Num jogo de futebol com 8 golos, Portugal não conseguiu bater a frágil selecção do Chipre, que por momentos parecia a poderosa Espanha, tal os sustos que pregava na defensiva nacional.
Portugal começa a qualificação para o Euro 2012 da pior maneira, tendo desta vez apenas 7 jogos para recuperar tempo perdido. O jogo da próxima terça-feira em Oslo será vital para recuperar caminho.
O jogo começou da pior maneira para os comandados de Agostinho Oliveira, com o golo madrugador de Aloneftis, fruto de uma falha de marcação de Miguel e saída extemporanea de Eduardo. Portugal respondeu prontamente, com um excelente cabeceamento Hugo Almeida, após cruzamento de Nani. Quando se pensava que o 11 nacional iria controlar o jogo, novo erro defensivo, desta vez de Raul Meireles, e o veterano Konstantinou a colocar novamente os cipriotas em vantagem. A selecção nacional partiu para cima do adversário, que recuou em demasia e permitiu os remates de meia distancia dos portugueses. Numa dessas tentativas, Raul Meireles redimiu-se do erro anterior e, com a colaboração do guarda-redes cipriota, fez o empate a 2 golos, que se manteve até ao intervalo.
Na segunda parte, novamente Portugal a pressionar forte e a criar bastantes ocasiões para marcar, cabendo a Danny fazer o 3-2, após cruzamento de Coentrão. Portugal estava pela 1ª vez na frente do marcador, com excelente oportunidade para trocar a bola e segurar o jogo, no entanto, o outro veterano dos cipriotas, Ioannis Okkas, acabado de entrar, escapou da marcação de Miguel e perante a falha na intercepção da dupla de centrais, fez o 3-3 frente a um impotente Eduardo. A resposta de Portugal foi peremptória e após um pontapé de canto, Manuel Fernandes marcou o golo da noite e fez o 4-3, que trazia novo animo ao publico e aos jogadores nacionais. Entre os 60 minutos e os 90, Portugal construiu oportunidades suficientes para golear, no entanto, o egoísmo, individualismo e o azar em alguns lances, permitiu a que os cipriotas tivessem ainda uma tentativa de chegar a um hipotético empate. E assim aconteceu! Coentrão deixou espaço para um adversário na esquerda, Bruno Alves e Carvalho não cobriram no meio, Eduardo falhou na abordagem ao remate e Miguel ficou de braço estendido, enquanto Avraam marcava um dos golos mais importantes da historia cipriota!
Destaques:
Ricardo Quaresma – Foi o melhor elemento em campo, criando bastantes jogadas de ataque, cruzamentos e rasgos com brilho, no entanto, pecou um pouco pelo individualismo e pelo alheamento do jogo em certos momentos.
Hugo Almeida – À falta de melhor ponta-de-lança, Portugal tem Hugo Almeida, que não é um topo de gama, mas cumpre na perfeição o seu papel. Marcou um golo e poderia ter feito mais alguns, no entanto, não era dia para toques de calcanhar.
Danny – O médio/avançado do Zenit não deslumbrou, mas cumpriu o seu papel, aparecendo bem posicionado nas zonas de finalização, tendo mesmo marcado um golo.
Liedson – O levezinho entrou bem na partida e explorou a frágil defensiva cipriota, mas falhou na finalização e quem perdeu com isso foi Portugal.
Raul Meireles/Manuel Fernandes – Marcaram dois golos em remates de meia distancia, mas mostraram claramente ter falta de ritmo, ainda por mais frente a um frágil Chipre.
Fábio Coentrão – Apoiou o ataque com bastante regularidade, mas fez uma mau jogo a defender, facto que não escapou à atenção dos cipriotas.
Bruno Alves/Ricardo Carvalho – Muita intranquilidade na experiente dupla nacional. Quatro golos sofridos é bastante pesado, ainda por cima frente a um adversário da II Divisão Europeia. Irreconhecíveis!
Eduardo – Fez o pior jogo ao serviço da selecção nacional, revelando uma enorme intranquilidade quando os cipriotas se aproximavam com perigo. Teve culpas no 1º e ultimo golo do Chipre.
Miguel – Exibição que demonstrou que poderia ter seguido o caminho de Paulo Ferreira e Simão Sabrosa. Entre o horrível e o paupérrimo, tendo culpas em quase todos os golos. Para alem disso, deu pouca profundidade ao ataque.
Agostinho Oliveira – Parecia Carlos Queiroz em matéria de substituições, tal a facilidade em tirar os melhores jogadores do campo! Danny estava a rubricar uma exibição consistente, enquanto que Hugo Almeida era (e é) bastante importante na luta frente aos defesas adversários…
PS – 9100 adeptos pagaram bilhete para assistir ao Portugal-Chipre, num Estádio com capacidade para 30 mil espectadores! Facto que não devia passar despercebido à FPF e aos seus dirigentes. Para quando a demissão?

