No dia em que Paulo Bento irá ser apresentado formalmente como o novo seleccionador nacional, muitos comentadores de futebol (prefiro não dizer nomes, para não ferir susceptibilidades) ainda vaticinam a morte do futebol português no que às selecções nacionais diz respeito. Esses mesmos analistas (basicamente na sua maioria antigos jogadores da geração de 66 e 80 ainda e como sempre o fizeram à procura de tachos na federação ou nos grandes clubes) e outros que todas as quintas-feiras beijam os pés a Queiroz e dizem barbaridades como o facto de a nossa selecção estar velha e sem perspectivas de futuro, afirmando mesmo que nos próximos anos Portugal não estará presente em nenhuma fase final, na opinião do Visão de Mercado estão rotundamente enganados e demonstram ter um fraco conhecimento do futebol em geral.
Portugal, tendo em conta a base que integra neste momento a selecção nacional na sua grande maioria composta por jogadores que nasceram entre 1982 e 1986, não só tem grandes expectativas de futuro, como com um seleccionador competente (esperemos que Bento o seja, pois Queiroz foi claramente o mais incompetente dos últimos 20 anos) e com as regras que o Visão de Mercado sugeriu ao futebol português (
ler aqui), não só estará presente em todas as fases finais até 2016, como lutará para as vencer, inclusive o panorama até 2020 é igualmente muito optimista devido à fornalha de jogadores da nossa geração nascidos em 1988, 1991 (vão estar presentes no Mundial sub-20) e 1993 (quanto a mim a melhor que vai aparecer desde a de 1986 e 1983).
Como defendemos que um jogador deve encerrar a sua carreira internacional aos 32/33 anos, apesar de isso variar de jogador para jogador, pois uns a partir dos 30 parece que já tem 50 anos e outros aos 35 jogam como se tivessem 24, como tal e admitindo esta barreira, como poderão constatar pelo menos até 2016 grande parte da actual selecção ainda estará na plenitude das suas capacidades, tendo em conta que estamos apenas em 2010, se isto não é ter futuro o que é ter futuro, pergunto eu? Por exemplo no caso de Ronaldo acredito que ele a partir dos 32 irá mudar de estilo de jogo e vai jogar na selecção até aos 37 anos ou seja até ao Mundial 2022.
Selecção:
– Nos habituais convocados apenas Liedson (1977) e R. Carvalho (1978) tem mais de 29 anos.
Jogadores nascidos em:
1981 – Tiago; Bruno Alves; Makukula e Ricardo Costa
1982 – Eduardo; Bosingwa; Carlos Martins;
1983 – Meireles; Danny; Quaresma; Pepe; Zé Castro; Daniel Fernandes;
1984 – Hugo Almeida; João Pereira;
1985 – Varela; Ronaldo; Ruben Amorim: Rolando;
1986 – Nani, João Moutinho, Veloso, Manuel Fernandes, Paulo Machado, Vieirinha, Djaló; Nuno Coelho; Ruben Micael;
1987 – Silvio; Pelé; João Ribeiro; Bruno Gama
1988 – Coentrão; Patrício; Carriço; Ukra; Orlando Sá
1989 – André Santos; Fábio Faria
1990 – Wilson Eduardo; Bebé; David Simão;
1991 – Nelson Oliveira; Baldé, Roderick; Nuno Reis
1992 – Sérgio Oliveira; Ruben Pinto
1993 – Agostinho Cá; Ricardo Esgaio; Betinho; João Mário; Mateus Fonseca;
1994 – Bruma e Tobias Figueiredo
PS – Praticamente todos os nossos jogadores que nasceram até 1986 já firmaram a sua posição no futebol português e internacional, cabe agora os das gerações seguintes (1988, 1991 e 1993) fazerem o mesmo, para isso claro está necessitam de ter oportunidades, mas como muitos analistas querem fazer crer não é ao seleccionador que cabe a tarefa de obrigar os clubes a jogarem com mais jogadores portugueses, mas sim aos dirigentes da Liga e da Federação e porque não o próprio Governo.
PS (2) – Acho condenável o que o Porto e Benfica fizeram esta época a duas das suas maiores promessas. Ukra e Roderick muito provavelmente não irão ter minutos esta temporada, e não se compreende a decisão de os manter nos plantéis, ainda por cima um extremo e um central que daqui a 4/5 anos poderiam entrar perfeitamente na selecção A, mas sem jogar nunca vão evoluir como jogadores e como pessoas (mais ao nível da confiança). Fábio Faria e Castro são outros exemplos, apesar de no caso destes dois não antevejo um futuro tão promissor. Diogo Salomão aos 22 anos e já sem idade de jogar nos sub-21 poderá ter o mesmo destino, mas ao que parece irá usufruir de mais algumas oportunidades que os demais citados.
Portugal com boas ou más perspectivas de futuro? Que função deve ter Paulo Bento na estrutura da federação? Orientar apenas a selecção A, ou dar directrizes em relação às restantes selecções no que diz respeito à indicação de treinadores, modelos de jogo e perfil de jogadores a convocar?