
Para onde caminhas Milan? Esta é a pergunta que todos os adeptos milaneses e da modalidade em geral fazem a si próprios todos os dias e à qual ninguém sabe responder. Depois de um modesto 8º lugar na última temporada, o AC Milan volta a protagonizar uma época verdadeiramente decepcionante e que o colocará novamente fora da Europa. Clarence Seedorf foi despedido no final da época transacta e quando parecia que Adriano Galliani iria apostar num treinador com outro tipo de experiência e capaz de oferecer outro tipo de garantias ao clube, eis que a aposta recaiu em Filippo Inzaghi, outra figura marcante da história recente do gigante milanês. Infelizmente, o pior cenário previsto pelos mais cépticos realizou-se. Apesar da boa união no balneário promovida pelo novo treinador, isso não chegou para disfarçar os diversos erros cometidos por “Pippo” no comando técnico dos rossoneri. O plantel possui diversas lacunas, mas os erros têm sido mais do que muitos. Na verdade, a incapacidade para definir um 11 base, a instabilidade no processo defensivo, onde a variação constante da dupla de centrais é o expoente máximo desse problema; a colocação de jogadores em posições pouco adequadas para as suas características, a fraca qualidade na circulação de bola, a má organização nos lances de bola parada e, por fim, a excessiva dependência de Ménez durante grande parte da temporada (claramente um dos poucos que se conseguiu valorizar num colectivo tão fraco), acabam por ser os principais factores que têm contribuído para o descalabro que tem sido o campeonato da squadra rossonera. De facto, nem os reforços que chegaram em Janeiro conseguiram inverter a tendência e isso reflecte-se no actual 11º lugar na Serie A.
Deste modo, os adeptos da Associazione Calcio Milan exibiram uma tarja no pretérito jogo em casa perante o Génova, onde manifestaram o seu descontentamento. O “Basta!” acaba por ser o culminar de uma temporada frustrante e pouco condizente com os pergaminhos de um clube com 18 títulos de campeão italiano e 7 Ligas dos Campeões no seu currículo. No entanto, não existiu uma reacção imediata da equipa, visto que, este domingo, não conseguiram melhor do que um 3-0 em Nápoles, uma derrota pesada e que coloca cada vez mais a cabeça de Inzaghi sob a alçada da guilhotina dos adeptos rossoneri. O título obtido sob o comando de Massimiliano Allegri há 4 anos que já lá vai e com este rumo dificilmente voltará ao San Siro. O clube parece ter caído na mediania, tal é a inoperância da direcção, a deficiência na gestão e a incapacidade para reagir à adversidade.
Na verdade, o clube precisa de sangue novo e esse passo parece estar mais próximo do que nunca. Um novo Milan irá nascer, visto que Silvio Berlusconi está prestes a ceder 49% das acções do clube, por 500 milhões de euros, ao magnata tailandês Bee Taechaubol, mais conhecido por Mr. Bee. Um dos clubes mais titulados do futebol italiano e do mundo abre assim espaço para o investimento do capital estrangeiro, seguindo as pisadas do eterno rival da cidade. Deste modo, o regresso do Milan ao topo, por via da maior liquidez financeira, torna-se um cenário cada vez mais viável, sendo que, para atingir o sucesso, será necessário um melhor aproveitamento dos recursos, bem como uma melhor visão de mercado, tanto a nível de treinadores como de jogadores. A opção por elementos já muito rodados e titulados, muitos praticamente em fim de carreira, mantidos a peso de ouro (ordenados chorudos, entenda-se) e com pouca “fome” de títulos tem de ser revista imediatamente e substituída por uma política de contratações baseada na aposta em jogadores mais jovens e com outro tipo de ambição. A escolha do treinador será igualmente determinante, sendo que o mais recomendável seria optar por alguém com mais experiência no futebol italiano e com outra capacidade para exponenciar as mais-valias do plantel. Existem vários nomes interessantes no mercado, resta escolher bem.
