Jornada atípica, com os dois candidatos ao título a sofrerem imenso para somarem os três pontos em partidas teoricamente acessíveis, o que contribui para aumentar a magia da Premier (ao contrário do que sucedia em épocas anteriores, este ano está a ficar a sensação de que qualquer equipa pode retirar pontos aos Reds e aos Citizens). A turma de Klopp voltou a contar com uma recta final decisiva (em 11 jornadas, conquistaram 6 pontos com golos apontados nos últimos 5 minutos), demonstrando possuir uma resiliência sem igual no Mundo, enquanto o conjunto de Guardiola, frente a um Southampton em crise, esteve quase 60 minutos em desvantagem e só aos 86′ confirmou a reviravolta (os campeões continuam a criar imensas oportunidades de golo, mas há dias em que desperdiçam em catadupa). Quem também tarda em melhorar é o Arsenal (só uma vitória – frente ao Vitória – nos derradeiros 5 jogos, sendo que na PL só conseguiu 2 pontos nos últimos 9 possíveis) e o United (4.º desaire no campeonato), o que vai permitindo ao Chelsea (os Blues seguem com a melhor série de triunfos da Premier) aumentar o fosso para o 5.º (a equipa de Lampard leva 6 pontos de vantagem, podendo o Leicester igualá-los no 3.º lugar, caso vença amanhã).
Jornada de nervos na Premier League. Liverpool (2-1 em casa do Aston Villa) e Manchester City (2-1 na recepção ao Southampton) precisaram de sofrer, mas mantêm as distâncias entre si no topo da Premier League. Os Reds aos 87′ perdiam em Villa Park (Trezeguet colocara os visitados na frente aos 21′), mas Andrew Robertson, a 3 minutos do final, e Sadio Mané, aos 90+4′, fizeram a reviravolta. Os Citizens também estiveram em desvantagem (Ward-Prowse marcou aos 13′ para os Saints), conseguindo no segundo tempo apontar dois golos (por intermédio de Agüero, aos 70′, e Walker, aos 86′) que chegariam para alcançar os três pontos, continuando, assim, a 6 pontos do Liver. Já o Chelsea soma e segue, conseguindo no terreno do Watford o 5.º triunfo consecutivo na Premier. Tammy Abraham (9 tentos na PL) fez o 1-0 e ainda assistiu Pulisic para o 2-0, sendo que os Hornets só foram capazes de apontar um golo de honra, através de Deulofeu, aos 80′. Abaixo na tabela classificativa, o Arsenal deu continuidade ao mau momento, não indo além de um empate, 1-1, em casa, frente ao Wolves de Nuno Espírito Santo. Com Rui Patrício, Rúben Neves, João Moutinho e Diogo Jota no XI (Rúben Vinagre e Pedro Neto foram lançados no decurso da partida), os “Lobos” consentiram que os Gunners se colocassem na frente (Aubameyang marcou aos 21′), mas Raúl Jiménez, aos 76′, deixaria tudo igual. Também o Manchester United prossegue a má campanha na liga inglesa, tendo desta feita perdido no reduto do Bournemouth, por 1-0. Um golaço de Joshua King, aos 45′, bastou para garantir o sucesso dos Cherries, empurrando o colosso de Manchester para o 10.º posto (os Red Devils correm o risco de ficar a 10 pontos do 4.º lugar, último que dá acesso à Champions League).


5 Comentários
PauloDybala1O
Muita gente não contava com o Chelsea para o top 4, aliás, até metiam o Everton à frente dos blues (que piada) mas Lampard e os “meninos” continuam a brilhar ! Sou simpatizante do Chelsea e apesar de o United ter eliminado o Chelsea para a taça, isso não afetou nem um pouco a equipa. Nota para o passe de Jorginho no golo do Tammy, fantástico, que visão, que bola (a finalização não fica nada atrás).
Khal Drogo
Trabalho muito melhor do que o que eu estava à espera por parte de Lampard. Excelente prestação até ao momento.
E lá vai mais um bom resultado de NES contra uma equipa dos Big6; já lhes perdi a conta.
André Dias
Mau jogo em Bournemouth, talvez devido ao temporal que se fez sentir (o encontro esteve para ser cancelado) mas a vitória acaba por ser justa.
O Man Utd continua a penar para criar perigo em jogo aberto. Existe demasiada distância entre linhas e os médios recorrem frequentemente ao passe longo para tentar fazer chegar a bola aos avançados. Falta um médio que saiba pautar o ritmo de jogo e progredir com bola (Pogba faz muita falta) e o médio ofensivo (seja ele Pereira, Lingard ou Mata) tem que baixar no terreno para receber entre linhas e criar uma ligação entre o meio campo e o ataque. Com Rashford a fazer movimentos interiores a partir da esquerda também se pede que o lateral dê profundidade ao flanco mas Young esteve mal nesse capítulo e afectou o processo ofensivo.
James e AWB foram uma nulidade no ataque mas aqui há que dar mérito a Eddie Howe que estudou bem a lição (o United prefere atacar pela direita) e preparou devidamente a sua equipa. Rico com a ajuda de Billing e Fraser (impecável a fechar o seu flanco) evitaram as habituais arrancadas de James e impediram AWB de subir no terreno como seria desejável.
King acabou por dar a vitória à sua equipa com um belo golo que deixa a defesa do United bastante mal na fotografia. AWB aborda mal o lance, Maguire estava mal posicionado, McTominay não estava a marcar ninguém e Lindelof ficou às aranhas. A forma como o sueco sofre com bolas pelo ar é preocupante para um defesa central.
André Dias
Em relação ao Liverpool, já tinha comentado que esta época não estavam tão sólidos defensivamente mas já começa a ser demasiado estranho.
Olhando apenas para a PL:
18/19 – 38 jogos, 20 sem sofrer golo.
19/20 – 11 jornadas, apenas 2 jogos sem sofrer.
REIIBRA
Penso que as outras equipas da PL estão a começar a criar anticorpos tanto ao Liverpool como ao City o que pode ser comprovado por estes sufocos que ambos têm passado este ano.
Apesar de ser gostar do Liverpool, penso que isto é positivo pois a PL sempre foi um campeonato conhecido pelo seu equilíbrio e como tal estes 2 têm a monopolizado nestes 2 anos.