Foi na Wells Fargo Center, em Filadélfia, que a WWE realizou, esta madrugada, o seu último PPV antes da Wrestlemania, o Elimination Chamber.
Naquela que foi a 10ª edição do PPV sobre este nome, tivemos um card sem as grandes atrações – nenhum dos actuais campeões Mundiais da empresa ou sequer os seus pretendentes na Wrestlemania marcaram presença no evento – e surpresas, tendo sido mesmo os combates temáticos que se sobressaíram.
Resultados:
- Os Viking Raiders derrotaram Zack Ryder & Curt Hawkins!
Num combate rápido e sem contexto, como é hábito nos combates do Pré-Show, os comentadores passaram grande parte do tempo a recordar-nos que os derrotados deste combate tinham ganho os títulos de duplas da RAW há cerca de um ano na Wrestlemania após uma incrível sequência de derrotas (parece que a WWE além de não saber como planificar a sua divisão de duplas de forma consequente ou mesmo interessante, ainda gosta de nos recordar disso). Já o final chegou quando Ryder, acidentalmente, acertou um Rough Ryder no seu colega de equipa, distraindo-se e permitindo aos ex-campões de duplas do NXT e da RAW aplicarem-lhe um Viking Experience para vitória por pin.
- Daniel Bryan derrotou Drew Gulak!
No primeiro combate oficial do PPV, Gulak, natural da cidade que acolheu o evento e que por isso estava a jogar em casa, até recebeu algumas palmas quando entrou, mas quando o combate começou já o público aplaudia e torcia por Bryan, que nos últimos tempos tem feito um trabalho exemplar de trazer wrestlers completamente esquecidos e sem rumo ao de cima. O embate iniciou-se com um wrestling de tapete mais técnico – algo raro na WWE – e assim se manteve durante os primeiros momentos até que o ex-campeão do Mundo da WWE interrompeu a sequência com um pontapé ao qual Gulak respondeu com um estalo na cara. Daqui para a frente foi sempre a subir: Bryan bloqueou um um Suplex Vertical e respondeu com o mesmo movimento, mas para fora do ringue. De seguida Gulak aplicou um High Angle Suplex e Bryan começou a acusar problemas no seu fustigado pescoço. Seguiram-se mais algumas sequências em que o foco de Gulak foi o pescoço de Bryan e, inclusive, um momento em que o ex-205 Live (o programa semanal dos cruiserweights da WWE) quase levou a vitória por contagem de fora do ringue de Bryan, que de seguida voltou com tudo e aplicou a sua já habitual sequência de de running clothesline seguida de pontapés no canto do ringue. Já o fim do combate chegou quando Gulak colocou Bryan no topo do canto, aplicou um Suplex Invertido de lá de cima, que transformou num Dragon Sleeper ao qual Bryan se escapou a algum custo e inverteu para um Yes Lock. Gulak desmaiou e o árbitro não teve outra hipótese que não mandar soar a campainha e atribuir a vitória ao líder do Yes Movement. Yes Movement esse que se sentiu logo a seguir ao combate enquanto o público erruptia nuns bem audíveis YES’s! para Bryan que agradeceu e, graciosamente, assim que Gulak acordou e se levantou, para ele os direcionou. Um excelente combate fora do registo habitual da empresa!
- Andrade (com Zelina Vega) derrotou Humberto Carrillo para manter o título do Estados Unidos!
Num combate que já havia acontecido antes da suspensão do actual campeão dos Estados Unidos, mas que nem por isso perdeu o seu interesse, o grande destaque vai para o momento em que Carrillo executou um grande Hurricanrana em Andrade do canto superior. Também houve lugar para o spot recorrente dos últimos tempos entre as superstars envolvidas nesta feud Mexicana pelo títulos do Estados Unidos (mais alguém vê a ironia aqui?), em que Andrade tentou aplicar um DDT na parte de fora do ringue num chão que entretanto havia sido descoberto por Zelina, mas que foi contrariado acabando ele por embater no “cimento”. O término deu-se quando após uma série de roll-up pins, Andrade conseguiu a contagem até três, mas apenas por estar a segurar nos calções do adversário. Uma infração que dará azo a um rematch, provavelmente na Wrestlemania e com mais um – ou até dois – lutadores Mexicanos à mistura.
