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Paulo Fonseca agrava a crise

Fase complicada para a Loba. A turma de Paulo Fonseca estava muito pressionada neste jogo, o português focou muito na arbitragem na antevisão, num sinal claro de alguma intranquilidade, e a resposta em campo não foi a melhor. A Roma entrou de forma desconcentrada, mal posicionada e com uma grande incapacidade na posse. É certo que as ausências de Diawara, Pellegrini e Zaniolo são difíceis de suprir, mas num plantel tão rico em termos técnicos é estranho registarem-se tantas perdas de bola, sobretudo na 1.ª parte. Além disso, os Giallorossi voltam a sofrer muitos golos (11 nos últimos 4 jogos), algo que não foi habitual na 1.ª volta, e alguns jogadores cometeram vários erros (Santon, Mancini e Smalling desastrados). Em sentido inverso, o Bologna está a realizar uma grande campanha e vê o seu excelente planeamento de época ser premiado, mesmo com todos os problemas que têm assolado Mihajlovic. Barrow custou um valor considerável, mas está a justificar em pleno para já (não se sentiu a ausência de Sansone), tendo feito miséria pelo flanco esquerdo e contribuído com dois golos e uma assistência, ao passo que Orsolini também marcou e voltou a demonstrar a sua qualidade com bola e os médios revelaram um grande rigor posicional e capacidade na pressão, sobretudo até aos 70′. Ainda assim, a expulsão de Cristante evitou um assalto final da Roma.

Na abertura da jornada 23 da Serie A, o Bologna surpreendeu ao vencer em Roma (2-3), agravando a crise do conjunto orientado por Paulo Fonseca, que somou a 2.ª derrota consecutiva, a terceira nos últimos 4 jogos oficiais. Já a turma de Mihajlovic chega, à condição, ao 6.º lugar, com 33 pontos, após somar a terceira vitória consecutiva. Barrow foi a grande figura da noite com dois golos e uma assistência. Orsolini abriu o activo aos 16 minutos, a Roma empatou num auto-golo de Denswil aos 22′, após um cruzamento de Kolarov, mas Barrow, que havia assistido no 0-1, fez o 2.º dos visitantes, aos 26, num grande remate que, ainda assim, sofreu um desvio em Santon. Na 2.ª parte, o gambiano fez o 1-3 aos 51′, numa grande arrancada, tendo Mkhitaryan reduzido aos 72′, num cabeceamento em resposta a um centro de Bruno Peres, que entrou para o lugar de Santon. Aos 80′ e numa fase em que a Loba estava a carregar, Cristante viu vermelho directo e o resultado acabou por não mais se alterar.

XI Roma: Pau López; Santon, Mancini, Smalling, Kolarov; Veretout, Cristante, Cengiz Under, Mkhitaryan, Perotti; Dzeko.
XI Bologna: Skorupski; Tomiyasu, Bani, Danilo, Denswil; Schouten, Svanberg, Soriano; Orsolini, Barrow, Palacio.

8 Comentários

  • Kacal
    Posted Fevereiro 7, 2020 at 9:45 pm

    Já é o 2º jogo consecutivo com o mesmo desenrolar de acontecimentos. Entram mal na partida e sofrem 2-3 golos, depois reduzem, carregam mas sofrem outro e um jogador acaba expulso, assim fica complicado, mas a Roma a jogar em casa tem que vencer este tipo de jogos.

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Fevereiro 7, 2020 at 10:21 pm

    De facto, uma decepção para a Roma este jogo. As semanas vão passando e Paulo Fonseca não consegue solucionar a ausência de Diawara. Era incrível a estabilidade e segurança que estava a dar à equipa, tanto com como sem bola, e sem ele ninguém consegue assumir esse papel de ‘6’ a construir e destruir. Cristante e Veretout são interessantes, mas são diferentes. São jogadores mais de pressão, sobretudo Veretout, e não tanto de organização. Cristante há muito que deixou de ser um jogador capaz à frente da defesa e isso nota-se, sendo que na próxima ronda é mais uma baixa. Não sei até que ponto a Roma não devia ter recuperado o N’Zonzi.

