Fórmula a seguir? É evidente que, em muitos países, o futebol ficará parado por um período de tempo bem maior do que há duas semanas foi projectado. Nesse sentido, continuar a pagar salários elevados com uma grande diminuição de receitas poderá ter graves consequências, e para as amenizar todos terão de fazer sacrifícios (não só os jogadores, mas também os patrocinadores – em Inglaterra fala-se que as receitas de televisão da próxima temporada serão adiantadas – e até reguladores – a UEFA deverá suavizar as normas do Fair-Play Financeiro, por exemplo).
Alguns dos principais clubes da Jupiler Pro League, a primeira divisão do futebol da Bélgica, anunciaram que irão aplicar normas de desemprego temporário aos seus jogadores ou treinadores, devido aos problemas financeiros gerados pela paragem da competição em virtude do Coronavírus. O futebol na principal competição da Bélgica está parado desde dia 7 de março e isso levou os clubes a tomarem medidas para conter os prejuízos já causados. É o caso do Anderlecht, o emblema com mais títulos conquistados no país, que já informou ter iniciado um processo de “desemprego técnico” para alguns dos seus assalariados, devido ao “impacto económico sem precedentes”. Ao Anderlecht juntam-se o Standard Liège, que já avançou com “desemprego técnico” para um grupo de técnicos do clube, ou o Zulte Waregem e o Excelsior, que estão a aplicar a “regulação temporal” de emprego a jogadores e treinadores. As medidas temporárias de regulação foram anunciadas pelo governo belga, devido a restrições económicas de força maior, devido à crise sanitária vivida globalmente.


7 Comentários
Joao X
Só tem que ser.
Os jogadores têm que compreender, tal como os trabalhadores de empresas privadas.
Francisco Parrinha Guerreiro
Então e os trabalhadores do sector público? Não têm que compreender nada?
ALmeida694
Exactamente!
Muito isto….
Bruso
Esses continuam a ser pagos pelo governo. E nem precisam trabalhar de casa.
A questão essencial nos clubes é que o ordenado de um jogador de futebol dá para pagar 50 do staff invisível. É preciso bom senso mas os jogadores que recebem valores muito acima do mercado têm de perceber e aceitar.
A maneira mais fácil de fazer isto seria os clubes estabeleceram um valor máximo de salário e pagar o mesmo a toda a gente.
Para além disso se um jogador profissional não tem um pé de meia para superar uma fase destas sem acabar o dinheiro é porque está a gerir muito mal as contas bancárias.
Francisco Parrinha Guerreiro
Pois, precisamente. Só ouço falar dos privados, que até são quem continua a manter a economia minimamente produtiva, mas sobre os funcionários públicos nem uma palavra.
Quanto aos jogadores, se eles têm um pé de meia ou não, isso só a eles diz respeito, cada um sabe das suas contas. E os jogadores que recebem muito acima do mercado também são os mesmos que geram mais riqueza, portanto é normal que sejam compensados por isso.
Bruso
Não ponho isso em causa. Mas nesta altura não estão a produzir riqueza nenhuma para os clubes. Ninguém tem culpa desta crise mundial e o dinheiro não cai do céu portanto seremos todos afectados. Tal como tu não podes esperar que o teu empregador apanhe com a pancada sozinha, os jogadore não podem esperar que os clubes se endividem para lhes pagar o ordenado.
Estás à espera que seja o Governo a cobrir os ordenados dos jogadores? Espero bem que não.
Givanildo Vieira de Sousa
Nestas situações, o “bom senso” de ambas as partes deve prevalecer!