A COVID – 19 tem tido um impacto brutal em todas as áreas da nossa sociedade. A ideia que o futebol era um mundo à parte e que era grande de mais para colapsar esfumou-se. Hoje é um cenário bem real. A bolha que se criou nos últimos 10 anos com salários estratosféricos, transferências multimilionárias ou agentes que sugam parte da riqueza criada em comissões rebentou de forma definitiva. Hoje há clubes em risco de encerrar portas, jogadores em situações dramáticas e que não obtêm rendimento para alimentar as suas famílias. Portugal manifestará todos esses sintomas de uma forma mais grave devido às suas limitações, quer económicas, quer estruturais. Se as organizações tutelares não agirem em tempo útil, há um risco elevado do futebol português não resistir. Na minha opinião, algumas medidas de correcção poderão ser duras e impopulares (para alguns clubes e pessoas), mas são manifestamente necessárias para atingir o equilíbrio e a sustentabilidade. Passo a enumerar as áreas de intervenção, as medidas a adoptar e respectiva argumentação das mesmas:
Formação – Chegou a hora de apostar estruturalmente na formação. Reconheço um trabalho meritório da FPF e de alguns clubes neste particular, mas continua a pecar por escasso. As medidas a adoptar aqui têm de ser de largo espectro, ou seja, têm de ser aplicadas na base (futebol distrital). Como tal, escalões até aos juvenis teriam inscrições gratuitas em competições distritais e seria o futebol profissional a financiar essas competições. O futebol profissional será sempre o principal beneficiado com uma formação de excelência, portanto é lógico que seja o profissionalismo a garantir financeiramente o desenvolvimento dessa formação, até porque, nos tempos que correm, não é aceitável que famílias portuguesas paguem 25 ou 30 euros por mês para ter os seus filhos a praticar futebol.
Formato/Modelo Competitivo – Talvez o tema mais sensível actualmente, com um vasto leque de opiniões (muito) divergentes sobre o rumo a traçar. Analisando de forma sucinta e superficial, Portugal tem um modelo competitivo ao da Alemanha (Alemanha tem 36 equipas nas duas primeiras ligas assim como Portugal), mas com manifestamente menos praticantes federados (Alemanha tem 7,1 milhões e Portugal 225 mil). Sabendo que o número de praticantes que se profissionalizam está entre 1 e 1,5%, Portugal terá cerca de 3000 jogadores profissionais, enquanto a Alemanha estará a rondar os 100000. Mesmo com poucos dados, imediatamente se percebe a dimensão do desequilíbrio que existe em Portugal. No meu ponto de vista, a solução passa imperativamente pela redução (significativa) do número de equipas profissionais. A minha proposta seria “elitizar”: 10 equipas a 4 voltas na I Liga. Percebo que seria uma solução polémica, difícil, que hajam resistências, mas é necessária. Aliás, é fulcral. Não é possível termos um futebol profissional saudável com tantas equipas profissionais, uma vez que não produzimos jogadores de qualidade em quantidade suficiente para alimentar 36 equipas. É necessário adaptar o modelo à nossa dimensão e ao nosso mercado, que é muito limitado. Seria bom desportivamente (mais jogos entre equipas mais fortes e elevação da qualidade média da competição) e muito bom financeiramente (maior receita para os clubes de menor dimensão).
Regulamento/Estratégia Financeira – O regulamento da competição também poderia sofrer alterações que tragam benefícios ao panorama global, nomeadamente adoptar o regulamento de inscrição já em vigor na UEFA para as inscrições nas competições europeias: – 24 jogadores por equipa com 8 vagas cativas (4 formados localmente e 4 formados no clube) e respectiva lista B. Seria uma medida que iria exigir aos clubes maior rigor na escolha dos plantéis e que, numa urgência, tivessem de recorrer à formação. Também seria importante constituir um órgão de supervisão, ou estrutura de vigilância, para fiscalizar clubes com salários em atraso, para se poder agir sobre essa situação em tempo útil. Sobre a estratégia financeira muitos defendem a centralização dos direitos televisivos, mas penso que seria impossível por causa da polarização natural do futebol português. Tentar insistir numa solução nestes moldes seria contraproducente. Mais vale aceitar o que existe do que tentar mudar a natureza da situação. A melhor forma de gerar receita para os clubes de menor dimensão da I Liga é a redução, que lhes permitirá jogar mais vezes com os maiores clubes e consequentemente obter valorização dos direitos televisivos.
Realço a necessidade urgente de uma discussão abrangente e séria sobre o futuro do futebol em Portugal.
Visão do Leitor: JudgeDredd


88 Comentários
sekko
Todos os pontos sao intressantes,e nitidamente iriam aumentar a qualidade do nosso futebol…Outro modelo na minha opiniao seria 12 equipas e depois os 6 primeiros e os 6 ultimos para decidir,para mim tambem um modelo bastante atrativo e proveitoso de receitas…
Kafka
Excelente JudgeDredd
Só talvez trocasse um ponto que é quanto à redução, talvez 12 ou 14 equipas, mas jamais acima de 14 dada a dimensão do País é absurdo termos tantas equipas profissionais como temos
Khal Drogo
Concordo. Talvez 12 equipas fosse o ideal.
Joao Duarte
Não digam que é necessário reduzir a liga para 10 ou 12 clubes porque não é! O problema está muitíssimo longe de ser o número de equipas que competem nas ligas profissionais. Numa altura que se quer dar vitalidade ao futebol a tua proposta é reduzir o número de clubes e elitizar a competição.
O maior problema em Portugal é o que estamos agora a assistir: falta de coerência e de confiança nas entidades! Seja no futebol ou fora dele. O problema é que cada vez mais se afastam as pessoas do futebol, ao invés de as trazer. E isso não tem que ver com o número de clubes, têm que ver com a cultura instalada no nosso país. Se as instituições forem coerentes e a cultura de ódio e desconfiança mudar, o negócio irá crescer de forma exponencial.
Nada é credível e ninguém é de confiança. Esse é o estado de espirito e esse é o primeiro problema.
Para além disso, e que não está dissociado, é o facto de os clubes (e não só) serem muitíssimo mal geridos. Estou dentro do meio, sou treinador profissional (neste caso adjunto), sei perfeitamente do que falo. Se houver um modelo sustentável de controlo dos clubes e instituições, assim como algumas regras que obriguem a apostar em infraestruturas e modelos de formação sustentáveis, não tenham dúvidas de que todo o ecossistema irá melhorar. Invistam na formação de profissionais em todas as áreas e a coisa cresce da noite para o dia.
Quanto mais clubes (até um limite), maior será a competitividade, desde que estes pressupostos estejam garantidos. Se houver um modelo de crescimento sustentável e em que todos participem em conjunto o futebol melhorará. Não se trata da quantidade, mas sim da qualidade.
Kafka
Em qualquer mercado/economia é preciso adaptar a oferta à procura, basta leres o que foi escrito no ponto nr2 na relação entre jogadores federados e clubes profissionais
Amigos e bola
Concordo com tudo mas só uma questão: o autor tem a certeza que a Alemanha tem 7,1 milhões de praticantes federados de futebol?
É que isso parece-me algo excessivo já que isso importa 9% da população. daquele país.
Judge_Dredd
https://maisfutebol.iol.pt/futebol/federacao/alemanha-tem-mais-de-sete-milhoes-de-atletas-federados
Em 2017 já ultrapassava os 7 milhões.O numero que avancei provavelmente estará desactualizado por defeito não por excesso
Tiago Silva
Belo texto, estou totalmente de acordo com ele, é exatamente estas ideias que defendo também. Muitos clubes profissionais vão buscar jogadores ao estrangeiro, porque o jogador português tem em geral muita qualidade, mas pouca quantidade, como é possível ter jogadores portugueses com talento nas equipas mais pequenas, se estes são poucos e são todos sugados pelos clubes maiores?
Portanto o que temos que fazer é rentabilizar ao máximo o jogador português, distribuir os bons por várias equipas e não em apenas 3 ou 4. O formato competitivo tem que ser totalmente revisto, os melhores tem que jogar com os melhores, os piores com os piores e só assim poderão crescer porque assim há competitividade! Estou totalmente de acordo com a liga a 10 clubes, talvez 12 seja mais indicado, mas a ideia é baixar, os clubes assim ganham receitas porque há mais gente a ver. Esta vergonha de estádios vazios numa primeira divisão tem que acabar.
Quanto ao regulamento da competição, também concordo as equipas não podem ter tantas vagas, os planteis têm que ser curtos para podermos distribuir a qualidade pelos vários intervenientes. Iria também impedir que o Benfica, Sporting e Porto contratem camiões de jogadores só para fazerem parte do plantel e contratem poucos e melhores, havendo sempre vagas para a formação e para o jogador português que tem que ser rentabilizado por cá.
Em suma, grande texto no qual estou 100% de acordo. Têm que haver grandes mudanças no futebol e esta é uma boa altura para tal!
Manel Ferreira
Vocês mais os “estádios vazios”. Se tiveres uma liga a 10 equipas com Moreirenses e Aroucas os estádios vão continuar vazios. São clubes que não têm capacidade de conquistar adeptos, por muito boas que as equipas sejam.