Em suma, todos os adeptos daquele grande AC Milan anseiam por uma nova jornada em Milão, uma fase de renascimento que permita ao clube regressar ao tempo em que era um dos grandes dominadores do futebol italiano e europeu. A história do futebol faz-se em parte com os contos que tinham o Milan como protagonista, um clube que se habituou a ganhar e que merece sair rapidamente das ruas da amargura.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Rodrigo Ferreira
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Anónimo
Duvido que ele aceite, mas o Jesus caia que nem ginga neste milan, pois com a sua competência e pragmatismo na liga italiana aquilo iria funcionar. Pelo menos um top 5 na Serie A faria.
Miguel
Nuno R
Ginja. Como a de Óbidos.
Com 500M para gastar… se calhar aceitava.
Anónimo
N precisava de tanto. 4/5 contratações cirurgicas e um treinador de competência como o JJ bastava
Miguel
Anónimo
Um questão:
O Milan como não vai às competições europeias na próxima época a regra do fair play financeiro não se aplica correto?
ORDEP
David Gomes
Esses 500M vão ficar disponíveis para o clube ou vão para o bolso do Berlusconi?
Nuno chaves
Os 500 M vão para Berlusconi..
Logen
Milan precisa de um super investimento.
Jackson / Gaitan / Ruganni / Pedro poderiam dar um contributo importante a este projecto ,o problema é os jogadores aceitarem estar uma época sem ver a Europa …
O Milan deveria apostar em jogadores jovens com potencial ,e juntar, a alguns nomes, com créditos firmados …
Do actual plantel só 12/13 ficavam ,de resto rua…
Enfim ,é preciso muitos milhões ,e um treinador com acerto !
Se quiserem fazer tudo á pressa ,correm o risco de ficarem na mesma!
Che
Duvido q a Juve deixe o Rugani ir para Milão… Acho q ele e o Berardi vão ficar em Turim na próxima época…
Che
Talvez o Tonelli seria uma boa aquisição por parte do Milan, ele e o Pucciarelli…
Nuno R
O que o Milan não precisa é de jogadores de FM.
O Milan precisa, antes de mais, de apostar no aumento da atractividade do futebol italiano. A partir do momento em que a Itália for um mercado atractivo, os bons jogadores rumarão para lá, e o Milan pela sua história estará na linha da frente para os receber.
Em termos de plantel, apostar em jovens valores italianos, e contratar 3 ou 4 jogadores de elite da mesma nacionalidade, e de preferência que jogassem juntos (nem que fosse na selecção).
Ir buscar gajos aqui e ali, tipo remendo, é só mais do mesmo.
Kafka I
Concordo com tudo em geral, em especial com o 2º ponto, muito bem visto, digamos que na "roleta russa" entre Alemanha, Espanha, Itália e Inglaterra, neste momento Itália é a que esta mais longe do ponto de mira do foco internacional e das respectivas estrelas, e isso também por si só dificulta o chamar dos melhores jogadores do Mundo…
Logen
Concordo ,até penso que neste momento nem jogadores de Fm o Milan tem ,tal a falta de qualidade!
Jomi Fernandes
Concordo com tudo o.que disseste. E mais, para mim se querem aumentar o interesse no futebol italiano, comessem pela selecao italiana. Por isso, acho que deviam tentar ir buscar alguns dos bons jovens italianos e alguns mais experientes (nesta linha de jogadores coloco o Candreva). O que falta mesmo e libertar o plantel dos que mais recebem e nada jogam…
Diogo Faria
Belo comentário e visão. Chateia ver malta a dizer "vai buscar este e aquele, e o outro" tudo gajos que nunca se viram. Esse foi o problema do Milan…
FabioM.
Nuno R já se viu que nao é os italianos sejam eles jovens ou de elite (muito poucos aceitariam vir po Milan neste momento) que o Milan tem como problema, porque ja tem Sharawy, Cerci, Destro, Poli, Bonaventura, Pazzini, Montolivo, Saponara, mastour etc uns jovens outro nem tanto mas todos com qualidade ou potencial, faz falta isso sim um grande treinador para potenciar a qualidade que ha em diversos sectores e disfarçar a falta dela noutros.
