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Braga mantém vivo o sonho europeu e garante presença nas meias finais!

Braga 0-0 D.Kiev

O empate a 1 golo na primeira mão valeu o apuramento do Braga para as meias finais de uma competição europeia, pela primeira vez na sua história. Apesar do nulo no estádio AXA e da expulsão de Paulo César ainda na primeira parte, os minhotos resistiram à pressão ucraniana e defrontarão o Benfica na próxima eliminatória, garantindo a presença de pelo menos uma equipa portuguesa na final de Dublin.

As ausências de Miguel Garcia e Káká obrigaram a adaptações na defensiva bracarense, que actuou com Vandinho e Paulo César como central e lateral direito, respectivamente. O extremo acabou mesmo por ser o protagonista do primeiro tempo, com uma entrada a matar que lhe valeu o vermelho. No entanto, apesar do maior domínio dos ucranianos no primeiro tempo, o Braga nunca perdeu a organização e poderia mesmo ter chegado ao golo numa recarga de Meyong a um livre de Hugo Viana. Antes, já Yarmolenko tinha assustado Artur. Na segunda parte, a partida decorreu numa toada semelhante, com os arsenalistas a manterem uma postura de maior contenção e apostando em transições rápidas, sem nunca perder a segurança defensiva. Os ucranianos nunca pressionaram verdadeiramente a equipa de Domingos, que durante todo o encontro teve grande espírito de sacrifício e entreajuda de todos os jogadores. Artur ainda evitou o golo do Dínamo, e o Braga poderia mesmo ter marcado em contra-ataque por intermédio de Lima. Até final, tempo ainda para o segundo amarelo a Popov por entrada dura sobre Alan. Em suma, o apuramento é totalmente justo, apesar de os dois jogos terem terminado empatados.
Destaques:

Braga – Notável o feito dos minhotos, que continuam na Liga Europa depois de eliminarem equipas como o Liverpool e o Dínamo. Hoje, a expulsão de Paulo César poderia ter comprometido o apuramento, mas a equipa nunca perdeu a organização que a caracteriza e geriu bastante bem o encontro, apesar de só contar com 13 (!!) jogadores que fazem parte do plantel principal.

Paulão – O melhor em campo no encontro desta noite. O central brasileiro esteve impecável, limpando tudo o que lhe aparecia pela frente, quer pelo chão quer pelo ar. Na parte final, esteve insuperável no sufoco dos ucranianos.
Alan – Boa exibição do brasileiro, essencialmente na segunda parte, valendo-se da sua maior experiência para segurar a bola e levá-la para o ataque. Cavou ainda a expulsão de Popov já perto do final.
Paulo César – Nem tinha enfrentado grandes dificuldades como lateral-direito, até ao minuto 38′, altura em que perdeu a cabeça e teve uma entrada duríssima que colocou toda a estratégia da equipa em causa.
Leandro Salino – O médio bracarense fez um jogo de grande sacrifício, pois com a expulsão de Paulo César foi obrigado a actuar a lateral-direito. Teve inúmeras dificuldades perante Yarmolenko e Gusev, contando com o apoio de Alan para evitar problemas de maior.
Yarmolenko/Gusev – Acabaram por ser os elementos mais perigosos da equipa ucraniana. Trocaram diversas vezes de flanco, criando vários problemas à marcação dos laterais bracarenses.
D.Kiev – A equipa ucraniana deslocou-se a Portugal com o intuito de virar a eliminatória, contudo, raramente criou verdadeiro perigo. Apesar de contar com mais um elemento em campo, faltaram soluções ofensivas na parte final que pudessem valer um golo que garantisse o apuramento.

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