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5: Um Dragão de Berço

Foi um herói improvável a decidir o primeiro clássico da temporada. Ou talvez não, tendo em conta a forma recente de André André. O médio que veio da Cidade Berço tem vindo a ganhar espaço na equipa de Lopetegui e é, neste momento, o patrão do meio campo azul e branco, não só pelo que joga (esteve em todos os lances de perigo) mas pelo coração que aplica em qualquer bola que disputa. Havia dúvidas sobre a capacidade do jogador de 26 anos fazer a transição do Vitória de Guimarães para o FC Porto, mas elas já não existem. Depois de decidir um clássico frente ao Benfica, deixando o rival a 4 pontos de distância, André ficou a um pequeno passo de se tornar uma referência, a referência que tem faltado no Dragão (Helton é o mais próximo disso, sendo que é suplente). Para o Benfica, tornou-se um inimigo público. O golo que marcou, já perto do final, deixa os encarnados com um atraso considerável em termos pontuais e em termos anímicos. Um empate no terreno do principal adversário podia ser o tónico necessário para a equipa de Rui Vitória estabilizar definitivamente, mas, deste modo, a pressão não vai dar descanso ao timoneiro dos lisboetas. O bicampeão tem, ainda assim, alguns indicadores positivos que sobram do clássico. Desde logo o facto de não ter jogado retraído e ter enfrentado o adversário nos olhos, conseguindo até superiorizar-se no primeiro tempo. Já se vê alguma identidade e uma quebra com o passado, depois de uma fase em que ainda se fazia sentir de forma bem vincada o “cérebro” de Jesus. Em Alvalade, já houve mais motivos para sorrir. O caso Carrillo, por mais que se tente negar, tira muitas hipóteses de o Sporting sonhar com o título, e as exibições sem o peruano têm sido confrangedoras. Salvam-se, apesar de tudo, o mais importante: os pontos. Mesmo sem jogar bem, os leões conseguiram derrotar o Nacional, graças aos suplentes Mané e Montero (que, curiosamente, não estão a dever muito a Ruiz e Teo, os reforços mais sonantes para esta temporada). Gelson não é Carrillo, por muito talento que tenha, e João Mário já teve mais preponderância nesta equipa. Os regressos de Ewerton e William serão um balão de oxigénio num conjunto que precisa de subir o nível se quiser continuar na liderança.

A jornada 5 trouxe as primeiras chicotadas psicológicas do campeonato. Primeiro foi José Viterbo, o líder espiritual da Académica, mas pouco mais do que isso quando é necessário meter a equipa a jogar futebol. É certo que o plantel é limitado, mas a Briosa ainda não pontuou (desta feita perdeu com o Boavista, em casa, por 2-0) e não havia outra solução senão o despedimento do técnico que assegurou a manutenção na última temporada. Armando Evangelista, promovido da equipa B do Vitória, foi o senhor que se seguiu. Depois do afastamento prematuro na Liga Europa, os maus resultados na liga não deram margem de manobra ao clube minhoto, que tem qualidade suficiente para não andar tão afundado na tabela. A jogar contra 10 desde os minutos iniciais, não foi além de um empate a duas bolas em Setúbal. Os homens do Sado têm condições para fazer uma época tranquila, mas não deverão ter capacidade de chegar à luta pela Europa. Esses postos começam a ser ocupados pelos candidatos mais prováveis: o Braga, que goleou e teve um Stojilijkovic novamente em grande, o Estoril, que está num excelente quinto lugar e já foi à Luz e ao Dragão, Belenenses, que conseguiu a 1.ª vitória na Liga, e o Rio Ave, que deu uma demonstração de força ao golear o Paços de Ferreira.

