
O francês é um dos tenistas mais espectaculares do circuito e está a realizar uma época desportiva bastante proveitosa. Apelidado de “showman”, o oitavo melhor tenista do mundo tem amadurecido com o tempo e parece mais focado que nunca no seu desempenho desportivo.
Gael Monfils, de 30 anos, é um tenista de créditos firmados no circuito ATP. O palmarés de títulos não é extenso, apenas seis, principalmente se atentarmos nas finais que perdeu (19) e em todo o seu talento. Mas 2016 será um ano desportivo que “LaMonf” dificilmente esquecerá: actualmente no 8.º posto do ranking (a um de igualar o seu melhor registo até à data), o francês está na calha para marcar presença na O2 Arena de Londres, em Novembro, no ATP World Tour Finals – evento anual que reúne os oito melhores tenistas de cada época. Porém, uma eventual participação no torneio londrino é algo que, por enquanto, lhe passa ao lado. “É algo em que ainda não pensei realmente. O meu objectivo agora é terminar bem a época e ganhar mais um título. Se isso me ajudar a garantir a qualificação para Londres (está no 6.º lugar da “corrida”), seria óptimo. Mas a minha prioridade é jogar a um bom nível nos torneios que disputar”, frisou, em conferência de imprensa em Tóquio, onde se encontra para disputar o ATP 500 local.
É sem grande dificuldade que Gael Monfils consegue o carinho e admiração dos fãs da modalidade, algo que naturalmente agrada o carismático tenista gaulês. “Sou uma pessoa muito natural em court. Procuro ser eu mesmo e esquecer a pressão. Há quem possa pensar que eu exagero na diversão, mas para mim isso é apenas a forma como eu vejo o ténis. Fico feliz em ver que o público gosta da minha maneira de jogar e que posso ajudá-los a passar um bom bocado”, assegurou.
A receita para Monfils se ir mantendo saudável e competitivo está no trabalho desenvolvido em parceria com o seu fisioterapeuta. “Gaetan [Olivier] e eu trabalhamos juntos desde 2014 e ele tem-me fornecido as ferramentas certas para manter-me saudável e recuperar após os jogos. Recorremos bastante à medicina tradicional chinesa, faço acupunctura. Não tenho medo de agulhas, tenho várias tatuagens”, salientou.
João Correia

