Consequência do fosso que há entre o Top 4 da I Liga e as restantes? O AZ, que curiosamente também ficou em 5.º na Eredivisie, demonstrou que está num nível muito superior ao nosso 5.º classificado.
O Gil Vicente foi derrotado, em casa, pelo AZ, por 2-1, e falhou o acesso à fase de grupos da Conference League. Os gilistas já precisavam de um milagre, depois de terem perdido por 4-0 na 1.ª mão, e para complicar ainda se viram a perder por 2 golos (Evjen e Reijnders), de nada valendo o tento de Boselli. Ivo Vieira poupou vários dos habituais titulares.


41 Comentários
Christian "Chucho" Benítez
Não é desta, nem nunca será.
SL ?
Nome sem Caracteres Ilegais
Dr.Martin Whitly
“Nunca”? A sério? Acha mesmo que, de 2022 até à extinção do futebol profissional, nunca jamais uma equipa portuguesa vais participar na Conference League? Acha isso sequer provável?!
Se for, então está muito seguro de si, não está? Quem sabe se, num ano qualquer que aí venha, o Braga faça um campeonato menos bom e acabe em quinto ou sexto…será que nem nessa hipotética altura Portugal terá uma equipa nos grupos da Conference? Logo o Braga, que tem tanto andamento em competições europeias?
Se está só a escrever por escrever, então tem algum jeito para dramaturgo, sabe? É que o teatro vive muito do drama e o seu post é tão dramático que só falta um ator a dizê-lo enquanto solta um “Oh!” teatral e leva os nós dos dedos à testa…
Johny
Para além de desporto este blog também tem comédia. Espetáculo!!
Aurinegro
“nem nunca será” ? A sério? Queres apostar um rim nisso ?
Manel Ferreira
O AZ ficou em 5º na Eredivisie mas é claramente equivalente do Braga e não do Gil Vicente. O Braga ficou em 5º lugar há uns anos e não passou a ser o 5º clube português.
Continuo a achar que há muita histeria nisto de “Portugal vs Holanda” e de bater nos clubes tugas extra top-4 e por aí fora. Nos últimos dez anos, Portugal teve 11 clubes diferentes a uma chegar a fase de grupos. A Holanda teve 7.
Agora, Portugal precisa sim de um 5º clube a pontuar regularmente. É quase impossível ter um clube fora do top-4 a fazer duas boas épocas seguidas e isso tem sido um problema até no sentido de acumular ranking para depois evitar clubes mais fortes nas pré-eliminatórias. Mas com a Holanda tem acontecido o mesmo.
Neste momento, em equipas estamos 4-4 com a Holanda, com os holandeses a ter as vantagens de meter um clube na Conference e de ter a pontuação a dividir por 5 e não por 6. Portugal tem a vantagem de ser incrivelmente superior à Holanda em termos de top-4 na LC/LE . Já a França fica com os 6 clubes em prova e tem todas as hipóteses de manter o 5º lugar, mas, lá está, com a maneira como o ranking recompensa o fracasso, não ponho as mãos no fogo por isso (nem me surpreendia se Feyenoord e/ou PSV fizessem o jeitinho para cair na Conference, tendo em conta a importância enorme de acabar em 5º lugar este ano = três equipas diretas no novo formato de LC).
Flavio Trindade
O 5° classificado do campeonato imediatamente a seguir ao nosso é bastante superior ao nosso 5° classificado, da mesma forma como da Holanda, só o Ajax conseguiria ser campeão português, porque no cômputo geral os nossos 4 grandes são melhores e mais competitivos que os 4 grandes holandeses.
O problema está no pelotão do meio e vai continuar a estar.
E se olharmos para o ranking percebemos onde estão as diferenças.
Não há muito tempo atrás e Portugal encabeçava o segundo pelotão de ligas europeias, tendo como concorrentes a Grécia, a Turquia ou a Rússia, recheados de clubes grandes e com expressão.