Equipa da semana – Rio Ave – Não vão ser muitas as equipas que vão golear à Mata Real. É certo que o resultado é um pouco exagerado mas, depois da boa réplica deixada frente ao Sporting, os vilacondenses voltaram a dar provas de qualidade. A exibição foi bastante boa do ponto de vista colectivo, mas houve dois jogadores a sobressair: Heldon, sem nível para os leões mas muito acima da média no Rio Ave, e Edimar, um dos melhores laterais-esquerdos da liga. 
Equipa desilusão – Vit. Guimarães – Uma prestação que até pode envergonhar os adeptos vitorianos. A jogar contra 10 e em vantagem no marcador desde os 2 minutos, os vimaranenses encolheram-se e demonstraram as imensas debilidades que têm neste momento. Há pouca coesão defensivamente e no ataque não existem ideias, daí que não tenha surpreendido a saída de Evangelista. Veremos se Sérgio Conceição consegue levantar esta equipa ainda nesta temporada. 
Melhor Onze – Kieszek (Estoril), Anderson Luís (Estoril), Paulo Monteiro (União), Nuno Henrique (Boavista), Edimar (Rio Ave), Vukcevic (Sp. Braga), André André (FC Porto), Carlos Martins (Belenenses), Arnold (Vit. Setúbal), Héldon (Rio Ave) e Stojiljkovic (Sp. Braga)
Jogador da semana – André André – Quis o destino que a sua afirmação acontecesse no jogo contra o treinador que lhe permitiu chegar à selecção. O MVP do Clássico esteve em todo o lado, jogando e fazendo jogar, e mereceu ser o herói portista. Com um raio de acção muito abrangente, tem mostrado uma intensidade notável, quer a atacar quer a defender, e a sua capacidade de passe tem sobressaído. É um jogador que sabe o que é “ser Porto” e isso percebe-se em cada lance que disputa. 
Jogador a seguir – Costinha – É uma história que se repete. O Vit. Setúbal todos os anos tem servido de porta de entrada na I Liga para os bons valores dos escalões secundários. Costinha é mais um que demonstra que há muita qualidade no CNS. O extremo tem dado nas vistas com a sua técnica e velocidade, já marcou 2 golos, e nesta jornada, frente ao Vit. Guimarães, revelou também qualidade no capítulo defensivo, tendo jogado a médio durante quase toda a partida devido à expulsão de Pacheco aos 2 minutos.
Jogador desilusão – Brahimi – O FC Porto até venceu e o argelino inclusive iniciou a jogada que deu o golo, mas tudo o resto foi mau. E se o Clássico serviu para confirmar o bom momento de André André, também evidenciou o pior que há em Brahimi. O extremo engasgou todas as jogadas portistas, definiu quase sempre mal, continua nesta fase a procurar quase sempre o 1 contra 1 em vez de simplificar, e acabou engolido por um jovem lateral que na época passada estava na II Liga. O talento está lá, é um dos mágicos da Liga, mas desde Dezembro (bem antes da CAN, que tem servido como desculpa), que o argelino não acrescenta o suficiente ao jogo portista.

T. Cunha

0 Comentários

  • Anónimo
    Posted Setembro 22, 2015 at 3:45 pm

    O que é que se passa com o Brahimi desde o fim da CAN?

    Não sou portista mas adorava vê-lo jogar pela claríssima qualidade que veio acrescentar ao nosso campeonato mas ali a partir de Fevereiro berrou por completo.

    É neste momento um jogador banal e até o Varela desequilibrou mais no clássico do que ele.

    João André.

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:40 pm

      Banal é o Jonas que tem um hype tremendo e vai marcando aos clubes pequenos, mas nos jogos grandes, é metido no bolso a brincar pelos centrais.

      É que nem foi capaz de causar perigo ao Porto, o Maicon e o Marcano riram-se de quem diz que o Jonas é o melhor avançado em Portugal. O Mitroglou era o único que ia fazendo "tremer", mas, esse só com o jogo aéreo é que vai lá.

