Não me lembro ao certo de qual foi o primeiro jogo de futebol que vi. As minhas memórias mais antigas devem ir até ao patrocínio da netcabo nas camisolas do Benfica e dos jogos com os já então enfadonhos comentários na SIC, ao penta do Porto e do super Jardel e da Champions dramática de 99 no Camp Nou, numa altura em que eu não sabia quem jogava naquele estádio nem percebia sequer o que o Solskjaer acabava de fazer. Da seleção, a primeira recordação daquele 3-2 à Inglaterra guiou-me rapidamente para a primeira desilusão a sério, daquelas de fazer chorar (ainda hoje acho que não é penálti, juro).
Daí vamos rápido para a alternância de campeonato em 5 anos seguidos, ao Boavistão com quem eu vibrei mesmo sendo suposto apoiar o clube vizinho, só porque me diziam que, “se aquela equipa de trolhas e carpinteiros se sagrasse campeã, seria lembrada para toda a história”. Coisas de um miúdo que ainda andava à procura de perceber quem era o melhor para depois apoiar esse clube (é assim que funciona, não é?). Finalmente estabilizei, curiosamente nos piores anos, aqueles do Octávio no banco e do Kaviedes na bancada, porque afinal ele não era assim tão bom como se previa.
Lembro-me de nessa altura ouvir rádio. O relato, muitas das vezes, era a única forma de nos fazer chegar o jogo. Conhecia de cor os comentadores e gostava bastante de alguns e, mesmo nunca tendo sido Team Perestrelo, quando o apanhava ficava a ouvir porque era um espetáculo à parte e nem tinha que pagar bilhete. Adorava aquilo, embora preferisse os jogos em que relatava outra equipa que não a minha, para conseguir estar mais descontraído. Manias.
Sinto que já me desviei um pouco, mas este longo aparte serviu para mostrar as saudades que tenho desse tempo. Obviamente, a televisão veio tornar tudo melhor, já que não precisamos de esperar pelo domingo desportivo para ver “aquele enorme golo de Zahovic, na gaveta, depois de ter passado por meia equipa do Varzim”, quando afinal só tinha fintado 2 defesas e o remate nem tinha sido assim tão bom. Fazia e faz parte da rádio extrapolar, dar uma emoção ao jogo que ele não está a ter, e se calhar é por isso que gosto tanto dela. Fiquei tristíssimo com o golo do Acosta ao Baía, e no entanto fiquei em pulgas para ver qual tinha sido “a asneira catastrófica e infantil” do Secretário porque o comentador estava maluco. Dessa vez, não tinha exagerado.
Outra memória que tenho é da primeira vez que pensei que o nosso país estava atrasado em relação aos outros e em que supliquei que a TV começasse a transmitir todas as partidas: FC Porto vs Lázio, 2003, meias-finais da Taça UEFA, considerado um dos melhores jogos disputados nas Antas. Não foi transmitido na televisão como, aliás, grande parte dessa campanha de glória portista, algo que me deixou frustradíssimo.
A internet, então, veio resolver os problemas quase todos, permitindo ter acesso a qualquer desafio – e não há dinheiro que pague isso. Mais importante, ainda, é que a rádio não acabou, e quem preferir o relato pode sempre optar por ligá-la.
A TV apareceu em força para gáudio de todos os adeptos, eu incluído. Não falo só da Sport TV, porque essa até entra uns anos antes, mas também de todos os programas de análise, que, ao contrário de hoje, no início eram minimamente decentes. Uma nova vaga de experts apareceu no mercado, alguns transitando da rádio, outros por serem ex-jogadores conseguiram uma vaga, outra moda que pegou, até hoje. E aqui chego ao grande ponto deste texto: o nível de comentário televisivo em Portugal é bastante baixo e nem sequer são percetíveis muitas diferenças entre os protagonistas, porque parece terem vindo da mesma escola.
