O futebol português nos últimos anos não tem sido muito recetivo a treinadores estrangeiros. A aposta preferencial é o técnico nacional, que à partida contém um conhecimento mais profundo sobre os nossos jogadores e o que são capazes de fazer dentro das quatro linhas. Assim, quando um treinador é despedido, independentemente do patamar do clube, os nomes sugeridos pela imprensa e por adeptos (especialmente nas redes sociais) por norma são lusos, havendo pouca publicidade aos demais estrangeiros. Pode até ser considerado “fora da caixa” contratar um nome não tão conhecido, embora com bons trabalhos realizados em outros países, causando por vezes um certo espanto.
Roger Schmidt tem sido veiculado como sucessor de Nelson Veríssimo. A saída do português é um dado consumado (pelo menos deveria ser) no final da temporada e é necessária uma busca para encontrar o seu sucessor. O alemão é naturalmente um nome forte, pelo seu histórico e pelo bom futebol praticado, especialmente no momento ofensivo, prevendo-se um Benfica goleador, caso ambas as partes cheguem a acordo. Naturalmente que surgiram vozes da discórdia, quando a notícia se começou a espalhar (adensada pela confirmação da promoção de Ruud van Nistelrooy a técnico principal do PSV), defendendo-se a contratação de alguém português, como Paulo Fonseca, Leonardo Jardim ou Renato Paiva. Nomes como o de Marco Silva ou Rúben Amorim são totalmente impossíveis, já que estão com projetos ambiciosos.
A verdade é que nos últimos tempos existiram técnicos não portugueses no nosso campeonato, porém em equipas longe do patamar do SL Benfica (Marcel Keizer é a exceção). Façamos uma análise ao comportamento destes treinadores, nas últimas seis temporadas (vão ser excluídos interinos como Meyong ou treinadores como Lito Vidigal e Sandro Mendes, que estão em Portugal há muitos anos, além de Sinisa Mihajlovic). Foram dez os nomes que orientaram equipas lusas de primeiro escalão durante este período de tempo, porém nem todos tiveram motivos para sorrir.
Em 2016/2017 estiveram presentes Fabiano Soares e Pedro Carmona no Estoril Praia, Erwin Sánchez no Boavista FC, PC Gusmão no CS Marítimo, Predrag Jokanovic no Nacional da Madeira e Julio Velásquez no Belenenses. Foi o ano com mais aposta em técnicos de fora. Nem todos começaram a época nos clubes referidos, mas nenhum acabou. Fabiano Soares abandonou o cargo em Dezembro de 2016, após seis vitórias em dezasseis jogos, tendo sido o treinador da equipa da Linha desde 2014/2015. Para o seu lugar entrou Pedro Carmona que não melhorou em nada a equipa, com somente duas vitórias em treze jogos, acabando por ceder o lugar a Pedro Emanuel. PC Gusmão iniciou a temporada nos insulares do Marítimo, porém a sua contratação tinha tudo para correr mal. O seu histórico era extremamente fraco. Apesar do mercado preferido da equipa do então presidente Carlos Pereira ser o Brasil, o técnico escolhido deveria ter sido alguém mais reputado e com melhores resultados. Gusmão tinha obtido uma vitória em cinco jogos ao serviço do Joinville, o que não era de todo um bom cartão de visita. A saída ocorreu com uma vitória em cinco jogos. Outro elemento que começou a 2016/2017 no comando técnico de um clube foi Erwin Sánchez, ao serviço do Boavista. A sua missão espinhosa na época transata fora cumprida, então os dirigentes deram mais uma oportunidade ao histórico jogador. Oito jogos depois e somente com duas vitórias, acabou por sair. Caso semelhante foi o do espanhol Julio Velásquez, o nome com mais oportunidades da lista, nos últimos cinco anos. Realizou uma boa primeira época em Belém, porém depois de duas vitórias em sete jogos, acabou dispensado. Por fim, 2016/2017 reapresentou-nos Predrag Jokanovic. Com o Nacional numa fase medonha, tinha como missão tentar salvar o clube do fracasso, porém nem acabou a época. Sucedeu a Manuel Machado e foi sucedido por João de Deus. Não ganhou qualquer jogo. Embora seja um histórico como jogador da equipa, como treinador deixou muito a desejar (tendo somado mais más passagens anteriormente).
