Sporting 3 – 0 Ankaruguçu (Postiga 7’, Van Wolfswinkel 42’ e Rubio 78’)
Num encontro de sentido único em que o conjunto leonino esteve melhor na 1ª parte, e foi perdendo qualidade à medida que Izmailov ia desaparecendo da partida, os leões somaram mais uma vitória nesta pré-época, curiosamente, com os seus 3 avançados em evidência e novamente sem sofrer golos.
O jogo começou praticamente com um golo do Sporting: Schaars a confirmar credenciais nas bolas paradas, tirando um cruzamento tenso ao segundo poste para finalização espectacular de Postiga. Poucos minutos depois, a mesma receita. Livre bem cobrado pelo holandês, e Postiga com mais um remate fantástico ao poste. Antes do intervalo Van Wolfswinkel fez o 2-0, na conversão de um penalty por si sofrido. A orientação ofensiva dos leões ficou bem patente nos 60% de posse de bola convertidos em 10 remates. O Sporting foi sempre superior a um adversário que dificilmente melhorará o 13º lugar no campeonato turco. Mais ritmo, mais qualidade, ideias de jogo mais definidas. Neste capítulo, refira-se que o dedo de Domingos é já evidente neste Sporting: o processo ofensivo é objectivo, baseado em passes rápidos, mas não demasiado vertical. A equipa não se desposiciona facilmente, e pressiona em cima mal perde a bola. No entanto, parece faltar alguma profundidade aos leões, facto que não terá escapado aos responsáveis pelo futebol na altura de avançar por Diego Capel. Apesar de na segunda parte os turcos entrarem mais pressionantes, o Sporting nunca pareceu em dificuldades, ainda que as habituais alterações em massa tenham quebrado um pouco o modelo de jogo. No único lance digno de registo, Rubio ganhou mais uma grande penalidade, que converteu de seguida. Destaque ainda para a estreia de Onyewu, que não foi devidamente posto à prova.Ensaio positivo dos leões principalmente pela exibição esclarecida da primeira parte. O Sporting alinhou de início com: Boeck; Pereira, Polga, Carriço e Evaldo; Rinaudo, Schaars, Izmailov, Yannick, Postiga e Wolfswinkel
Destaques
Yannick/Van Wolfswinkel: os menos entusiasmantes. O extremo português foi inconsequente, e o holandês tem dificuldade em envolver-se no jogo colectivo. Tem mérito no lance do penalty que conquista, mas nesta altura não parece par para Postiga.
Schaars/Izmailov: bastante activos e assertivos ao nível do passe. Interpretam bem o estilo pretendido por Domingos, e parecem bem posicionados na luta pela titularidade. O holandês esteve exímio nas bolas paradas.
Rubio/Postiga: começam a deixar os adeptos empolgados. De remate fácil, e movimentações bem ensaiadas, poderão formar uma interessante dupla dada a irreverência do chileno e a inteligência do português.
João Pereira: Pouco concentrado defensivamente e menos acutilante no ataque que o habitual, a falta de uma alternativa à altura, poderá estar a afectar os seus indicies competitivos.
Domingos: Um teste acessível em que todas as ilações sobre o novo treinador leonino e o seu trabalho podem ser precipitadas, mas é notório que este Sporting exerce mais pressão, que une mais as linhas e joga melhor em apoio (principalmente em termos defensivos). Nas situações ofensivas adoptou um 4-1-3-2, mas a defender “encolhe” para um 4-3-3, com Izmailov e Schaars a apoiarem mais Rinaudo, e na frente Postiga descai para uma lateral (preferencialmente para a direita), com Djaló a fechar na esquerda.

