Um número incrível ainda para mais considerando que só tem uma fase final aceitável, a de 2012 – em 2008 foi discreto, 2010 nem foi, 2014 esteve pobre, e em 2016 e 2018 passou para suplente. Mas ter Fernando Santos como seleccionador permitiu-lhe ir engordando as internacionalizações, sendo que nos últimos anos entrou em imensos jogos nos últimos minutos.
João Moutinho somou o 128.º jogo por Portugal ao entrar na 2.ª parte da derrota frente à França e passou a ser o segundo jogador com mais internacionalizações com a camisola das quinas (128), ultrapassando Luís Figo (127. No topo da lista está Cristiano Ronaldo que acumulou hoje a 169.ª internacionalização.
Mais internacionalizações por Portugal:
Cristiano Ronaldo – 169
João Moutinho – 128
Luís Figo – 127
Pepe – 113
Nani – 112
Fernando Couto – 110
Bruno Alves – 96
Rui Costa – 94
Rui Patrício – 91
Ricardo Carvalho – 89


22 Comentários
Amigos e bola
Que insulto à história da seleção nacional.
Khal Drogo
Um jogador que sempre foi, é, e continuará a ser tremendamente subvalorizado. Um dos melhores médios portugueses deste século e com uma carreira mais do que respeitável.
VettelF1
Consequência natural de 2 factores:
– Melhores resultados da selecção que a levam mais longe nas competições
– Acima de tudo, disputam-se mais jogos de selecções hoje em dia
Ainda assim continua a ser estranho o Moutinho ser o 2º mais internacional de sempre, bem como o Nr. de jogos do Nani
Khal Drogo
Em relação à lista em si, Pepe só não tem mais jogos porque começou “tarde” a carreira de internacional. O próprio Moutinho podia ter mais uns quantos jogos, se não tivesse sido ignorado pelo Queiroz.
AndreChaves9
Não foi ignorado. Foi o Porto que não o quis na seleção para o valor dele não subir e o poder comprar
ManagerAc
É isso e o covid ser uma conspiração dos governos para nos controlar. Duas verdades que os comuns mortais não conseguem entender.
Chico
Muito desvalorizado, o Moutinho do Porto era uma formiga atómica, um craque. Depois ao longo dos anos foi perdendo algumas das suas valências. Hoje é 50% do que já foi e continua a see um bom jogador. No entanto, não deixa de ser absurdo ser o segundo jogador desta lista. Demonstrativo da quantidade absurda de jogos de seleção que são feitos. A FIFA e a UEFA usam e abusam dos ativos dos clubes e os adeptos saem a perder. Eu ligo muito pouco a futebol de seleções, para não dizer nada. Hoje vi parte do jogo da seleção e acho que já não os via a jogar desde a Liga das Nações, jogos completos nada desde o Mundial. Acredito que a maioria também prefira o futebol de clubes.
Amigos e bola
As seleções são sazonais.
Numa fase final, mesmo quem não liga a futebol vê a seleção.
E isso é a beleza do futebol de seleções, é ser tão transversal às sociedades de cada país.
Chico
Admito que sim, mas será que são necessários tantos amigáveis, ligas das nacoes e afins. Nao faria sentido existirem pré-eliminatórias para os microestados e/ou países que nao ligam patavina a futebol? É que essas equipas vao para os apuramentos servir de bombos da corte e preencher calendario
RubenMeireles14
Nao sei se será a maioria, talvez seja. Eu gosto dos 2 exatamente por igual, acho que me sinto mais “completo” como adepto ao sofrer de exatamente igual forma pelo meu clube e pela minha selecção. Embora respeite quem prefira um ou outro. Quanto ao número de jogos, nao acho que sejam assim tantos, as paragens é que são muito seguidas entre Setembro e Novembro dando a sensação de serem muitos (inclusivamente já se acabou com o amigável de Agosto, há 7 anos). Uma selecção de topo joga no máximo dos máximos 18 jogos numa época desportiva (a média rondará os 12) e um clube de topo poderá jogar até quase 60 jogos (a média rondará os 45/50). Cumps
AndreChaves9
Fica muito mal mas pronto
Valderrama
Está muito longe de ser o segundo melhor de sempre mas dos que vi jogar é capaz de ser o “oito” português com a carreira consistentemente num nível mais alto. O pico de Maniche foi curto e Tiago teve lesões importantes tendo sido flop em Itália.
RhaiL
O Tiago mesmo com lesões graves teve uma carreira superior, foi titular num super Lyon e no Atlético de Madrid, sendo ainda importante no Chelsea. O Moutinho nunca jogou num clube top 10 excepto um ano num grande
fcporto.