Se 2017/2018 não apresentou qualquer nome internacional (justificado por alguns péssimos resultados apresentados anteriormente), 2018/2019 trouxe um treinador novo e de uma escola diferente. Marcel Keizer sucedeu a José Peseiro no Sporting, ainda afetado com os acontecimentos de Alcochete e mergulhado numa crise que não apresentava solução. O holandês teve um impacto imediato, com uma equipa a marcar muitos golos e a jogar um futebol eletrizante, no entanto acabou por perder o fôlego. Apesar de ter sido inconstante em certas partes da época, venceu uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga, ganhando vinte e três dos trinta e sete que realizou. Manter-se-ia para a época seguinte.
2019/2020 contou com mais técnicos estrangeiros no futebol nacional, além de Keizer. O holandês saiu após cinco jogos, com direito a uma humilhação na Supertaça contra o SL Benfica. Natxo González assumiu a pasta do CD Tondela, acabando por conseguir a manutenção com nove vitórias em trinta e seis jogos. Esta época fica marcada pelo regresso de Velásquez, desta vez para o Vitória FC, onde somente ganhou quatro jogos em vinte e um, sendo substituído por Sandro Mendes.
Velásquez regressaria a um cargo nacional na temporada seguinte, salvando o Marítimo da descida de divisão, sucedendo a outro estrangeiro, Milton Mendes. Ao contrário de PC Gusmão. Mendes já estava no clube quando chegou á equipa principal, sendo treinador dos Sub-23. Ganhou cinco jogos em dezassete, inclusive ao Sporting, para a Taça de Portugal, em Janeiro de 2021. O Tondela vincou a aposta no mercado espanhol e assinou com Pako Ayestarán que cumpriu o objetivo da manutenção. Com onze vitórias em trinta e seis jogos, recebendo mais uma chance para 2021/2022.
Esta época registou a presença dos dois nomes estrangeiros que acabaram a temporada transata. Pako acabou por sair da equipa da Beira Alta após onze vitórias em trinta e dois jogos, deixando a equipa com “um pé e meio” na final da Taça de Portugal. Velásquez teve um inicio para esquecer no Marítimo, com uma vitória em treze jogos, dando o lugar a Vasco Seabra que está a realizar um trabalho bastante satisfatório.
Como podemos verificar, os casos de sucesso têm sido muito poucos, havendo na atualidade uma preferência para se contratar treinadores nacionais, mesmo sem experiência, como Nuno Campos ou Rui Pedro Silva. Dos nomes referidos nenhum teve um sucesso absoluto, que permitiu uma subida de patamar. Fabiano Soares (durante um largo período), Pako Ayestarán e Natxo González cumpriram os seus objetivos. Erwin Sánchez na época não analisada de 2015/2016 também. Velásquez conseguiu bons momentos, mas a última imagem que nos exibiu foi fraca. A maioria os outros nomes fora um insucesso. Jokanovic, Carmona e PC Gusmão foram dos piores treinadores que já passaram pelo nosso campeonato, apresentando resultados bem abaixo do que se esperava com as equipas que tinham.
Assim, é normal o receio dos sócios e adeptos dos clubes quando são apontados nomes oriundos de fora. Os flops estão em número maior que os sucessos. A aposta na escola espanhola é a que tem mais êxito. No Tondela, ambos cumpriram (com a liderança da SAD a ser de David Belenguer, é normal que cheguem alguns elementos de “nuestros hermanos”), podendo ser considerado o despedimento de Pako Ayestarán injusto. Já os treinadores brasileiros mais recentes mostraram que o nível dos técnicos do país do samba está bastante baixo, embora Milton Mendes e PC Gusmão não façam parte da elite de timoneiros, estando até bem longe disso.
Roger Schmidt vem de outra escola. Os treinadores alemães são distintos dos espanhóis e brasileiros, com uma filosofia diferente. No SL Benfica as condições são distintas das que apareceram aos demais. Apesar de haver mais pressão, há mais capital para contratar outro tipo de jogadores. É um projeto onde terá de haver uma revolução no plantel e uma instituição como os “encarnados” tem tudo para ser entusiasmante para os jogadores quererem integrar a equipa.
Na minha opinião, o treinador internacional pode ser um sucesso em Portugal. A grande missão para as direções é conseguir escolher bem quem querem. Não vale a pena arriscar em nomes sem qualquer tipo de experiência, como foi o caso de Pedro Carmona ou sem qualidade como PC Gusmão. Uma contratação com critério estará sempre mais próxima do sucesso, independentemente do objetivo do clube e da sua nacionalidade.