Não está aqui em causa o conhecimento dos comentadores (alguns são verdadeiras enciclopédias e admiro-os por isso); a questão reside no que eles trazem ao jogo, quando o estamos a ver: um excesso de informação e de vocabulário que torna o futebol uma ciência equiparável à astrofísica e que nos distrai da essência do jogo: 22 jogadores, uns que atacam, outros que defendem, e que têm como objetivo colocar a bola na baliza contrária. Há 3 substituições para cada lado, há cantos, livres e penálties, há cartões de duas cores e a regra do fora de jogo. O futebol resume-se a isto, desculpem-me os mais poéticos, o futebol não é poesia, é um jogo – e bastante simples, por sinal, daí ser jogado por centenas de milhões de pessoas pelo mundo. Fazerem disso algo de uma complexidade transcendental faz-me bastante confusão: expressões como “miolo do terreno” ou “eixo central” (meio-campo), “massa associativa” (sócios), “a turma de” (diz-se “equipa”, não estão na escola…), “terreno de jogo” (campo), “tento” (golo) e mais um sem número de banalidades, como “processo ofensivo”, “dinâmicas coletivas”, “nuances técnico-táticas” ou “basculação” são demasiado absurdas para serem explicadas.
Um exemplo bastante simples são os comentários italianos e ingleses, que, de tão redutores, fazem lembrar os velhos tempos: direita, esquerda, passar, rematar, canto, lançamento, defesa, ataque… está aqui 80% do vocabulário utilizado. Para além de não inventarem, deixam também espaço para a emoção e os sons do próprio jogo, explodem nos golos mas só passados 2 ou 3 segundos, para os telespectadores perceberem a erupção que vai no estádio. Ainda há umas semanas, fez-me uma impressão enorme um repórter de campo não deixar os telespectadores ouvirem o hino vitoriano, cantado por mais de 20 mil pessoas, porque achou importante dar informações inúteis acerca de quem se sentava no banco do Sporting de Braga.
Nada contra os novos grandes termos usados – fazem parte da evolução e podem acrescentar mais a quem estiver interessado nessa vertente mais técnica do jogo – mas será preciso estragar todos as partidas com esses chavões? Porque não usá-los apenas em programas de análise séria aos jogos? Assim, aproveitavam e criavam um programa realmente bom dentro desse género – algo que no nosso país faz falta. Para o jogo em si, deixem prevalecer a simplicidade, pois a magia é essa. Porque, no fundo, as saudades que tenho da rádio não são causadas pelas centenas de jogadas que os meus olhos perderam por estar a ouvir e não a ver, mas por uma caracterização simples do futebol, que o torna tão bonito.
Visão do leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui): Pedro Coutinho


28 Comentários
Joao Silvino
Muito bom. Acho que o exagero do vocabulário dos comentadores televisivos é porque se sentem frustrados por não ter conseguido mais na vida e começam a tentar ‘vender’ aquilo que fazem como sendo algo difícil… Muitas vezes sinto vergonha alheia ao ouvir os Freitas Lobos desta vida.
PS: também chorei baba e ranho no Portugal-França do Euro 2000 :(
SENSEI
Ainda gostava que alguém me explicasse o motivo das equipas ditas grandes jogarem em “transição ofensiva” e as pequenas simplesmente o antigo “contra-ataque”. Talvez seja alguma novidade que não tenha chegado à plebe.
M'difh
Os termos que referes são imcomparáveis naquilo que definem. Transição ofensiva engloba contra-ataque, posse e jogo directo, ou seja, é todo o conjunto de movimentações que tentará permitir a uma equipa chegar ao seu objectivo. Muitas vezes usa-se o termo “jogar em transições” mas na minha opinião de forma errada, pois existe transição rápida ou lenta.
SENSEI
Percebo o que dizes, só que para os comentadores parece haver um complexo em dizer que as equipas “grandes” fazem contra-ataques.
Joga_Bonito
Bem haja por trazer uma questão que já inúmeros users trouxeram nas caixas de comentários dos jogos.
Acho que Portugal até tinha bons comentadores. Mas algo se passou de há uns anos para esta parte.
Depois da morte de figuras tão ímpares como Jorge Perestrelo, que nos legou célebres expressões como “essa meu filho, até eu com a minha barriguinha facturava”, ou a deliciosa “daí filho, nem que a vaca tussa”, para se referir aos remates impossíveis, o comentário começou a ter uma forte pressão comercial.
A pressão das audiências apontou como que uma arma à cabeça dos comentadores, que começaram a entrar numa luta pelo share televisivo.
