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“Sinceramente, não posso garantir que ficarei. Deixei o futebol chinês onde recebia 12 ME para participar no Dakar”

Vai voltar a um clube de topo? É difícil perceber se ainda tem essa motivação, já que parece mais interessado em projectos exóticos, mas com o excelente trabalho que está a fazer no Marselha certamente irá proporcionar alguns rumores.

André Villas-Boas não garante que vá continuar no Marselha na próxima época, apesar de ter contrato até 2021. O português alimentou esta dúvida numa fase em que o presidente do Marselha decidiu contratar Paul Aldridge para ser consultor no mercado de transferências, algo que não lhe terá agradado. “Recebi essa informação com surpresa e não quero falar mais sobre isso. Se for para ajudar o Marselha a sobreviver economicamente, até posso entender, mas, para mim, o que mais importa é manter o meu grupo para poder alcançar os objetivos que tracei”, afirmou, antes de manifestar o seu apoio a Zubizarreta, que até ver continua como director desportivo. “Vim para o Marselha por duas razões: primeiro pela dimensão do clube e segundo por causa de Zubizarreta. O meu futuro está diretamente ligado ao dele. Desportivamente demos, em seis meses, estabilidade a um dos clubes mais instáveis do mundo na relação com a imprensa e com os adeptos.” Já se ia continuar no Marselha em 2020-21, disse: “Sinceramente, não posso garantir que ficarei. Deixei o futebol chinês onde recebia 12 milhões de euros líquidos para participar no Dakar. Sou um cidadão do mundo. Estive mais perto do futebol mexicano e argentino que do Marselha. Gosto de França, todos me respeitam e estou muito feliz aqui. Mas, quando nos conhecemos em Paris disse logo a Zubizarreta e ao presidente qual é o meu modo de vida. Não tenho limites geográficos, tanto posso treinar no Japão como no Brasil”.

4 Comentários

  • RicardoFaria
    Posted Janeiro 15, 2020 at 6:41 pm

    É difícil adivinhar o futuro de AVB porque ele tanto pode ir parar a um colosso devido ao bom trabalho que está a fazer como pode deixar de treinar e ir fazer outra coisa qualquer.
    Espero que seja o presidente do meu clube o mais rápido possível!

    Saudações DesPortistas!

  • Kacal
    Posted Janeiro 15, 2020 at 7:12 pm

    Por um lado compreendo que pense assim e cada um vive a sua vida como quiser. Por outro um clube não pode estar a depender e apostar forte em alguém que pode lembrar-se e deixar de treinar. Devia pensar o que quer fazer e dedicar-se em definitivo, talvez assim pudesse ser um treinador de topo. Mas espero vê-lo um dia como presidente do FC Porto, mas terá que ser quando ele achar que é o momento certo e está preparado e quiser mesmo dedicar-se totalmente a tal.

    • Joaopcalves
      Posted Janeiro 16, 2020 at 10:03 am

      Por um lado percebo o que dizes, mas por outro este estilo de vida acaba por ser o mais adequado para um treinador, já que são raros os clubes que não fazem precisamente isso a qualquer treinador. Contratam nos para o outro lado do mundo, e por 3 mais jogos recambiam-nos.
      E a instabilidade pessoal para treinadores que não sejam como o André é imensa. Imagina que vais para o Japão. Assinas por 2 anos. Levas a família? Provavelmente não, mas supondo que até fica 1 ano e renovas por mais 3, a família até se junta, filhos numa nova escola e etc, vêm os 3 maus jogos e és despedido e vai tudo por água abaixo… A mentalidade do André é a mentalidade certa dos treinadores para o futuro, que aliás, acaba por ser uma adaptação aos clubes e seus dirigentes de agora…

  • Tiago Peixoto
    Posted Janeiro 15, 2020 at 8:56 pm

    AVB a viver o futebol e a vida da maneira como eu gostaria de viver se tivesse nesse mundo. Adoro o futebol de topo, a Champions League, a Premier League, a La Liga. Mas adorava experimentar de tudo um pouco. O futebol turco, egípcio, argentino, mexicano, marroquino, argelino, até o brasileiro, só por causa da forma como os adeptos vivem o futebol, do ambiente dos estádios. Também adorava o futebol holandês, pela maneira ofensiva e bela como vêem o futebol. O próprio futebol japonês e chinês, não por causa dos ambientes dos estádios ou pelos adeptos, mas para experimentar viver e trabalhar nessas cidades gigantes do mundo asiático. Quem fala em Japão ou China, também fala nos Estados Unidos e no Canadá, para poder sentir o que é estar nalgumas das cidades mais movimentadas do mundo.
    O André parece pensar de forma semelhante à minha (ou pelo menos dá um pouco a entender com a maneira como fala por vezes) e digo que invejo-o por isso, porque tem realmente a oportunidade de viver a sua carreira profissional dessa forma.

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