Visão do Leitor: Ricardo Lopes


17 Comentários
rmatos24
Bom artigo para percebermos o histórico recente dos treinadores estrangeiros em Portugal e também para percebermos o porquê do treinador português por norma ter mais hipóteses de sucesso cá no burgo. O treinador lusitano é um dos melhores e mais preparados da atualidade, acho que disso ninguém tem dúvidas, mas muitos nem são assim grande coisa e cá por Portugal vão-se safando e bem. Creio que muito se deve ao conhecimento do funcionamento do nosso campeonato (não só ao nível do que (não) se joga, mas também as pressões exteriores, condicionalismos, o que identificamos normalmente) e isso traz-lhes alguma vantagem quando comparado com alguém que cai cá de novo.
Para Roger Schimdt, na minha opinião, há prós e contras como em tudo. Acho que, numa fase inicial, serão mais os contras e caberá ao técnico (e direção) ter as ideias no sítio e “acreditar no projeto”, se é que ele existe. Acredito que terá dificuldades de adaptação ao nosso futebol e mesmo que tenha impacto imediato, há que ter capacidade de resiliência nos períodos menos bons, senão será outro Keizer. Depois, ter jogo de cintura para se adaptar às picuinhices da nossa liga, tempo de jogo perdido, bocas, conflitos, arbitragens, essas tretas todas que “envaidecem” o nosso futebol. Não o conheço em termos de personalidade, mas que não seja outro pau mandado, por favor. E por último, se terá condições para implementar as suas ideias. Gosta de futebol atrativo, mas precisa de mão de obra para isso e neste momento o Benfica não tem. Há também prós, claro. Pensar fora da caixa, poder definir um projeto atrativo a médio prazo e vir alguém sem os vícios do costume. Vamos ver.
Manel Ferreira
Texto interessante, mas não sei se concordo muito com a tese. Os casos de sucesso têm sido poucos porque o número de treinadores estrangeiros também tem sido reduzido. Para haver uma verdadeira análise português vs estrangeiro seria preciso que estivessem em igual número. Ainda assim, se analisarmos um pouco mais para trás, acho que a coisa tem sido “ela por ela” e não o super-fracasso que o texto dá a entender.
Sucessos (tendo em conta que atingiram os objetivos): Sanchez em 15/16, Fabiano em 15/16, Velasquez em 20/21, Keizer em 18/19 (duas taças), e, ainda a versão espanhola do Batatinha e Companhia: Natxo e Pako (19-20 e 20-21)
Insucessos: Carmona, Jokanovic (se bem que os outros dois tugas desse ano também foram fracasso), PC Gusmão, Keizer em 19/20, Velasquez e Pako este ano (ainda assim, o “Ruca” espanhol meteu o clube praticamente na final da Taça).
Não coloco o Sanchez em 16/17 como um “insucesso”, já que deixou o BFC a meio da tabela e foi sobretudo por choque com a direcção. Idem para o Velasquez na mesma época que deixou o Belenenses em 7º lugar, portanto não terão sido apenas os resultados a ditar a sua saída.
É assim tão desequilibrado? Parece-me que o facto de muitos treinadores não conseguirem dar bom seguimento ao trabalho que fizeram no ano anterior tem acontecido também com muitos treinadores portugueses (então aqui no BFC é quase todos os anos) e não me parece que tenha a ver com nacionalidade, mas sim com o elevado número de despedimentos e a relativa falta de paciência dos dirigentes (e adeptos).
Como o texto refere no final, os treinadores estrangeiros que seriam claramente mais-valias em relação ao treinador médio português não são, em princípios, acessíveis aos clubes pequenos/médios. Seria preciso uma prospecção enorme para ir buscar nomes que sejam garantias, daí haver mais aposta no tecnico português, que têm sido cada vez mais bem formados e desenvolvido. Mas não acho que haja razões para falar em grande fracasso de estrangeiros num país onde se despede tantos treinadores como o nosso. Acho que, tirando aqueles enormes fracassos tipo Gusmão, a maioria destes treinadores estrangeiros tem estado dentro do nível médio de treinadores por cá.
