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Belenenses SAD é o primeiro clube da I Liga a avançar para o ‘lay-off’

Para ser replicado por outros emblemas da I Liga? A dúvida era perceber qual seria o primeiro clube do principal escalão a recorrer a este mecanismo.

O Belenenses SAD avançou para o lay-off, anunciou o Sindicato dos Jogadores, que aproveitou para emitir uma nota a criticar os clubes que recorram a esta medida.

Comunicado do Sindicato dos jogadores:
“O Sindicato dos Jogadores tem mantido nas últimas semanas um diálogo permanente com a Liga, no sentido de encontrar uma solução de compromisso que salvaguarde os direitos dos jogadores e garanta a sustentabilidade financeira do setor.
Infelizmente, alguns clubes organizados à revelia desta negociação coletiva decidiram, unilateralmente, avançar para o lay-off. Na Primeira Liga, a “Os Belenenses – Sociedade Desportiva de Futebol SAD” foi o primeiro e, domingo à noite, interpelou os seus jogadores, dando-lhes conhecimento deste expediente.
O fundamento invocado para recorrer ao lay-off nem sequer foi a quebra de receitas, mas antes o encerramento total ou parcial da empresa, furtando-se deste modo à prestação de contas.
O Sindicato dos Jogadores condena, além desta falta de respeito para com os profissionais de futebol, uma atitude egoísta que lesa todos os portugueses, porquanto se pretende, requerer os cortes salariais e os apoios da Segurança Social, à semelhança da esmagadora maioria das empresas portuguesas em agonia. É manifestamente um abuso de direito, uma atitude oportunista dos clubes de futebol ao colocarem-se nesta posição.
Numa altura em que se sabe que as operadoras televisivas cumpriram as obrigações respeitantes ao mês de março, em que o governo do futebol está a fazer um esforço para encontrar soluções e os jogadores mostraram disponibilidade para uma negociação séria, é escandaloso que alguns clubes procurem recorrer aos apoios estatais desta forma, passando para a sociedade portuguesa a mensagem de que, em tempos de crise, não só não conseguem resolver os problemas que os afetam, como ainda vão exigir fundos que deveriam estar disponíveis de forma imediata, para os portugueses e respetivos setores de atividade em risco de colapso. Tais clubes decidem não prestar contas aos seus trabalhadores e ao país.
Finalmente, não se compreende que os clubes sejam rápidos a exigir cortes a jogadores e funcionários e não se incomodem com a atitude das operadoras, que beneficiam escandalosamente deste negócio há anos, e no momento de maior necessidade, nos abandonaram.
Aliás, a notificação que as operadoras enviaram aos clubes, sem apelo nem agravo, das duas uma, ou é atentatória e merecia uma resposta conjunta de todos os clubes, ou é conveniente, na medida em que permite justificar muitos comportamentos irresponsáveis.
O Sindicato dos Jogadores reagirá a esta atuação dos clubes e não deixará de convocar todas as entidades públicas e órgãos de governo do futebol, para a necessidade de pôr termo a uma atuação que lesa os jogadores, mas sobretudo os contribuintes e o país.
O futebol tem capacidade de dar resposta a este problema, o futebol profissional pode e deve comportar-se de outra forma. Felizmente, há muitos clubes que nas mesmas circunstâncias adotaram uma atitude diferente, partilhada e na justa medida. A esses fica o reconhecimento e a disponibilidade dos jogadores para ultrapassar esta crise”.

17 Comentários

  • J Silver
    Posted Abril 6, 2020 at 5:06 pm

    Mas é surpresa para alguém que seja este “clube” a fazer isto?

  • Ezio
    Posted Abril 6, 2020 at 7:18 pm

    Isto é uma pouca vergonha, mas agora vamos ser obrigados a sustentar clubes de futebol? Tenham vergonha, estou cada vez mais cansando do mundo do futebol, sinceramente nem falata me tem feito , para além que perante uma situação tão grave, os casos mais ridículos têm vindo praticamente do mundo do futebol.

    • Rev7
      Posted Abril 6, 2020 at 9:59 pm

      Têm? É que eu acho tem vindo de outros sitios da sociedade. Política, hotelaria, os grupos de risco que não ficam em casa e podia continuar. Andas a dormir nas notícias, porque o mais ridículo está longe de ser o futebol

    • Rev7
      Posted Abril 6, 2020 at 10:03 pm

      Só mais uma coisa: não vais sustentar ninguém. Lay-off não quer dizer que o Estado vai pagar seja o que for. Nem a esta empresa, nem a nenhuma.