      O Aboubakar aqueceu a maior parte do tempo no ano passado o banco e sempre que tinha a bola era um ai jesus para o Jardel e Luisão.O jovem Nélson Semedo tem tido um melhor rendimento que todos os outros defesas do Benfica.

      O Brahimi tem culpa de na 1ª parte passarem sempre tarde para ele? Quando recebia a defesa do Benfica já estava organizada. Na 2ª parte mexeu bem mais com o jogo.

      Francisco A.

    • Pedro, o Polvo
      Posted Setembro 22, 2015 at 6:45 pm

      Brahimi deve jogar no centro, que penso ser o lugar em que se sente mais confortável. Tem muito futebol "nos pés" mas o seu peculiar estilo não é bem vindo numa ala – ainda para mais quando o lateral ipsilateral é destro, e portanto também abusa do jogo interior.

      O FCP anda constantemente manco do lado esquerdo. Brahimi procura em demasia movimentos interiores porque carece da velocidade e explosão necessárias a quem joga na posição de extremo. Pede a bola para o pé e não para o espaço. Quando recebe a bola a 50M da baliza adversário, encostado à linha, é um suplício vê-lo jogar. "Mastiga o jogo", passa para o lado ou para trás e perde-se recorrentemente em fintas que dão origens a contra ataques perigosos.

      O que acontecia nos primeiros meses com a camisola azul e branca é que era um "desconhecido" dos defesas, o FCP jogando com um posicionamento extra ofensivo contra 15/18 equipas do campeonato, aproxima-o da área, onde, aí sim é mais perigoso. As primeiras fintas correram bem, os golos surgiram, a confiança subiu e tudo fluiu durante um tempo. Quando os remates começaram a sair mal, os adversários aprenderam a defende-lo, aí parece que se eclipsou.

      O que penso que acontece como já referi "N" vezes neste espaço é que o argelino é um jogador de 360º e não de 180º. Faz mudanças de direcção, fintas em curto espaço, dribles "a rasgar"…é um crime encosta-lo a uma ala. É verdade que mesmo partindo da ala, pode vir ao centro e fazer estes movimentos, mas actualmente é demasiado previsível e no plano de jogo do FCP, onde é essencial "esticar o campo", invariavelmente, Brahimi tem de passar grande parte do jogo perto da linha lateral.

      O jogo do argelino cresce perto da área, se o colocassem no vértice mais ofensivo do meio campo e jogando com dois rápidos extremos puros, o jogo ficaria esticado, os contra-ataques mais perigosos, as responsabilidades defensivas de Brahimi seriam menos exigentes do ponto de vista físico (mas mais da "leitura" de jogo) e toda a equipa agradeceria!

      Contra o Estoril, Lopetegui já o testou na posição de "10" durante 30mins, e foi dos pés do Brahimi que surgiu a assistência para o golo. Sou fã desta abordagem e espero que seja o nosso futuro.

      Sem entrar aqui em grandes pormenores, pois o comentário já está extenso, acho que o trio do meio campo do FCP está carente de um organizador/desequilibrador. Não é André André que fará esse papel, pois é um 8 e o substituto natural do "sr.20M" Imbula. Brahimi indo para o centro, no vértice mais avançado do triângulo do meio campo, resolvia dois problemas de uma vez só:
      – o da falta de profundidade da nossa equipa
      – o do meio campo órfão de criatividade

    • Anónimo
      Posted Setembro 23, 2015 at 11:14 am

      Jonas hype… Ok, não vale mesmo a pena. Enquanto pensarem que o futebol não é o conjunto de processos complexos entre todos os jogadores da equipa e andarem à procura se o jogador A, B ou C conseguiu fazer mais uma finta ao jogador D, E ou F depois saem comentários destes. O Jonas neste jogo não jogou tão adiantado nem tão pouco entre os centrais. Estava a ser dos jogadores mais importantes do Benfica e sim, foi raro o jogador que no clássico que tirou a bola. Era o jogador que recebia e fazia o jogo do Benfica fluir (a par do Samaris), que permitia que a equipa subisse e que saísse com qualidade da pressão. Basta estar com atenção ao jogo para constatar um facto. Jogou mais perto do meio campo que da área. É verdade que não fez a diferença dentro da área, mas porque praticamente não jogou dentro da área.