O Estoril teve grandes equipas e o próprio Marco Silva queixava-se de haver pouca gente nos jogos.
Até mesmo o Rio Ave tem tido equipas de bastante qualidade e as assistências não têm subido com isso. Porque é que iam subir num campeonato a 10?
A relação mais qualidade = mais assistências é fraca num país como Portugal.
CSM1910
Também concordo. Estas subidas do Famalicão e agora do Farense vêm por exemplo combater um pouco isso, porque são Clubes com uma boa base de adeptos. E há outros tantos na 3º divisão e até Distritais… Espinho,Tirsense, Salgueiros etc etc
AnswerPT
Vão estar mais cheios! Recebem 6x Sporting Benfica e Porto.. Mais 4x para Braga e Guimarães.. Achas mesmo que vão continuar vazios? Só neste exemplo em 10 dos 18 jogos conta com casa quase cheia!!! Nem percebi esta lógica!
Manel Ferreira
Como se os jogos de Braga e V, Guimarães fora estivessem sempre cheios. O Moreirense-Braga do ano passado (jogo entre o 5º e o 4º classificados na altura) deve ter tido aí umas 1.500 pessoas. Até na altura se falou disso, como era possível um jogo entre o 5º e o 4º ter tão pouca gente. Há clubes que não têm capacidade de melhorar assistências , ponto final.
AnswerPT
É um começo.. acredito que um Moreirense vs Braga ou Vitória SC seja mais interessante que contra o Aves ou Tondela que neste caso estão lá 500 pessoas!!
CSM1910
A verdade é que existem Clubes no CPP e até Distritais com uma boa base de adeptos e com capacidade pra ter casa bem composta em todos os jogos. E com capacidade pra estar em maioria na sua própria casa!!! Não é o Moreirense, Aves ou Gil Vicente que recebem esses 5 Clubes e estão em minoria.
AnswerPT
Mas posso dar-te o exemplo de Famalicão e Farense.. Numa liga a 10 ambos os estádios andariam em 70% mínimo de taxa de ocupação! As pessoas de Faro vão encher o estádio para receber os grandes, Braga, Guimarães e Sporting (provocação desnecessária).. Mas quando receberem o Tondela ou Moreirense vão lá meia dúzia!!
CSM1910
No caso do Farense não é bem assim. Conseguem ter o Estádio bem composto seja contra quem for. Pelo menos uns 5 mil por jogo, vais ver para o ano.
AnswerPT
Eu fui a Faro ver 5 jogos este ano! Boas casas sem dúvida! Meia dúzia era forma de falar!
CSM1910
Aliás o Famalicão este ano tem quase sempre quase cheia, o estádio é super pequeno, mas não interessa. Tem taxa de ocupação superior a 85% senão me engano.
CSM1910
Lindo, cheios com o Clube da casa em minoria como já acontece no Aves, Moreirense, Gil Vicente quando jogam contra esses 5 Clubes. É mesmo lindo. Se é pra isso nem vale a pena jogar em casa.
Tiago Silva
Exato AnswerPT, é nesse ponto que quis falar. Há clubes que não conseguem ter adeptos, mas isso também é a mentalidade portuguesa não há nada a fazer. Mas é um começo!
AnswerPT
Peguei em um exemplo simples
Famalicão e Farense em uma liga a 10
2x Benfica casa cheia
2x Porto casa cheia
2x Sporting casa cheia
2x Braga mais de 70%
2x Guimarães mais de 70%
2x entre eles mais de 70% (ambos levam adeptos fora em bom número)
Numa liga a 10 com 36 jornadas jogas 18 em casa… 10 dos 18 jogos com taxas de ocupação acima dos 70%.. isto para mim é óptimo.. os jogadores querem é isto! Casa cheia motiva mais.. Mais probabilidade de bons jogos.. Liga a 10 descem 2 existem menos equipas a jogar para o pontinho.. Mais espectáculo!!
Claro que depois para a 2ª Liga tem de haver um maior apoio que conseguimos dar aumentando a qualidade da 1ª… Uma 2ª Liga com fase final ia gerar muito interesse porque muitos desses clubes são actualmente clubes de 1ª Liga
Mas há users que não entendem isso! Por eles seriam 30 na 1ª 40 na 2ª estádios desertos, jogos bons para por os putos a dormir rapidamente! Mentalidades
Manel Ferreira
Mas porque é que é garantido que Famalicão e Farense iam estar muito tempo nessa liga a 10 equipas? És tu que decides? Porque é que não havia de estar o Moreirense, que até é dos clubes mais bem geridos, mas que em termos de assistências é fraquíssimo (e continuaria a ser numa liga a 10)? Porque é que esqueces Boavista e Marítimo, que são sempre a 6ª e 7ª melhor média?
Ninguém quer 40 clubes, claro que não. O que estamos a dizer é que há condições para haver 16 bons clubes na 1ª liga, 16 clubes bem geridos, com adeptos, com boa formação, isto não é uma impossibilidade, como tu estás a fazer crer. Agora, é preciso é trabalhar bastante, claro.
Essa tua ideia da “2ª Liga fortíssima” é uma fantasia, lamento, as pessoas não iam querer saber. Sobretudo, quando percebessem que não só ia ser dificílimo subir, como ia ser ainda mais complicado manter-se numa Liga a 10, que seria cada vez mais super-elitizada. Iam desistir de qualquer tipo de investimento.
AnswerPT
Eu dei um exemplo! Os 10 clubes nesta 1ª Liga a 10 seriam os que merecessem lá estar!
Falei em um exemplo com 2 clubes que têm boa massa adepta!
Uma liga perfeita a 10 também tinha o Marítimo e o Boavista de certeza!
Em relação há 2 Liga eu vou dar um exemplo só para perceberes a minha ideia!
Imagina uma 1ªLiga a 10 com estas equipas (apenas um exemplo):
– Benfica, Porto, Sporting, Braga, Vitória SC, Marítimo, Boavista, Farense, Famalicão e Rio Ave!
Em 1º imagina o nível competitivo desta liga
Isto significa que uma 2ª Liga com, por exemplo, 2 séries de 12 equipas Norte e Sul teria equipas como: Moreirense, Santa Clara, Gil Vicente, Tondela, Vitória FC, Portimonense, Paços, Aves, Feirense, Estoril, Académica etc etc. Não vou a SAD do Jamor porque isso não dignifica o futebol português!!
Ainda tens grandes equipas no CNS e distritais a recuperar: O verdadeiro Belenenses (vamos ver como acaba essa novela) Tirsense, Salgueiros etc etc etc…
Não ia gerar interesse? Uma fase final ia gerar mais interesse que um Paços – Aves na 1ª Liga a jogarem para o pontinho.. Neste modelo não jogas para o pontinho!! Jogas para ganhar em 80% das vezes
CSM1910
E nesse caso iam tar cheios com adeptos visitantes na sua própria casa. Depende imenso do Clube. Moreirense, Arouca e Tondela nunca na vida iam ter jogos bem compostos, só iam ter contra os grandes com os visitantes. Se é pra isso nem vale a pena jogarem em casa, jogar em casa. O que vocês pretendem é centralizar ainda mais a competição, aumentar o que torna o Campeonato PT “triste” mas ainda querem aumentar isso. Assim é complicado mudar alguma coisa. Eu concordo com uma redução como já disse, nunca para 10 nem para 12.
AnswerPT
Estão cheios!! Mas isso é normal acontecer! Um Farense – Benfica vai ter mais adeptos do Benfica.. Nós somos um país pequeno! É normal haver mais centralização de adeptos em clubes grandes! Temos de conviver com isso! Um jogador do Farense vai preferir jogar em casa com o Benfica com 100% estadio cheio e 80% do Benfica que jogam contra o Tondela com estádio a 20% da sua capacidade e todos seus adeptos!
CSM1910
Claro que não é normal, a Holanda e a Bélgica também são países pequenos e desafio-te a apontares 1 jogo em que o Clube da Casa esteja em minoria. Não existe, não há, é normal os “grandes” terem mais adeptos até porque são das maiores Cidades do País, 90% da população é que já não é normal, apesar que acho que aos poucos e poucos esse cenário está a mudar. Mas vai levar gerações. A lógica é o Clube da Casa estar em casa. Tal como acontece em Guimarães ou Braga.
CSM1910
Aliás este ano o Salvador adoptou uma medida, em que tinha 55% do Estádio composto em que 90% dos adeptos eram do Braga. Ele preferiu ter pouco mais de 15 mil e estar em maioria, do que estar cheio em minoria na própria casa. Jogar em casa e estar em minoria, pra mim não é Futebol, é tudo aquilo que o Futebol não precisa. Por isso é que espero que subam Tirsense e Espinho entre outros e que desçam Moreirenses,Tondelas.
AnswerPT
Mas nós não somos a Bélgica ou a Holanda! Somos Portugal! Subsistema Cultural é assim mesmo! Não o vamos mudar! Pegamos no que temos e adaptamos ao nosso contexto!
CSM1910
Não concordo com a parte do “não o vamos mudar”, acho que é possível mudar e os Clubes têm tentando ao máximo cativar adeptos e é bom que esse trabalho continue. Como disse é algo que vai levar gerações, mas que a longo prazo podemos ter uma maior diversidade do que temos hoje. Aliás tu vais um crescimento cada vez maior da massa adepta do Braga em Braga.