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Combate Elimination Chamber: The Miz & John Morrison derrotaram os New Day (Kofi Kingston e Big E), os Usos, os Heavy Machinery, Dolph Ziggler & Robert Roode e os Lucha House Party (Gran Metalik e Lince Dorado, para manter o título de duplas do SmackDown!Os Usos e os New Day começaram o combate e cada cinco minutos cada umas das outras equipas juntou-se à “festa”. Os primeiros foram os LHP, que, em conjunto com Kingston, nos deram os primeiros bons momentos dentro da cela, já que do topo das cápsulas de entrada, após empurrarem o campeão da WWE, saltaram sobre os New Day e os Usos, ficando todos os participantes estendidos. Seguiram os campeões em títulos e defensores a juntar-se ao combate e tivemos mais um bom momento quando Metalik saltou novamente do topo da cápsula de entrada e apanhou Morrison com um Hurricanrana. Os concorrentes seguintes foram os Heavy Machinery que entraram e mandaram todos pelo ar. Já com os concorrentes minimamente recompostos, houve lugar para mais um spot espetacular (e arriscado) por parte dos LHP. Desta vez foi Dorado, que – do topo da cela – aplicou um Shooting Star Press lá para baixo e acertou numa montanha de corpos. Infelizmente não lhes serviu de muito, já que os HM aplicaram um Compactor em Metalik para a contagem por três e respectiva eliminação da equipa. Os últimos a entrar – que conquistaram esse direito num Gauntlet Match que decorreu no último SmackDown antes do evento – foram Ziggler e Roode que entraram e durante um tempo trabalharam em conjuntos com os outros heels de serviço, os campeões Miz e Morrison. Entretanto espaço para mais dois spots brutais: Tucker aplicou um Damn Senton da cápsula acertando nos New Day e nos Usos e de seguida Otis ia esmagar Ziggler contra um cápsula de entrada, mas o ex-campeão Mundial da WWE desviou-se e Otis embateu com tal força que desfez tudo no seu caminho até chegar mesmo à parte de fora do ringue. Tucker, após preocupação com o seu colega de equipa, quis vingá-lo e foi atrás de Roode e Ziggler, mas a única coisa que conseguiu foi um SuperKick e Gloirous DDT para a contagem até três e eliminação da sua equipa. Os New Day conseguiram deixar Robert Roode e Dolph Ziggler estendidos e os Usos aproveitaram para lhes aplicar um duplo Dive do topo, eliminado-os de seguida. Depois Kingston falhou um salto do topo e Miz & Morrison aproveitaram para lhe fazer um duplo pin para contagem até três e eliminação dos New Day. Quando já só restavam duas equipas em jogo, Jimmy Uso escapou a um Skull Crushing Finale, mas Miz aplicou-lhe logo de seguida o Figure Four e ao mesmo tempo Morrison aplicou um Starship Pain. Jey interrompeu o cover ao seu irmão e começou a distribuir Superkicks para uma quase derrota de Morrison. Ainda assim, Miz & Morrison, em conjunto e com os pés de Miz nas cordas, conseguiriam a vitória por pin.
- Combate sem Desqualificação: Aleister Black derrotou AJ Styles (com Luke Gallows e Karl Anderson)!
Nos primeiros momentos, não passou de um combate normal, depois Styles agarrou num Kendo Stick e desferiu alguns golpes em Black. Após duas quase derrotas de Aleister – primeiro após uma espécie de Phenomenal Forearm e outra depois de um Brainbuster – foi a vez de AJ sentir o sabor da quase perda também por duas vezes, depois de ter sofrido um Springboard Moonsault e um German Suplex. Já fora do ringue, nas mesas de comentadores, após contrariar uma tentativa de Suplex pelo Phenomenal One, o Holandês conseguiu acertar um Double Knee Strike em AJ de uma mesa para a outra. De volta ao ringue preparava-se para aplicar o seu finisher – o Black Mass – mas os OC intervieram. Black ainda deu luta, mas acabou por sucumbir à desvantagem numérica. Gallows e Anderson aplicaram um Magic Killer e quando se preparavam para mais um ataque em conjunto… ouviu-se o gongo do Undertaker, as luzes apagaram-se e o DeadMan estava no centro do ringue com as mãos nos pescoços dos dois intrometidos. Styles tentou atacar Undertaker à traição com um Phenomenal Forearm, mas o lendário lutador apanhou-o com um Chokeslam. As luzes apagaram-se e o dono do maior streak da história da Wrestlemania tinha desaparecido. O ex-campeão do NXT aproveitou e aplicou um Black Mass em Styles para a vitória após contagem até três.