      JD

  • miguellopes
    Posted Setembro 22, 2015 at 3:45 pm

    Dois cantos e toda a gente diz que o Benfica foi superior ao Porto na primeira parte…

    Sinceramente as equipas anularam-se, nenhuma jogou nada nos primeiros 45 minutos.

    • Ricardo Ricard
      Posted Setembro 22, 2015 at 4:08 pm

      E quantas defesas fez o Julio César para ser um massacre na 2ª parte?

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 4:10 pm

      Subscrevo.
      Gp

    • miguellopes
      Posted Setembro 22, 2015 at 4:18 pm

      hmmmm massacre na 2ª parte? Não vem no artigo, nem eu falei nisso.

      Mas já que falou no assunto…

      Vi uma 2ª parte em que o Porto foi bem melhor que o melhor Benfica do jogo. A única oportunidade do Benfica foi um cabeceamento em balão do Mitroglu completamente controlado pelo Casillas.

      O Porto acaba o jogo com o dobro dos ataques do Benfica, o dobro dos remates, o triplo dos cantos, o dobro da posse de bola. Se todos concordamos que na primeira parte o Porto não foi melhor que o Benfica, esta diferença toda vem da segunda parte. Se chega para ser chamado massacre? Não sei, mas foi o suficiente para a vitória e o suficiente para ser merecedor da mesma.

    • The Monster
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:20 pm

      Meus caros, o Benfica foi ligeiramente melhor que o Porto na primeira parte porque criou 2 oportunidades de golo claras de bola parada, e uma boa oportunidade pelo Guedes sem ser flagrante, ao contrário do Porto que não criou nenhuma. Usando a velha máxima que em jogos grandes( entenda-se jogos em que as duas equipas jogam taco a taco uma com a outra, o que foi o caso), uma equipa joga o que a outra deixa jogar, não me parece que o Benfica tenha tido o domínio do jogo na primeira parte, controlou bem o jogo mas não teve domínio territorial, foi um jogo repartido a meio campo. Simplesmente aproveitou bem as bolas paradas.
      A segunda parte já foi diferente, o Porto teve o domínio o jogo, esteve a maior parte do tempo instalado no meio campo do Benfica, e teve oportunidades flagrantes como a bola ao poste, o lance do Aboubakar na cara do guarda redes, tendo também boas oportunidades, estou-me a lembrar de uma do Brahimi após um canto curto, teve o golo, e teve ainda uma do André André após o golo em que surge na cara do golo, ao passo que o Benfica na segunda parte teve uma do Mitroglou de cabeça.
      A vitória é incontestável.

    • Tiago Martins
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:43 pm

      Eu nem sei ao que chamar a essas análises… Definir justiças ou injustiças por quantidade de remates ou cantos é uma farsa. Então uma equipa que faz 10 remates fora de área e sem nexo será mais perigosa/merecerá mais a vitória do que outra que faz 3/4 bem enquadrados e em zonas favoráveis?

      Quem viu o jogo correctamente sabe que o número de ocasiões de perigo foi equivalente, pelo que qualquer um podia ter vencido. O Porto finalizou uma das ocasiões, venceu, ponto. Agora não tentem difamar aquilo que foi a partida (quem fala em massacre então não pode ser levado a sério, talvez no futuro haja uma VM KIDS para esses disparates).

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:44 pm

      Ricardo Ricard, o Júlio César encarregou-se de ir buscar a bola que o André André meteu na baliza.
      Layun. Brahimi, bola ao poste na baliza do Benfica, lance onde o Luisão fez penalty ( Abou foi ingénuo e devia ter caído) …

      Deixa-me contar com os do Benfica… ah, cabeceamento do Mitro para fora… os portistas ficaram assustados.