CSM1910
E nesse caso iam tar cheios com adeptos visitantes na sua própria casa. Depende imenso do Clube. Moreirense, Arouca e Tondela nunca na vida iam ter jogos bem compostos, só iam ter contra os grandes com os visitantes. Se é pra isso nem vale a pena jogarem em casa, jogar em casa. O que vocês pretendem é centralizar ainda mais a competição, aumentar o que torna o Campeonato PT “triste” mas ainda querem aumentar isso. Assim é complicado mudar alguma coisa. Eu concordo com uma redução como já disse, nunca para 10 nem para 12.
Marik
Artigo interessante, mas do qual discordo em grande parte.
Concordo com a redução do número de equipas para 16, 14 no máximo dos máximos. Menos que isso já não concordo. Tantos jogos entre as mesmas equipas iria ser aborrecido e tiraria uma grande parte da emoção dos jogos, pois seriam demasiado repetitivos. Com 16 equipas o nosso campeonato foi competitivo dentro e fora de portas, e creio ser o número mais ajustado à nossa realidade.
Discordo profundamente também da oposição à centralização dos direitos televisivos. É certo que nos próximos anos não vai ser possível fazê-lo, mas devia ser feita já uma estratégia para que se concretize a centralização quando chegar a oportunidade. Este ponto é fulcral para o nosso futebol.
Quanto à formação, é provavelmente o ponto mais importante para a sustentabilidade das equipas, e muitas têm apostado cada vez mais nesta componente. Não sei exactamente que medidas poderiam ser tomadas nesta área pois não estou muito por dentro da mesma, mas parece-me que, à semelhança do que acontece nas equipas profissionais, o facto de os melhores atletas estarem concentrados em poucas equipas, retira algum espaço de manobra a vários clubes. Dando um exemplo, qualquer miúdo que se destaque num Belenenses, Estoril, etc, vai imediatamente ser recrutado pelo Benfica/Sporting, nem que seja para a equipa D ou E do respetivo escalão, e não há muito que o clube mais pequeno possa fazer.
E o que temos
Concordo em pleno com a questão da formação. Para além do relevo a nivel de futebol, é uma medida importante para combater risco de obesidade e doenças cardiovasculares que está a disparar em todo o mundo e em portugal também. Se portugal e outros paises nao agirem arriscam-se também a perder muitos miudos para os esports que são bem mais atrativos (quem nao gostaria de ficar alapado em casa a jogar PC ou PS e a ganhar milhares/milhões?). Vemos esse fenomeno nas proprias estrelas recentes de futebol, felix até streams faz, dembele conhecido pela panca do fifa, griezmann igual etc.
DNowitzki
Sobre a questão dos direitos desportivos, vamos ser sérios.
Imaginemos que o bolo total é de 200 milhões. Os três ditos grandes recebem 40 milhões cada um, sobrando 80 para distribuir pelos outros. O futebol nacional tem a dimensão que tem, correspondente à dimensão e ao poderio do país, logo não há como aumentar por aí além o valor dos ditos direitos desportivos.
Assim sendo, só haverá uma solução: retirar aos 3 para dar mais aos demais. Primeiro, é preciso que aqueles aceitem perder dinheiro. Depois, para haver uma efetiva redistribuição, é necessário subir muito o valor a pagar aos pequenos, ou assim chamados. Isto teria como contrapartida SLB, SCP e FCP passarem a receber, por exemplo, 25 milhões. O que resulta daqui? Se, ao mais alto nível europeu, já somos a pobreza franciscana que se conhece, retirando algum do pouco financiamento que ainda existe… é fácil de concluir onde iremos parar.
Já disse isto aqui e, até hoje, ainda ninguém me provou por A + B que não seria assim.
Ginger 11
Vou tentar provar então xD
Vou te explicar por pontos o porquê dos 3 grandes só terem a ganhar com o crescimento da liga.
1° O impacto imediato que sentiriam no que diz respeito à competitividade interna.
Uma das principais razões para as fracas campanhas europeias não se deve somente ao facto de certos e determinados jogadores já não serem acessíveis aos bolsos dos grandes, pq mesmo nessa altura havia fraca competitividade interna excepto Benfica e Sporting. Ou seja quanto mais fraca a equipa que defrontares menos exigência trazes para os teus jogadores.
Sem esqueceres o facto de que para trazeres esses tipo de jogadores é cada vez mais importante a liga onde jogam e o estímulo que ganham ou jogar contra boas equipa, cá tens uma previsibilidade de resultados absurda, bem ou mal o grande ganha ao pequeno.
Quanto ao aspeto financeiro ara atrair esses jogadores está diretamente ligado ao meu segundo ponto.
2° Qualidade gera receita.
Quanto mais competitiva for a liga mais interesse suscita e por conseguinte aumentam os contratos televisivos.
Tenho conhecimento que Itália já nos comprou direitos televisivos mas desistiu passada uma semana por causa disso mesmo, o nosso futebol é péssimo.
Agora vem a parte boa, nos temos a prerrogativa de pertencer à Europa e sermos constantemente noticia por algo relacionado ao futebol, ora por vendas de jogadores ou a nossa seleção.
Os ingleses adoram Portugal e futebol, já tivemos em tempos uma relação muito estreita no que diz respeito ao futebol, acredito piamente que era um mercado fácil de explorar caso tivéssemos bom produto para vender pois eles consomem muito futebol para além do deles. Espanha Itália Alemannha China França todos eles com fortes ligações a Portugal e com grandes comunidades de portugueses que pagavam para assistir a qualquer coisa relacionada com Portugal quanto mais futebol.
Os estrangeiros dao valor ao facto de face a nossa dimensão sermos tão bons com a bola e tenha certeza absoluta que estão mortinhos para que lhes ofereçam uma competição nova e com uma cultura de jogo diferente da deles. Essa podia muito bem ser a nossa. Como?
3° Um formato diferente, com 12 a 14 equipas a 2 voltas mas com play offs de campeão e descida.
Aqui tens a nata do futebol português, aqui não podes jogar para o pontinho, sabes que se cais vai ser difícil subir e tens que dar tudo e evitar ao Max o anti jogo.
3 a 4 jogos Sábado e Domingo repartidos pela manhã tarde e fim do dia até no Max começar os jogos as18/19h no Sábado e 17/18h no Domingo, acabava se a segunda.
4° Para mim o principal pois só assim vão comprar os direitos televisivos.
Ter os estadios bem compostos.
Tens 6 equipas com medias superiores a dez mil espetadores de média em sua casa mas em dois deles só os atinges adicionando os jogos vs grandes.
2 ou 3 clubes com o Max de 5000 adeptos e o resto não ultrapassa os 3000 fora as adulterações que fazem à contagem do número de espetadores que é à descarada ver o exemplo do Codecity com 1000 e tal adeptos no site da Liga quando nem 20 lá estão.
Como combates isso? É difícil, dá trabalho mas é possível, primeiro os dirigentes no nosso futebol estão acomodados e as migalhas são suficientes para não se chatearem com nada, mas quando o assunto toca a dinheiro oh meu amigo. XD
Fazias o seguinte, centralizavas os direitos para no mínimo 10m por clube e mesmo assim os grandes ficavam com o triplo ou quádruplo, mas para os mais pequenos era grande diferença pois dotavam a equipa de melhores jogadores e atraía sempre pessoas da região mesmo não sendo afetas ao clube, pois todo adepto gosta de se entreter e com melhores intervenientes eles não se importavam de pagar bilhete, claro que atualmente não para assistirem a este triste espetáculo, o bilhete dado era caro.
Mas vamos por partes, os dirigentes, sedentos de dinheiro seriam aliciados com bônus caso preencherem uma determinada quota de espetadores e associados.
Por ex. Mais 20/30 % caso atingam o mínimo de meia casa num estadio com capacidade mínima para 10.000, ou seja 5.000 era o mínimo que qualquer clube podia atingir.
Claro que clubes como Tondela ou Moreirense teriam mais dificuldades mas existem muitos clube com potencial adormecido e tenho a certeza que com as medidas certas os responsáveis pelos clubes arranjariam formas de atrair pessoas, visto que quantos mais melhor.
A maioria apoia os 3 grandes, não é o meu caso mas tenho amigos que o são e alguns até fanáticos por um desses 3 mas têm carinho pela terra e identificam se pelo clube mas simplesmente não lhes cativa interesse pois oferecem fracas condições no estadio ou pq se levam cachecol do adversario são ofendidos mas o ponto aqui é que no meio de tanto ódio infundado existe espaço para apoiarem dois clubes, o da terra e o da capital, não é o cenário perfeito mas vai incutindo alguma cultura desportiva em Portugal especialmente aos mais novos.
Apoiar o clube da tua terra traz benefícios para a economia local gera postos de emprego e têm inúmeras ações sociais para apoiar a comunidade, quando mais ricos mais contribuem para uma melhor inclusao social.
Podes ser de dois clubes não há mal nenhum nisso e à medida que te apegas a esse clube mais acabas por esquecer ao outro por causa do nível de proximidade, aconteceu comigo, agora nem consigo imaginar apoiar um clube de tão longe XD A sensação é diferente, tens um sentimento de pertença como nunca terias.
