O futebol actual é um conjunto de antagonismos. Os processos das equipas actualmente prendem-se essencialmente em defender bem, ao mesmo tempo que se pede mais técnica e passe aos jogadores mais recuados. Num jogo entre equipas de nível díspar, a mais fraca tende a apresentar um bloco baixo, resguardando-se no seu meio-campo, ou melhor, como usualmente se diz em Portugal, pondo o autocarro à frente da sua baliza, e aproveitando as transições. Quanto à equipa teoricamente mais forte, prefere assentar o seu jogo na posse de bola, ou seja defender com bola, controlando assim a partida. O Barcelona de Guardiola e a selecção espanhola de 2008 a 2012 são o expoente máximo desse modelo.
Dada a sua idade (apesar de ser a mesma de Rúben Neves ou Renato Sanches), e a actual concorrência na equipa principal do Benfica, não é crível que tenha espaço no plantel de Rui Vitória a curto prazo. Mas fica a convicção que é um dos elementos, juntamente com João Carvalho, que está na linha da frente para suceder a Renato, como próximo produto a vingar “made in Benfica”. A única certeza é que a II Liga já é curta para a qualidade que apresenta.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): António Pinto


