Quem vai desafiar Goldberg pelo título Universal na Wrestelmania? The Fiend, Roman Reigns, ambos?
A WWE regressou, esta quinta-feira, a Riyadh, na Arábia Saudita para o Super ShowDown. Naquele que foi o 5.º PPV a decorrer neste país desde 2018 – data em que foi anunciado um acordo estratégico de 10 anos entre a empresa e a General Sports Authority, a entidade do governo Saudita responsável pelo desporto no país, ao abrigo do Saudi Vison 2030, um programa de reformas económicas, mas, sobretudo, sociais do reino – tivemos uma tarde repleta de regressos, surpresas (alguns preenchendo estas duas premissas) e também lugar para algum história, tudo próprio de quem está em plena Road to Wrestlemania.
Resultados:
- Pré-show: Os OC, Luke Gallows e Karl Anderson, derrotaram os Viking Raiders, Erik e Evar.
Num combate apenas anunciado no dia anterior ao evento e, portanto, sem muita história que o antecedesse, vimos os “Good Brothers” derrotarem os ex-NXT e RAW Tag Team Champions. O fim deu-se quando após uma tentativa de moonsault por Ivar em Karl Anderson, este se desviou, taggou Luke Gallows e estes executaram um Magic Killer em Ivar para a vitória por pin.
- Gauntlet match pelo “prestigiado” Tuwaiq Trophy: The Undertaker venceu AJ Styles, R-Truth, Erik Rowan, Andrade e Bobby Lashley.
Foi mais um combate temático por um troféu sem qualquer contexto histórico (depois da Gratest Royal Rumble, da WWE World Cup e da Best in the World WWE Tag Team World Cup) a que os eventos no reino Saudita nos tem habituado que se deu a primeira grande surpresa da tarde já que o lendário The Undertaker – que nem estava anunciado como participante no combate e que não era visto num ringue da WWE desde que no passado mês de Julho formou uma Tag Team vitoriosa com Roman Reigns no Extreme Rules contra Shane McMahon e Drew McIntyre – foi o vencedor do combate após vitória sobre AJ Styles (dando assim também os primeiros passos na rivalidade entre os mesmo que deverá culminar com um combate na Wrestlemania, atendendo aos rumores das últimas semanas).
No que ao combate propriamente dito diz respeito, começou com Bobby Lashley e o cómico R-Truth, que conseguiu derrotar o ex lutador da Bellator via roll-up pin depois deste ter embatido violentamente de cabeça contra o poste do ringue. Antes que o próximo participante, o recém regressado de suspensão por violação da política de bem estar da WWE e actual campeão dos Estados Unidos, Andrade, tivemos um momento de mau perder pelo ex-campeão Intercontinental que violentou a personificação do WWE 24/7 Championship. Ainda assim – novamente contra todas as odds – Truth derrotou, via pin acidental, o talentoso Mexicano após uma troca de cabeçadas entre os dois. O quarto participante do combate foi o várias vezes campeão de duplas Erik Rowan que durante o combate atirou Truth contra as escadas, que assim derrubou a gaiola (uma daquelas misteriosas e intermináveis storylines da WWE) de Erik provocando-lhe um ataque de raiva que o levou a pegar nas escadas e atacá-lo repetidamente causando assim a sua desqualificação e consequente derrota – continuando a epopeia daquele que diz que John Cena é o seu herói de infância apesar de mais velho que este. O penúltimo participante do combate foi AJ Styles, o amplamente aclamado e reconhecido com um dos melhores wrestlers do Mundo, que derrotou Truth facilmente com o seu método de submissão, o Calf Crusher. O participante final era suposto ser Rey Mysterio, mas quando o mesmo ia entrar, foram mostradas imagens do bastidores em que se podiam ver os companheiros de stable de AJ, os OC (Karl Anderson e Luke Gallows), a atacarem-no e a deixarem-no incapaz de competir. Segui-se AJ a auto declarar-se vencedor, sendo contrariado pelo árbitro que disse que só assim seria se Mysterio não conseguisse chegar ao ringue até ao final da sua contagem até 10. Entretanto são mostradas novas imagens dos bastidores em que vemos os OC batidos no chão e parte do seu atacante que, pela caracterização, só podia ser The Undertaker, que rapidamente seguiu para o ringue, ocupando o lugar de Rey no combate. Após a sua icónica entrada, encontrou no ringue um irritado AJ que – na pressa de tentar atacá-lo – foi agarrado e sofreu um chokeslam que deu a vitória ao Deadman, tendo durado mais tempo a entrada do “DeadMan” do que o combate em si. - John Morrison & The Miz derrotaram os New Day (Big E e Kofi Kingston), tornado-se os novos campeões de duplas do SmackDown. Num combate bem disputado com um toque de nostalgia à mistura – ou não fosse o retorno oficial, mais de 10 anos depois, à competição da bem sucedida parceria entre The Miz e John Morrison após o regresso do “King of Parkour” à WWE no passado mês de Janeiro – o final chegou após Morrison, à revelia do árbitro, ter dado uma cadeirada em Kingston que Miz combinou de forma bem sucedida com um roll up pin.