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Os Street Profits derrotaram Seth Rollins & Buddy Murphy (com os Authors of Pain), para reter os títulos de duplas do RAW!Após pouco tempo de combate já os AOP tentavam intervir, surgindo os Viking Raiders para equilibrar as “contas”. O maior destaque dava-se, entretanto, nas bancadas onde surgia Kevin Owens com umas pipocas na mão. Desceu, sentou-se numa das mesas de comentadores e depois atirou umas pipocas à cara do Monday Night Messias. Angelo Dawkins arrumou Rollins e ,em conjunto com Montez Ford, aplicaram um Powerbomb em Murphy contra a barreira que separa o público das imediações do ringue. Já de regresso ao ringue, Dawkins aplicou um Spinebuster no ex-cruiserweight ao qual Ford deu seguimento com um Frog Splash para a vitória por pin.Após o combate Owens deu um Stunner em Rollins, agarrou nas sua pipocas e foi-se embora.
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Combate Handicap de Três contra Um: Sami Zayn, Cesaro e Shinsuke Nakamura derrotaram Braun Strowman, ganhando o título Intercontinental!
Antes do combate tivemos uma promo por Zayn em que este disse que iria ser ele a defrontar Strowman, pedindo aos seus colegas de equipa para se manterem à margem. Claro que Sami mentia e taggou imediatamente Nakamura quando o combate começou. Strowman ainda deu luta, mas a desvantagem acabou por vir ao de cima e sempre que parecia estar a ganhar algum ímpeto, com um ou outro truque, os vilões lá davam a volta ao gigante. Nakamura conseguiu aplicar um Kinshasa em Strowman contra o poste e o trio aplicou logo de seguida um combo de Suplex com Helluva Kick e Zayn conseguiu a contagem até três, tornado-se assim o novo campeão Intercontinental.
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Combate Elimination Chamber: Shayna Baszler derrotou Asuka, Natalya, Ruby Riott, Liv Morgan e Sarah Logan, para se tornar a nova pretendente ao título feminino do RAW na Wrestlemania!
No dia da mulher, um Main Event correspondente! As duas primeiras participante foram Riott e Natalya. Seguiu-se Logan, que acertou um Double Knee Strike em Natalya conta a cápsula de espera. Depois, Logan mergulhou do topo contra as duas outras combatentes e ainda vimos Natalya aplicar um Powerbomb nas duas ex-companheiras de equipa. Depois entrou Baszler e a ex-lutadora de MMA na UFC mudou tudo! Em menos de dois minutos derrotou, via submissão, Logan, Riott e Natalya – todas com o Kirifuda Clutch. Baszler ficou sozinha no ringue à espera da próxima participante que foi Liv Morgan. Morgan ainda tentou, mas foi apanhada e empurrada repetidamente contra a estrutura da cela e depois contra a sua cápsula de entrada. Logo de seguida voltou a aplicar o seu Kirifuda Clutch e fez Liv desmaiar enquanto olhava para Asuka, a próxima a entrar. Apesar de dar mais luta que as restantes combatentes e de ainda ter escapado por uma vez ao perigoso método de submissão da ex-campeã do NXT, o fim já se conhecia e Asuka também foi eliminada após novo Kirifuda Clutch. Bazler ganhou e vai à Wrestlelmania defrontar The Man, Becky Lynch (que foi vista ao longo do combate nos bastidores a assistir à luta)!
Foi mais um PPV da WWE na Road To Wrestlemania. Sem nenhum ponto negativo em particular, o mesmo se pode dizer dos pontos positivos. Praticamente não houve factor surpresa – o desfecho de todos os combates foram, talvez à excepção do título Intercontinental, os previstos ou rumorados à semanas. De destacar o primeiro título de Sami Zayn no Main Roster, a continuidade da rivalidade Styles/Undertaker e a tentativa da WWE de fazer passar a imagem de Baszler como uma força indestrutível (tem credibilidade enquanto lutadora de MMA e pelo que fez no NXT, mas não poderia ser uma participação surpresa no combate para que não se soubesse à partida que ia ganhar?) Seja como for, já só faltam umas semanas para o Show dos Show’s e cada vez menos espaço no card, que está repleto de embates interessantes!