O Boavista Setúbal Rio Ave Farense Braga Famailcao Maritimo Paços O Belenenses se cá estivesse o Portimonense são tudo clubes que vivem rodeados de uma grande massa populacional.
É como a gravidade, só precisam de um empurrão xD
Resumindo, a
liga de clubes ou extinguia se ou começava a fazer finalmente o trabalho à qual foi criada, defender somente certos clubes.
Para mim FPF é que centralizava os direitos como um todo e não individualme como as operadoras fazem.
Todos ganhavam todos! Os grandes tinham ritmo e competitividade para competir ao mais alto nível na Europa, teriam outra pujança financeira e conseguiam atrair melhor e jogadores e isto tudo sem precisarem de abdicar de muita verba cada um abdicava inicialmente de algum para com o passar dos anos star a ganhar muito mais.
Tu terias interesse em ver mais jogos da Liga assim como qualquer adeptos de futebol em Portugal e lá fora ganhavas reconhecimento.
Posso não me ter explicado bem em alguns aspectos mas se tiveres alguma dúvida pergunta me que terei todo o gosto em provar te que deves mudar esse teu ponto de vista ;)
Abraço
AnswerPT
Excelente texto! 200% de acordo
CSM1910
Bom texto! Já agora, és de que Clube? Saudações Maritimistas!
AndreChaves9
A dos playoffs então é do mais ridiculo de tudo numa prova de regularidade.
Franco Baresi
Será assim no curto prazo. A longo prazo: mais competitividade, mais interesse, surgem melhores jogadores, mais público, mais dinheiro para todos, melhores resultados “lá fora”, . Círculo virtuoso.
panther1903
A ideia da redução da liga para 10 equipas ignora um leque de pontos a considerar:
1 – é sabido que as receitas diminuem radicalmente do primeiro para o segundo escalão. Considerar o molde proposto “muito bom financeiramente” para as equipas pequenas, quando mais de 50% das mesmas é relegada para um escalão sem visibilidade é no mínimo dúbio.
2 – um dos grandes problemas do futebol português é a a polarização, como bem referes. A polarização vem do comportamento do adepto português, que em geral se inclina em ser adepto de clubes vencedores, o que leva a que os mesmos clubes tenham muito mais visibilidade, receitas, poder nos backstages, etc, etc. O modelo proposto tem tendência a piorar este fenómeno, já que os atractivos que os clubes de menor dimensão terão para gerar qualquer tipo de sinergia à volta do clube diminuem. Público, patrocínios, apoios municipais, tudo decresce quando se joga num escalão inferior.
3 – Gostava de saber de onde vem a suposição de que o encurtamento levaria a um nível maior da liga. Empiricamente, podemos olhar para a Escócia, que tem uma liga a 12. Não consigo denotar grande competitividade da liga a nível interno, ou sequer do Celtic ou Rangers a nível internacional.
4 – Reduzir o número de equipas para 10 levaria a uma redução tremenda nas oportunidades que o jogador jovem português teria. Numa altura em que tanto se fala na valorização dos jovens nacionais, tal medida iria na direção oposta.
5 – A comparação entre o números de federados entre Portugal e a Alemanha para justificar um “desiquilibrio” é desiquilibrada. A China tem uma liga com 16 equipas, mesmo quando é o maior consumidor de futebol do mundo. Deve a Alemanha reduzir o número de equipas, ou a China aumentar?
Em suma, considero que a proposta foi pouco fundamentada.
Kafka
A Escócia tem 5 milhões habitantes, estavas à espera que um campeonato com 5 milhões habitantes gerasse receitas suficientes para ser competitivo?
Kafka
A tua comparação com a China não tem ponta por onde se pegue, porque a China está 50 anos atrasada em relação à Europa a nível de desenvolvimento e cultura futebolistica
panther1903
O texto diz: “é necessário adaptar a liga à nossa dimensão e mercado”. E compara a Alemanha a Portugal. Eu comparo a China (maior mercado de futebol do mundo) à Alemanha e proponho o mesmo que o artigo. “Não tem ponta por se pegue”, obrigado por concordares.
AnswerPT
China é o maior mercado de futebol do Mundo??? Vivemos em democracia todas as opiniões são válidas mas isto já é demais!!
E o Kafka tem toda a razão! A comparação não engloba só a dimensão populacional de cada país! São mais factores englobados!!!! Deu-te 2 exemplos eu poderia-te dar outros tantos!!
panther1903
A China é o maior mercado consumidor de futebol do mundo. Uma pesquisa antes de tanta indignação não fazia mal.
AnswerPT
Não disseste isso! Consumidor é uma coisa! Tu disseste que era o maior mercado! Maior mercado em termos gerais é Inglaterra!
Kafka
Errado a comparação não faz sentido porque a China a nível evolução e cultura futebolistica está pelo menos 50 anos atrás da maioria dos países europeus e América Sul, logo independentemente da população que tenha ainda não tem capacidade para criar 300/400 jogadores de nível suficiente para alimentarem as 2 primeiras divisões do País, logo será sempre um campeonato fraco enquanto não recuperar esses anos de atraso ao nível de cultura futebolistica no seu povo e de desenvolvimento de formação etc em toda a sua estrutura futebolistica
Já Portugal é Alemanha estão em níveis de desenvolvimento similares no que concerne ao futebol, logo faz sentido comparar Portugal com Alemanha e depois fazer a respectiva adaptação ao mercado
AnswerPT
Permite-me que dê a minha opinião!
1 – Tens razão mas ao invés a 2ª Liga iria ter mais receitas que agora! E que poderiam ser mais com um aumento de 3x mais receitas na 1ª Liga se diminuíres para 10 equipas! Poderia haver um maior apoio! A 2ª Liga em um molde de 2 séries com fase final iria gerar um enorme interesse quando chegássemos a essa fase: Imagina os clubes que a iriam disputar! Mais interesse gera mais receitas
2 – Mais um motivo.. Somos um país de cerca de 10M! Óbvio que muitos clubes não geram tanto interesse! Mas digo-te mais! Leva mais gente ao estádio um clube a lutar para subir à 1º Liga do que um clube a descer para a 2ª
3 – Não concordo porque a ideia não é comparar a competitividade entre liga portuguesa e escocesa. A nossa é melhor! O modelo competitivo deles aplicado aqui geraria mais competitividade – isso podes ter certeza.
4 – Aumentaria as oportunidades pois a 2º Liga teria de ter como regra a inclusão de x numero de jogadores formado localmente! Não é so baixar para 10.. existem mais medidas a serem feitas.. Baixar para 10-12-14 é apenas uma. Dou-te o exemplo da liga suiça – 10 equipas… não é competitiva como a nossa mas aposta muito em jogadores formados localmente porque tem certas regras.. e andam a ver muito para Alemanha França Itália…
5- Estamos a comparar países de excelência no futebol! Esquece lá a China!
Manel Ferreira
Em relação ao ponto 1, nenhum clube investe apenas para ficar na 2ª Liga. O que os clubes querem é subir à 1ª. É óbvio que o interesse de um clube na 1ª é sempre maior que um na 2ª, mais visibilidade, mais receitas, tudo mais. Uma redução tão brutal de clubes na 1ª Liga ia levar a uma diminuição grande de investimento e a uma desistência dos clubes, as pessoas iam deixar de quere saber. Não ia demorar muito até que a 2ª Liga fosse quase só feita de equipas B. Se calhar, é mesmo isso que vocês querem…
Em relação a isso do “metem mais gente clubes que lutam pela subida à 1ª do que os que lutam pela permanência”, uma vez mais – e pela milésima vez – DEPENDE DE QUE CLUBE ESTÁS A FALAR!!! O Estoril tem tão pouca gente na 2ª como tinha na 1ª. O Nacional tem basicamente as mesmas assistências também. E até um clube como Leixões baixou muitíssimo as assistências desde que desceu (no ano passado, nem no top-5 de assistências teve). Nenhum clube mete mais gente a jogar na 2ª do que na 1ª.
Ponto 4: Podes perfeitamente ter regra de inclusão de jogadores locais, sem teres que baixar drasticamente o número de equipas na 1ª, nada o impede.
AnswerPT
Não existem clubes que investem só para ficar na 2ª Liga??? Tinhas 7-8 candidatos assumidos esta época à subida… O resto era manutenção! Piedade Casa Pia Vilafranquense Oliveirense etc!
Não defendo 2ª Liga com muitas equipas B… aliás se calhar até teria menos neste molde competitivo!
Depende dos clubes! Concordo! Mas também para o espectador em casa é mais apelativo ver uma fase final da 2ª Liga entre 8 equipas que no contexto actual estão na 1ª a lutar para ganhar do que as mesmas equipas a lutar para não perder na 1ª… Não sei se me fiz entender!
Claro que podes! Mas até agora não aconteceu! 8 dos 18 clubes da 1ª estando na 2ª com orçamentos menores vão apostar mais.. apostando mais em jovens vão ter mais hipóteses de vender! Efeito bola de neve!
AnswerPT
Há muitos clubes que competem na 2ª Liga com o objectivo da manutenção! Mais de metade pelo menos
Uma redução de clubes vai levar a maior investimento! É ao contrário! Com menos clubes a 1ª Liga gera mais receitas!