Esses campeonatos perderam preponderância porque os seus clubes se tornaram preguiçosos.
Portugal é hoje perseguido por países como a Bélgica, Áustria (que ainda há uns anos andava abaixo do vigésimo lugar) ou da Escócia.
Países que se reformularam, investiram no scouting dos mercados periféricos (na Bélgica e na Áustria isso é uma realidade) e complementam isso com uma aposta forte na formação.
Infelizmente e salvo raras excepções como o Vitória (que acabou de vender alguém da sua formação por 7,5M) quase ninguém o faz, e os nossos clubes do meio do pelotão tornaram-se tão preguiçosos como os gregos.
E o que custa é que toda a gente apregoe a ladainha da centralização dos direitos como se tivessem descoberto a roda, continuando preguiçosos e ignorando que enquanto os clubes não se estruturarem, não investirem na formação, continuarem a viver numa bolha e separados dos seus adeptos com 1000 pessoas nos estádios, e não dependerem de empresários, empréstimos de outros clubes, e não dependerem de antecipação de receitas de tv a 10 anos, a nossa liga nunca crescerá e o fosso do meio do pelotão para os grandes será ainda maior com impacto na competitividade e ranking da nossa liga.
E convenhamos, Portugal continua a ser relevante e o líder das ligas do segundo pelotão, porque tem 4 clubes muito fortes. Não fosse isso e a nossa relevância seria a mesma da Eslovénia.
E isto não é nada contra o Gil Vicente, que chegou aqui por mérito próprio, porque fez uma época extraordinária, e que até é dos clubes com melhor projeto desportivo, scouting eficaz, um excelente director desportivo e dos melhores estádios em Portugal.
Mas bastou sair um treinador e meia dúzia de jogadores e a casa abanou.
Manel Ferreira
Ah, o “lá fora tudo é fantástico, cá dentro é tudo horrível”. Nunca passa de moda.
Podes dizer de que Áustria é que estás a falar? Daquela que acabou de ter um clube eliminado por uma equipa do… Liechtenstein (e 2ª divisão da Suíça?) E que teve outro clube goleado em casa pelo Molde da Noruega? Quimbeja!
E que Escócia é essa? Aquela que vai ter pela primeira vez uma equipa extra-Rangers e Celtic numa fase de grupos desde… 2007/08? (Foram 14 anos! Portugal deve ter tido à volta de 14 equipas a chegar aos grupos no mesmo período).
Ou talvez estejas a falar da Bélgica que acabou de ter uma equipa eliminada pelo Omonia do Chipre (0-4 nos dois jogos) e outra eliminada por uma da Turquia. São esses os super-exemplos de reestruturação que Portugal tem de seguir? Ah OK…
E depois adoro o argumento do “se não fossem os principais clubes”. Sim, porque isso só serve para Portugal, para os outros países já não serve.
Portugal estaria ao nível da Eslovénia se não fosse o top-4? Talvez. Já a super-Escócia estaria ao nível da Letónia sem Rangers e Celtic. A Áustria se não fosse o Salzburgo nem sei onde estariam, coitadinhos. Ah, e há duas horas, a Grécia esteve a um penalty de ficar com ZERO clubes nas competições europeias. Rói-te de inveja, Portugal!
Concordo que muito dos problemas que tu referes têm solução, com trabalho e sem preguiça, sem dúvida. Mas só alguns. Muitos dos clubes estão “separados dos adeptos” porque estes nem sequer existem. Os clubes que têm mil pessoas têm-no porque não têm capacidade para ter mais. O problema aí é mais o facto (que já alertei várias vezes aqui) de estarem as equipas “erradas” na 1ª Liga, do que propriamente uma questão de trabalho ou não (trabalho esse que até se vê bastante nas divisões secundárias, mas, lá está, é preciso haver uma base com que trabalhar).
Já a dependência de empréstimos tem começado a ser combatida com os limites de empréstimos, contra a vontade até de muitos dos adeptos dos grandes que queriam continuar a fazer dos outros as suas equipas B. E o antecipar das receitas de TV está longe de ser um problema dos clubes pequenos, diga-se.