Afonso Carvalho Pinto


19 Comentários
Kwyx
Um bom artigo, mais uma vez. E mais uma vez, parabéns por trazeres de volta o wrestling ao VM.
Quanto ao PPV, foi um show que se não tivesse acontecido pouca coisa estava diferente, à exceção de como referiste o Intercontinental.
No entanto houve alguns bons combates, nomeadamente o Gulak vs D Bryan e o AJ vs Aleister Black (que espero que até ao final deste ano já esteja no caminho do wwe championship).
Quanto ao intercontinental, espero que o Zayn consiga manter na mania e depois entre em feud com o Cesaro, com este a acabar campeão.
Por fim, e quanto ao main event, até perto do fim mantive a esperança de aparecer a Ronda, não que eu seja um grande fã dela, mas, na minha opinião, Becky vs Baszler na mania vai ser um combate horrível (como se viu na Survivor Series), não pela Becky, mas a Bazler não tem qualquer carisma (entretem tanto como uma parede, nos combates dela a crowd está sempre morta), luta a um ritmo muito baixo e só tem 2/3 moves. Portanto, antes preferia um Becky vs Ronda (no limite um 3way com a Baszler).
Off Topic: há algumas semanas foi confirmada a WM37 em Los Angeles e, fazendo uma previsão, no main event era incrível um combate “carreer-threatning” entre Roman Reigns vs The Rock, que achas?
Afonso Carvalho Pinto
Obrigado! Como já o disse, só vale a pena se formos mantendo a discussão por aqui e tens sido uma boa ajuda nisso, por isso, obrigado também!
O PPV foi isso mesmo: uma mão cheia de nada, embora com bons combates. Drew Gulak/Daniel Bryan foi muito bom mesmo, talvez o meu preferido da noite ao lado de alguns spots da Elimination Chamber pelos títulos de Tag Team. Já o AJ Styles/Aleister Blacks gostei, mas admito que esperava outro ritmo (ultimamente parece que Styles anda a desacelerar ou então está só a preparar-nos para o embate com o Undertaker…). Concordo no resto também. Aleister Black/Drew McIntyre é uma rivalidade de sonho e com o título da WWE à mistura… promete! Fiquei felicíssimo pelo Sami Zayn e acho que uma rivalidade com Cesaro faria justiça àqueles que são dois dos mais injustiçados wrestlers da WWE, no entanto, tenho dúvidas que a WWE prima o gatilho no Superman Suíço. Então não fui o único a quem essa possibilidade passou pela cabeça nos últimos dias… esta vitória declarada da Shayna Blaszer parecia trazer mais qualquer coisa que sempre achei que fosse Rounda Rousey, mas nada. Desilusão completa, apesar de não ser também um grande fã.
Já em relação ao que sugeres, tudo se alinha: a cidade, os lutadores, o momento certo. Acho que era muito interessante, talvez até premir definitivamente o gatilho no heel turn do Roman Reigns (pessoalmente gostava muito porque acho que é o que se adequa).
Sukeshin Kanamura
Não vi o elimination chamber pois como disse no post sobre o super showdown deixei de ver WWE após esse mesmo show, pode ser uma medida dramática mas perdi a paciência e o interesse após tantas situações ridículas… No entanto fico feliz pela vitória do Aleister Black e penso que a maneira como ganhou faz todo o sentido apos a interferência de Undertaker criando assim ainda mais hype para o combate contra o melhor lutador da última década AJ Styles… Fico contente também pelo Sami penso que e o wrestler mais mal utilizado ultimamente a par do cesaro (apesar de o suíço ser fraco em mic skills apesar de se notar algumas melhorias) pena é que penso que este título do sami durará pouco.. em relação a vitória da shayna era totalmente previsível o que na minha opinião tira um pouco o interesse nesse combate
Afonso Carvalho Pinto
Infelizmente, este PPV deu-te toda a razão. Apesar de alguns bons momentos – esses mesmo de que falas: vitórias de Black e Sami Zayn, esta valendo um título, aos quais acrescento o combate de Daniel Bryan Vs Drew Gulak e a EC pelos títulos de Tag Team da SmackDown – a maneira como a WWE é previsível e com pouca qualidade, dá cabo de todo o espírito. Mesmo para os maiores crentes, como eu, que acham sempre que vai sair um coelho de uma qualquer cartola, torna-se desesperante esperar todas as semanas por alguma novidade ou surpresa.