Ponto 4 tens razão mas a nossa mentalidade não permite que assim seja
panther1903
1 – “aumento de 3x mais receitas se diminuires a liga para 10 equipas”. De onde vêm esses dados? A segunda liga com 2 séries poderia ser uma ideia a ser explorada, concordo.
2 – Adicionar mais clubes à segunda liga, não leva a que existam mais clubes em posição de subir. Pelo contrário, haveriam mais clubes a lutar por nada…ou por não descer..numa liga abaixo.
3 – A liga escocesa foi um exemplo para desmistificar a ideia que esta ideia seria o milagre da salvação da nossa liga. “Isso podes ter a certeza”, não tenho, até à data não li/ouvi nada que sustentasse de forma minimamente sólida tal argumento.
5 – respondo o mesmo que ao user de cima. Peguei nos argumentos do autor e apliquei-os noutro contexto. Ainda bem que não achas lógico.
AnswerPT
1 – De estudos já feitos! Eu tento explicar! Um Benfica – Sporting gera mais receitas que um Tondela – Aves… Passarias a ter 4 Benfica – Sporting + 4 Benfica – Porto etc… Os jogos que cativam mais espectadores (e logo mais receitas) passariam para o dobro!! Iria gerar 3x mais receitas na Liga a médio prazo!
2 – Imagina este ano… tinhas 8 candidatos se não me falha a memória para subir à 1ª Liga… Mete mais os 8 clubes que desceriam para a 2ª e pela lógica ja tinham 16 equipas a querer subir!! E atenção que mesmo sendo 10 equipas na 1ª Liga eu defendo descida de 2
3 – Não compares a Escócia a Portugal.. Nível deles é franquismo. Com 10 12 14 18 eles vão ser sempre fracos! Pela nossa qualidade com 10 equipas seriamos melhores internamente e externamente! Rangers e Celtic andam a lutar seriamente para serem incorporados nas Ligas Inglesas.
panther1903
Fiquei a pensar que me ias apontar os estudos que sustentam tanta certeza. Afinal vem tudo de um raciocínio de 3 linhas feito por ti.
AnswerPT
Não te vou explicar aqui todo um estudo que já foi feito! Estou a resumir! Dei-te um exemplo! E já disse que para mim seria 12-14 equipas e não 10! Mas já foram feitos estudos sobre isso e entregues na FPF e Liga (FPF para ter conhecimento apenas)..
Kafka
A Escócia tem 5 milhões habitantes, continuas a insistir numa comparação com sem sentido
CSM1910
Nem é só pelos habitantes, porque a nova Zelândia tem 5M e é uma potência Mundial no Rugby. O facto dos Habitantes também é de se considerar, mas também tem a ver com o facto de na Escócia existir 3/4 Desportos bastante populares. Em Portugal só existe 1. Por isso Portugal será sempre melhor que a Escócia.
Judge_Dredd
A minha resposta é a seguinte:~
1- É bom para a as equipas não grandes da I Liga que lhes permite ter mais recursos qualitativos e financeiros para competir.
Em relação a II Liga que já é televisionada terão de se adaptar ao mercado.Irá haver uma correcção a todos os niveis:salarial, orçamental e custos
2- o modelo proposto permite encorpar a base e empurrar a qualidade média para cima.
O que estás a propor é tirar a uns que tem mais e dar aos que tem menos sem criar condições para os que tem menos poderem caminhar pelas suas próprias pernas.
Desiquilibrios vão haver sempre.
3 – Na Escócia o desporto é muito mais repartido com os tradicionais Rugby, Cricket, Curling e Golf(especialmente este) que desviam muitas pessoas da modalidade de futebol, portanto em termos de praticantes está muito abaixo da nossa qualidade.
Não é o modelo que determina a falta de qualidade mas sim a cultura.
4 – Estás completamente errado aqui.Diminuindo o numero de equipas na primeira liga (e no global), vai cair a pique a importação de jogadores.Como tal o jogador portugues irá ter mais espaço.
Além do mais com a criação da III Liga avançada pela FPF grande maioria dos jovens que termina a formação e que não integraram equipas B terá um nicho de competição na III Liga.
Mais uma vez reforço que seriam medidas de braço dado com a encorpação da formação.
5- Os deportos mais populares na China são ainda tennis de mesa e badminton.
Mesmo com o crescimento do futebol através de uma injecçao ilimitade de fundos que lhes permitem ir buscar execuntantes de qualidade ao mercado externo, em termos de estrutura base está ainda muito longe de conseguir produzir jogadores de alto nivel.
Portanto nada a ver com a ALemanha que tem provavelmente a melhor maquina esturutural de futebol do Mundo
AnswerPT
Tudo certo apenas acrescentaria mais um ponto que já foi diversas vezes estudado!
Portugal é um país onde existe talento para o futebol (os motivos daria mais um excelente tópico para discussão) Nos ainda bairros sociais espalhados pelo nosso país é usado uma frase comum: Dá-se um pontapé numa pedra e sai de lá um jogador de futebol! A China não tem isso! O Jogador chinês não tem o nosso talento.. O Escocês idem idem!
Pulga
Quanto à sugestão formação percebo e até faz sentido mas está totalmente desfazada da realidade. O que acontece muitas vezes até é precisamente o contrário, são esses 25/30 euros dos pais que pagam o futebol sénior.
Isto porque, e vai sempre bater na mesma tecla, uma equipa sénior é muito dispendiosa e não existe receita. A bilheteira muitas vezes nem paga as milhentas taxas que 1 só jogo acarreta quanto mais pagar a jogadores e staff.
A solução seria o investimento de:
1) FPF
2) Investimentos Locais
No caso da 1) seria uma despesa demasiado grande para ganhos minimos.
Já no 2), porque haveriam de investir? Os clubes estão num sistema cheio de problemas e onde é demasiado dificil atingir o sucesso, qual é o meu interesse como investidor para me meter nisso?
Uma reestruturação no futebol de formação que podia existir era acabar com escalões para miudos com menos de 10 anos. Os miudos, tendo um mau treinador – que é a maioria – perdem mais do que ganham. Qual é o sentido de ter um miudo de 8 anos a chorar desalmadamente porque perdeu 1 jogo?
Judge_Dredd
Esses 2 pontos já existem e são insuficientes.
Eu continuo a dizer que o profissionalismo é o maior beneficiado de uma formação forte.E o futebol profissional pode dispender varios milhoes de eur para viabilizar a formação.
Especialmente porque há familias que não podem pagar 30 eur mensais para os filhos jogarem futebol.
É uma aberração e uma hipocrisia.
FVRicardo
Concordo com tudo.
O unico ponto em que ajustava era no numero ligas e o número de equipas nas ligas profissionais. Para mim seriam três ligas profissionais com 12 equipas cada (duas voltas e fase final entre 6 primeiros e 6 últimos). Não esquecer que existem muitas equipas do CNS altamente profissionais. Nem todos os profissionais do futebol são CR7 nem auferem salários milionários.
Propunha também que a Taça da Liga se disputasse apenas em eliminatórias como a Taça de Portugal.
AnswerPT
Eu propunha a exclusão da Taça da Liga!! Serve para? Se ao menos desse acesso à Liga Europa!
Manel Ferreira
“mais vale aceitar o que existe do que tentar mudar a natureza da situação”
Frase genial, depois de um post em que se tenta alterar tudo e mais alguma coisa, inclusive uma redução (absolutamente ridícula) que nunca existiu no futebol português. E da qual Portugal nunca precisou para ser relevante a nível internacional. Pois, só se pode mudar aquilo que nos dá jeito. O que é bom é ter medidas ditatoriais “que sabem o que é bom para o futebol português”.
Pá, volto a dizer, 10 clubes é patético, Não é fulcral ou essencial (nunca foi), é simplesmente patético num país de futebol, como Portugal ainda é. Metam logo os 3 grandes a jogar uns contra os outros num loop infinito, assim, o “interesse público” ia sempre existir. Não ia era dar para fazer conspirações de que o clube X está “feito contra nós e a favor do rival”, mas pronto não se pode ter tudo.
E já nem falo do ridículo que é tentares insinuar que existe uma formação de excelência e depois a seguir dizer que essa formação só dá para alimentar 10 clubes. Afinal, temos ou não temos muita qualidade na formação?
Ao contrário do catastrofismo que se lê nestes posts, a tendência clara é subir, é haver mais clubes competentes, profissionais, melhores infraestruturas, novas gerações na gestão dos clubes. Esta ideia do “está tudo cada vez pior” é simplesmente falsa. Os clubes pequenos/médios já foram muito mais fracos financeiramente e estruturalmente do que são hoje.
É só irem ver como estavam as coisas, por exemplo, no período 2010-14, a tal “idade de ouro” do futebol português que aqui se fantasia (LOL) e onde havia clubes a entrar em campo com 8 jogadores (U. Leiria), jogadores a boicotar treinos por salários em atraso (Naval), o próprio V. Guimarães numa das maiores crises financeiras da sua história (falava-se em recomeçar nas divisões secundárias). Tirando o Aves, o que há neste momento que seja comparável a isto? Goste-se ou não do B-SAD, não me parece que haja greves ou salários em atraso e até é dos clubes que têm lançado mais jovens.