      • Ezio
        Posted Abril 7, 2020 at 1:38 am

        Oh rapazinho tem lá calma, se achas que o futebol é o mais importante isso é problema teu, que eu saiba a Segurança Social pertence ao estado, não é nenhum organismo privado nem nada que pareça. Deves ser mais um neo liberalizinho de trazer por casa.

    • Joao Duarte
      Posted Abril 7, 2020 at 10:26 am

      Um clube de futebol profissional é uma empresa como outra qualquer que tem mais de 50 funcionários, no mínimo.

  • E o que temos
    Posted Abril 6, 2020 at 7:35 pm

    Já disse noutro tópico, os clubes de futebol principalmente os cheio de lucro e afins deviam estar barrados de ajudas estatais, principalmente para jogadores.

    • Rev7
      Posted Abril 6, 2020 at 10:02 pm

      Deviam estar? Mas depois contribuem 4 a 6% para o PIB das economias europeias ocidentais. Aí já o dinheiro é bem-vindo para os governos, principalmente os governos socialistas certo?

      • Antonio Clismo
        Posted Abril 7, 2020 at 12:17 am

        Um clube como o Codecity FC contribui mais para a dívida portuguesa do que para o PIB.

      • Kafka
        Posted Abril 7, 2020 at 6:44 pm

        Os governos sociais democratas que aplicam o estado social nos respectivos países, com os Países Nórdicos, Alemanha e França como exemplos de como deve funcionar o estado social, com impostos altos e um estado forte e que assim assegura o estado social para todos os seus habitantes mas para o REV 7 e restantes bandwagon liberais isso é mau… Bom bom são os Eatados Unidos onde se morre à porta do hospital por não se poder entrar pq não se tem um seguro de saúde, ou pode-se ser despedido só porque o chefe lhe apetece

        De facto estado social é de facto uma coisa péssima, viva a anarquia Liberal do capitalismo selvagem do Vale tudo isso é que é bom

  • golias
    Posted Abril 6, 2020 at 7:49 pm

    Há que proteger aqueles que contribuem para a riqueza nacional… oh wait…

    • Antonio Clismo
      Posted Abril 7, 2020 at 12:19 am

      Basicamente agora estão a pedir ajuda ao Estado quando normalmente costumam pedir ajuda aos 3 grandes do futebol português. Seja no pagamento de salários, dívidas ou na colocação de jogadores…

      Clube fantoche sem o mínimo rumo e sem um plano de gestão sério para o futuro…

  • Miguel Lopes
    Posted Abril 6, 2020 at 10:53 pm

    O Apoio financeiro
    A medida reveste a forma de um apoio financeiro à manutenção dos contratos de trabalho, assegurando o pagamento de 2/3 da retribuição ilíquida do trabalhador (66%), até ao valor máximo de 3 remunerações mínimas mensais garantidas (1.905€). Este apoio é assegurado em 70% pela Segurança Social e em 30 % pelo empregador e tem a duração de um mês prorrogável mensalmente, até um máximo de 3 meses.

  • Antonio Clismo
    Posted Abril 7, 2020 at 12:16 am

    Os contribuintes portugueses é que agora vão ajudar a pagar os salários de um clube que pouco ou nada faz pela sua comunidade (nem eles sabem onde pertencem). Nem escalões de formações têm em condições e pouco fazem pela sustentabilidade do clube.

    Se isto for para a frente, deveriam como retribuição deveriam pelo menos fazer uma aposta mais forte e vincada nos jovens valores da sua formação, trazer a comunidade para mais perto do clube.

  • SenyorPuyol
    Posted Abril 7, 2020 at 10:20 am

    Uma negociação, ou esperar pela decisão da que está a decorrer, não teria sido uma postura mais correta?

  • Joga_Bonito
    Posted Abril 7, 2020 at 2:10 pm

    Eu nunca me imaginei a defender o Codecity (recuso-me a chamar a isto clube) mas o que está em causa são os baixos salários que alguns jogadores e muitos funcionários ganham. Alguém pensa no cortador de relva que é pai de família e pode ficar sem sustento?
    O estado deve assegurar dos clubes pequenos até 5 salários mínimos e depois quando o futebol regressar confisca as receitas até perfazer o total, não há outra solução.
    Detesto este “clube” mas penso no sustento dos seus trabalhadores.

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