insulares desapareceram, e o clube leonino apesar da superioridade numérica ia pecando pelo excesso de individualismo. Em suma, uma vitória justa dos leões embora sofrida e sem deslumbrar (as partidas duram 90 minutos e não acabam ao intervalo).
Onyewu – O melhor em campo e com um golo decisivo na conquista dos 3 pontos por parte dos leões (aliás, devido à sua importância nas bolas paradas, já deu 6 pontos ao clube leonino). Imponente no jogo aéreo, teve vários cortes preponderantes.
Rui Patrício – É definitivamente um guardião que (já) dá pontos. Demonstrou segurança nos cruzamentos e fez uma defesa absolutamente fantástica a cabeceamento de Rondón, que evitou o empate.
Nacional – A equipa tem talento, técnica e velocidade para estar nos 6/7 primeiros lugares. Mateus é o jogador mais na turma insular, hoje voltou a ser o melhor dos madeirenses. Rondon falhou 2 golos algo fáceis, Diego Barcelos e Candeias tem capacidade para dar criatividade e técnica à equipa, e a dupla Neto-Lopes (que hoje anularam Wolfswinkel) apresentam qualidade. Hoje a péssima 1ª parte e a ineficácia acabaram por trair o conjunto de Caixinha.
João Pereira/Ínsua – Não foram exibições conseguidas dos dois laterais, menos acutilantes que o habitual no ataque e a concederem demasiado espaço nos respectivos flancos. Principalmente o argentino, que denota alguma falta de velocidade perante extremos rápidos.
André Martins – Boa estreia para a liga do médio leonino, pautando a sua exibição pela qualidade de passe e pela inteligência em todas as acções. Na 2ª parte, contudo, foi perdendo alguma intensidade, e com isso o próprio futebol leonino perdeu qualidade.
Capel – Um jogo ao seu estilo. Muita velocidade, muita garra, mas pouca qualidade na definição dos lances, pecando igualmente por algum individualismo.