Já para não falar das assistências (outro dos cavalos de batalha do Reduções FC), que, na verdade, até têm SUBIDO nos últimos anos. Isto porque começaram a regressar à Liga clubes com boas bases de adeptos (Boavista, Famalicão, o Marítimo com o novo estádio), enquanto começaram a descer os clubes que nem tem adeptos para encher um autocarro (os Aroucas e Estoris). Ou seja, o problema aqui nunca foi o número de clubes, mas sim QUAIS os clubes que estão na Liga. Metem uma liga a 10 em que metade são Aroucas e Moreirenses e as assistências vão continuar a ser fracas!
16 clubes parece-me o número ideal para um país como PT. No limite, 14. Menos do que isso é simplesmente ridículo. Isto quando até há países a aumentar de 10 para 12. Mas, claro, aqui em Portugal é “fulcral” reduzir para 10.
Larga o “slo-mo”, Dredd, isso faz-te mal. ;)
Judge_Dredd
De repente pensei que estava a ler o antigo Ministro da Propaganda Iraquiana a dizer que “eles não estão aqui!!!” enquanto os tanques americanos passeavam em Bagdad.
Está tudo bem, os clubes devem mais que nunca deveram a qualidade do futebol cai a pique mas está tudo bem.
Eu nunca disse que a formação em POrtugal é de excelencia mas pode vir a ser.
E a formação de excelencia é indicada pela qualidade apresentada por 1%/1,5% dos praticantes que são os profissionais.É preciso subir a qualidade (e a quantidade) desse 1/1,5% e para isso é preciso investir forte na formação.
Sobre aceitar o que existe referia me a polarização.Não concordo com o tirar a quem tem mais para dar a quem tem menos.
Deve se é criar condições estruturais para quem tem menos potenciar e crescer para ter mais e competir de melhor forma.
Tirar dinheiro dinheiro aos grandes e dar aos pequenos só abre mais feridas e ressentimentos nada beneficos
Luke Vin Diesel
Alguns pontos a partilhar sobre a proposta (que eu discordo, como referi noutro post, mas vou tentar não frisar essa parte).
1- Não vale a pena falarmos em qualquer tipo de alteração para o Futebol Português enquanto o problema principal se mantiver: corrupção e falta de punição. Há N casos de corrupção por esse país fora, que não recebem a devida punição e corrompem qualquer tipo de competição justa e saudável. Somos latinos, não há volta a dar.
2- A FPF tentou implementar um novo modelo de crescimento para o futebol de formação (As entidades formadoras certificadas). Podia dar resultado, se não houvesse clubes sem escrúpulos que fazem de tudo para ganhar invés de formar (ex: pagar a encarregados de educação mensalmente para escolherem o clube, a meninos de 11 anos. Sim, eu vi isto a acontecer). Enquanto a FPF não puser travão a isto, não há maneira da formação em Portugal crescer. Isso e a mentalidade dos pais, que preferem que os filhos joguem na equipa ZAX do Benfica do que na equipa A dum Paços de Ferreira ou de um Chaves (não desconsiderando, considero os projetos bastante válidos e de muita qualidade!).
3 – Mais uma vez mantenho a minha opinião. Portugal é um país super apetecível para investidores. Gastam pouco, muita visibilidade, bom sítio e barato para se viver, os salários não são assim tão altos e qualquer jogador que dê nas vistas é vendido por lucro considerável. Com estas características é propício a haver investidores (pequenos-médios, não vale a pena pensar em multinacionais), que os há, a por dinheiro e bem cá. É necessário é que esses clubes consigam subir e dar qualidade a uma liga cada vez mais morta, em tudo.
A redução do número das equipas não é inversamente proporcional ao aumento de qualidade. Há imensos casos que o provam como eu falei no outro post. O nosso país alimenta-se de futebol, é país de desporto único e consegue atrair bastantes estrangeiros. Conseguimos facilmente ter um campeonato com 16/18 equipas na Primeira e 16/18 na segunda. Mas tem de ser um grupo com qualidade, sem corrupção e acima de tudo, QUE NÃO DEVA DINHEIRO. Gosto bastante de frisar isto também, porque parece-me a mim a maior injustiça de todas. Enquanto uns andam a penar para ter tudo em dia, outros devem milhões ano após ano a entidades governamentais e deixam-nos continuar a competir.
O que não consigo compreender é uma 3. divisão com 80 equipas, peço desculpa mas é algo que me deixa bastante confuso. Porque isso sim, nós não conseguimos fazer e garantir qualidade. Sobem equipas de distritos que vão literalmente apanhar bonés no CP. Para quê? Para dizer que se sobe uma de cada distrito? Politicamente correto, insensato e desmedido na minha opinião. Propunha se calhar haver uns 3 playoffs, com 6 distritos cada, e de cada um sair uma equipa que suba. Algo regional, do género (não pensei muito nesta ideia sequer, mais tarde poderei alongar se alguém tiver interessado).
Portanto, TL:DR – Nada muda, corrupção existe e não vai acabar. A Liga de Clubes é a maior palhaçada que eu já vi e a FPF quer ter o controlo do futebol profissional e está a fazer a cama ao Proença. Finito
AnswerPT
Não me recordo se argumentei a situação das 18 equipas contigo! Modelo competitivo a 10-12-14 equipas para o nosso país seria o melhor! E seria melhor para as equipas pequenas! Com muitos ajustes! O principal problema, ou o que levanta mais dúvidas, seria que em 10 equipas 8 que estão habituadas a estar na 1ª Liga estariam na 2ª e teriam muito menos receitas!
Ora apostando mais na formação e havendo uma 1ª Liga que ia gerar 3x mais receitas seria fácil canalizar alguma parte para um maior apoio à 2ª Liga que poderia ser de 24-26-28 equipas divididas a 2 séries com fase final… a fase final por exemplo ia gerar muito interesse (tal como os playoffs do championship sem querer comparar nada!)
Imagina por este ponto de vista! Uma Liga a 10 equipas 4 voltas disputada em 9 meses
Terias 4 Benfica – Sporting (2x luz 2x alvalade)
4 Benfica – Porto
4 Porto – Sporting
Só ai terias em media um clássico a cada 3 semanas… agora junta
Braga contra os grandes
Vitória contra os grandes
Braga 4x contra Vitória
Famalicão e Rio Ave que já geram interesse.. Farense que tem tudo para ser um clube estável!
Mais competitividade, mais interesse, mais receitas para ajudar os pequenos a crescerem! Nunca seriam como os grandes mas de certeza que seria muito mas muito menos pequenos!!!
Manel Ferreira
O Rio Ave gera tanto interessante que chega a ter jogos à volta das mil pessoas, até mesmo em Braga eles tiveram pouca gente.
Como já disseram atrás, as pessoas iam cansar-se de tantos clássicos seguidos, esses jogos entre os principais clubes iam perder o caráter especial que têm. Muita gente ainda gosta de jogar contra equipas novas, visitar estádios novos e por aí fora. Isso ia perder-se completamente numa liga a 10.
Já agora, quantas equipas desceriam nesse campeonato a 10? Calculo que duas, não é? Ou seja, basicamente, podias ter um núcleo muito forte de 5 ou 6 equipas, sim, mas todas as outras todas iam andar num io-io constate entre as duas divisões, em realidades financeiras completamente diferentes, sem qualquer possibilidade de se manterem estáveis. Ou seja, ias criar basicamente uma super-elite de 5 ou 6 clubes e o resto que se amanhe. Isto sim, é típico de um país onde o futebol NÃO é um grande desporto ou que compete com outros desportos e atrações. Em Portugal, isso não acontece. Podemos criticar que assim seja, mas é um facto.
Não percebo mesmo como se pode defender 10 clubes, é ridículo num país como Portugal. Essa 2ª Liga grande e forte que tu defendes nunca seria forte porque a maioria das pessoas não quer saber da 2ª liga para nada, lamento muito, mas é assim. Falar em Championship (um país completamente diferente) é ridículo.
AnswerPT
Então os users aqui compararam à Escócia e criticam quando eu quero seguir os melhores exemplos? Incoerência!
Desceriam 2 equipas na minha opinião! Andavam em um vaivém? Temos pena! A elite de 5 a 6 clubes são esses que vão trazer dinheiro da UEFA nas competições europeias para permitir que os direitos televisivos internos sejam mais bem distribuídos.
Cansar de ver clássicos? Cansado tou eu de ver Tondelas – Aves e Paços de Ferreira – Gil Vicente que ao minuto 20 tou a dormir no estádio!
E como já disse não é por a liga a 10 e assobiar para o lado! Isso é apenas uma das várias medidas para tornar o futebol português mais apelativo interna e externamente.. Mais apelativo = mais receitas = mais receitas para os pequenos
Joao Duarte
Subscrevo.
Daniel Alves
Em relação às ligas, propunha uma liga com 14 equipas. Numa 1ª fase a 2 voltas, dava 26 jornadas. No final, os 8 primeiros iam para a fase de campeão e as restantes 6 para a fase de descida. E desciam 3 em vez de duas, para ninguém se sentir seguro e manter tudo com emoção até ao fim. Essa 2ª fase seria obviamente a 2 voltas, com 14 jornadas da fase de campeão e 10 na fase de descida. Só não consigo decidir se as equipas transitavam com metade dos pontos ou se continuavam com os mesmos.
