O Incrível revelou à imprensa brasileira que recusou um convite para se naturalizar português e representar a Selecção Nacional. «Quando joguei no Japão, pude virar japonês e rejeitei. Em Portugal, também tive proposta e rejeitei, disse que não queria. Agradeci, mas disse que tinha o sonho de jogar na selecção do Brasil», garantiu Hulk. VM – Os leitores sabem como apreciamos as qualidades do avançado do Porto, contudo, não somos adeptos da naturalização de jogadores e ficamos satisfeitos que Queiroz depois de ter conseguido Liedson tenha falhado a tentativa de naturalizar os irmãos Fábio e Rafael, Bruno e Huk. Não faz sentido num país como Portugal que vive e respira futebol, onde 95% da população masculina pratica (bem ou mal) esta modalidade haja uma necessidade de se naturalizar jogadores, no entanto a outra questão é o egoísmo do português em relação a este debate. Ninguém pode colocar em causa a dedicação de Pepe (demonstra mais amor à nossa camisola que muitos jogadores portugueses), ninguém pode acusar Deco (um dos nossos melhores médios de sempre, com ele a titular chegamos a uma final de um Europeu e a um 4º lugar no Mundial, juntando ao facto de ter sido o melhor jogador da UEFA em 2004 e figura no Barcelona) de não ser português (só porque decidiu continuar a fazer carreira no Brasil) e depois elogiar e ficar contente com Eusébio, Coluna (também regressou a Moçambique), e mesmo noutros desportos com Tchikoulaev ou Obikwelu (treina em Espanha), ninguém pode rejeitar por completo a naturalização de jogadores e depois ignorar que Nani aos 17 anos ainda não era português, que jogadores como Danilo, Bruma, irmãos Iê, Batias Candé, Agostinho Cá, Mesca, entre tantos outros que são o futuro da selecção nasceram na Guiné-Bissau e só estão em Portugal há 3/4 anos. Para acabar com esta hipocrisia no que diz respeito às naturalizações, o VM defende que independentemente de ter nascido no Brasil, Burkina Faso ou Républica Centro-Africana só devia (isto em Portugal) ser permitido naturalizar jogadores que tivessem chegado ao nosso País com menos de 19 anos.
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