      Francisco A.

    • Pedro
      Posted Setembro 22, 2015 at 6:11 pm

      miguellopes, é verdade que o Porto teve o dobro dos ataques, posse de bola, etc., mas na 1.ª parte o Benfica teve 3 oportunidade de golo (2 em cantos) e o Porto acho que nenhuma (se não me engano a jogada no final dos primeiros 45 minutos estava em fora de jogo). Depois na 2.ª parte o Porto controla o jogo todo, é verdade, mas em oportunidades de golo, tem duas (uma delas a bola no poste) para além do golo, e o Benfica tem 1, que é o cabeceamento do Mitroglou. Continuo a dizer que a vitória do Porto aceita-se tal como o empate, mas há que admitir que o Benfica foi melhor na 1.ª parte e o Porto na 2.ª!

    • Pedro, o Polvo
      Posted Setembro 22, 2015 at 6:50 pm

      Basta perceber que o Semedo (lateral inexperiente) estava constantemente a fazer overlaps ao Brahimi e verificar o posicionamento dos blocos do SLB + constatar o inexistente contra golpe do FCP, para não termos dúvidas que a primeira parte foi ganha pelo Benfica. Além do mais, tiverem 2/3 lances de golo. A segunda parte, essa sim, maioritariamente por quebra física dos encarnados, foi quase completamente dos Dragões.

    • João
      Posted Setembro 22, 2015 at 8:48 pm

      O Benfica tem dois cabeceamentos a cantos para boas, não impossíveis, defesas do Casillas.

      O Porto tem uma bola no poste e dois lances com jogadores isolados em frente ao Júlio César, Brahimi tem um remate cortado praticamente na pequena área.

      "Equivalente". O vosso contorcionismo é matéria de VM KIDS mesmo.

  • Edgar
    Posted Setembro 22, 2015 at 3:51 pm

    É irritante ver o Brahimi a jogar. Faz sempre a mesma jogada, a mesma fina, e normalmente dá sempre em asneira. Ele e o Herrera são uma sombra daquilo que podem ser. E nem meto o Tello na equação, que esse ao menos não é dinheiro do Porto que está empatado.

    É verdade que segura bem a bola, mas enquanto o faz nada mais se passa no jogo do Porto.

    Quanto ao André André, é só esperar que mantenha esta capacidade e pulmão, para não se tornar num flop com coração e garra.

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 4:34 pm

      Brahimi parece o Nani..um constante travão ao jogo.. a bola chega ali e pára..decide mal..perde muitas bolas.. portanto não podia concordar mais com o Edgar.
      Relativamente ao Herrera.. é esperar por alguma competição nas Américas a ver se é vendido..porque pelos vistos na selecção rende..no Porto é uma sucessão de maus passes (muitas vezes colocando a defesa em apuros).. falta-lhe classe.

      Ema Alves

    • Ruben Ribeiro
      Posted Setembro 22, 2015 at 4:44 pm

      Enquanto as pessoas encararem o que o Nani faz como um "travão ao jogo" é normal que não percebam a qualidade do jogador.
      Não percebem que temporizar, fixar o maior número de adversários e soltar para um colega, de forma a criar um dos 3 príncipios de jogo (superioridade númérica) é mais importante para o coletivo que acham.

    • Jorge Silva
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:03 pm

      Candidato à Bola de Ouro, segundo um dos melhores comentários da história do blog. André Vieira, classic.

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:46 pm

      Jorge Silva, bom bom é o Gaitán… 5 anos para ser vendido e nem aos 30 M chegam… nem falo do hype que tem em Portugal.

      Francisco A.

    • Jorge Silva
      Posted Setembro 22, 2015 at 6:17 pm

      E a mim importa me o Gaitan porque mesmo?