Na segunda liga, 2 zonas (norte e sul) com 12 equipas cada. 22 jornadas. Os vencedores de cada zona sobem directamente e jogam um play-off com 2 mãos para decidir o campeão. Os 2ºs e 3ºs das duas zonas jogam entre si e o vencedor ganhar a 3ª vaga de subida.
AnswerPT
Defendo modelo semelhante mas acho que podes acrescentar mais equipas na 2º Liga pois estás a tornar mais regional com menos despesas! Um Farense já nao tinha de ir a Chaves ou ao Minho… Aqui sim poderias aumentar um pouco! Mas sempre dividindo entre séries!
Daniel Alves
Só teria de ir ao Norte caso jogasse um dos play-offs.
Se fosse viável pôr mais equipas, força. 16 em cada zona. Mas nesse caso até defendo a descida de mais equipas, se calhar 3 equipas em cada zona.
AnswerPT
Eu defendo mais um apuramento de campeão todos contra todos a 2 mãos ! Não sou muito adepto de playoffs!
Daniel Alves
Eu só os pus para dar mais emoção, como fazem em Inglaterra.
Pessoalmente, concordo com a parte da emoção, mas ver a equipa que está em 6º ter a mesma possibilidade de subir que o 3º não me parece justo.
AnswerPT
Gostaria uma dia perceber como existem clubes que cobram mensalmente 30-40-50 euros de mensalidade e depois, caso um desses jogadores chegar a profissional ainda recebem direitos de formação!!! Já centenas de jogadores não assinaram contratos profissionais por clubes não abdicarem de direitos de formação! Conheço um jogador que ouviu de um presidente de um clube que o dispensou o seguinte: Prefiro ver-te a trabalhar nas obras e a não receber nada (dos direitos de formação) do que a assinares um contrato profissional e eu abdicar do que o clube tem direito! Resumindo o jogador teve de fazer um acordo de pagamento retirando do seu salário para pagar o valor porque o clube que o formou e o deixou ir embora não abdicava e o clube que o aceitou disse que já lhe ia pagar salario mais casa e alimentação!! Este jogador teve sorte porque conseguiu tirar parte do salário para isso.. e os que não tiveram essa sorte? Couceiro já disse que os direitos de formação estão a matar muitos jovens jogadores! A FIFA devia fazer algo e a FPF podia dar esse passo e ser a pioneira na alteração (proposta) dessa lei estúpida! Porque não vale a pena falar de apostar na formação quando muitos clubes não querem pagar para apostar num jogador que é uma incerteza.. Já estão a dar salário!
Em relação ao modelo competitivo sugerido no post eu apoio, preferia até 14 equipas mas aceito as 10 e acho bem melhor que 18… Tentei defender isso em outro post!!! Excelente artigo!
Judge_Dredd
Claramente!E há miudos que são filhos de casais que vivem do salario minimo e não tem condições para pagar esses valores(a grande maioria).
Por isso digo que é uma hipocrisia quando criticam a minha opinião de elitizar a competição profissional quando aceitam que clubes e escolas de futebol(principalmente as ultimas) cobrem esses valores para miudos jogarem futebol.
Obviamente que a formação gratuita para clubes seriam para clubes que não cobrem nada aos seus atletas para jogar.
Escolas de futebol ficariam fora do financiamento que defendo
AnswerPT
O problema das mensalidades até pode ser ultrapassada! Ok os clubes precisam das mensalidades para sobreviver (pagar técnicos, material etc)! Podemos discutir que está a ser feito negócio disso! Mas se o querem fazer eu defendo que todos os clubes que cobram mensalidades aos jogadores seja em que idade for ficam automaticamente excluídos de receber direitos de formação. Eu defendo que os direitos de formação deviam ser convertidos em % futuras.. Exemplo: Um clube belga quer levar um jogador que está no Moreirense sem contrato profissional! O Moreirense automaticamente fica com uma % de uma futura venda juntamente com todos os outros clubes que o formaram a partir do momento em que ele começou a jogar. Porque outra aberração é ter direitos de formação e contar só a partir dos 12 anos! Tudo mal feito nesta lei que está a assassinar futuros jogadores de futebol! Isto já devia ter sido resolvido há muito tempo!
Judge_Dredd
O formato de financiamento que defendo seria através da Liga de Clubes-> FPF -> Associações.
O dinheiro nunca chegaria aos clubes.Apenas teriam direito de inscrever todos os escalões até aos juvenis sem pagar inscrições.
Para terem esse direito teriam de ter pelo menos Iniciados e Juvenis e não podiam cobrar qualquer dinheiro a atletas desses escalões.
Nunca seria dar dinheiro aos clubes porque ai eles iam canaliza lo para o futebol senior.
AnswerPT
Parece uma medida interessante mas continuava a ser cobrados valores em escalões que até são mais importantes para o desenvolvimento dos jogadores – Benjamins e Infantis! Os direitos de formação começam a contar aos 12! E não cobrando em iniciados e juvenis iria fazer com que as mensalidades para baixo subissem de valor! Percebo o teu ponto de vista tens razão mas os clubes iam dar volta a situação!
Judge_Dredd
Eu disse pelo menos Iniciados e Juvenis.
Obviamente que tivessem infantis e para baixo também não pagariam.
Eu estava a balizar o direito aos apoios.
Apoios esses que estariam vedados a escolas de futebol( que quanto a mim são instituições privadas e não tem utilidade pública).
Apenas clubes, associações ou cooperativas com estatuto de utilidade publica poderiam ter.acesso a financiamento.
Flavio Trindade
Post muitissimo pertinente Judge Dredd, sobre um tema já discutido aqui esta semana.
Li atentamente quer as ideias que partilhaste quer os restantes comentários e digo o mesmo neste post que disse noutros do género.
São mais produtivos os posts sobre esta temática no VM do que um ano reuniões da Liga de Clubes…
E esse é de facto o grande problema.
Defenda-se o modelo A, o B ou o C (todos têm pontos de vista válidos), todas essas mudanças irão esbarrar ba intransigência da liga de clubes.
O futebol de topo em Portugal continuará a ser aquilo que os 3 grandes quiserem que seja e cujo porta voz, será o fantoche “eleito” e apoiado pelos 3 grandes.
Ou seja óptimas ideias nas utópicas.
Quanto aos temas discutidos deixo a minha visão sobre cada um deles.
1- Totalmente de acordo.
Nem é tema. Devia ser regra.
Somos um país exportador, sem condições financeiras para competir com as grandes ligas e a formação tem que ser o presente e o futuro do nosso futebol em todos os patamares competitivos. (Isso depois virá de encontro a outro ponto…)
Contudo, como referiram e bem, essa lógica é deturpada pelos próprios clubes que usam o dinheiro da formação para financiar as equipas sénior.
E não, este não é um problema apenas dos pequenos, porque os Dragon Force, e Escolas do Benfica ou Sporting espalhadas pelo país são autênticas máquinas de fazer dinheiro.
2 – Este é o ponto mais discutível.
E aqui depende da óptica de cada 1.
Desportivamente acho aberrante e elitista uma liga disputada só por 10 clubes.
Mais aberrante ainda são os modelos competitivos que partem a competição ao meio,dividem pontos conquistados ou playoffs. Tudo isso desvirtua o mérito desportivo numa competição de longa duração.
A nossa realidade permite-nos perfeitamente ter uma liga com um número entre 14 e 16 clubes (acho o ideal), mantendo os pontos corridos a 2 voltas e permitindo aos nossos clubes terem uma vantagem competitiva na Europa por terem um menor desgaste.
Este contudo é o prisma desportivo.
Consigo perfeitamente perceber os que defendem uma redução mais radical (desde que o modelo nunca fossem os aberrantes que citei acima) para 10 por questões financeiras, de projeção internacional da prova, maior rentabilidade na promoção e divisão dos direitos televisivos.
Mais jogos grandes, entre as melhores equipas, mais dinheiro, maus espetáculo e mais rentabilidade.
Desde que fosse bem desenhado, perceberia a lógica (por exemplo 10 equipas a 4 voltas), desde que não entrassem is modelos peregrinos da Bélgica, da Roménia ou da Holanda dos grupos de campeão e despromoção e divisão de pontos a meio.
3 – Absolutamente de acordo! Não retiro uma vírgula.
A nossa liga deverua funcionar exactamente da mesma forma como as inscrições para as provas europeias.
Max. 25 elementos no plantel.
Obrigatoriedade de ter 8 jogadores formados no país e 4 no clube.
Isso não viola nenhuma regra europeia de livre circulação, obriga os clubes a apostarem na formacão, limita os contratos e as negociatas, e torna os clubes naus criteriosos nas compras.
Rui Miguel Ribeiro
Não subscrevo a descrição apocalíptica. As coisas mudarão, mas a tendência a prazo será a da normalização.
O que eu acho perfeitamente disparatado é a redução de quase 50% no contingente de participantes nos Campeonatos Nacionais que acho que deveriam ter um mínimo de 16 e um máximo de 18 clubes. Essa redução vedaria o acesso às competições profissionais a um grande nº de equipas e faria as maiores receitas circularem por um grupo confinado e com pouca rotatividade e agarvaria ainda mais a tendência para a concentração de equipas de Lisboa, Porto e Guimarães-Braga, tornando o Campeonato cada vez menos nacional. Isto para já não mecionar a seca de 4 voltas com jogos repetidos ad nauseam.