Há muito a fazer? Sim, sem dúvida? Mas deixem lá a treta dos “outros campeonatos que estão a encurtar o fosso”. Não, não estão. Portugal pode sobreviver só graças a 4 clubes, certo. A maioria dos outros países nem sequer isso conseguem…
João Ribeiro
Mais uma vez, faço-te chapeau pelo teu comentário.
Dario Nunes
Este comentário é muito triste mesmo. Reflete muito
Dario Nunes
Não era para ti Manel, o teu comentário está perfeito e concordo a 100% eu é que me enganei, mas já agora faço o meu comentário aqui. É muito triste mesmo que ainda existam tantos Portugueses a comprar a ideologia de que no Norte da Europa se faz tudo bem e no Sul se faz tudo mal. E depois falar da Áustria, isso é a sério? Mas aonde é que a Liga Austríaca é melhor que a nossa? As pessoas têm de aceitar a realidade e assumir o óbvio: Portugal é o país do Mundo que atualmente melhor trabalho o futebol, proporcionalmente á sua população. Nós neste momento produzimos melhores e em mais quantidade jovens do que países como Itália, Alemanha, Espanha e Holanda, o que é algo incrível e revela imenso mérito da nossa parte. Quanto às nossa liga: é o que é. Podia ser melhor? Podia. Mas sermos a 6 melhor da Europa já é muito, bom, tendo em conta que as que estão às nossa frente são todas de países muito maiores e mais ricos. Finalmente,
Quanto às liga Holandesa, não é melhor que a nossa, se houvesse um confronto entre as quatro melhores equipas Portuguesas contra as quatro melhores Holandesas acho que Portugal ganhava 3 ou 4 dos Jogos, basta ver que o ano passado o Benfica venceu tanto PSV como o “suprassumo” da competência, Ajax( que clube mesmo competente, que desde 2010 passou 2 vezes a fase de grupos da Champions, algo que se fosse o Benfica ou Porto o que não se dizia).
Mas pronto é lidar, o objetivo a meu ver que Portugal têm de ter é o conseguir ter um 5º clube que consiga pontuar na Europa, até lá acho que criticar e depois elogiar-se Áustrias e Bélgicas( fazem-no muito quando querem meter 10 equipas no Campeonato) não faz sentido.
Miguel Mendes
E o Uruguai?
Neville Longbottom
Ele na verdade nunca disse que a liga austríaca é melhor do que a nossa (embora a nossa seja muito má, não tem comparação). Ele falou da forma como se trabalh na Áustria. Não estou a concordar ou a discordar até porque não sei como se trabalha lá. Apenas a dizer.
João Ribeiro
A nossa Liga é muito má em que sentido?
Qualidade dos intervenientes tenho dúvidas, até porque os grandes (à exceção do Benfica) começam a reforçar-se cada vez mais nos ditos pequenos e, curiosamente, até têm subido patamares competitivos quando começaram a optar por esses marcados, daí os próprios adeptos agora pedirem aos ditos grandes para olharem com maior frequência para o mercado interno. E têm sido contratados jogadores aos mais variados clubes pequenos. Portanto, não é pela qualidade individual dos intervenientes que aches a nossa liga má, creio.
É pela qualidade de jogo? Bem, aconselho vivamente a ver um jogo entre equipas ditas pequenas. Talvez se surpreenda um pouco com a qualidade, intensidade de jogo e o futebol positivo que é cada vez mais praticado. Inclusivamente os árbitros começam a ajudar nesse sentido, deixando jogar cada vez mais.
É a nível organizativo? Aí concordo em absoluto que falha, e muito. Mas não creio que por falhar nesse sentido torne a liga “muito má”.
