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Sporting com entrada de leão, dá espectáculo e vence o Vit. Setúbal

Sporting 3-0 Vit. Setúbal (Schaars 2′ e Wolfswinkel 6′ e 14′)

O Sporting conseguiu a primeira vitória em Alvalade para o campeonato, depois de um encontro onde realizou uma exibição espectacular, com um resultado final que peca e muito por escasso, tal foram as oportunidades de golo conseguidas e o caudal ofensivo protagonizado pelos leões. Com este triunfo, o clube leonino fica apenas a 3 pontos do trio que lidera a Liga.
No que diz respeito à partida, foi uma entrada de leão do Sporting, com 3 golos em 15´, perante um Setúbal que no mesmo período de tempo dispôs igualmente de duas boas oportunidades. Com a vantagem no marcador, os leões partiram para uma exibição de grande nível, principalmente no princípio da 2ª parte, com as oportunidades de golo a aparecerem quase a cada 30 segundos (Wolsfwinkel falhou 4 golos feitos). Os sadinos, não conseguiam resistir à intensidade e velocidade dos leões, e apenas com as alterações (a saída de Carrillo e as mexidas de Bruno Ribeiro) conseguiu suster o caudal ofensivo leonino. Nos últimos 5´ Bojinov e Matias podiam ter feito o gosto ao pé, mas Diego estava insuperável. Em suma, uma boa partida de futebol (o Setúbal fez mais de uma dezena de remates e atirou mesmo uma bola à barra) com um resultado justo, mas que peca por escasso.

Destaques

Wolsfwinkel  – Dois golos de grau dificuldade elevada, o 1º quase sem ângulo e o 2º na gaveta num “tiro” de primeira, a demonstrar toda a sua perícia como ponta-de-lança e uma exibição quase em cheio. Pecou por ter falhado 4 golos feitos (curiosamente mais fáceis em relação aos que concretizou), mas as suas movimentações são dignas de um sucessor de Huntelaar. 

João Pereira/Insúa – Fizeram o que se pede a laterais de uma equipa “grande”. Muita profundidade nos seus corredores, e segurança defensiva. O português podia ter saído do encontro com algumas assistências nas estatísticas, caso tivesse tido outra continuidade por parte dos seus companheiros. 

Diego – Melhor elemento do Setúbal. O guarda-redes Sadino evitou uns 7/8 golos feitos, e voltou a demonstrar o porquê de ser um dos melhores guardiões da Liga. 

Vit. Setúbal – Uma equipa que joga um pouco a “gasóleo” tal é a lentidão dos seus sectores, contudo, e apesar do caudal ofensivo dos leões, Pitbull fez dois bons remates (um acertou em cheio na barra) e João Silva dispôs mesmo de 3 boas oportunidades (Patrício deu sempre uma boa resposta). 

Elias – O melhor jogador em campo. Pressionou, incutiu velocidade, e encheu o campo com sua presença, técnica e qualidade de passe.

Carrillo – Uma exibição em cheio do talentoso peruano. O 1-0 dos leões é na sequência de uma jogada, onde o extremo (qual Nani) conduz a bola todo o meio campo Sadino, driblando vários opositores. E isso parece ter sido o princípio para uma partida espectacular. Fintou, desequilibrou, esticou o jogo, ficando apenas a faltar o golo (teve duas boas oportunidades) para coroar a sua prestação. A verdade é que desde a sua saída, o Sporting perdeu “gás”. 

Rinaudo/Capel – O argentino voltou a demonstrar toda a sua intensidade, juntando aos aspectos defensivos uma forte participação ofensiva; já o espanhol, apesar de ter dado velocidade ao seu flanco, ter esticado o jogo e a sua presença ser sempre motivo de preocupação para qualquer lateral (o número de faltas que sofre é impressionante), decidiu quase sempre mal o último passe e demonstrou algum excesso de individualismo. Com o regresso de Jéffren (o ex-Barcelona é indiscutível neste Sporting) e esta forma apresentada por Carrilllo, o ex-Sevilha terá de melhorar a sua visão de jogo (jogar com a cabeça mais levantada) ou poderá mesmo ser o extremo excluído.

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