Sporting1906
Tiago foi superior quer no auge quer no total da carreira mas Moutinho foi mais consistente no geral e teve uma melhor carreira na selecção.
Valderrama
No ano em que foi às meias da Champions e venceu a liga francesa o Mónaco foi top 10 europeu
Tiago Silva
O Moutinho é um grande jogador, mas hoje em dia é muito mais fácil bater recordes de seleções, há sempre uma data de amigáveis e muito mais jogos para disputar. Mesmo assim há que destacar a longevidade do Moutinho, muitos anos no topo e tem vindo a conseguir adaptar o seu futebol.
Antonio Clismo
Moutinho nunca foi um fora de série mas temos que tirar o chapéu a um jogador que conseguiu manter-se regular o suficiente para estar no grupo da selecção por mais de 15 anos. Não é fácil.
disturbed17
Um bom jogador, que ao contrário do que se vai comentando aqui, não é subvalorizado, mas sim sobrevalorizado! E estas internacionalizações assim o dizem, sendo muitas vezes opção à frente de jogadores melhores e em melhor forma que ele, apenas o estatuto lhe foi permitindo isto.
Se fosse tão ótimo como o pintam (não estou com isto a dizer que é mau jogador, ou medíocre), teria com certeza outra carreira, por outras ligas que não fossem portuguesa e francesa, e em fim de carreira nunca equipa acaba de chegar a Premier league e maioritariamente como suplente.
Kacal
Acho que o Moutinho sempre foi algo desvalorizado porque nunca teve muito golo, sempre lhe faltou mais alguma agressividade na chegada à área e arriscar mais a rematar. O próprio Kanté é algo desvalorizado para aquilo que vale, a meu ver. Mas o facto de ter feito parte importante de um dos maiores feitos da história do futebol com o Leicester, ter sido campeão no Chelsea e campeão Mundial numa França dão-lhe mais algum protagonismo, caso contrário também passaria ao lado dos “holofotes”, mas são jogadores que merecem o nosso respeito e valorização. Embora o Kanté seja superior, mas foi apenas um exemplo às respetivas escalas.
coach407
Em relação a este número de tremendo de internacionalizações, deveu-se a uma conjugação de espetacular mérito próprio e, como é natural, às outras opções da seleção.
Em relação ao mérito próprio (que é o principal), o Moutinho para fazer isto tinha de conjugar 2 fatores extremamente raros (daí ser o 2° mais internacional de sempre, se fosse fácil qualquer um chegava lá): 1) tem de chegar cedo à seleção e 2) tem de ter uma carreira super consistente, sempre em clubes “de seleção” e mesmo nos momentos de forma menos fulgurantes tem de continuar a ser titular indiscutível nos seus clubes durante toda a carreira com todos os diferentes treinadores que lhe aparecerem à frente.
… E o João Moutinho foi simplesmente tremendo a fazer isto. Teve o grande mérito de chegar à seleção aos 18 anos, muito novo impôs-se como referência da equipa e assim continuou… durante toda a carreira sendo peça-chave, talvez mesmo “A Peça-Chave”, em épocas surreais do FC Porto, Mónaco e Wolves que alcançaram feitos fantásticos com João Moutinho a liderar sempre o meio-campo. E aqui não vale a pena tentarmos desvalorizá-lo. É simplesmente levantar e aplaudir de pé. Que carreira tremenda para um jogador de 1,70m que não é nada de especial tecnicamente. Quantos médios com estas caraterísticas físicas e técnicas tiveram a carreira da dimensão do Moutinho a nível mundial? Eu facilito: zero.
Em relação aos outros fatores, teve alguma sorte em 2 pontos:
1) Desde que saiu o Petit até aparecerem os nossos 3 médios defensivos atuais, Portugal não teve nenhum médio defensivo de uma dimensão relevante. O melhor foi talvez o Miguel Veloso e o Queiroz até chegou a colocar lá o Pepe. Isto fez com que Moutinho, tirando o período Queiroz, resistisse aos grandes momentos do Raúl Meireles porque, na realidade, era estúpido jogar com um 6 puro fraco ou adaptado quando poderias jogar com dois médios centro de alta rotação que estavam num patamar superior a qualquer 6. E assim o Moutinho foi resistindo neste período. Ainda assim, muito longe de ser uma tarefa fácil ser titular na mesma porque nesta fase a qualidade dos médios centro em Portugal era bastante boa. Além do Raúl Meireles, estamos a falar do período alto do Manuel Fernandes dos tempos do Valencia ou Everton, ainda apanha aqui um Maniche com protagonismo em clubes como Atletico Madrid ou Inter, estamos a falar do período do Tiago no Lyon, Juventus ou Atletico Madrid ou um Carlos Martins com muito protagonismo no Benfica. Destes todos talvez o único indiscutível acabava por ser o Raúl Meireles que é o mais “6” portanto o Moutinho livrou-se da concorrência do Meireles a 8 por não existir nenhum 6, mas não foi por isso que conseguiu respirar tranquilamente porque médios centro de qualidade não faltavam.