- Angel Garza derrotou Humberto Carillo.
No embate Mexicano visto inúmeras vezes (uma das mais recorrentes críticas ao produto da WWE) nas últimas semanas no RAW, desta vez sem tanta espetacularidade, a vitória deu-se também com um roll up pin de Angel naquele que é seu primo direito, Humberto. - Seth Rollins e Buddy Murphy derrotaram os Street Profits (Angelo Dawkins e Montez Ford), mantendo assim os títulos de duplas da RAW.
No quarto combate da noite, tivemos um confronto entre o “Monday Night Messias” e um dos seus discípulos contra os entusiasmantes ex-campeões de duplas do NXT, em que o final se deu após Murphy ter dado o seu Ripcord Knee em Dawkins, deixando-o caído na corda de baixo do ringue e permitindo assim que Rollins lhe aplicasse o Stomp, ao qual se seguiu o pin de Murphy para a vitória. - Mansoor derrotou Dolph Ziggler (que se fez acompanhar por Robert Roode).
Ainda antes do combate – que apenas foi anunciado na véspera do evento e cujo o único propósito foi o de inserir o atleta filho da terra no evento, algo que começa a ser tradição nestes eventos, voltando depois Mansoor ao programas secundários de desenvolvimento da companhia – Roode e o Saudita tiveram uma altercação verbal a que seguiu um ataque físico do cruiserweight ao ex campeão do NXT, dos Estados Unidos e de duplas – que é também o dono de um bigode invejável. Isto levou a que o árbitro mandasse Roode voltar aos bastidores deixando as imediações do ringue. O combate bem disputado pelos dois talentosos lutadores terminou após um moonsault seguido de pin por Mansoor. Após o combate tivemos o também já tradicional discurso emocionado do Saudita para com os seus conterrâneos. - Brock Lesnar (com Paul Heyman) venceu Ricochet, para manter o título Mundial da WWE.
Num combate sem história alguma, o ex-campeão da UFC venceu o “super-herói” do universo da WWE em menos de dois minutos, após uma série de três German suplexes e um F-5. - Roman Reigns derrotou King Corbin num Steel Cage Match.
Em mais um episódio de uma rivalidade que parece não ter fim, o “Big Dog” trazia uma corrente à volta do pescoço com a qual fechou a jaula. Os destaques do combate deram-se quando Corbin conseguiu destrancar a porta, ímpeto rapidamente travado pelo ex-Shield que atacou-o com a mesma e também quando o vencedor do último King of The Ring numa tentativa de ridicularizar Reigns, com a já mencionada corrente à volta da mão, tentou – sem sucesso já que foi interceptado e contra atacado da mesma forma – acertar o Super Man Punch naquele que conta no seu currículo com três Main Events consecutivos na Wrestlemania. Curiosamente o combate terminou com um spot parecido em que Reigns, com a corrente à volta da mão, deu um Super Man Punch em Corbin ao qual se seguiu um pin, terminando assim o combate (e, por favor, a rivalidade também!) - Bayley venceu Naomi e manteve o título feminino do SmackDown.