Começou-se a entrar num sentimentalismo bacoco, na manipulação do relato para dar mais ênfase ao lance, na contratação de cepos que não sabem de futebol (e nem vêem) mas que vêm formatados das faculdades com técnicas de comunicação de chacha, para ganhar audiências.
O nível televisivo caiu no geral, não foi só no futebol. Os ditames comerciais impuseram o mau gosto, o folclore, o patriotismo serôdio, o politicamente correcto, como armas para atingir as massas, através da premissa de não ofender ninguém e ir atrás do momento.
Depois quis-se trazer ex-jogadores de futebol, carinhas larocas como Dani, que podem ter jogado muito bem, mas N. Sra. de Fátima, é um crime ter de ouvi-lo.
Ainda hoje estava a ver o SLB-Sporting na TVI24 e aquele par de “comentadores” só debitam asneira atrás de asneira. Eram o Dani e o Pedro não sei quê. Num dos últimos lances da partida, acho que foi o Mesaque Dju e um jogador do Sporting cujo nome não me lembro, chocaram no ar com as cabeças. Quem os visse a comentar parecia que tinha havido alguma agressão mútua dos jogadores. É um lance normal, apenas aparatoso. Bastas vezes descrevem faltas normais como agressões. Isto, mesmo com imagens a negar o que eles dizem, é incrível. Cheguei à conclusão que fazem isto de propósito para aumentar o interesse. Em vez de comentarem o jogo e seus aspectos interessantes, tentam entrar no estilo pimba populacho da polémica barata, e dá nisto. Senti mesmo que este cromo de comentador (o colega do Dani no TVI24) bateu no fundo quando no Aek-Benfica saiu-se com esta em relação a um jogador do AEK “este italiano que faz parte de uma das escolas mais sexys no futebol mundial”. Wtf?
Acho que o problema é o paradigma actual da imprensa. Não é só no futebol. Figuras ridículas como Teresa Guilherme, Júlia Pinheiro, não estão nos programas por competência, mas pela vontade de um estilo populacho que venda.
Estigarribia
Joga_Bonito, corroboro tudo o que disseste acerca do Dani. Quando o oiço a comentar um jogo da Liga dos Campeões os meus ouvidos até começam a doer. Incrível como consegue ter aquele tempo de antena numa estação televisiva.
A nível de comentadores gosto de ouvir o Rui Pedro Braz, o Luís Aguilar (esta época acho que já melhorou como comentador), o Diamantino Miranda, o João Querido Manha e o Miguel Guedes. Aqueles que não gramo nada ouvir são o Manuel Queiroz, o Paulo Catarro e o Dani, como já foi citado em cima.
Já a nível de programas desportivos fazem falta mais programas como o MaisFutebol ou os Titulares, em vez de virem os Prolongamentos desta vida com Pedros Guerras, Manuéis Serrões, Zés Pinas, Pedros Proenças, etc, etc. Em Portugal gosta-se imenso de se falar de polémicas e criar novelas (primeiro foi a novela BdC, agora a novela Rui Vitória/Luís Filipe Vieira), mas falar de futebol, tá quieto.
Que saudades que tenho de comprar a revista Futebolista e “deverá-la” numa semana, onde lia cada revista de uma ponta á outra.
Saudações Leoninas
Tonton Zola Moukoko
Tenho que discordar deste texto. O maior problema em Portugal é a simplicidade mental de 99% dos intervenientes.
Se o Freitas Lobo exagera? Às vezes.. Mas todos os comentários de análise acho que são bem vindos.
Não é por isso que se perde a espectacularidade das imagens. A rádio apenas é mais simples porque o retrato da realidade que é feito por mensagens demora mais tempo a transmitir pelo que adjectivos ou outros ornamentos não são usados.
Adicionalmente, acho que um maior riqueza nos comentários ajudaria-nos a analisar o jogo de uma forma muito mais rica, podendo servir como ferramenta de educação, sem perder a componente emocional.
Por último, da próxima vez que vires um jogo de futebol, pela televisão e sozinho, atenta se achas entretido só olhar para o jogo, sem distracções. Eu acho que não. Se não fossem os comentários ainda mais parado era.
Bom contribuição!