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 6:36 pm

      É "classic" ler que ninguém quer o Gaitán mas em Portugal faz-se dele um Deus. "O melhor jogador em Portugal" fartou-se de desequilibrar no Clássico. O Maxi deu para ele.

      Francisco A.

    • Pedro, o Polvo
      Posted Setembro 22, 2015 at 7:30 pm

      Quanto a Brahimi, já dei a minha opinião uns comentários a cima.

      Quanto a André André, como portista, fico extremamente feliz que esteja a ter um rendimento positivo, mas para mim, não tem qualidade actualmente para ser titular. Discordo que tenha uma intensidade tão elevada como referem, aliás, na minha opinião ainda está a jogar a uma velocidade inferior ao que se espera dele.

      Nesta dimensão, é preciso "pensar rápido", trabalhar sem bola, aguentar fisicamente jogos de alta rotação (Champions e "derbies") e André ainda parece que está a jogar à velocidade exigida no Guimarães. Quando tinha os meus 14/15 anos nunca me esquecerei do que um treinador meu me disse: "tu serias um óptimo jogador se toda a gente jogasse meio segundo mais devagar, és o melhor nos treinos, nas peladinhas, mas aumentando "a rotação" do jogo, já começam a falhar os passes, surgem as faltas aos tipos que não acompanhas, perdes a oportunidade de remate, a confiança baixa..".

      Com as devidas diferenças, passa-se um bocado do mesmo com André e sinceramente acho difícil que melhore ao ponto de merecer a titularidade. Claro que há jogos que correrão bem e momentos de forma positivos, mas no seu nível basal, dificilmente irá merecer ser o nosso box to box. O dono da posição 8 é Imbula e dificilmente sairá do 11, até pelo preço, porque em termos de futebol, tem mostrado pouco. Acho que jogar com Imbula e Herrera ou Imbula e André, não é muito produtivo pois fica a faltar um elemento organizador/desequilibrador no meio campo.

      A posição de 6 está entre aos portugueses Danilo e Neves. A posição de 8 é do frances. Resta o vértice mais ofensivo do meio campo, um 8/10, que nos aumenta a criatividade. Estou por tudo (Brahimi, Bueno, S.Oliveira..), não acho é que André ou Herrera cumpram os requisitos, não por falta de qualidade mas por não terem as características necessárias – bom transporte de bola, passe, drible, remate e visão de jogo.

      Dito isto, não que um meio campo com Danilo/Neves + Imbula + André/Herrera não sirva. São bons jogadores e como o FCP é tão melhor que 15/18 equipas da liga portuguesa, vamos ganhar praticamente todos os jogos mesmo jogando assim. Agora se queremos subir de nível, acho que é preciso melhorar aquele meio campo com a inclusão de alguém com "melhores pés". Até porque, apesar de parecer o contrário, não acho que o FCP defenda consideravelmente melhor com Danilo, Imbula e André/Herrera do que com Danilo, Imbula e Brahimi/Bueno/Oliveira. O que acontece é que dois 8 "puros" acabam por se atrapalhar nas tarefas.

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 8:16 pm

      Cai por terra a tua teoria, vendo que o André André tem uma taxa enorme de passes acertados e desarme, sendo um oito, e perfeito para um jogador que joga nessa posição!!

      B.Guimaraes

    • João
      Posted Setembro 22, 2015 at 8:54 pm

      Ruben Ribeiro, não vale a pena. Muito menos explicar que o Brahimi normalmente e por falta de apoios fica com dois jogadores em cima dele. Perdi a conta ao número de vezes que a realização usou a câmara por trás do Brahimi e se via perfeitamente o Nélson Semedo e Gonçalo Guedes alinhados a cortarem-lhe todas as vias. O homem tem que passar por 20 jogadores e aí já vale.

    • Anónimo
      Posted Setembro 23, 2015 at 11:19 am

      O Maxi deu "em" toda a gente. Curioso é os jogadores do Benfica serem todos hype. O Jonas, o Gaitán, o Samaris… Mas o Brahimi já é um super jogador (não estou a dizer que é ou que não é, estou a penas a constatar o que foi dito).