Sukeshin Kanamura
Concordo Afonso e esse teu último parágrafo expressa bem o que eu andei a pensar até chegar o ponto de cagar de vez… Não que seja um bater da WWE para mim continua a ser a empresa com mais star power e que bem gerida e tomado decisões sensatas e com lógica seria sem sombra de dúvida a maior empresa de wrestling do mundo apesar de continuar a se-lo e acredito que manterá o monopólio por muitos anos.. fico contente pela vitória do Daniel Bryan porque é o meu wrestler favorito já desde o tempo em que era o American dragon Bryan Danielson no RoH e tb gostei de saber que o miz e o Morrisson reteram mas sinceramente já perdi a “pica” e por enquanto continuarei a ver AEW e dando uma vista de olhos na NJPW que na minha opinião continua a ser muito desvalorizada… Grande abraço e continua com este espaço e com estes posts terás sempre aqui um comentador assíduo!
Afonso Carvalho Pinto
Se me permites, faço tuas as minhas palavras – sem mudar uma vírgula. É exactamente isso. A WWE tem tudo, incluindo o monopólio que vai manter por muitos e bons anos, mas devia fazer mais. A AEW está a conseguir capitalizar o hype e a cativar-me muito, no entanto ainda tem de se focar em não se tornar num TNA 2.0 e precisa de tempo para provar que o vai ser (algo em que acredito mesmo). Já a NJPW é do melhor que aí anda sem grande destaque, infelizmente. Também Daniel Bryan é daqueles que acompanho desde essa altura e que sempre correspondeu, mostrando-se à altura das melhores ocasiões em que o colocaram e acima das péssimas ocasiões em que a WWE o chegou a deixar. Obrigado pela força e por estares aqui para contribuir para a temática também. Um abraço.
Afonso Carvalho Pinto
*provar o que vai ser e não tempo para provar que o vai ser
PauloDybala1O
O Coombate de Aleister vs AJ foi muito bom, o próprio combate de tag team pelo SD Tag Team Championship foi muito bom tambem , agora aquele main event foi horrivel, ja toda a gente sabia que ia ganhar a Shayna (Apesar que eu estava pela LIV ou pela Ruby) mas a maneira como ela ganha, fácil, jesus.
PauloDybala1O
O Coombate de Aleister vs AJ foi muito bom, o próprio combate de tag team pelo SD Tag Team Championship foi muito bom tambem , agora aquele main event foi horrivel, ja toda a gente sabia que ia ganhar a Shayna (Apesar que eu estava pela LIV ou pela Ruby) mas a maneira como ela ganha, fácil, jesus.
Afonso Carvalho Pinto
Eu gostei do Black Vs Styles, mas como já disse, acho que estava à espera de uma velocidade de execução diferente…
De resto, na mouche! A incrível vitória de Baszler e o facto de já estar anunciada à semanas, tirou toda a cor ao Main Event (como também já disse aqui em baixo, achava mesmo que ia haver uma surpresa como Rounda Rousey ou qualquer coisa que mudasse o desfecho óbvio)
Antonio Ferreira
No global um show previsível, destaque para o Sami, nunca pensei que fosse ganhar por isso foi engraçado. O main event previsível, mas a Shayna precisa ali de um retoque, pq para já tem 0 carisma. Acho q fizeram bem em tentar fazê-la uma monster heel imbatível, ate pq o resto da divisão (menos asuka) é fraquinho. Assim torna-se uma adversária credível para a Becky.
Combate pelos títulos do SD foi bom também, tal como o AJ vs Black. Mais negativo está a storyline do seth vs KO (na minha opinião), apesar deste último originar sempre boas reações do público, parece me que a história está meia bland e repetitiva.