É por todas as nuvens negras que dirigentes, normalmente dos ditos grandes, colocam a pairar sobre o nosso futebol? Concordo que tornam o ambiente demasiado poluente, aliados nos seus adeptos que gostam dessa poluição, mas não sei que culpa tem a Liga nisso.
kanjy6
Sem esquecer a França, onde o 2º não mete mede ao 3º de Portugal…
Aliás, o 3º de Portugal na época transata eliminou o 2º de Espanha, o 1º dos Países Baixos, o 2º de cá eliminou o 2º da Alemanha, e o campeão de cá eliminou o campeão Italiano, já o nosso 4º eliminou o 3º de França.
Se isto quer dizer que está tudo bem?
Claro que não, tal como os resultados deste não não querem dizer que está tudo mal!
Temos muito para fazer no nosso futebol, mas um excelente passo foi a liga 3, que a médio prazo vai dar frutos juntos desses clubes que competem na liga conferência (por exemplo Jota no Vitória).
Quanto ao melhorar as condições destes clubes, claro que a centralização pode ajudar, mas tem ajudava que os adeptos não achassem caro e não se levantasse suspeitas do clube estar comprado só porque um dos 3 comprou/vendeu um jogador a um dos outros clubes…
Neville Longbottom
Como é que o segundo não mete medo ao 3.º de cá. Ainda agora o Sporting apanhou o Marselha e já estamos todos borrados.
A França está num nível claramente acima. Para dar o exemplo do meu clube (Sporting) duvido seriamente que lutasse pela Champions naquele campeonato.
Aurinegro
Mais uma vez totalmente de acordo com o Manel. Já não suporto o “lá fora é que é bom”, “isto num país a sério não acontecia” e por aí fora.
Devemos claro estar atentos ao que de bom se faz, mas não entendo está necessidade de andar sempre a rebaixar tudo o que temos e fazemos.
henry14
UAU, tudo dito BoavistaLover.
Flavio Trindade
Manel, acho que não entendeste onde queria chegar.
Não comparei a qualidade da nossa liga com a desses países. A esse nível sempre fomos melhores.
O que comparei foi a evolução dos países no ranking e isso é factual.
Eu pessoalmente continuo a preferir a liga turca ou grega à austríaca ou belga.
E o que apontei são os motivos para isso acontecer.
Acho que concordamos todos que a métrica e a ponderação é totalmente injusta, e que uma vitória na Conference League não deveria contar o mesmo que uma vitória na Champions…mas é o que está definido, e o que está definido é a atribuição de lugares nas competições europeias mediante esse ranking.
E também não é menos factual que Portugal pode perder lugares nas competições europeias para ligas de menor expressão e competitividade.
E ao contrário do que possa parecer este não é o discurso do adepto do clube grande que quer manter o seu privilégio mas sim o discurso de quem quer ver cada vez mais equipas portuguesas na Europa.
Factual também é que grande parte desse problema é estrutural e não a ideia que distribuindo melhor o dinheiro vamos ser mais competitivos.
Se distribuires pouco por muitos o dinheiro continua a ser pouco para todos.
Como mudar isso?
– Afastar Pedro Proença e o seu séquito e ter uma estrutura que pense no futebol português como um todo.
– Aproximar os clubes da sua gente e termos estádios cheios para valorizar o espetáculo. Tiveste um excelente exemplo esta semana em Leiria (pena que muitos clubes só se lembrem disso na Primeira Liga quando estão para descer de divisão)
– Apostar fortemente na formação. Somos um país exportador de talento mas continuamos a comprar mais (e pior) do que a formar com resultados desportivos e financeiros.
– Estruturar os clubes para não estarem dependentes de empresários e negociatas.
E aí sim podemos falar de centralização de um produto de qualidade e com valor e que poderá dar mais dinheiro a mais clubes.
Manel Ferreira
Concordo com algumas coisas, mas continuo a achar que a questão das assistências como indicador que de “está tudo mal” é bastante duvidoso (sobretudo quando usam isso como justificação para reduzir para 10/12 clubes).
