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CATARSES 23: Carta aberta a Fernando Santos

“Vivos, mortos ou no mar” – estas eram as opções da roleta russa existencial dos marinheiros de antanho. Assim, também a vida das grandes figuras do futebol enfrenta permanentemente três possíveis “status quo post bellum”, como os rebuscados de Latina se referiam aos resultados das guerras: seguir em frente, ser eliminado ou ficar à mercê de um tiro no escuro.

Esta é igualmente a história de Fernando Santos, o treinador português de maior sucesso, Capitão de Mar-e-Guerra do Europeu, Comodoro da Liga das Nações e possível Almirante do Mundial. Quando enfrentou estes mares raramente navegados, conseguiu sempre encontrar o caminho de regresso, com mais ou menos enjoos, e agora lá vai ele outra vez, nas águas cálidas do Golfo Pérsico, com meio caminho andado desta circum-navegação virtual dos tempos modernos, do banho nas costas selvagens do Gana ao sobreaquecimento dos glaciares da Suíça, voando com os “pássaros pintados” do Uruguai ou perdendo por momentos o azimute no paralelo 38 da Coreia.

Seguro ao comando, sem receio do naufrágio futebolístico, que bela viagem está fazendo, senhor engenheiro – permita-me que o trate assim, pela primeira vez, nestes meus desabafos catárticos com que tento disfarçar a ansiedade obsessivo-compulsiva de ainda estar vivo para ver Portugal ganhar um Mundial.

Durante anos, milhares de sábios da bola, taxativos e presunçosos, apontaram-lhe os erros, as faltas de coragem, as dependências, a invejável sorte, recusando-se reconhecer-lhe o mérito pelos resultados bons e responsabilizando-o pelos maus – como se o futebol tivesse de ser preto ou vermelho, par ou ímpar, sem meio termo, de perder a cabeça, sim ou sim.

Lembra-me a personagem central da autobiografia daquele outro engenheiro de São Petersburgo, dado às filosofias e que trabalhou como preceptor, uma profissão parecida com a de treinador de meninos ricos e mimados, o grande Dostoievski, em “O Jogador”, tentando recuperar a auto-estima, a fortuna perdida e o amor não correspondido, num mundo frívolo e egoísta de generais e barões de pacotilha, nos casinos de Ruletemburgo.

O futebol consegue ser ainda mais surpreendente do que uma roleta aleatória, pois não depende da sorte da vida nem do azar da morte, mas do tal terceiro “status”, o da sabedoria de ler as cartas, sejam de jogar ou de marear, e de manter a mão quente e a cabeça fria, tanto ao leme como no carteado.

Caro engenheiro, temos em comum a amarga experiência profissional de qualquer leigo saber mais do que nós, ter mais certezas do que nós, ser presumidamente mais competente do que nós. Jornalistas e treinadores de futebol – e árbitros também – são as profissões mais fáceis e desqualificadas, as únicas em que os “caçadores de cabeças” dos recursos humanos desprezam em vez de promover e despedem em vez de confiar, com a certeza científica do marinheiro que levanta o dedo indicador molhado de saliva para perceber a direcção do vento.

Tenho de ser, portanto, solidário com o seu trajeto. Estou farto de me irritar com as suas opções, mas tento reconhecer que talvez não pudesse ser de outra maneira. Ou podia?

É que – e espero que algum dos basbaques das conferências de imprensa de Doha lhe venha a fazer essa pergunta – falta-me entender por que razão não fez as alterações desta semana mais cedo, há uns quatro ou cinco anos, quando tantos começaram a alvitrar que a soma da qualidade individual dos jogadores era muito mais valiosa do que a produção da equipa.

Por que não atalhou a rota mais cedo?

Por que foi deixando rolar o tambor até ficar testa a testa com a última bala?

Não gosto nem quero associar este triunfo histórico sobre os suíços a um golpe de sorte, prefiro até pensar que as decisões tenham saído de algum conselho divino, e sei o que lhe custaram, imaginando que dobrar o ego de Cristiano Ronaldo provoque mais suores frios do que encarar o Adamastor.