Nedved.5
Eu, nada com xenofobia ou preconceito, sou apologista de apostarem no mercado português (Diferente de treinadores portugueses), principalmente nos clubes mais pequenos.
Cada liga tem a sua particularidade, e se vem para cá um romântico como Costinha, César Peixoto (nas primeiras passagens, agora no Paços parece mais a par da realidade) ou outro qualquer, em clubes pequenos que tem sempre a corda na garganta e tem que apresentar resultados já e agora, caso contrário a descida torna-se um cenário muito real, o seu despedimento fica logo no horizonte ao fim de 5 jogos.
Antonio Clismo
Nos clubes grandes por exemplo (mais para fc porto e benfica que lutam mais pelo campeonato) a aposta costuma recair mais em treinadores lusos porque são mais fáceis de serem “briefados” sobre a parte obscura do futebol português. Os resultados combinados, os jogos de bastidores, as comissões, o doping, as negociatas com as arbitragens e as zaragatas que depois são admoestadas (ou não) pelo conselho de disciplina em datas “combinadas” para ferir mais o adversário A ou B consoante aquele que pagar mais ou tiver mais favores para cobrar… e por ai fora.
É por isso que os treinadores estrangeiros não se dão muito em Portugal, por exemplo, o Co Adriaanse teve sucesso imediato no porto mas assim que se começou a aperceber dos jogos de bastidores e começou a querer controlar o balneário foi logo metido na rua.
Já nem falo no Lopetegui que foi quase sempre persona non grata no Porto, porque não fazia a mínima ideia do que era “saber estar” num clube como o porto. Basicamente a palavra de ordem é ser competitivo até ao fim porque sabem que mais cedo ou mais tarde vai pingar um penalty ou algo do género.
Já o sérgio Conceição exemplifica na perfeição o que o FC Porto precisa para aquela posição. Se o Pinto da Costa tivesse de escolher entre o Guardiola e o Petit escolheria o Petit porque o Guardiola não iria entrar nos esquemas que já estão montados há décadas..
Estigarribia
Clismo,
Que falta de respeito para com o Petit… Por amor de Deus…
Saudações Leoninas
Ricardo Lopes
Infelizmente ainda há muitos críticos do Petit, apesar do mesmo ter conseguido uma evolução como poucos nos últimos anos. Não sendo um treinador para Grande, é bem melhor que alguns da nossa Liga.
Estigarribia
Ricardo,
Mesmo!
Eu também já fui um crítico do Petit no início da sua carreira, mas sei ver que agora tem evoluído muito como treinador.
Merece mais crédito como treinador e não mais descredibilização de user como o Clismo.
Saudações Leoninas
Fireball
Só se sabe se é treinador para um grande quando for para lá. Até agora sempre foi treinador de aflitos. Se calhar o Vitória SC até se ia dar bem com ele e aí podíamos ver o que fazia ele com um clube com outros objetivos.
Ricardo Lopes
O mais próximo que Petit teve desse patamar foi possivelmente em Paços de Ferreira (onde fez um trabalho fraco, tal como Vasco Seabra e João Henriques), onde a equipa tinha qualidade mais que suficiente para não descer, na minha opinião.
É difícil para que Petit tenha uma oportunidade no Vitória SC ou No SC Braga. No primeiro caso, penso que Pepa deverá continuar e no segundo a aposta deverá recair noutro nome (Ricardo Soares e Bruno Pinheiro à cabeça). Se conseguir colocar o Boavista FC na primeira parte da tabela na próxima época, o que seria um excelente resultado, deveria dar o salto.
DNA
Que comentário ridículo e desfasado da realidade… Sou Portista, mas não cego ao ponto de dizer que os treinadores Tugas são escolhidos por entrarem mais facilmente em esquemas… A malta vê futebol e pensa em tudo menos em futebol… O Adriaanse, tinha uma personalidade dificil e além disso (salvo erro) fez das piores épocas Europeias do Porto, com uma defesa a 3… alguém mais se lembro do Artmedia? Lopetegui falhou em momentos chave para o Porto depois de um investimento brutal na equipa… Além de parecer que ainda não tinha estofo mental (controlo equipa, imposição ideias, etc.) para uma equipa como o FCP… Agora, na minha opinião, sem dúvida que o futebol português tem espaço para treinadores estrangeiros (BONS treinadores estrangeiros como Trapattoni, Boloni, Robson e mais alguns que não me lembro)… “Entulho” não vale a pena trazer… Já cá há muito infelizmente! Quanto ao Schmidt gostaria de o ver por cá (gosto das ideias do futebol dele) mas espero que não seja campeão :)
Lord Monkey
Completamente de acordo.