João Lains
Diogo, não podias estar mais errado. O problema do Milan foi contratar sem critério algum mas porque o clube, sem dinheiro para reforçar o plantel aproveitava tudo o que estava sem contrato, jogadores na curva descendente da sua carreira com salários altíssimos. A ideia do Nuno é boa mas é muito mais difícil de concretizar, do que à primeira vista possa parecer. São cada vez menos os jovens italianos a despontar nas equipas nacionais e os melhores já pertencem à Juventus (Berardi, Tonelli ou Leali) ou a clubes rivais como o Nápoles ou a Roma. Os do Sassuolo também podem esquecer porque a Juventus tem prioridade sobre todos eles.
João Lains
Quando disse Tonelli, referia-me ao Rugani, que faz dupla consigo no Empoli.
Pedro Sousa
Melhor comentário de todos, de longe.
Toda a gente gosta de mandar bitaites específicos como se fosse fácil gerir um clube, ainda para mais um como o Milão. Para a geração do FM é muito fácil construir plantéis, basta mandar embora a, b ou c e mandar vir d, e e f. Sinceramente.
É sempre preciso uma visão mais larga até porque as pessoas pensam que os números que avançam – valor de contratações, vendas, salários etc estão sempre certos e quase nunca é o caso. O que o Nuno R referiu foi exactamente a forma como o Milão se tornou grande e mesmo com as mudanças todas no futebol, não há por que não o voltar a fazer.
João Lains
O Milan tornou-se grande porque o Berlusconi retirou o clube de uma falência anunciada e investiu imenso dinheiro, contratando três enormes jogadores: Gullit, van Basten e Rijkaard. A base italiana já lá estava quase toda. Em todo o caso, apoio as ideias do Nuno, só quis realçar que não é assim tão fácil concretizá-las.
Kacal I
Subscrevo os vossos comentários, por isso é que nem sugeri reforços para o Milan, há coisas mais importantes a tratar antes de ir ao mercado.
Pedro Sousa
Então não foi o investimento e sim a forma como ele se fez. Vários projectos ricos foram por água abaixo porque não se soube aplicar o dinheiro. É voltar a fazer o mesmo, até porque o Bee comprando metade do clube, vai entrar com imenso capital, e como tal não vejo nada que seja assim tão difícil. Basta ter dois dedos de testa como se teve no passado. Construir planteis com este e aquele é muito giro e algo que o pessoal do FM gosta de fazer, mas isso não interessa nada no mundo real e era andar a fazer mais do mesmo. Jovens jogadores italianos de qualidade, que existem, 3 ou 4 verdadeiras mais-valias como o Nuno R disse que de preferência tenham experiência a jogar juntos, e um treinador de jeito que saiba o que fazer, a fórmula é esta, não é preciso andar aqui com mil e um números acho eu.
João Lains
Mas eu em algum momento disse que discordava do Nuno? Em algum momento eu sugeri nomes? Não! Apenas vi os jogos suficientes desta equipa para saber quem merece ou não continuar.
Kacal I
João Lains,
Eu percebi, já vi o teu comentário abaixo sobre o planeamento do plantel e tenho a mesma opinião.
Pedro Sousa
Não sei porque é que te sentiste ofendido nem eu estava a falar de ti, apesar de até teres avançado uma data de números. Estava mais a falar da malta que gosta sempre de mandar nomes específicos para o ar como se isso resolvesse os problemas maiores de um clube na vida real. No caso do Milão é até com o Kacal diz, há problemas mais graves a resolver e que não se resolvem com uma ida ao mercado.
João Jorge
O Milan para 2015/2016, precisa mesmo de ter um ano zero. Criar uma base sustentada, ainda por cima com dinheiro a tarefa fica bem mais facilitada, é preciso mesmo é uma boa gestão de recursos. Manter as mais-valias do actual (diga-se muito poucos), contratar jogadores jovens, com muito potencial e alguns jogadores já com renome com experiencia, mas não os que já lá estão, os tais titulados com pouca fome de titulos. Um bom treinador, do estilo Leonardo Jardim. Um treinador ambicioso, que com pouco ou por outra, com uma base inexperiente, ter o desafio de fazer uma equipa sólida e competitiva.