No penúltimo combate da noite assistimos a um pouco de história, já que – pela primeira vez – um título feminino foi disputado na Arábia Saudita, sendo que também foi apenas o segundo combate entre mulheres a decorrer no país (o primeiro deu-se no último PPV, o Crown Joel, entre Natalya e Lacey Evans). Para o embate, que teve momentos muito interessantes intervalados com alguns botches, as participantes utilizaram equipamentos diferentes do usual (mais compridos, de forma a respeitar as tradições e leis do país) e foi precisamente recorrendo à t-shirt de Naomi, utilizando-a para prender a sua perna, que Bailey, ganhou a vantagem que lhe permitiu partir para um facebuster que culminou com a sua vitória via pin. - Main-Event: Goldberg derrotou The Fiend, Bray Wyatt, conquistando o título Universal da WWE.
Após uma breve troca de olhares, Goldberg aplicou rapidamente um Spear em Bray Wyatt que resultou numa quase derrota do lutador mais assustador da WWE. Não se deixando intimidar pelo icónico dono do mais longo streak invicto da história do Wrestling, The Fiend aplicou-lhe logo de seguida o Mandible Claw, finisher ao qual – a algum custo – o WWE Hall of Fammer se conseguiu escapar. Seguiram-se três Spears de Goldberg para nova quase derrota, altura em que – qual Undertaker – Bray Wyatt se levantou e voltou a aplicar o Mandible Clawn, ao qual Goldberg conseguiu escapar-se novamente e que contra-atacou com um bem-sucedido, embora botchado, Jackhammer para a vitória por pin. Enquanto Goldberg celebrava vitória, Bray Wyatt levantou-se e quando parecia que íamos ter novo confronto, as luzes apagaram-se e o The Fiend desaparecera do ringue. Desta forma, Goldberg bateu alguns recordes: tornou-se o primeiro campeão Mundial da WWE a ganhar o título após ter entrado no Hall Of Fame da empresa, o primeiro campeão em quatro décadas (90,00,10 e 20), além de ter batido o seu próprio recorde de vencedor mais velho do título Universal da WWE. Este combate marcou igualmente a primeira derrota de Bray Wyatt enquanto o seu alter-ego, The Fiend.
Opinião: parece que ainda não foi desta que um PPV da WWE operado em terreno Saudita foi unânime ou sequer tranquilo entre os fãs. Decorridas cerca de 24H do espetáculo, são inúmeras as criticas ao evento pela internet fora. Ora pela continuidade da parceria entre o país e a empresa após o mediático caso da morte de Jamal Khashoggi às mãos de oficias do país, ora pela maneira como a WWE se desvia do seu programa para que estes eventos caibam no seu calendário, passando pelos combates temáticos nunca explicados, pela utilização excessiva de superstars que claramente já passaram o seu auge ou que depois destes eventos desaparecem do mapa até que um novo surja, a verdade é que ficou novamente no ar a ideia de tratar-se de mais um House Show glorificado e travestido de PPV – com recurso à velha guarda para agradar as autoridades do país – do que um PPV sério e credível como a “Road to Wrestlamania” exige. Os destaques positivos foram claramente os dois combates de duplas, enquanto que os negativos ficam para a utilização das lendas deste desporto em posição tão proeminente (a empresa continua a contar demasiado com o efeito nostálgico da presença de alguns nomes lendários, mas se não deixar que a nova geração se imponha, daqui a uns anos não terá lendas com quem contar para o efeito nostálgico) e a falta de entusiasmo do público no geral pelo evento.
Seja como for, temos um novo campeão Universal, novos campeões de duplas do SmackDown, novas rivalidades a formarem-se para culminar no “The Grandest Stage of Them All” (que já tem um card respeitável, mas que com algumas destas potenciais adições pode passar mesmo a estimulante). Isto numa altura em que se segue o Elimination Chamber, que vai decorrer em duas semanas, evento no qual deverão ficar marcados mais alguns embates para o “Show dos Shows”.
Visão do Leitor: Afonso Carvalho Pinto


12 Comentários
ruif90
A ver se o Cena salva isto hoje no Smackdown, porque o SS foi terrível.