Destaque total para Bryan vs Gulak, já gosto muito do Drew desde 2017 quando comecei a acompanhar o 205 e sempre me pareceu o competidor com mais personalidade, mic skills e com um moveset muito técnico e agradável de seguir. Gostava de os ver na Wrestlemania, talvez com um submission match. Faltaria só um build up com o Drew a assumir-se mais como um lutador “frio” e inteligente, pq acho que a maior parte do público ainda o vê como um jobber. O q gostava q acontecesse na WM:
Street Profits vs AOP vs VR pelos RTTC
Miz/Morrison vs New Day vs Usos vs Heavy Machinery (Ladder, pelos STTC)
Braun vs Sheamus pelo Intercontinental, e em seguida o Cesaro entra em feud com o Sheamus pelo título
Angel Garza vs Humberto vs Andrade pelo US
O combate das mulheres do Smackdown não me interessa minimanente. Penso que é a divisão mais overlooked pela WWE no momento.
Afonso Carvalho Pinto
Como já disse noutros comentários, o booking de SB no combate é mais que aceitável, muito bom até. A questão é o resultado estar anunciado à partida. Tirou todo e qualquer interesse que se pudesse ter no ME.
Eu partilho a opinião em relação a KO/Seth Rollins. Parece que está a decorrer desde a década passada… estou saturado mesmo. Que combatam, só os dois, na WM e que vá cada um à sua vida. Quem sabe, à caça do título de DM.
A tua ideia para Bryan Vs Gulak é muito interessante porque traria, mais uma vez, wrestling diferente ao maior evento da empresa que de tanta inovação precisa. Também tenho a ideia que não terá sido o último que vimos destes dois. Bryan parece mesmo investido em trabalhar com wrestlers desaproveitados e não tem nada para fazer na WM. Sendo, talvez o lutador mais técnico da empresa e um dos mais over só faz sentido que lá esteja.
Tirando o combate pelo título Intercontinental, que acho que vai ser Zayn (sozinho) Vs Braun, e alguma tipologias de combate, deve ser mais ou menos isso que acontece. Talvez Rey se junte ao combate pelo título dos Estados Unidos também.
Em relação ao título feminino da SmackDown, Paige vai ao programa confrontar Bailey, foi anunciado no RAW ontem. Poderá vir aí um combate? Seria melhor que qualquer coisa que por lá se tem passado…
Mike
Bryan vs Gulak foi mesmo excelente. A técnica de ambos é incrível e o storytelling também esteve presente no combate com o Gulak a bloquear alguns ataques do Bryan e a copiar outros (recorde-se que o Gulak andou a dizer que conhecia bem as fraquezas do Bryan) o que obrigou o líder do Yes Movement a recorrer ao seu lado mais agressivo para ganhar o combate.
Quanto ao Main Event, vejo muito pessoal a criticar a Shayna e a forma como o combate foi bookado. Eu pergunto: estavam à espera do quê? Eu acho que foi ótimo porque foi eficaz. O objetivo era apresentar a Shayna como uma força destruidora (para quem não acompanhou o trabalho dela no NXT) e assim foi. O Kirifuda Clutch foi vendido como um golpe verdadeiramente letal e assim o público vai querer ver se a Becky consegue se safar quando a Shayna aplicá-lo. Mais, já olharam para as suas adversárias no combate? 4 mid-carders e uma Asuka que vem de duas derrotas com a Becky nos últimos meses. Se querem colocar a Shayna como uma ameaça à Becky, então o booking deste combate não podia ter fugido disto. Depois a Shayna não tem carisma? A forma como ela goza o prato depois de despachar 3 adversárias em pouco mais de 1 minuto foi excelente, a forma como provoca a Liv e a Asuka enquanto espera pela entrada de uma delas foi nice e a aplicação da clutch à Liv Morgan em frente ao pod da Asuka (poderia tê-lo feito dentro noutro lado do ringue) para intimidá-la demonstra bem o cinismo da personagem.
Em relação ao Becky vs Shayna na Mania, acho que vai ser interessante. O resultado pode cair para qualquer lado porque o reinado da Becky já vai longo e se não for a Baszler a tirar-lhe o belt então é porque não deve tardar até a Ronda estar de volta mas estou convencido que será a Baszler a vencer e a Becky até pode ir para o Smackdown no draft. A Women Division da marca azul precisa de um boost gigante (inenarrável o reinado heel da Bayley até agora) e nada melhor do que lhe adicionar uma das caras da empresa.
