O duelo que opõe, amanhã, o F.C. Porto, ao Zenit, é um reencontro de imperativos. A equipa de Vítor Pereira é um conjunto que foi acumulando algumas dívidas ao longo da temporada, e que só agora começam a ser saldadas. A imagem deixada na Rússia foi graficamente representada por Danny naquele peculiar festejo: a de um F.C. Porto encostado para junto da bandeirola de canto, humilhação reforçada pelo desnorte que marcou essa partida, com a infantilidade de Fucile à cabeça. Com essa necessidade presente, urge também vencer por motivos monetários: o elevado orçamento dos portistas, aos quais se somam algumas notícias de debilidade actual financeira da SAD, impõe a Vítor Pereira a continuidade numa prova já soldada à história dos dragões. O mote está lançado. Pelo seu treinador, por alguns jogadores, e até pela sua mais carismática claque, os Super Dragões, que, numa altura em que comemoram 25 anos de existência, não enjeitarão a oportunidade de devolver todo o carinho dispensado pelo internacional português naquele final de tarde em São Petersburgo. Se for um F.C. Porto com a atitude demonstrada em Donetsk e frente ao S.C. Braga, meio passo já estará dado para, em Fevereiro, o Dragão continuar a entoar o hino da Liga dos Campeões. Isto se Danny não se lembrar de aproveitar a duvidosa insistência em Maicon, claro. Prognósticos? Porto ou Zenit quem irá disputar a Liga Europa? Qual será o 11 de Vítor Pereira (indicamos a nossa preferência na imagem)? E no que diz respeito a Danny, como qualificam as palavras de Vítor Pereira “Já não acharia normal se fosse um estrangeiro a fazê-lo. Quando se trata de um português muito menos”. Tem razão o técnico portista ou um jogador não poder festejar os golos apenas porque defronta uma equipa portuguesa é absurdo?
A.Borges
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