O Squash do Lesnar já estava à espera… Mas o que se passou com o Undertaker e o Goldberg enfim…. O Undertaker vencer o AJ com um chokeslam, um pouco à semalhança do que aconteceu com o Cena na Wrestlemania é triste. Se eles não conseguem fazer mais que isto… Epá que não apareçam. Eu sei que o dinheiro é bom, mas para quem gosta e acompanha irrita e enerva. Foi muito, mas mesmo muito mau!
Depois a derrota do “The Fiend” é o enterrar de uma personagem que estava a ser das melhores personagens da WWE dos últimos anos, a gerar um hype fantástico junto dos fãs, por um part-timer velho que não interessa a ninguém, que só faz dois ataques e um deles já nem consegue fazê-lo como deve ser, tudo isto porque não querem que o Roman Reigns seja apupado na Wrestlemania quando ganhar o título. Muito mau! Ainda por cima, não foi um squash mas praticamente, 2 minutos de combate também. Muito mau, muito mau. Como disse, a ver se o Cena hoje no Smackdown salva isto, porque depois do que se passou ontem fiquei sem grande vontade de continuar a acompanhar isto e com muita vontade de cancelar a minha subscrição.
Afonso Carvalho Pinto
Francamente não acredito que John Cena, mesmo com todo o seu star power salve alguma coisa. Isto se tiver a falar do rumor que circula na internet que diz que poderá defrontar Bray Wyatt/The Fiend
Embora esperada, a vitória do Brock Lesnar podia simplesmente ter sido executada de maneira diferente, Ricochet não merecia isto! O resto é mais do mesmo: uma mistura de dinheiro Saudita, booking manhoso e a continuação da crença da WWE na velha escola e a nostalgia inerente. Acredito que AJ Styles ainda consiga “sair por cima” no decorrer da feud com o Undertaker, mas para o Fiend a esperança é pouca. Para começar alimentar um part-timer semi-reformado com a personagem mais over da empresa é arroz, no entanto não é de desconsiderar que aquele momento no final possa querer dizer que a rivalidade com Goldberg e a sua história com o título Universal ainda não acabaram. Percebo o quase “atirar a toalha ao chão”, mas a WWE tem o dom de quando se está para desistir, sacar de um coelho da cartola e – como referi no texto – o card para a Wrestlemania está a ficar apetrechado e são mais os pontos de interesse do que o contrário (Goldberg VS Roman Reigns não me desperta grande interesse). De resto, aconselho-o também a expandir um pouco os horizontes e dar uma vista de olhos na AEW e na NJPW, vale a pena! Mesmo o NXT, por vezes, desperta-me mais curiosidade que o dito “Main Roster”.
Afonso Carvalho Pinto
Queria dizer atroz e não arroz ahah
Sukeshin Kanamura
Ontem foi o meu último dia como espectador assíduo da WWE… Parabéns VM e Afonso pela iniciativa de falar sobre wrestling ou como diz o pessoal da WWE “sports entertainment”… Sábado a AEW terá o seu PPV e espero que corresponda as expectativas porque estou bastante empolgado por perceber se o meu interesse pela empresa de Tony Khan continua a crescer… Afonso e VM se puderem também fazer cobertura e crônica dos eventos da AEW seria excelente… Saudações desportivas
Afonso Carvalho Pinto
Obrigado! Como já disse aqui em cima, é muito gratificante saber que há interesse pelo tema nestas bandas.
O corte com a WWE, apesar de radical, atendendo ao que se tem passado, é compreensível. Felizmente há mais wrestling no Mundo e empresas como a AEW (que também marcará presença por aqui, em princípio) e a NJPW parecem ser uma alternativa muito viável.
Kwyx
Saudar o regresso de wrestling e em especial wwe ao VM.
Quanto ao show, foi mais um típico show na Arábia Saudita, onde quase tudo o que acontece é para encher chouriços, a exceção dos Tag Team e do Main Event.
Espero que finalmente tenha acabado esta storyline do Roman com o Corbin. Quanto aos SD Tag Team, gostei que tivesse mudado de mãos, nomeadamente por causa do Morrison.
