No nosso ponto de vista em pleno século XXI, não nos parece que os estatutos dos leões estejam enquadrados com a realidade dos nossos dias, principalmente no que diz respeito à questão do voto centralizado que não permite o voto a sócios de outros pontos do país ou do Mundo. A falta de um voto electrónico que possibilitasse que os sócios leoninos votassem nos núcleos, a menos que seja por uma óptica de contenção de despesas, está igualmente desenquadrada com a realidade. No que concerne à questão principal, ou seja à disparidade de votos entre os sócios, apresentamos duas perspectivas:
– Uma que privilegia os sócios mais antigos, pois são os que há mais tempo contribuem para o enriquecimento do clube. E como um clube não é uma empresa e muito menos um País, acreditamos que quem paga as suas cotas há mais anos deveria ter direito a alguns privilégios, sendo que os mesmos quase não existem, o direito de ter mais votos não nos parece descabido, contudo, caso o candidato eleito tenha tido menos de 45% dos votos, do nosso ponto de vista isso deveria obrigar a uma 2ª volta. Esta ideia da 2ª volta prende-se com o facto de o candidato eleito não reunir a maioria dos votos e não sendo o mesmo eleito por método de Hondt, poderá à partida ter alguma intranquilidade no desenvolvimento do seu trabalho.
– E outra que privilegia o sistema tradicional de uma pessoa um voto, mas com a condição de só poderem votar sócios com pelos menos 3 anos de cotas regularizadas (para evitar que se inscrevam alguns milhares de pessoas só para ir votar).
Qual considera mais justa? Ou que outra perspectiva apresenta?
O que parece claro é o facto dos estatutos leoninos estarem demasiado expostos ao erro humano, e haver uma necessidade de serem renovados. Aliás esse foi um ponto comum entre os 5 candidatos às últimas eleições leoninas. Por outro lado, também é óbvio que os mesmos candidatos já conheciam os estatutos antes de se candidatarem, como tal, não parece fazer muito sentido este colocar em causa de algo que já era conhecido previamente.