      JD

  • Pedro
    Posted Setembro 22, 2015 at 3:57 pm

    Apenas discordo no ponto em que se consideram o Braga, Estoril e Rio Ave como candidatos mais prováveis à Europa… Belenenses, Guimarães (apesar deste início de época), Paços e as equipas da Madeira são tão candidatos como o Estoril ou o Rio Ave….

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 4:27 pm

      Não estou a ver nem o União da Madeira, nem o Guimarães na Europa.

      Zeska

    • Pedro
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:13 pm

      Esqueci me que o União tinha subido, estava apenas a referir me ao nacional e ao marítimo… O Guimarães está a começa mal, mas por norma luta pelos lugares europeus e este ano não deve ser diferente.

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 8:18 pm

      Eu também não vejo no Benfica e ser campeão, mas vejo toda a gente a dizer que pode ser, logo o vitória pela sua história e dimensão, tem de ser sempre candidato aos lugares europeus!!

      B.Guimarães

    • rui oliveira
      Posted Setembro 24, 2015 at 3:00 pm

      A partir do momento em que disseste que discordas do Braga não ser um dos candidatos mais prováveis á Europa, deixei de ler..

  • João Gonçalves
    Posted Setembro 22, 2015 at 4:03 pm

    Concordo com a vossa equipa da semana e até achei que se iam deixar levar pela influência do clássico.
    Quanto à equipa desilusão também nada a dizer, estar a ganhar e com mais um aos 3 minutos era obrigatório vencerem.
    O onze é mais complicado dar o meu parecer, pois só vi os 90 do Braga e partes dos jogos dos grandes. Ainda assim arriscaria que Casillas poderia ter lugar no 11, mas lá está, sem ter visto o jogo do Estoril não posso opinar.
    Continuem o bom trabalho que esta crónica é sempre muito interessante.

  • Gonçalo Melo
    Posted Setembro 22, 2015 at 4:42 pm

    Acho injusto o brahimi ser a desilusão. Simplesmente apanhou um jovem altamente motivado e concentrado, que neste jogo parecia ter rins de borracha tal a velocidade com que se virava. Apesar de tudo esta em baixo de forma.

  • Marcos
    Posted Setembro 22, 2015 at 4:49 pm

    O brahimi tem talento, inegável, mas define quase sempre mal, tenta o 1 contra 1 em demasia. No jogo contra o Benfica o coitado do Layun tanta vez corria para receber o passe de Brahimi e cruzar mas este nunca lhe passou, se o fez foram no máximo 3 vezes.

    • Dédalo
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:11 pm

      Brahimi não respeita o lateral, não respeita a dinâmica de um lateral. Qdo recebe (e a recepção costuma ser bastante boa) e encara o defesa, em muitas vezes os defesas (o SLB fez várias vezes 2-1 contra o Brahimi) só tem de respeitar o lateral, procura o espaço interior e solta. Simples, rápido, dinâmico e desequilibra.
      Brahimi não respeita os tempos de jogo, não respeita a posse. Na minha opinião é um jogador com um potencial enorme, com uma técnica individual acima da média mas que não consegue ler o jogo, compreender o espaço, jogar no espaço morto entre linhas. Como tal não explodiu como seria de esperar.
      Antes de algum comentário menos simpático, sou (MUITO) Portista mas acho que o Brahimi neste momento é um entrave mais do que uma solução.

    • Anónimo
      Posted Setembro 22, 2015 at 5:51 pm

      Marcos, o Jonas jogou?

      Quando o Maicon e Marcano chegaram a casa, tiraram do bolso, a chaves do carro, a carteira e o Jonas.

      Francisco A.