E curvo-me pela sua capacidade de orientação quando me lembro que tantos aventureiros se perderam nos mares sem encontrar o rumo de regresso a bom porto.

Parabéns pela vitória, mas trate de reforçar o actual “status quo ante bellum”, o estado em que as coisas estão antes de nova batalha, liderando com mão firme, sem margem para desvios caprichosos, aqueles a quem, no próximo sábado, compete remar contra as correntes adversas das praias de Arzila, vencer finalmente Alcácer-Quibir e regressar à pátria como reis nestas manhãs frias e húmidas de dezembro.

P.S.: Por um bem maior, abro uma trégua na questão da FEMACOSA. Mas não está esquecida.

João Querido Manha

18 Comentários

  • Paulo Roberto Falcao
    Posted Dezembro 8, 2022 at 10:56 am

    Grande texto.

    Sim também tenho essa ambivalencia de sentimentos em relação a Fernando Santos. Mas esta semana ganhou o meu respeito, oxalá não o perca no Sábado.

    A Federação acabou de emitir um comunicado sobre a notícia do Record, que não creio que espante ninguém se for verdadeira. Vamos lá a ver se no futuro próximo não vão ter que desmentir o desmentido.

    Ele não está bem. No espaço de um mês conseguiu basicamente acabar com a relação com o clube da sua vida, o United, com todos os seus companheiros de equipa, que obviamente não estão para aturar uma prima dona decadente, e agora com a seleção nacional do seu país. É obra!

    Resta o poder do marketing e da propaganda, que vai tentar disfarçar o óbvio. Ele teve um meltdown, e todos os seus defeitos de sempre vieram ao de cima.

    Não há posts das maninhas, jeitinhos dos de sempre, que o salvem. Resta-lhe o único papel que odeia, ser suplente.

    Deveria ser tratado, isto vai obviamente acabar mal. Está escrito nas estrelas. E sim deveria haver coragem para assumir isso e tomar a decisão que se impõe.

    Mas tudo indica que estejam à espera que seja ele a fazer as malas.

    • Dario Nunes
      Posted Dezembro 8, 2022 at 2:43 pm

      Um dia destes ele vai explodir, e não vai ser bom para ninguém. Tenho um pouco medo com o que possa acontecer.

    • Artur Trindade
      Posted Dezembro 8, 2022 at 5:58 pm

      “Mas esta semana ganhou o meu respeito, oxalá não o perca no Sábado”

      Fernando Santos que se livre de voltar a por a jogar Ronaldo, nesse momento volta a perder o meu respeito.
      Apenas triste.

      • Paulo Roberto Falcao
        Posted Dezembro 8, 2022 at 7:23 pm

        Eu sei que tu te estás borrifando para uma EQUIPA chamada PORTUGAL, e para ti ganhar ou perder é igual ao litro, importante é ele marcar. Por isso não queres que os melhores joguem, os tais que golearam a Suíça há uns dias, para teu desgosto.

        À cova!!

        • Artur Trindade
          Posted Dezembro 8, 2022 at 8:01 pm

          O triste é teres vivido 18 anos chateado com a seleção de PORTUGAL, há 3 dias ganhas respeito pelo selecionador campeão europeu, e vens com a tanga que se o homem voltar a meter A, B ou C, voltas a perder o respeito.
          Ganha POSTURA, tal é o estado dessa coluna.

          PS: O meu respeito e consideração por Fernando Santos, é ao dia de hoje, EXACTAMENTE igual, dando-lhe a total liberdade para escolher os MELHORES para cada jogo, sendo ele que os treina, já tu é o temos, criancice pura!

          • Paulo Roberto Falcao
            Posted Dezembro 8, 2022 at 8:57 pm

            Eu não vivi 18 anos chateado, isso é simplesmente o teu FALSEAR da realidade, tu sabes que isso não é verdade.

            O que não me vendem é fumo. Eu não faço claques, nem amo jogadores. Amar é um sentimento complexo, geralmente dá lugar à desilusão.