PS: Espero que no próximo ano se lembrem de dividir a Wrestlemania em 2 dias. Quem aguenta ver 16 combates num show? Tenho receio que alguns combates percam destaque porque vai haver demasiados encontros de cartaz para uma só noite e se tudo for um clássico, nada será um clássico. Há que saber equilibrar as coisas e a WWE por vezes não o sabe.
Afonso Carvalho Pinto
A minha questão com o Main Event vai mais além do que a maneira como o combate se desenvolveu, porque – de certa forma – até gostei e acho que não podia ter sido diferente. A minha questão é porque é que os fãs investiriam tempo num combate longo com resultado anunciado? Não podiam ter marcado o EC com seis participantes quaisquer e antes de uma entrar aparecia SB, dava-lhe uma sova e ocupava, à força, o seu lugar? Qualquer coisa teria sido melhor do que assistir a um combate cujo fim estava traçado, porque à exceção da estrutura, não foi diferente de um RAW. Não foi merecedor de PPV na minha opinião.
Não sei para que lado cairá o combate na WM, mas sou da opinião que será Rounda Rousey a tirar o “seu” título a Becky. A própria deve exigir isso por uma questão de credibilidade. A ideia que sugeres também é interessante já que a divisão feminina do SmackDown passa por um mau bocado há muito tempo, mesmo tendo por lá Bailey, Sasha, Alexa Bliss, Nicky Cross… de qualquer forma, no RAW de hoje foi anunciado que a Paige irá ao SmackDown confrontar Bailey. Será que depois dos rumores da sua recuperação, voltará mesmo ao ativo e desafie a campeã na Wrestlemania? É que não há nada definido, muito pouco tempo para o fazer e uma Heel Bailey que, em conjunto ou não com a sua amiga, enche uma recém regressada de lesão da qual não se achava que iria recuperar de pancada, pode ser uma história que cative o WWE Universe à volta daquele título que tem passado tão mal. Falo da possibilidade de Sasha Banks intervir porque foi com ela que Paige se lesionou.
Já quanto ao teu PS: completamente. Não sei como é que a WWE ainda não executou isso (porque pensar já o deve ter feito), mas deve passar pela exequibilidade do Take Over e do Hall Of Fame, que para mim fariam muito mais sentido em conjunto precisamente com a WM. Até do ponto de vista financeiro deve ser vantajoso. Vamos ver se nos próximos anos não acontece, mas já era altura de não estender eternamente um evento porque tem sido notório o cansaço e alguma falta de interesse por momentos.
Mike
A Chamber feminina até foi um combate curto. Quanto muito, podes te queixar de alguns tempos mortos que poderiam ter sido mais curtos como quando a Shayna estava à espera da entrada da Liv ou da Asuka.
A Shayna esteve para ganhar a Rumble. Ou seja, eles queriam dar -lhe um grande momento num PPV antes de lutar com a Becky na Mania. Só havia a Chamber. Um singles match contra alguém ainda teria menos interesse porque ia ser um squash. Assim deu para ver o pânico que a Shayna consegue causar na maioria das suas adversárias.
Afonso Carvalho Pinto
Quando digo “investir tempo” não me refiro ao tempo do combate, mas sim investir tempo sequer a ver. Eu vi – e acredito que muita pessoas também pelo que leio e pelo sentimento generalizado de desilusão no público – na esperança de uma surpresa qualquer (como Rounda Rousey, por exemplo), porque o resultado estava demasiado anunciado para se concretizar. Foi uma perda de tempo absoluta porque já se sabia o que ia acontecer, só não se sabia como – que até acho que foi bom.
Mike
Por acaso nunca acreditei na hipótese da Ronda Rousey voltar para a Chamber. Pensei que houvesse o regresso da Nia Jax a atacar alguém durante a entrada para ficar com o spot no combate. Como é óbvio não seria para a Nia ganhar o match mas daria outra dinâmica a um combate que foi de sentido único.
Afonso Carvalho Pinto
Já vi que escrevi “longo” lá em cima, mas foi mais para frisar a questão do resultado estar anunciado. Mesmo os tempos mortos de que falas até gostei porque deu para alimentar algum heel heat à sua personagem.
Afonso Carvalho Pinto
Ah! E em relação à primeira parte do teu comentário, também foi do que gostei mais do combate. A história de Drew que conseguia contrariar todos os moves e a necessidade de Bryan ir mais longe para levar a melhor. Foi do melhor e mais atípico que vi na WWE nos últimos tempos.