Benfica 4-2 Nacional (Gaitán 8´, Sidnei 20´, Cardozo 52´ e Jara 89´; Luis Alberto 76´e Mihelic 85´)
A partida começou com um Nacional mais atrevido no ataque, mas o Benfica na sequência de uma jogada de insistência faz o 1-0 por Gaitán. Com o golo a turma encarnada entusiasmou-se e começou a incutir uma maior velocidade nas suas transições e a conseguir jogadas de bom nível. Na sequência de um canto Sidnei faz o 2-0 e até ao intervalo Saviola ainda falha um golo fácil, desperdiçando uma oportunidade em plena pequena área. Ao intervalo, o resultado era sinónimo do maior caudal ofensivo das “águias”. Na segunda parte, o jogo começou mais lento, mas novamente na sequência de um canto Cardozo faz o 3-0 e o jogo parecia resolvido. No entanto, o Nacional não tirou o pé, arriscou, começou a criar oportunidades e Luis Alberto faz o 3-1. Pouco depois Anselmo falha o golo mais fácil da partida frente a frente com Roberto e perde uma boa oportunidade para reduzir o marcador. Contudo, aproveitando uma falha da defesa encarnada Mihelic faz o 3-2. Já em cima da hora Jara de cabeça tranquilizou o estádio da Luz e deu um pontapé no nervosismo encarnado. Em suma, um resultado justo pelo bom futebol que o Benfica apresentou, mas que em caso de empate não seria totalmente desasjutado, considerando os golos falhados pelo Nacional e o facto de nunca ter desistido. Nota final para os comentadores da TVI, que pareceram ficar algo tristes com o golo do Nacional. Não se percebe algumas das afirmações que foram produzidas durante a partida. Uma autêntica falta de respeito pelo conjunto madeirense.
Destaques
Salvio – Mais uma exibição de grande nível do argentino do Benfica. Foi durante os primeiros 60´o melhor elemento em campo. Está em grande forma.
Nacional – Um erro na composição da equipa acabou por ser fatal à turma madeirense. A colocação de Danielson a defesa esquerdo perante o rápido e talentoso Salvio colocou muitas dificuldades à defensiva insular, e o argentino aproveitou e de que maneira a lentidão do central brasileiro. Contudo, uma nota positiva pela preseverança demonstrada.
Gaitán – O esquerdino é cada vez mais um dos indiscutíveis deste conjunto encarnado. Mais um golo a juntar a um jogo bem conseguido. É notável a sua evolução nos processos defensivos.
Bracalli – O guarda-redes brasileiro acabou por ser o elemento-chave da partida pela negativa, com culpas directas no 2º e 3º golo do Benfica. O guardião denota muitas dificuldades em situações de bola parada e isso hoje foi decisivo.
Maxi Pereira – Hoje mais uma parecia uma fotocópia do Daniel Alves, tal foram as suas incurssões no ataque e o jogo a um toque que efectou muitas vezes em plena área do Nacional. O uruguaio está claramente no seu melhor momento da época.
Diego Barcellos – A unidade mais do Nacional. Não teve problemas perante Coentrão e incutiu sempre alguma velocidade ao jogo dos madeirenses. Foi claramente o jogador com mais critério dos insulares, já que os seus companheiros pecaram muito na definição do último passe.
Aimar – Uma 1ª parte de grande nível, e um dos principais impulsionadores do bom futebol hoje praticado pelos encarnados. Contudo, não deixa de ser preocupante que mais um médio português ande pelo banco de suplentes, falo de Carlos Martins.
Roberto – Salvou os encarnados de sofrer o que na altura seria o 2-3.


