Quanto ao encontro, a 1.ª parte foi particularmente pobre, sendo que à excepção de um remate de Guedes ao poste e de um livre de Pizzi os destaques foram quase nulos. No 2.º tempo o encontro jogo foi mais vivo, com a “2.ª equipa” do Benfica (Rui Vitória mudou a maior parte dos elementos ao intervalo), a jogar numa velocidade superior e a acumular oportunidades, por Salvio, Fonte, Benítez e Cervi, no entanto nenhum conseguiu superar Varela. Já o conjunto de Couceiro, apenas por uma vez, num lance de bola parada, conseguiu criar perigo.
Benfica – Uma partida em que, como se esperava, o domínio pertenceu ao tricampeão, embora o resultado não tenha saído do nulo. Como é natural em jogos de pré-época, Rui Vitória aproveitou para dar minutos a quase todos os jogadores e as maiores notas de destaque vão para a utilização dos reforços Kalaica, Carrillo, Celis, André Horta e Cervi (Zivkovic não foi utilizado). No 11 inicial, João Teixeira mereceu a confiança na posição 8, Gonçalo Guedes apresentou-se a bom nível na posição de 2.º avançado, mas o homem com maior impacto foi Fejsa que cobriu muito bem o seu terreno e mostrou estar a “top” fisicamente. Quem também, porventura, beneficiou dessa maior frescura foram os argentinos Cervi e Benítez, elementos que aportaram outra dinâmica à manobra ofensiva, bastante rápidos e a combinarem com frequência com Rui Fonte e Salvio (parece estar mais solto que na temporada passada). Contudo, o jogo não foi produtivo para a maior parte dos elementos, apesar de ser visível a vontade em mostrar serviço de Horta (tentou agitar a partida) ou Celis (alguns desarmes que entusiasmaram a bancada). Destaque ainda para um dos jogadores que esteve maior parte em campo, Grimaldo, de quem se espera assumir a titularidade na presente temporada.
Vitória de Setúbal – À semelhança do rival, aproveitou o particular para testar soluções como Cardoso, Nuno Santos, João Amaral ou Bonilha, mas todos eles foram vistos apenas num contexto sem bola e de organização defensiva. Nuno Santos, extremo emprestado pelo Benfica, teve alguns bons pormenores, mas o homem da partida foi, sem dúvida, Bruno Varela que, no meio de algumas inseguranças, conseguiu travar tudo o que lhe foi surgindo.