            Aprende. A idade e a experiência de vida ensinam isso.

  • Paulo Roberto Falcao
    Posted Dezembro 8, 2022 at 11:24 am

    O meltdown dele faz-me lembrar bastante o do Bruno de Carvalho. E tudo se assemelha.

    Os mesmos loucos indefectíveis que negam a realidade. A mesma cegueira de alguém que está a fazer tudo para ser expulso, porque no fundo está a cometer um suicídio público. O mesmo egocentrismo e narcisismo. A mesma tentativa institucional de tentar manter um pouco de normalidade, que se vê que não é possível manter.

    Fernando Santos é o Jaime Marta Soares deste filme. Aguentou tudo e mais alguma coisa até certo dia, e esse dia foi o jogo com a Coreia

    • Antonio Clismo
      Posted Dezembro 8, 2022 at 2:34 pm

      Não acho.. nem sequer acho que haja nenhum meltdown.

      Trata-se apenas de gestão de expectativas e de alguém que ainda não se apercebeu que o tempo passou e mundo do futebol é cruel como nenhum outro valorizando apenas o momento actual e nada mais.

      Por exemplo acoonteceu exactamente o mesmo com o Romário que achava que tinha lugar cativo no escrete do início do século XXI e quase houve clima de guerra civil no Brasil com o seu afastamento pelo Scolari que só foi esquecido quando trouxeram o mundial 2002 para casa e o assunto ficou só enterrado aí.

      Mas este caso do CR7 é mais complexo do que se imagina porque envolve muitos milhões de financiamento para a FPF que é quem paga ao Fernando Santos… Deixá-lo fora da equipa resulta em quebras de receitas para a FPF que depois deixará de poder investir e pagar aos amigos que gravitam à volta deste organismo sem fazerem nenhum..

      O afastamento do CR7 poderá trazer melhores resultados no imediato, mas levará, obrigatoriamente a um emagrecimento da estrutura da FPF por via dos cortes de receitas devido ao CR7 que deixarão de vir.

    • Artur Trindade
      Posted Dezembro 8, 2022 at 8:21 pm

      Ontem falei no caso do BdC (daí talvez z tua referência de hoje) mas para caracterizar, a posição dos loucos indefectíveis que renegaram ao clube (neste caso a seleção), durante o seu mandato, e após.

      Não sei se frequentavas o estádio nessa altura, mas antes da saída de BdC havia a central (grosso modo sportingados) que assobiava o presidente que estava na tribuna, e depois da saída ficámos com a superior sul (grosso modo viúvas) que assobia Varandas.
      Não há lugar a sportingados antes, ou a viúvas após, decide-se nas urnas.
      O clube/seleção está acima desses estados de espírito, é união em nome de um bem maior.

      Se Santos continua como selecionador, é o homem certo para tomar as decisões, e mais uma vez no último jogo soube tomá-las, quer na situação de Ronaldo, quer no identificar nos treinos, das qualidades do jovem desvalorizado Gonçalo Ramos, na retirada de Cancelo, e na reiterada confiança em WC e Otávio.

      • Paulo Roberto Falcao
        Posted Dezembro 8, 2022 at 8:50 pm

        Sim, sim, se fosse por sócios sonsos como tu eu seria expulso. Eu e muitos tivemos que nos mexer e lutar contra o que havia, e olha que isso que dizes é simplesmente FALSO.

        Não, não foi fácil e não, não há uma cultura democrática no clube, o Varandas só foi eleito porque ganhámos. O que reina é a demagogia. Que TU alimentas.

        • Artur Trindade
          Posted Dezembro 8, 2022 at 10:34 pm

          Não é sócios SONSOS, BdC ganhou para o 2º mandato, com mais de 80% dos votos, e todos os que minaram internamente no 1º mandato, e logo após a reeleição fizeram-no a destempo, e prejudicando obrigatoriamente o clube, porque a divisão sempre foi a nossa imagem de marca, e a luta surda entre as elites/populares é antiga.