2) Quando começam a reaparecer os médios defensivos que poderiam colocar o Moutinho em xeque… desaparecem os médios centro. Meireles, Tiago ou Maniche retiram-se, Carlos Martins vai em queda livre e o Manuel Fernandes exila-se na Rússia, deixando o Moutinho como único médio centro da seleção sem grande ameaça.
Novamente: continuou sem ser tarefa fácil. Foram aparecendo médios em patamares interessantes como André Gomes, Adrien Silva, Renato Sanches, Sérgio Oliveira ou até Gedson que também pareceu que ia ser uma ameaça séria ao seu lugar. A questão é que nenhum conseguiu ser consistente num patamar alto durante o período suficiente para se afirmarem na seleção e portanto o Moutinho passou a ser o n° 1 dos médios centro, algo que era mais complicado antes. Mas surgiu ainda outro grande desafio para o Moutinho: é que agora está a acontecer o total oposto do que o beneficiou anteriormente, surgiu tanta qualidade na posição 6 e na posição 10 que passa a fazer sentido jogar sem um 8 puro. E isto tanto pode acontecer adaptando Rúben Neves ou William para jogar com 2 médios tipicamente mais defensivos ou então conjugar Bruno Fernandes e Bernardo Silva no mesmo meio-campo sendo que o cerco continua a apertar com a afirmação de Renato Sanches, com João Mário também a jogar a 8 e Sérgio Oliveira a continuar a um nível tremendo.
Ainda assim, dá ideia que o Moutinho tem mais vidas que os gatos. Tantas vezes pareceu em xeque e acaba por passar sempre por entre a concorrência e acabar a jogar. Convém é voltar ao nível da época passada. Sendo um dos melhores médios da Premier League, como foi na época passada, dificilmente sairá das opções.
Richrad
Lembro-me à uns tempos aquando da votação para os melhores de sempre na seleção… ter sugerido e defendido o Moutinho para esse restrito lote. Isto porque após uma era de Costinha, Maniche, Rui Costa, Tiago e afins ( refiro-me apenas ao que vi jogar) o Moutinho era da “geração seguinte” o jogador que mais se tinha destacado por mérito desportivo e pela sua imensa consistência.
De Sporting a Wolves foi sempre um titular indiscutível, com títulos, com papeis de liderança e com constantes adaptações aos diferentes tipos de papéis no jogo tidos tanto pelos diferentes técnicos, sistemas de jogo e até mesmo pela idade.
Não é nenhum fora de série longe disso, mas até que basta ver o jogo de ontem para ver que aos 34 anos o Moutinho ainda consegue dar ao jogo tanta mas tanta qualidade.
Um jogador que desde tempos de Sporting a Premier League esteve a ele ligada, interesses do Arsenal, propostas do Everton e… para lá apenas chegar aos 32 anos e fazer “só” 83 jogos, em ano que acredito que irá facilmente bater os 100 jogos na melhor liga do mundo. Falamos apenas de um jogador que vem de uma época com 57 jogos e com pouquíssimas quebras de formas ( e até admitido que o mesmo atualmente esteja a passar por uma).
E aqui estou grato a Fernando Santos, porque à imagem de Moutinho, deu vida a Fonte, Eliseu e até a Ricardo Carvalho. Idade não é sinónimo de decréscimo de qualidade e aí o sr. Engenheiro tem o meu aplauso.
Miguel SADSC
Incrivelmente desvalorizado. Muda de clube, muda de treinador mas uma coisa é certa. No final do ano, Moutinho é um dos pilares da equipa e se não fez 50 jogos, andou lá perto. Entende o jogo como poucos. Já dizia Cruyff, jogar futebol de forma simples é a coisa mais díficil de fazer e Moutinho anda a fazer isso há 15 anos de forma exímia. Em relação aos números, sinal dos tempos. Mais jogos, Portugal em todas as fases finais etc etc. COmo é natural, houve muitos jogadores superiores ao Moutinho mas é mais prova da regularidade e inprescindibilidade dele.