Ha treinadores que simplesmente n entram em jogatanas e esquemas e situações de bastidores.
Só quem percebe o futebol tuga sabe que para ter sucesso ha que adaptar se muito e mudar em pontos chave, o que por vezes pode ir contra determinados “valores” do mesmo. Dito isto… n é toda a gente que abdica do seu ADN apenas porque tem que ser.
Ha muito que mudar no futebol tuga, mas isso é um sonho que n deverá acontecer… ha muitos tachos e job for the boys em jogo.
Tiago Silva
Acho que há alguma desvalorização do trabalho do Keizer no Sporting. Claro que não foi um sucesso claro, mas num momento muito difícil dentro da equipa, conseguiu conquistar umas taças mesmo com um desinvestimento grande na equipa e rentabilizar muitos recursos que tinha, só assim de cabeça Wendell, Raphinha e principalmente o Bruno Fernandes saíram incrivelmente valorizados para o que andavam a jogar antes da entrada do neerlandês. Foi o Keizer também que incutiu e começou com o esquema de 3 centrais que serviu como base para Amorim e que trouxe alguma calma dentro do núcleo sportinguista em certos momentos. Claro que o que Amorim fez ao Sporting foi a principal causa do sucesso atual do clube, mas diria que foi o Keizer que montou algumas bases na equipa e isso foi muito desvalorizado na altura.
Estigarribia
Tiago,
Plenamente de acordo com o teu comentário. Mas deixane só acrescentar mais algumas notas:
1. Com Marcel Keizer, Eduardo Quaresma e Nuno Mendes já eram chamados aos trabalhos da equipa principal e acho que até participaram na pré-época de 19-20 na Suíça, salvo erro. Mas tendo em conta que havia Marcos Acuna e Jérémy Mathieu no plantel seria complicado sentar dois jogadores consagrados para lançar assim duas promessas na altura.
2. Nesse esquema de três defesas que ele implementou em Alvalade , lembro-me que o Cristian Borja chegou a jogar alguns jogos como “falso defesa-central” e até mostrou alguma qualidade aí.
3. Com Keizer, Luiz Phellype teve até um rendimento razoável no ataque até ter aquela lesão que o deixou muito tempo parado em 19-20.
Posto isto, como Sportinguista, estarei grato ao Keizer por ter aceite vir para o Sporting numa fase negra do meu clube numa altura em que havia uma grande divisão entre os adeptos.
Saudações Leoninas
Stromberg
Para mim o futuro treinador do Benfica só podia ter um nome: PETIT!
Raça, atitude! Faz muito com pouco!
Estou farto de andarmos a desbaratar dinheiro em RDT, Castillo, Ferreyra, Weigls, Waldscmhidts e companhia…
Com Petit, arranjava-se um trinco à maneira para o meio-campo (estilo Patrick Vieira) e um panzer lá para a frente (estilo Drogba) e estava feito!
Johny45
Não sei se é sarcástico ou não. Mas nesta altura gostava de ver o Petit no Benfica.
Ele ou o Marco Silva parecem ser dos poucos com “tomates” para poder fazer algo com aquele plantel.
Mas vamos ver o que Rui costa vai sacar da cartola.
Fireball
Ai já chega do Marco Silva. Há quantos anos andamos a suspirar pelo Marco Silva? Durante esses anos foi acumulando fracassos e só consegue algum sucesso no Championship. Não está habituado a lutar por títulos nem tem provas dadas que consegue construir um plantel para um projeto a médio-prazo (porque muda de equipa todos os anos). Já chega de Marco Silva, não é e nunca será treinador para o Benfica.
Stromberg
Não é sarcasmo, é mesmo convicção!
Repara que no jogo de ontem os jogadores deram tudo e chegaram a encostar o Liverpool às cordas!
Ora, o que isto quer dizer? Quer dizer que a equipa não é má, no entanto, falta atitude!
E aí o Petit seria a opção perfeita!
Simplesmente, acho que o treinador nunca será ele, porque o mesmo nunca se iria vergar a Domingos Soares de Oliveira, Rui Pedro Brás e toda a sua entourage!