Aliás, o exemplo de Leiria só me dá razão, quando refiro que o problema das assistências não tem tanto a ver com “trabalho”, mas sim com o facto de que, neste momento na Primeira Liga, provavelmente nem estão metade dos 20 clubes com mais adeptos em Portugal (ou com mais potencial de meter gente no estádio). Não vês casos como os do Leiria na 1ª Liga porque muitos dos clubes nem sequer têm população/adeptos para isso.
E diga-se que se o Leiria estivesse a jogar na 1ª Liga, muita gente por variadas razões nem lá metia os pés durante a época (como aliás, acontecia quando o clube jogava na 1ª liga, em que eram o paradigma do clube sem adeptos).
1. Lutar pela permanência não é o mesmo que lutar pela subida, onde há uma dinâmica de vitórias que atrai as pessoas. 2. Jogos em Dezembro/Janeiro, com 6 graus, é mais difícil de aparecer, sobretudo a lutar pela permanência. Aí só aparecem os ferrenhos. Mas isso ate na Liga 3 é o caso.
3. Algum fanatismo de adeptos do 3 grandes que vêem os próprios clubes da terra como inimigos, só porque tiraram pontos aos seu clube, ou porque protestaram um penalty contra o seu clube, etc… É mais fácil ser simpático para o clube da terra quando se joga nas divisões secundárias do que na 1ª Liga em que o verdadeiro amor (aliado a fanatismo) dificulta as coisas.
Eu nem vou falar de centralização porque é um tema difícil e vejo mérito nos dois lados da questão. Acho que se bate muito na centralização por uma questão de hostilidade para com os clubes pequenos (lá esta, baseada no “está tudo contra o meu clube grande”, não digo que seja o teu caso, mas vê-se muito disso).
Flavio Trindade
Claro que não resolve por si, mas resolve outras coisas.
Dou-te um exemplo que tu próprio citaste.
O afastamento das pessoas da terra dos seus clubes por tudo girar (infelizmente) à volta dos grandes.
Não deixa de ser factual isso, mas se ninguém lutar para mudar isso é reclamar por reclamar, é o tal discurso dos coitaditos.
Se quisermos vender os direitos de tv ganhando dinheiro temos que potenciar o produto.
Imagina-te um inglês a ver o Arouca vs Vizela com 1000 pessoas no estádio? Terá isso interesse para esse consumidor?
Contudo, nós se calhar vemos na boa um Nottingham Forest vs Brentford e ficamos entusiasmados com o ambiente…
Não resolve? Não, mas ajuda a vender melhor.
Outro ponto.
Porque não os clubes premiarem os adeptos pagantes toda a época com 2 ou 3 jogos de borla onde possam levar a família? Ou colocar bilhetes a 1 euro para quem queira ver um jogo em que a lotação não estará esgotada?
Moro no Porto, curiosamente vejo mais jogos do Boavista no Bessa do que do Benfica na Luz, porque afinal de contas é o clube da terra…
Essas iniciativas, trazendo pessoas novas para o estádio a preços módicos serviria para criar essa identificação e até para ganhar novos sócios.
PS. Eu já vi o Bessa quase cheio e o jogo não era contra um grande…portanto não é por falta de público ou massa crítica.
O marketing nem sequer é a minha área mas custa-me muito ver o quão preguiçosos são alguns dirigentes e a sua incapacidade em pensar no futebol e nos seus clubes a longo prazo…
Percebo que nalguns casos a luta é diária e a ideia passa mesmo por não descer, mas a Liga pode e deve zelar por esses interesses.
Mais uma vez repito, isto nada tem a ver com a qualidade da liga, a capacidade dos intervenientes (que são bem acima da média) ou a qualidade dos treinadores que é a melhor possível.
A nível táctico e de qualidade a nossa liga está entre as melhores.
A nível organizativo aí estamos na cauda da Europa o que é um desperdício de talento.
lipe
A centralização dos direitos televisivos não ia magicamente resolver tudo mas o facto é que qualquer campeonato que se leve a sério já o fez, alguns há décadas; nós andamos em 2022, a falar nisso pra 2028. É uma vergonha.
coach407
O AZ é um dos 4 grandes da Holanda e tem claramente uma equipa este ano para lutar pelo 3o lugar ou até mais do que isso.