Quanto à formação, não digo que não haja margem para melhorar, mas é das áreas em que mais progresso se tem sentido nos últimos anos.
Manel Ferreira
Ora nem mais.
Eles basicamente acham que não há grande diferença entre jogar para descer na 1º Liga e jogar para subir/meio da tabela na 2º liga e que, portanto, o ideal era ter uma 2ª liga forte que gerasse interesse, mais receitas, mais adeptos e por aí fora.
Eu, com todo o respeito, digo que estão totalmente iludidos. Isto é como o pessoal que acha que a Champions deve voltar a ter apenas os campeões e que isso fortaleceria a LE ao meter lá mais tubarões europeus. O problema é que a Champions continuaria a ser vista como a elite e a LE como a 2ª competição e, portanto, o interesse dos clubes em jogar na LE nunca seria o mesmo.
Em Portugal, aconteceria o mesmo: a segunda liga seria sempre vista como uma liga inferior (falar em Championship é ridículo), e ninguém iria investir para ficar lá 10/15 anos, sem possibilidade de subir à 1º (ou de lá estabilizar, já que se formaria um fosso enorme entre os clubes que estão habituados a estar nessa 1ª Liga a 10 clubes). Logo aí quase todo o investimento ou interesse nesses clubes iria desaparecer. Gostemos ou não, toda a qualidade que existe na 2ª Liga e todo o (pouco) interesse que há, está sempre tudo ligado ao desejo de subir.
Eles acham que deve haver uma super-elitização da Liga em 6/7 clubes, porque o resto, assim como assim, nunca há-de crescer, portanto nem vale a pena. Eu vejo a coisa de maneira diferente. Acho que há perfeitamente espaço para um crescimento de clubes inseridos numa 1ª Liga a 16. Agora, é preciso ver QUAIS são esses clubes, que potencial de crescimento têm (como disse atrás, em termos de assistências, há clubes que nunca sairão da cepa torta, por muito maravilhosas equipas que possam ter), que plano têm, que aposta para a formação e por aí fora.
Por exemplo, as pessoas fartam-se de elogiar o Rio Ave. Mas como é que o Rio Ave cresceu? Inserido numa liga a 16/18, com participações estáveis, de meio da tabela, com bons negócios, mas sempre tudo numa perspetiva de estabilização. Essa estabilização iria deixar de existir com uma redução tão drástica de equipas. Basicamente, as primeiras a serem lá colocadas iam ganhar a corrida.
Imagino, por exemplo, uma Académica forte, bem gerida, histórica, representante de um largo concelho/distrito. Isso seria fantástico para o futebol português, valeria por 5 Moreirenses. E como a Académica há vários por aí com esse potencial (mal aproveitado, infelizmente). Não é preciso limitarmos a coisa a 10 clubes, só porque achamos que está tudo perdido. Há possibilidade de termos um bom campeonato a 16. Só que há é muito trabalho a fazer, sem dúvida.
Em relação à tua última frase, completamente de acordo, e junto também a questão das assistências, outro capítulo em que o campeonato tem melhorado, no geral. Há 8/10 anos, as assistências globais eram muito piores do que são hoje. Mas a mentalidade é tão catastrofista, tão “está tudo horrível” que ninguém se dá ao trabalho de ir ver estas coisas.
Abraço.
Rui Miguel Ribeiro
Agradeço o “apoio” Manuel e concordo com o que dizes e o exemplo do Rio Ave é bastante pertinente. A brutal redução dos quadros competitivos seria um erro catastrófico. Felzimente acredito que não será viável nem aceite.
Bom weekend!
Marcio Ricardo
Não concordo com esse modelo proposto por tantos. Não é, como referido, melhor para os pequenos, apenas como também referido elitizado. Uma festa para 10 clubes, outros oito ficam a chorar…
O problema do futebol português não é esse. E aliás, basta ver os elefantes brancos que são hoje os estádios de Aveiro, Coimbra, Leiria, Algarve, e onde os seus clubes,que supostamente deveriam andar na 1a liga, por onde andam…
RonaldoFenomeno
Tema pertinente e com muito a escrever. Mas começo pela introdução, suponho que falamos de apenas as duas ligas profissionais e de apenas no que a jogadores diz respeito, uma vez que o artigo apenas visa estas variáveis e não enquadra futebol não profissional, nem outras atividades que giram em torno do futebol. Como tal, começo por achar ofensivo que digam que um jogador profissional de futebol está a viver uma situação Dramática: no mínimo recebe (ou pelo menos estará enfolhado) três salários mínimos. Muitos dos adeptos que vão ao futebol e pagam lugares anuais viverão com 1/3 disso. Este tipo de comentário está a fazer o adepto repensar a forma como olha para o negócio.
Quanto à reestruturação necessária, é evidente que a formação tem que ser o caminho. Problemas? Está com todos os tiques de vedetismo do futebol sénior. Como nem todos podem ser “Jorge Mendes desta vida”, viraram-se para agentes de jogadores de formação. Ou seja, a formação já só existe de nome, porque na realidade já são montras de agentes. Sendo uma realidade ficcionada, basta pegar no FM e percebemos que as supostas futuras estrelas, sobretudo de países mais pequenos, com 16/17 anos já estão ligadas a Man City, PSG, Real Madrid, Chelsea, etc. . Apostar na formação, sim, mas numa verdadeira formação. Caso contrário é apenas o princípio de mais uma mentira no futebol;
Quanto ao modelo competitivo, reduzir o número de clubes sem fazer nada contra o anti-jogo creio que ainda fosse piorar a qualidade do nosso futebol. Nem falando da época horribilis que seria quando descessem 4 ou 6 clubes. Há pouco jogo em Portugal (e não só, mas falo daquele que nos diz respeito) e não há nada a ser feito para contrariar isso. Soluções? Não sou agente desportivo para poder falar com conhecimento de causa, mas uma das minhas ideias tem a ver com as irritantes lesões do guarda redes: à primeira ok, à segunda já ficava a ser assistido na linha lateral e ia um jogador de campo (definido no início do jogo) para a baliza, à terceira o GR teria que ser substituído (sem substituição ficava o jogador de campo); cumprir os timings de reposição de bola em jogo; cada paragem por lesão ser contabilizada e devidamente convertida em minutos de compensação; não permitir substituições nos minutos de compensação. Lesão nos minutos de compensação, sem paragem e com obrigatoriedade do jogador sair do campo. Eu sei que tudo isto é utopia, mas seguramente ia melhor o tempo de jogo. Falo nisto por, repito, considerar que mais importante que reduzir o número de clubes seria valorizar o espectáculo.
Ah, acabar com a Taça da Liga deveria ser imperioso: uma taça que não serve para nada, para la de cansar os jogadores, não tem cabimento nenhum. Não tem prestígio, não dá lugar europeu, não compensa financeiramente…. só vejo esta prova como um antro para jogos de apostas (e não me refiro a adeptos).
Quanto à inscrição obrigatória de jogadores formados localmente e/ou clube vem de encontro ao que já escrevi em cima, vamos ter excesso de “putos” vindos da América do Sul e África para aos 18 anos já serem formados no clube (o FM na vida real).
Creio que esta é uma boa fase para repensar o jogo. Mas creio ser muito tarde e não vai ser uma pandemia que vai afastar tudo de mau que o futebol tem, principalmente ter deixado de ser um espectáculo de convívio para amigos/família e privilegiar comportamentos que não se coadunam com “um espectáculo”.
E, se a Liga/Federação não repensarem o futebol, talvez muitos adeptos já o tenham feito/façam/virão a fazer. Porque com tanto circo, Se amanhã me perguntarem se eu quero pagar 200€ por um lugar anual num hospital, mesmo sem esperar la colocar os pés ou num estádio de futebol, eu não terei dúvidas que optarei pelo primeiro. Se me pedirem uma quota anual de sócio de um gabinete de investigação ou de um clube de futebol, não terei dúvidas que optarei pelo primeiro. Mas, claro, a memória será sempre curta. E todo o meu texto uma utopia.
Fiquem todos bem
Judge_Dredd
Existem limitações a estrangeiros nos escalões de formação( 2 nos infantis, 4 nos juvenis e 6 nos juniores) portanto a percentagem de formados no clube/ localmente será sempre muito favorável ao jogador português.
Ter 4 ou 5 tugas num 11 titular é melhor que não ter nenhum( que já aconteceu em algumas equipas de Portugal
AndreChaves9
10 ou 12 equipas para descermos para o nível dos campeonatos que o fazem. Que bem pensado. Ser o quinto/sexto e máximo sétimo melhor campeonato? Na vamos fazer como os que estão lá bem para trás. Os clubes deviam estar preocupados mesmo era em ter gente competente como dirigentes e diretores desportivos ao invés de mercenários. E com isso seria bom haver uma distribuição mais equilibrada dos direitos televisivos sim sem dúvida. Por mim o mínimo seriam 16 equipas e taça da liga com eliminatórias e com acesso às liga Europa.