Benfica 4-1 PSV (Aimar 37´, Salvio 44´e 52´, Saviola 90´ + 4; Labyad 80´)
No que diz respeito à partida, foi um autêntico massacre do conjunto encarnado, que depois de algumas perdidas (Saviola e Gaitán) somou 2 golos nos últimos minutos do 1º tempo por intermédio de Aimar e Salvio, dando assim alguma justiça ao resultado. No princípio da 2ª parte, Salvio fez o 3-0 e praticamente colocou um ponto final na partida e na eliminatória. Contudo, o PSV aproveitou a exagerada cadência ofensiva dos encarnados nesta fase, e com o jogo algo partido, começou a criar perigo e na sequência de um “frango” de Roberto, reduziu a desvantagem. O tento holandês, claramente injusto, considerando o jogo das duas equipas e que podia ter criado algum perigo na eliminatória foi engolido por um golo já nos descontos de Saviola, que aproveitou uma excelente jogada de Maxi e deu assim uma margem confortável para a deslocação à Holanda.
Salvio – Dois golos, um autêntico quebra-cabeças para a defensiva holandesa e claramente o melhor jogador em campo.
Coentrão – Uma exibição em cheio do esquerdino, com um papel decisivo em alguns dos golos encarnados.
Roberto – Apesar de uma defesa de qualidade que evitou na altura o 3-1, acabou por manchar a sua exibição com mais um “frango” que poderia ter tido outras consequências se Saviola não fizesse o 4-1.
PSV – Apenas por Dzsudzak conseguiu criar algum perigo, mas sem o lesionado Toivonen, cedo demonstrou aquilo que o Visão de Mercado vem adiantando desde o sorteio, ou seja, uma equipa frágil, muito débil defensivamente, algo dura de rins e com um meio campo sem criatividade e agressividade para estas andanças. Um conjunto muito fraco que demonstra que as principais equipas portuguesas estão numa divisão acima em relação aos clubes holandeses.
Saviola – Esteve algo perdulário, falhou mesmo alguns golos aparentemente fáceis, mas conseguiu fazer o gosto ao pé já nos descontos e deu assim outra cor à sua exibição.
Maxi – Uma grande exibição no planto ofensivo, aliás, ao nível do que tem feito deste Novembro, ofereceu o 4-1 a Saviola, pecando apenas na marcação a Dzsudzak.
Gaitán/Cardozo – O argentino apesar de influente, acabou por exagerar nalguns lances individuais, enquanto que o avançado foi claramente o patinho feito da frente de ataque, pois à excepção de um remate, passou um pouco ao lado do jogo.