É esse o patamar. Infelizmente este jogo não é do Gil que ficou em 5o contra o AZ que ficou em 5o. Tivesse o Gil o Zé Carlos, Pedrinho, Samuel Lino e Ricardo Soares e levavam banho de bola, até com um orçamento bem superior.
De qualquer forma, o AZ não é o 5o da Holanda. Tem orçamentos super altos.
O que não pode acontecer é este tipo de países ter 5 clubes com orçamentos bem superiores ao nosso 5o. Aí claro que não fica competitivo.
Mas o PSV ainda há pouco foi eliminado e o Benfica apurou-se, por exemplo. E o Benfica é o nosso 3o. O PSV é o 2o supostamente… Vale o que vale. O Benfica não é verdadeiramente o terceiro.
Pao com Presunto
Não é verdadeiramente o terceiro? A história também joga quando os jogadores entram em campo??
coach407
Esse é exatamente o meu ponto? Quem joga hoje é a história, é o Benfica do ano passado? Ou é o Benfica do Roger Schmidt, Florentino, Enzo Fernandez ou David Neres?
Parece-me bem diferente o Benfica que disputou estes play-offs com o Benfica que ficou em 3o. Não é a mesma equipa.
Tal como o Gil Vicente que jogou hoje não é o do ano passado. Como disseste, a história não joga. O Pedrinho não joga, o Zé Carlos não joga, o Samuel Lino não joga, não foi o Ricardo Soares que treinou a equipa.
Portanto não, este não é o Benfica que ficou em 3o, não é o AZ que ficou em 5o nem o Gil que ficou em 5o.
Metes o Gil que ficou em 5o contra o AZ que ficou em 5o e talvez fosse diferente. O problema é que isso é passado. E o passado não joga. Hoje a realidade é bem diferente.
Johny
As hipóteses do Gil passar foram logo hipotecadas na primeira mão com a absurda poupança dos jogadores em detrimento de supostos 3 pontos no campeonato. Não tenho qualquer tipo de dúvida que 99% dos adeptos do Gil e pessoas da terra preferiam uma equipa competitiva nas eliminatórias e quiçá passar à fase de grupos ao invés da miséria que foi a primeira mão. O Gil tinha todas as condições de discutir está eliminatória. E um treinador que faz isto no início da temporada devia ter o futuro hipotecado em equipas com aspirações superiores à manutenção.
Alexandre Rodrigues
O AZ seria sempre favorito, vale 62M face aos 23M do Gil.
Depois entrariamos na gestão do calendário e por incrível que pareça o Gil não quis adiar o jogo com o Famalicão, pois “vamos jogar com o que temos”. Depois na antevisão do jogo com o Famalicão o treinador já se queixou “nem conseguimos treinar”. Sério? é para isto que querem a centralização?
Depois no jogo jogado, a decisão de fora rodar a equipa (LOL), no início de época (LOL) é de uma falta de ambição gritante. é para isto que querem a centralização?
Gato das Bolas
Decisão completamente ridícula de abdicar sequer de disputar a eliminatória em detrimento dos 3 pontos que depois não vieram sequer a conseguir. De que vale o 5 lugar e festejar a ida à Europa se depois se abdica nas pré-eliminatorias..
Sombra76
E as pessoas ainda se admiram que o nível dos 3 a 4 melhores seja muito diferente dos restantes… na Europa até contra equipas supostamente acessíveis nem luta dão quanto mais quando apanham uma equipa boazinha como o AZ.
Aurinegro
Isso do 5o classificado conta mesmo o que ? O nosso 3o do ano passado, eliminou o campeão deles, o 2o de Espanha, e por aí fora.