          O poder de grupos como o Conselho Leonino/Cinquentenários/Stromp, a disparidade exagerada de votos pela antiguidade, o projeto Roquette, sempre foram assuntos divisores.

          BdC auto destruiu-se, não foram adversários externos nem internos, que o fizeram, e depois de entrar em burn-out na fase final, a maioria de sócios NATURALMENTE virou-lhe as costas, mas obviamente só caiu (justamente) depois de Alcochete, que não foi provocado por nenhum opositor interno.

          Varandas nunca concorreu contra BdC, e foram muitos dos mesmos sócios (estou incluído), que elegeram os 2.
          Não existe “Varandas foi eleito porque GANHÁMOS”, e dessa forma, nunca lá chegaremos, com um estádio dividido há 8 anos.

          • Paulo Roberto Falcao
            Posted Dezembro 9, 2022 at 5:15 am

            Quem te lê percebe o teu saudosismo escondido, o Sporting unido do Bruno estava tão bem, não era?

            Ah se uns milhares de sócios fossem expulsos isso para tu era indiferente. E nós, as pessoas que lhe fizemos oposição, ainda somos os divisionistas, ele coitadinho é que teve um burnout, e não foi um fascista que quis acabar e falir o clube, como o fez com as suas empresas.

            A mim nunca me engaste tu. Brunista e ronaldete, é aquela dupla que nunca falha.

            • Artur Trindade
              Posted Dezembro 9, 2022 at 10:47 am

              Entendo agora os teus comentários, apenas entendes o preto e branco, as vistas curtas fazem-te ser sectário.

              Não tem mal nenhum ter votado em Godinho Lopes (também votei), José Couceiro ou Madeira, não fazer parte da maioria de 86%, o problema é achares que por fazer oposição SEMPRE (também no momento errado) dá-te méritos.

              Quando BdC descambou, a maioria de sócios soube posicionar-se, ninguém previu Alcochete, e sim Marta Soares foi corajoso e instrumental, a livrar-nos do que já não prestava, e que nunca volte (para veres o meu grau de brunista).

              Quem é moderado, votou BdC, destituiu BdC, e depois votou Varandas (ou Benedito), e novamente Varandas.
              Não confundas pensar nos interesses do clube (não ter ódios ou ídolos), com ser sonso.

              • Paulo Roberto Falcao
                Posted Dezembro 9, 2022 at 2:56 pm

                E tu queres comparar o ÚNICO Presidente destituído da história do Sporting com uma situação de normalidade…

                É o que eu digo, deves pensar que somos todos parvos….

      • Paulo Roberto Falcao
        Posted Dezembro 8, 2022 at 9:01 pm

        Ah e outra coisa. Tenho a CERTEZA que tenho o dobro dos teus votos, não faço ideia a tua idade, mas provavelmente estaremos na mesma. Até podemos ter a mesma idade, mas sei do resto, e sei porquê? Porque foram sócios como eu que acabaram com o Bruno, que se mexeram, que não se conformam, que LUTARAM, pela tua lógica nem haveria lugar à comissão de gestão, nem à antecipação das eleições.

  • Antonio Clismo
    Posted Dezembro 8, 2022 at 3:02 pm

    É um caso complicado e tem vários pontos de vista:

    1. Ponto de vista dos media que só querem gerar clicks e pageviews.

    2. Ponto de vista dos adeptos que se distinguem dos que estão emocionalmente ligados ao Cristiano Ronaldo por tudo o que fez ao longo dos últimos 20 anos (os saudosistas); os que não querem saber quem joga, apenas querem que Portugal ganhe (os moderados); e aqueles que nunca gramaram o CR7 (seja porque foi formado no Sporting, seja por causa do azeite, das irmãs, da Merche Romero, por ter marcado um golaço ao FC Porto na Champions, por inúmeras atitudes ridículas, pelo caso de violação na América, etc etc (os críticos).

