O britânico está a desfrutar do posto de número 1 do Mundo e já vai dando as primeiras entrevistas com esse estatuto, mas tem perfeita noção da dificuldade que será manter-se no topo do ranking.
Andy Murray é um homem feliz, tanto dentro como fora dos courts. O tenista britânico de 29 anos, que esta semana chegou pela primeira vez na carreira ao topo da hierarquia mundial, está naturalmente radiante como o seu novo estatuto de número 1, mas ressalva que esse feito não foi o melhor que lhe aconteceu este ano.
“Para mim, o nascimento da minha filha [em fevereiro] foi o melhor do ano. Desfrutei bastante em court, mas ser pai pela primeira vez é, sem dúvida, a melhor coisa que me aconteceu este ano”, sublinhou o agora número 1 mundial, em entrevista à “CNN”.
O caminho até agarrar a liderança do ranking foi duro e Murray realça a perseverança que lhe é característica. “Obviamente, é uma sensação única, pois é algo que nunca tinha conseguido antes. Chegar a número 1 é um dos pontos altos da minha carreira, depois de ter passado vários anos no segundo, terceiro e quarto lugares do ranking. Estar onde estou agora significa muito para mim. Dediquei-me e trabalhei arduamente para chegar aqui”, frisou.
Murray reconhece que não será tarefa fácil conservar o primeiro posto da hierarquia mundial, muito por culpa de Novak Djokovic. “Estive em grande forma nos últimos seis meses, conquistei vários torneios e mesmo assim sou número 1 com uma diferença de pontos muito pequena. Vai decidir-se tudo no ATP World Tour Finals. Será muito difícil manter-me como número 1 porque, obviamente, Novak é muito consistente e é impressionante a forma como joga nos grandes torneios”, alertou.

