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Conseguirá a dupla Ronaldo-Mourinho bater a melhor equipa do Mundo?

Contrariar a enorme pressão que o Barcelona faz sobre o portador da bola, por norma com 3 ou 4 elementos fazendo da rápida recuperação da mesma uma das suas grandes armas, não se desequilibrar em termos tácticos e psicológicos com a posse de bola dos catalães, e explorar de maneira rápida e eficaz as transições ofensivas, são quanto a nós os grandes segredos para que o Real consiga vencer o “El Clásico”. Não vamos ser inocentes, independentemente de se gostar ou não (o VM não tem problemas em reconhecer que não aprecia os catalães devido ao “tratamento especial” que é alvo, aliás, como não nutrimos nenhuma simpatia particular pelos merengues), neste momento o Barcelona é a melhor equipa do Mundo e o único “papão” do futebol Mundial. Poucos devem duvidar de tal, contudo, para os que ainda ousam colocar isso em causa, os dados não enganam: duas Ligas dos Campeões nos últimos 3 anos, 3 jogadores no pódio dos melhores do Mundo para a FIFA em 2010, um plantel de luxo que ainda viu chegar o melhor médio da Premier League e um dos 5 melhores jogadores do Calcio, e 3 La Ligas consecutivas, a que se junta o facto de há quase 4 anos não perderem com o Real para o campeonato, inclusive desde que Mourinho é treinador dos merengues, os catalães só perderam uma vez e no prolongamento para a Taça do Rei. Perante todo este cenário a pergunta é inevitável: Conseguirá a dupla Ronaldo-Mourinho bater a melhor equipa do Mundo? Na teoria será uma missão complicada, pois Guardiola é um génio – a capacidade técnica dos jogadores do Barça é notável, a sua criatividade, capacidade em termos de finalização, posse de bola, etc, é brilhante, mas este Barcelona surpreende principalmente e é isso que faz dos catalães a melhor equipa do Mundo, pela enorme capacidade de pressão e a extraordinária capacidade defensiva de todo o conjunto – e esta espécie de “Dream Team” é quase imbatível,  o próprio Special One reconhece a sua inferioridade com o 11 que aposta (no passado com Pepe no meio campo, hoje, provavelmente com Khedira no lugar de Ozil junto a Lass e Xabi), no entanto, nunca os merengues sob o seu comando encararam o “El Clásico” com tanta vantagem pontual e psicológica: 3 pontos (que podem ser 6, o que faz com que um empate, nesta liga onde quase não se perde pontos, não seja um mau resultado), vários recordes como as 15 vitórias consecutivas, jogar em casa, e equipa no máximo das suas capacidades físicas e técnicas – será justo dizer, que este Real Madrid 2011-12 está a praticar um futebol dominador, espectacular, rápido, contrariando mesmo a ideia que Mourinho era um técnico defensivo e sem qualidade técnica para colocar uma equipa a “encantar”. Factores que podem ser decisivos, e permitir ao Real  bater o Barcelona. No entanto, este excesso de confiança no passado já traiu os merengues, e acabaram por ser cilindrados não só pelo resultado com pela enorme posse de bola (mesmo nestes clássicos na ordem dos 70%) por parte do conjunto da Catalunha.

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