  • Tiago Martins
    Posted Setembro 22, 2015 at 5:31 pm

    – Provoca-me algum espanto como Edimar não vingou num nível superior, pois tem condições fantásticas – rápido, forte fisicamente, boa qualidade técnica, de remate e de cruzamento e defensivamente é seguro. Heldon até pode ter sido a figura da partida do passado sábado, mas o melhor em campo na minha opinião foi o lateral brasileiro.

    – Quem parece estar aí para as curvas é André Moreira que agarrou a titularidade no União da Madeira (uma das melhores defesas do campeonato) mesmo com a presença do experiente Renny Veja no plantel. Rezam as crónicas que foi a figura da partida frente ao Arouca (boa notícia para Rui Jorge – basta lembrar que no percurso passado não houve sequer um guarda redes sub 21 titular na 1ª liga…).

    – Leo Bonatini já tinha dado muito boas indicações na época passada, mas agora já devidamente entrosado, numa equipa que dá mostras de maior estabilidade e com o estatuto de indiscutível no onze (facilitado pela saída de Kléber) o jovem avançado tem brilhado e sido figura de proa nos “Canarinhos”. Acredito ser um elemento capaz de fazer 15/20 golos no campeonato… isto se permanecer até ao fim

    – Quem diria que o melhor médio do campeonato até ao momento era dado como dispensável. Tem como nome Nikola Vukcević

  • Tiago Martins
    Posted Setembro 22, 2015 at 5:35 pm

    – Provoca-me algum espanto como Edimar não vingou num nível superior, pois tem condições fantásticas – rápido, forte fisicamente, boa qualidade técnica, de remate e de cruzamento e defensivamente é seguro. Heldon até pode ter sido a figura da partida do passado sábado, mas o melhor em campo na minha opinião foi o lateral brasileiro.

    – Quem parece estar aí para as curvas é André Moreira que agarrou a titularidade no União da Madeira (uma das melhores defesas do campeonato) mesmo com a presença do experiente Renny Veja no plantel. Rezam as crónicas que foi a figura da partida frente ao Arouca (boa notícia para Rui Jorge – basta lembrar que no percurso passado não houve sequer um guarda redes sub 21 titular na 1ª liga…).

    – Leo Bonatini já tinha dado muito boas indicações na época passada, mas agora já devidamente entrosado, numa equipa que dá mostras de maior estabilidade e com o estatuto de indiscutível no onze (facilitado pela saída de Kléber) o jovem avançado tem brilhado e sido figura de proa nos “Canarinhos”. Acredito ser um elemento capaz de fazer 15/20 golos no campeonato… isto se permanecer até ao fim

    – Quem diria que o melhor médio do campeonato até ao momento era dado como dispensável. Tem como nome Nikola Vukcević

  • Carlos
    Posted Setembro 22, 2015 at 8:12 pm

    Sigam com muita atenção o Nikola Vukcevic do Braga. Reúne quase todas as características de um médio defensivo de topo, só lhe falta a intensidadade necessária nos momentos necessários já que por vezes alheia-se um bocado do jogo e não há jogo que não saia amarelado.

    • rui oliveira
      Posted Setembro 24, 2015 at 2:50 pm

      Nikola Vukcevic é um dos jogadores mais talentosos do campeonato, aquele pé esquerdo é ainda melhor, no meu ver, que o de Matic.

  • Jose Vilela
    Posted Setembro 23, 2015 at 12:18 am

    Brahimi é o jogador do Porto que mais me enerva, nao passa a bola a ninguem e ignora sempre o lateral

  • jgo
    Posted Setembro 23, 2015 at 10:09 am

    Compreendo que dada a jornada ter tido um Porto – Benfica o jogador da jornada tenha sido o que decidiu o jogo: André André.

    Mas depois do que se passou no resto da jornada colocar como jogador a seguir o Costinha e não o Nikola Stojiljkovic é injusto..

    O Sérvio para além dos 2 golos marcados contribuiu decisivamente para um autêntico massacre..

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