O Manchester City é, hoje em dia, um dos clubes mais poderosos do futebol europeu e até mesmo mundial. Não no contexto desportivo, mas sim em matéria financeira. O investimento realizado ao longo dos últimos anos, fez com que o City crescesse no panorama do futebol inglês e internacional. O “culpado” deste crescimento espontâneo é o milionário árabe, Mansour bin Zayed Al Nahyan. O dono dos ‘Citizens’ tem gasto muitos milhões, em jogadores e treinadores, para tornar o segundo clube de Manchester num dos melhores do Mundo.
O projecto iniciou-se com Mark Hughes, ao qual se juntaram jogadores como Kolo Touré, C. Tévez ou Adebayor. Nesta primeira “vaga de loucura”, as expectativas criadas em torno da equipa acabaram por resultar numa tremenda desilusão, tendo em conta a irregularidade demonstrada. Em Dezembro de 2009, Roberto Mancini foi o técnico escolhido para assumir o controlo do clube inglês e substituir o antigo treinador. Depois de várias conquistas ao comando do Inter, o italiano de 46 anos pretendia repetir a façanha, agora em terras de Sua Majestade. No Verão seguinte, o City gastou ainda mais. À tremenda qualidade existente no plantel, chegaram ao ‘City of Manchester’ jogadores de classe mundial, como são os casos de Yaya Touré ou D. Silva. Este investimento contínuo revela claramente o desejo dos dirigentes do clube, ou seja, o seu objectivo passa por construir uma equipa recheada de talento, para assim conquistarem títulos.
O City, apesar dos muitos milhões gastos, só este ano conquistou o seu primeiro troféu. A Taça de Inglaterra foi conquistada frente a um modesto Stoke City e, tendo em conta a qualidade do conjunto inglês, acaba por ser pouco para o que se pretende. Mancini tem em mãos uma tarefa muito complicada. Num plantel com individualidades acima da média, não existe uma equipa no verdadeiro sentido da palavra, isto é, a equipa inglesa não funciona como um todo dentro de campo. Gerir alter-egos de verdadeiras estrelas, e motivá-las para cada encontro é um verdadeiro desafio para quem quer que seja. Num clube sem grande palmarés, os ‘Citizens’ tem a qualidade necessária para chegar longe e alcançarem o topo do futebol inglês. Contudo, esse caminho poderá ser demorado e, mais que isso, é preciso ter em conta que os milhões compram muita coisa, mas não os títulos desejados. Para que o City chegue ao topo e à glória, necessita de sorte, trabalho, esforço, união e de bases sustentadas, que possibilitem um crescimento certo e concreto.
Teremos o City a vencer a Premier League num futuro próximo? Ou os milhões gastos não terão o seu retorno desportivo/financeiro? Qual o treinador ideal para a equipa, tendo em conta que Mancini não parece ter capacidade? Que jogadores serão necessários para o título?
A.Mesquita