Abraço
TheGolden
Os comentários ingleses (que para mim são os melhores de acompanhar) e não usam 1/3 deste vocabulário, por vezes, estapafúrdio.
Esse embelezamento dos comentários surge para cativar os adeptos quando não o conseguem fazer com o mais básico, falar de futebol no seu estado mais real e puro (e como está devidamente mencionado no texto).
Tiago Silva
Belo texto de um verdadeiro adepto de futebol, daqueles que vibra com o jogo! Eu pessoalmente gosto das análises táticas feitas (em Portugal não), mas eles abusam e muitas vezes repetem-se. Os comentários deveriam ter mais emoção, mais paixão, mais “gritaria”. Um assunto a rever com certeza!
Marcos Rodrigues
É puro exibicionismo. Tipo aquelas pessoas que disparam palavras caras mas depois cometem erros gramaticais por ignorância. Neste caso, a maior parte dos comentadores sabe pouco do jogo e tem quase nenhum interesse em percebê-lo, sendo que nem sequer deve ver jogos de futebol com tanta regularidade quanto isso. Mas estamos em Portugal, país de lugares cativos, pouco ligado ao mérito. Mesmo assim, acho que há expressões que não têm mal nenhum, como o “turma” que chegas a referir. O Freitas Lobo, a meu ver, nem sequer devia entrar nesta discussão. Gostando-se ou não, saindo-se melhor ou pior, estejamos nós mais ou menos saturados daquilo, o que ele tenta fazer é poesia, é uma personagem criada para dinamizar o comentário, e embora (já) não seja dos melhores, está acima da média para cá. Interessante artigo, Pedro, embora ache que podias ter desenvolvido um pouco mais, não te limitando apenas ao vocabulário utilizado pelos comentadores.
Mantorras
Amigo estamos juntos. Peca-se pelo exagero hoje em dia. Concordo bastante.
Khal Drogo
Excelente artigo! E sinceramente não podia concordar mais. Mesmo respeitando quem o faz, causame alguma confusão que façam do futebol mais do que aquilo que realmente é.
Khal Drogo
Ah, e aquela mão do Abel Xavier… :(
O chefe Balotelli
A razão dos programas de comentários televisivos terem descido de nível, não é por culpa das televisões, é por culpa do povinho(não é da oferta, é da procura). As televisões são empresas com o objectivo de ganhar dinheiro, por isso fazem programas que lhes garantem um número grande de audiências, ao tentar satisfazer a (maior) necessidade encontrada no mercado.
O público português gosta é da polémica, do choque, da controvérsia e que sejam remexidos pelas emoções. O português é sociologicamente diferente do inglês, por isso não se terá tantos programas desportivos do estilo inglês cá em Portugal.
Contudo, naqueles programas com “comentadores neutros”, poderiam meter alguém que percebesse mais de futebol e/ou que fosse mais técnico, mas eu penso que isso nao acontecerá tão cedo porque talvez as faixas etárias que mais assistem televisão àquela hora são de audiencias com faixas etárias de idade avançada, que a maior parte dessas pessoas percebem pouco de futebol e por isso os comentadores têm um discurso mais “fácil”, enquanto nós jovens percebemos mais e queremos mais discurso técnico.
El Barto
Esse Porto-Lazio de 2003 foi o meu primeiro jogo de futebol num estádio, tinha 10 anos. Quando o Postiga marca, o estádio quase ia abaixo, foi incrível… E acho que antes disso pouco ligava ao futebol. Uns meses mais tarde, lá estava eu pegado à TV a sofrer no jogo com o Celtic, grande jogo também. Ainda tenho o bilhete da Lazio guardado, juntamente com os dos jogos em casa da Champions de 2004, que acabámos por ganhar. Que boas memórias…
Zedacosta17
Concordo na parte em que existem muitos comentadores fracos que só falam aquilo que o espetador vê e não dão informação interessante, para além do que é observável(maioritariamente Tvi’s, Cmtv’s desta vida)…
Agora tenho de discordar com o resto, porque prefiro 1000x mais, ouvir um comentador informado que utilize metáforas que não tornem o relato enfadonho, e fale das situações menos triviais do jogo (passe e desmarca, basculação da bola rápida, bom cruzamento tenso, etc), até por que o futebol hoje em dia em muito mais do que chutar uma bola e há todo um trabalho tático e princípios por trás de cada jogo, que merecem ser enaltecidos quando bem executados.