    3. Ponto de vista do próprio Cristiano Ronaldo: Ainda há poucos anos era ele que tinha que carregar a seleção no seu prime quando só havia Raúl Meireles, Hugo Almeida, Ruben Micael, Danny, Miguel Veloso, Custódio, etc atrás dele a fazerem borradas. Bem que lhe apetecia mandar a seleção com os porcos e ir de férias, mas colocou sempre a seleção à frente nas suas prioridades e soube usar isso em seu benefício nas conquistas colectivas. Nem ele próprio consegue acreditar que Portugal conseguiu produzir nos últimos anos uma geração com a qualidade que ele raramente teve na seleção composta por miúdos que cresceram a gritar com os seus golos e jogadas. Estamos a falar de um rapaz que nem chegou ao secundário… Tem que pensar no que quer para este final da sua carreira, para o legado que irá deixar, para a sua marca e investimentos e mais importante do que tudo para a sua família.

    4. A FPF. Tem passado pelos pingos da chuva no que toca à forma com que parece ter enquadramentos empresariais bem montados para pagar aos seus fornecedores e equipas técnicassem ter que pagar impostos em Portugal… Estão todos em cima do Fernando Santos em cima da FEMACOSA mas foi alguém que lhe elaborou essa esquema empresarial para receber o valor bruto do seu contrato integralmente na sua conta sem ter de proceder aos devidos descontos. A FPF vê aqui o final da sua galinha dos ovos de ouro, o jogador que lhe trazia milhões extra de rendimentos todos os anos fosse com a Nike, patrocinadores ou cachés de jogos. Esses milhões extra serviram para engordar a estrutura da FPF, encher aquilo cheia de directores, subdirectores e afins, dar tachos aos amigos sem terem de fazer nenhum como o José Couceiro, mas também serviu para construir uma cidade do futebol, criar a Liga 3, Liga Revelação, investir fortemente no futsal, futebol de praia, futebol feminino etc. Sinceramente não sei como vão conseguir manter 30 e tal equipas de formação nas diferentes modalidades, organização da Taça Lopes da Silva que tem estado cada vez mais organizada nos últimos tempos, etc

    • Neville Longbottom
      Posted Dezembro 9, 2022 at 8:19 am

      Falar assim do Raul Meirelles e do Veloso como se fossem escumalha…principalmente o Raul Meirelles que era um craque e fez uma grande carreira. E essa seleção tinha um Nani que era dos melhores do mundo e o Moutinho no auge, bem como um Pepe com 29/30 anos. Era uma muito boa seleção à mesma.

      Ronaldo pode ter dado muito a seleção, mas nunca fez caridade. Esteve sempre la para seu benefício próprio e da sua carreira, de forma egoísta e nunca altruísta. Abdicou das férias para ir à seleção? Coitado, que heroi! Que jogador de futebol faz isso? Assim de repente não me lembro de ninguém…

  • Joao Gomess
    Posted Dezembro 8, 2022 at 4:51 pm

    É certo que ainda nao ganhámos nada mas quartos já ninguém nos tira e somos favoritos para chegar às meias. Nas meias e final correremos por fora mas teremos as nossas hipóteses. Fernando Santos é provavelmente o seleccionador mais criticado de sempre. Mas corre o risco de sair com um europeu, uma taça das nações e um feito qq no mundial (seja meias, final, vencer). Para uma seleção que nunca ganhou nada em 80 anos de história não me parece mal. Mas os resultados nunca são da responsabilidade de um só homem. Valeria a pena um dia alguém analisar a sofisticação e profissionalismo que o fernando gomes trouxe às seleções de futebol de 11 (masculino e feminino), futsal e futebol de praia. Antes jogávamos como nunca e perdíamos como sempre. Hoje nem sempre jogamos bem mas ganhamos. Contem o número de trofeus pos entrada do fernando gomes em todas as modalidades vs antes. Desporto de alta competição é bem mais do que bola no poste ou arrogância do ronaldo. O João Querido Manha já anda há alguns nisto para perceber os factores que influenciam o sucesso em alta competição

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