Por fim, quanto ao Main Event, é mais uma decisão ridícula (da longa lista) da WWE e do Vince, que espera ter mais receitas devido ao Roman vs Goldbeeg na WM. No entanto, para isso deu cabo de uma das Superstars mais over do momento (The Fiend). A única coisa que se retira de decente disto é que assim, na WM, o Roman vai receber um pop monumental quando ganhar, coisa que não aconteceria que fosse contra o The Fiend.
Só uma nota para o início de rivalidade que deverá dar em combate na WM entre Aj e Undertaker.
Agora é esperar pelo SD de hoje, onde acredito que tenha início uma rivalidade entre o John Cena e o The Fiend (ou com o Killer Kross).
Parabéns pelo artigo.
Afonso Carvalho Pinto
Desde já obrigado! É bom saber que não sou o único interessado pela temática aqui por estas bandas e que valeu a pena o esforço de propor o regresso do wrestling ao VM (proposta que de resto foi muito bem recebida pelo blog).
Em relação ao evento não me quis alongar demasiado sobre o assunto, mas também sou da opinião que esta foi mais uma decisão lamentável da equipa criativa da WWE, sendo que não foi a única do evento… a maneira como AJ Styles e Ricochet perderam os seus combates é, no mínimo, questionável. E se para o “Phenomenal One” ainda há esperança de poder limpar a imagem no resto da feud com o Undertaker, para Ricochet não se augura nada de famoso. Perder o combate com Brock Lesnar era um dado praticamente adquirido, no entanto poderia ter sido feito de outra forma, talvez à semelhança dos combates de AJ Styles e Daniel Bryan com a “Beast Incarnate”.
Louco de Lisboa
Terrivel PPV. O trofeu do gauntlet foi tantas vezes apelidado de prestigiado que até me deu um refluxo gastrico devido à vergonha alheia que um fã de WWE tem ao ver aquilo. Foi tudo bastante mau. R-Truth eliminar o Andrade daquela maneira é ridiculo (pode ter sido um castigo a Andrade pela suspensao, mas descridibiliza um lutador com imenso potencial e que é campeao de US). AJ Styles perder com um chokeslam é absurdo tambem.
Nota positiva para a vitoria de Miz e John e para o bump incrivel de Kingston. Unico ponto positivo do PPV este tag match.
De resto, Lesnar vence demasiado facilmente o Ricochet. Poderiam ter optado por algo como um low blow por parte do Ricochet para se manter no combate (à semelhanca do que Rollins fez ha um ano na WM e que Ricochet fez no Royal Rumble). Teriam dado mais minutos a Ricochet para dar espetaculo e protegido Lesnar (que ganharia depois).
Roman vs Corbin pela enesima vez… enfim. Nem pondo o Roman a ganhar 15 vezes contra um gajo que ninguem curte o salva de ser apupado por aqueles fãs que nao querem que lhe forcem o Big Dog pela garganta abaixo. Eu gosto do Roman até, mas sem ser o look, nada tem que se destaque,nem skill tecnico de ring nem mic skills. Vencera Goldberg na WM provavelmente depois de uma vitoria na elimination chamber. Boring.
Por ultimo, Goldberg vencer é absurdo, principalmente com esta facilidade. The Fiend é algo unico e Bray Wyatt demasiado talentoso para ser posto de lado assim. Espero que Wyatt vença John Cena na WM e volte a lutar pelo titulo.
O que a WWE tem de bom é o NXT. Nada mais.
Parabens pelo texto e obrigado por trazeres o wrestling de volta ao VM.
Afonso Carvalho Pinto
Obrigado! Como já referi aqui pelo comentários é bom ver que o Wrestling está vivo por estes lados, mas os textos só valerão a pena se a discussão continuar acesa nos comentários.