Hirok "The Truth"
O problema em Portugal nunca foi a competividade dos 3 grandes que na Holanda eram campeões ano sim ano não.. o problema está do Braga (ultima decada) para baixo, aí sim as equipas não têm qualquer estofo europeu e isso reflete-se nestes jogos.. qualquer um dos 3 grandes contra o AZ era massacre por exemplo..
E depois a questão da Conference League que vem dar mais pontos a ligas destas aí sim está o grande problema.. Portugal tinha o 5º lugar consolidado quase ad eternum se a Champions e Liga Europa valessem mais pontos, a UEFA tem de rever a pontuação se quer algo justo.. não faz sentido pontuar-se tanto numa Champions como numa Conference, os 3 grandes na Conference com a equipa B ganhavam a competição por exemplo, portanto que revejam isso que como está é uma vergonha..
Hirok "The Truth"
6º lugar*
Neville Longbottom
O objetivo é precisamente esse: impedir que haja países confortáveis em alguns lugares.
Hirok "The Truth"
Mas acaba por ser injusto.. percebo esse lado, mas por exemplo se a Holanda passar Portugal, depressa volta a perder esse lugar pq depois na Champions só Ajax tem estofo e as restantes equipas Holandesas seriam o bombo da festa e andamos nisto..
Antonio Clismo
A diferença é que Alkmaar é uma cidade de 107 mil pessoas e mete todos os fins de semana 15 mil pessoas no estádio.
Já Barcelos é uma cidade com 120 mil pessoas e se meter todos os fins de semana 3 mil pessoas no estádio é uma sorte.
Os clubes portugueses não fazem um bom trabalho em potenciarem o seu produto, que é o futebol.
Os horários são ridículos (a sportv matou muito o futebol em portugal), o nível de jogo é pobre e as equipas são só estrangeiros que nada têm a ver com os clubes que representam. Obviamente que os adeptos se afastam e preferem ir passar os domingos aos centros comerciais passar os olhos pelas montras e quiçá ver o jogo numa TV qualquer enquanto janta no Chimarrão…
Gato das Bolas
Sempre tão atento ao futebol português e depois diz que o Gil Vicente se meter 3 mil por jogo já é uma sorte. Informa-te antes de comentar.
João
Quantas pessoas mete? Penso que a capacidade máxima do estádio seja umas 8.000
Winchester
Percebo o ponto, mas atenção aos exageros e à forma simplista como se fazem certas comparações: a cidade de Barcelos tem cerca de 25 mil pessoas, já o concelho sim, tem mais de 100 mil.
No entanto, importa esclarecer que o distrito de Braga tem neste momento 4 equipas na primeira liga, sem contar com o Moreirense, que é cliente habitual.
A ausência de adeptos dos estádios deve-se a factores muito profundos, desde logo a nossa parca cultura desportiva, competitividade e atractividade da liga, horários, preços dos bilhetes e sobretudo o sentido de comunidade e a importância dos clubes nas mesmas.|
Em Portugal temos uma cultura desportiva virada essencialmente para o culto dos três grandes, que secam tudo sua volta.
Manel Ferreira
Resta saber como é que o Vitória SC, que é a antítese de quase tudo o que referiste, conseguiu ser eliminado por um clube croata. Se calhar, porque esses critérios não são assim tão importantes quanto tu julgas, quando começa o jogo dentro do campo.
Já nem falo dessa ideia de que as pessoas não ver jogos porque as equipas têm muitos estrangeiros, isso só existe mesmo na tua cabeça.
João Ribeiro
Porque gastamos muito dinheiro e acabamos com os sub-23.
Johny45
Não percebo porque o pessoal critica tanto outras equipas fora top-4 por não conseguirem ir à fase de grupos… acontece!
O próprio Gil não quis dividir a eliminatória de igual para igual, abdicou de vários titulares em ambos os jogos, talvez se quisessem mesmo a passagem jogariam à morte para ganhar e tinha fortes possibilidades disso.
É tudo uma questão de escolhas e o gil como outras equipas preferiram assim.
henry14
A tua segunda frase é uma das respostas à tua primeira frase.