    Por outro lado, também não há Zaniolo, que, a par de Dzeko, é o jogador diferenciado do plantel do meio para a frente. Pela velocidade, rasgo e porque tecnicamente tem predicados que nenhum outro tem. Perotti tem qualidade, consegue transportar, mas depois precisa que alguém decida por ele. Já Mkhitaryan até marcou, mas tem sido um flop e na maioria do tempo até contribuiu mais para desequilibrar a sua própria equipa do que o adversário. Under muito abaixo também e na defesa foram só disparates. Equipa muito mal posicionada, Santon uma ave rara autêntica (Bruno Peres parecia o Dani Alves…), Smalling irreconhecível e Mancini novamente a não segurar a posição e a ser batido com facilidade. Salvou-se Kolarov, que indiscutivelmente é o melhor dos 4.

    Por outro lado, num grande jogo de futebol, mais um, houve outra equipa e que merece um aplauso. Grande exibição do Bologna, sobretudo até ao 2-3. Equipa ousada, a querer disputar o jogo pelo jogo e a aproveitar a instabilidade actual da Roma. Nas transições os visitantes fizeram o que quiseram, havia sempre espaço para explorar. Muito interessante a variante que se viu a espaços com Orsolini em modo vagabundo e Tomiyasu a fazer todo o flanco. Do outro lado Denswil baixava e Soriano fazia intervalos entre flanco esquerdo e corredor central. Jogador muito culto tacticamente o Soriano e com uma capacidade física muito acima da média. No entanto, a grande figura foi mesmo Barrow. Vi-lhe alguns predicados na Atalanta, mas está a surpreender tudo e todos em Bologna creio. Partiu todo na esquerda e, além dos golos (já tinha marcado na semana anterior), fica na retina a sua facilidade no drible e mesmo na recepção de bola mostrou pormenores de alto quilate. Custou 14M, parecia exagerado e ousado até para uma equipa sem ambição europeia em termos teóricos, mas está a justificar e quando Mihajlovic tiver Sansone o mais provável é ser Palacio o sacrificado porque Orsolini é craque e nesse não se mexe.

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Fevereiro 7, 2020 at 10:37 pm

      2 notas finais que me esqueci: Svanberg e Schouten são mais 2 bons projectos do scouting do Bologna, que é um dos melhores na Europa; Cristante falhará a visita a Bérgamo, terreno onde foi muito feliz e onde se redimensionou em Itália. O leque de opções de Paulo Fonseca continua reduzido, mas ao menos Pellegrini estará disponível.

    • Tiago Silva
      Posted Fevereiro 7, 2020 at 11:44 pm

      Acho que disseste tudo Rodrigo. O Santon não tem qualidade para jogar na Série A, quanto mais na Roma. O Mkhitaryan foi um autêntico passageiro, não percebo o desaparecimento do Pastore das opções, ele esteve a um grande nível numa fase da época e o arménio ainda nada fez para justificar a aposta nele. Os 2 centrais também estiveram muito mal, muito descordenados e principalmente o Smalling a precipitar-se imenso na altura de subir e de descer. O Cristante e o Veretout não estão a conseguir acrescentar com bola, o Diawara é um polvo naquele meio-campo e é insubstituível. Hoje por acaso até gostei do jogo do Veretout, foi um dos poucos que se safou a par do Dzeko que bem tentou, mas também o ataque esteve bem melhor do que a defesa que tem que ser claramente trabalhada.

      Com a ausência do Cristante, gostaria de ver o Mancini novamente no meio-campo a fazer aquela posição entre central e médio com o Fazio na defesa. E o Bruno Peres a titular porque já vai merecendo.

  • Kurtz
    Posted Fevereiro 7, 2020 at 10:41 pm

    Nunca me convenceu como treinador e provavelmente nunca irá. Principalmente para una equipa grande…

  • DNowitzki
    Posted Fevereiro 8, 2020 at 1:08 am

    O Paulo Fonseca NUNCA me convenceu. Olho para as suas equipas e não vejo nada de marcante. Além disso, parece-me que lhe falta carisma. E aquele penteado não ajuda nada.

    Posso estar a ser injusto, mas não vejo ninguém que melhore com ele.

  • j. chamberlin
    Posted Fevereiro 8, 2020 at 1:30 am

    Mais um treinador português perto de ser despedido…
    Ao menos que finalmente caia o mito de que os treinadores portugueses são os melhores do mundo.

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