Num jogo intenso, mas nem sempre bem disputado, o FC Porto repetiu o triunfo do passado fim-de-semana. Em Guimarães, frente ao Vitória, a equipa orientada por Vítor Pereira conseguiu os três pontos e alcançou uma vitória difícil como se esperava.
A primeira parte começou a um ritmo elevado, mas com poucos motivos de interesse devido à boa organização do Vitória, anulando o meio-campo do conjunto azul e branco. À passagem da meia hora as oportunidades de golo surgiram. Kléber, por duas ocasiões, permitiu que Nilson brilhasse, enquanto Toscano e Barrientos desperdiçaram para os minhotos. Já perto do intervalo, na sequência de um pontapé de canto, Olegário Benquerença assinalou penalty por falta de L. Olímpio sobre Sapunaru. Chamado a bater o castigo máximo, Hulk não falhou e o FC Porto saiu em vantagem para o intervalo. No segundo tempo, a equipa de Manuel Machado entrou com muita vontade, mas aos poucos, o FC Porto tomou conta do encontro. Cultivando a posse de bola, os dragões adormeceram o Vitória, que por sua vez abriu espaços na zona defensiva, correndo alguns riscos. Apesar das alterações promovidas pelo técnico vimaranense, foi Kléber que dispôs da melhor ocasião na etapa complementar do encontro. Porém, e até ao final, o resultado não se inverteu e os dragões conquistaram os 3 pontos em Guimarães.Destaques FC Porto – A equipa nortenha está longe da forma evidenciada na temporada passada. A época está no seu início e as indefinições em torno do plantel são inúmeras, no entanto entrou a vencer e logo no terreno onde na temporada passada havia perdido os primeiros pontos. Ao contrário dos seus “rivais”, os dragões entram a vencer no campeonato nacional.Vit. Guimarães – É uma das equipas onde a qualidade existe. Demonstrou-o esta noite, uma vez que, apesar da derrota, o Vitória valorizou, e muito, o triunfo portista. As limitações de Manuel Machado como técnico, poderão ser um entrave para o Guimarães sonhar mais alto.
Kléber – Entendeu-se bem com os companheiros da frente de ataque, sobretudo com Hulk, no entanto foi bastante perdulário. Teve três oportunidades claras de golo, mas foi incapaz de bater Nilson.
Otamendi – Foi o melhor jogador em campo. O argentino foi titular ao lado de Rolando, e foi um esteio na defesa azul e branca. Sem comprometer, cortou tudo e foi o verdadeiro “patrão” do quarteto defensivo.
Hulk – O “Incrível” voltou a decidir. Não esteve tão activo como de costume, no entanto marcou o golo decisivo. A sua velocidade aliada ao poder físico, permitem-lhe mexer com o jogo e, quando teve oportunidade, assim o fez.
Souza / Guarín – O brasileiro está à procura do seu espaço no onze azul e branco. Não fez uma exibição exuberante, cumprindo sempre e jogando de forma simples; Por sua vez, Guarín esteve bastante apagado do encontro. Acusou algum cansaço e complicou lances fáceis.
Barrientos – O jovem uruguaio foi um dos melhores elementos do Vitória. Bastante irrequieto, provocou dores de cabeça a Fucile e a Sapunaru. Muito rápido e com bom toque de bola é um jogador a seguir com atenção.P.S – De referir que, uma vez mais, não vamos comentar as arbitragens. Como é hábito, essa tarefa fica a cabo dos inúmeros programas televisivos onde esses temas são debatidos até à exaustão. Não vale a pena acusarem-nos de apoio ao clube X, Y ou Z, pois basta consultar o nosso histórico e confirmar a nossa isenção perante este tema.