LevonAronian
Não tenho problemas com os comentadores usem vocabulário “poético”, mas detesto quando só se houve os comentadores e o barulho do estádio é só som de fundo. Dá muito mais pica ver um jogo quando há bom espetáculo nas bancadas
DeMachado
Não concordo nada com este artigo. O único comentador que se pode enquadrar aqui é LFL mas há muitos outros, que utilizando as mesmas ideias, conseguem ser muito objectivos e dão prazer ouvir. E falam de transições, eixos do campo, etc. Acho que só acrescenta conteúdo porque o futebol, digam o que disserem, é muito mais do que 11 vs 11 e uma bola no meio com golos, faltas e 2 partes. É de valorizar este tipo de comentadores e não rebaixar.
PS: aconselho ver o festejo do Paulo Machado na Índia este fim-de-semana. Delicioso.
Ze Meme
Rapa na rapa queca!!! E grande golo do Acosta ate ficas te traumatizado!
GuardiGODla
Concordo perfeitamente com o que foi descrito no texto, por vezes as análises durante o jogo tornam-se demasiado técnicas, também prefiro os comentários ingleses em que eles deixam a transmissão do jogo “respirar” sendo muito diretos e simples no comentário. Mas já que estamos a falar de comentadores portugueses, prefiro as análises pseudo complexas do Luís Freitas Lobo aos comentários dos jogos da Champions da TVI, isso sim dá vontade de desligar o som.
Fabio Rodrigues
Com esse nome e foto do Guardiola deverias discordar deste texto eheh
Certamente que para o Guardiola o futebol não é tão elementar quanto este texto tenta transparecer.
Mineiro
E o pior é quando os comentadores andam para ali com teorias-tecnicó-taticó-coiso e depois falham no elementar, os nomes dos jogadores. É de bradar, andam para ali com conversas e depois eu, um adepto banal, parece que sei melhor quem são os jogadores que estes comentadores que são pagos para aquilo. Que frustração. Já no ultimo jogo so Sporting o Wendel sempre que agarrava bola era o Nani, isto vai de mal a pior!
RicardoFaria
Nomes dos jogadores, nomes das equipas adversárias.. na TVI é quase em todos os jogos que até já chateia..
CarlosFCP
Lembro-me perfeitamente desse Porto vs Lazio não ter sido transmitido na televisão, que barrete, a eliminatória foi as meias finais e nao os quartos.
Também recordo-me que a segunda mao contra o Panathinaikos, dos quartos de final, ter sido transmitido na RTP 2, foi o único jogo de futebol que lembro-me de ver no canal 2.
Lembro-me pouco do Euro 2000 mas tenho recordações da algazarra que foi com esse lance da mao.
As maiores desilusões foram o Euro 2004 e o Mundial 2006.
RicardoFaria
Aquele penalty defendido pelo Baía.. incrível :)
Saudações DesPortistas!
hortalica
Por causa desse texto, lembrei-me de umas das minhas primeiras idas ao futebol (que me lembre), no Coimbra da Mota, Estoril vs Sporting Espinho (se não estou em erro). Eu sou do SCP mas ia com o meu pai às Amoreiras apoiar o Estoril, eu pensei que o Sporting Espinho era o SCP (era tão novo que não tinha idade para perceber a diferença entre clubes e para mim aquilo era o equipamento do SCP), estava erradamente a torcer pelo Sporting de Espinho e foram ao intervalo a ganhar 0-1 (se a memória não me engana), ao intervalo explicaram-me que aquele clube não era o SCP e sim outro, óbvio que assim queria que o Estoril ganhasse, na segunda parte o Estoril deu a volta ao resultado e ganhou.
RodolfoTrindade
Tenho de discordar na parte em que se escolhe o clube…
Eu não esperei por nada, não esperei para ver se o meu clube ganhava ou perdia, nasceu comigo.
Não sou do Benfica por opção, mas sim por coração!
hortalica
Concordo. Por exemplo, em Portugal só haveria adeptos do Benfica, Porto, Sporting, Belenenses e Boavista. Eu só vi o SCP campeão com 8 anos e ai já era do SCP à muito.