Em relação ao que diz, não lhe posso se não dar razão. O NXT – apesar de o intitularem de “território de desenvolvimento” – é o programa mais bem estruturado da WWE no que a todas as componentes do Wrestling diz respeito. E se isto já é verdade há muito tempo, então depois do SmackDown de ontem à noite… Numa noite a WWE “marcou” os dois combates que já circulavam enquanto rumores há dias, Goldberg/Roman Reigns e Cena/Fiend, sem qualquer tipo de história ou contexto. Goldberg perguntou quem era “next” (a sua famosa catchphrase), o “Big Dog” apareceu, disse que era ele e, sem oposição e provação para merecer um combate por um título no maior evento da empresa, é-lhe concedido um combate. Por mais que fosse dito e sabido, não é assim que se constrói um combate para a Wrestelmania. O mesmo é válido para o outro combate “anunciado” (ainda que não oficialmente). Com duas personagens como Fiend e Cena, não havia lugar para uma maneira mais original de dar início a esta rivalidade? Disse aqui algures que a WWE nos momentos chave arranja sempre algo para nos “prender”, mas assim fica difícil. O desenvolvimento pós Super ShowDown, depois de um evento tão fraco, tinha de ser muito melhor! Espero que a RAW da próxima segunda-feira tenha esse condão.
Antonio Ferreira
Também achei absurdo o buildup ontem, agora o candidato principal ao título do smackdown torna-se candidato só por aparecer numa promo? Se aparecesse um jobber qualquer, ia se tornar ele o candidato? Enfim.
Absurdo também o combate na chamber pelos títulos de tag team, depois de descartada a hipótese da chamber pelo candidato ao título universal, pensei que fizessem pelo título dos usa. Booking feito e refeito todas as noites dá nisto, storylines improvisadas e sem nenhum fio condutor ao longo das semanas. O Vince e as suas teimosias deviam mesmo ir porta fora.
Nota tambem para o Cena, que em 20 segundos mudou do discurso de “é a altura dos jovens agora, nao vou ocupar o espaço deles” para um combate com o Bray. Porque não fazer este combate pelo título Universal e pôr o Roman a vencer o Fiend no summerslam? Já se sabe que os fãs não o vão apoiar e não, quer seja contra o goldberg ou contra o Bray. Arriscam-se a ter um main event boicotado como há dois anos.
Afonso Carvalho Pinto
Foi completamente absurdo! Não percebo como é que a WWE continua a cometer erros sucessivos no booking do Roman Reigns, estão mesmo a pôr-se a jeito para novo boicote à personagem e aos combates em que estiver envolvido, como diz e bem. Esta equipa criativa é capaz do melhor e do pior, o problema é que ultimamente são mais os pontos baixos que os altos…
Em relação à EC, estou de acordo que poderia ser feita por um dos títulos secundários – que têm sido completamente desprezados pela empresa nos últimos tempos no que às histórias e rivalidades diz respeito, mesmo com excelente lutadores como Nakamura, Andrade ou Samoa Joe – mas confesso que a ideia de combate na estrutura pelos títulos de duplas me desperta algum interesse, especialmente pelos potenciais spots dos Lucha House Party, John Morrison, Kofi Kingston, etc.
Esse ponto sobre o booking feito e refeito diariamente, é na mouche! Há quanto tempo é que não se vê uma história de planeamento a longo ou médio-prazo na WWE? Ou mesmo com pés e cabeça, em que pareça que foi tudo feito com pés e cabeça? Sinceramente não me lembro. Talvez esteja mesmo na altura de Vince se dedicar ao seu projecto de Futebol Americano e passar os “comandos” ao seu genro que tão bem tem gerido o NXT, por exemplo.
Afonso Carvalho Pinto
Ah! E sim, o momento do Cena foi outro momento daqueles que retiram mais do que aquilo que acrescentam. A coerência só demorou uns minutos a sair pela porta… Como focou havia tantas, mas tantas, maneiras de gerir estas quatro superstars (Roman Reigns, Bray Wyatt, John Cena e Goldberg), conseguir ter bons combates (e histórias para os mesmos) na WM e ainda assim não destruir a personagem mais over da empresa, arriscarem-se a que alguns sofram backlash’s monumentais e ainda assim, no final, colocar o “Big Dog” como campeão Universal que uma pessoa tem de se questionar se para a equipa criativa da WWEo óbvio não existe