Primeiramente lutar por um lugar europeu nos primeiros anos, seguidamente duma luta por um lugar na champions, e quando tiver uma base bastante sólida, fazer contratações de 2/3 jogadores "estrela" e lutar pelo titulo com a Juventus, etc…
Como eu disse como dinheiro tudo fica mais facilitado, dificil era colocar o Milan no topo sem dinheiro…
Mah Med
Leonardo Jardin , na minha opinião não há melhor pessoa que ele para pegar este milan, este homem consegue do lixo fazer algo aceitável
João Lains
O primeiro passo para inverter este cenário catastrófico está dado e arrisco-me a dizer que não poderia ser de outra forma. Quando Berlusconi comprou o Milan, o clube estava perto da falência. Com a sua chegada, o clube não só foi protagonista de algumas das transferências mais caras da época, como se tornou numa potência do futebol europeu, conquistando tudo o que havia para conquistar. Mas isso aconteceu quando havia dinheiro. Hoje em dia, a torneira fechou. Os escândalos de fraude fiscal, que envolveram Berlusconi, também não ajudaram. Era preciso alguém com capital, não para fazer um investimento semelhante ao do PSG, mas que garantisse um orçamento para transferências entre os 50 e os 60 milhões por temporada.
O próximo passo passa pelo regresso de Maldini ao clube, agora como director desportivo. Ele já admitiu que o trabalho de um treinador nunca lhe interessou, portanto, acredito que iria desenvolver um excelente trabalho nestas novas funções.
Um novo treinador. É indispensável. Inzaghi teve alguns méritos, sobretudo pela forma como foi capaz de criar um bom espírito de equipa mas ficaram por aí. A sua inoperância a partir do banco para inverter um rumo de um jogo, a incapacidade da equipa nas bolas paradas, a não-estabilização de um onze base. É tudo culpa dele. É preciso alguém experiente e com um carácter forte, um pouco à imagem de Conte. São quatro as minhas opções: Montella, Mihajlovic, Donadoni e Spalletti. Acredito que qualquer um deles fosse uma boa opção. Talvez Montella, que é o meu preferido, seja o homem menos indicado para esta fase do projecto. O mais importante nesta altura é recuperar os resultados e regressar às competições europeias.
Livrar-se dos excedentários. Chega a ser absurdo os ordenados que alguns dos jogadores deste plantel auferem. O caso mais flagrante é o de Mexès. É o jogador mais bem pago do plantel: 4 milhões de euros. Mas há mais. Muntari, Essien, Pazzini e Alex. Juntos recebem 10 milhões de euros. Bonera e Zaccardo? Arrecadam entre si, mais de 2 milhões de euros.
Um novo estádio. Pode ser o que muitos de vocês menos pensam nesta altura mas eu vou explicar. Neste momento, San Siro já não tem capacidade para receber 80 mil pessoas. As assistências têm vindo a cair progressivamente e a explicação não se restringe aos maus resultados. A crise também afectou Itália e a violência nas bancadas continua a ser uma constante. O plano para o novo estádio já foi aprovado. A sua capacidade será reduzida, apenas 42 mil lugares. Mas permitirá criar, à semelhança do que aconteceu com o Juventus Stadium, uma atmosfera mais efusiva capaz de empurrar a equipa. Para já, penso serem estes os dossiers mais importantes a resolver.
João Lains
Parabéns ao Rodrigo por este magnífico texto. Acho que nesta altura, em que tudo ainda é muito incerto, apesar destes sinais promissores, o mais importante era expor todos os problemas em redor do clube e tu fizeste-o na perfeição.
Anónimo
Excelente post! A redução da massa salarial é fundamental, o Milan não pode continuar com jogadores que nada acrescentam e não demonstram qualquer vontade a limparem milhões por época. Uma limpeza de balneário é essencial.
Relativamente aos treinadores por ti indicados gostava de ver ou Montella ou Mihajlovic ao leme, contudo não já nesta próxima época. Primeiro temnde haver um ano de transição e ai Spalletti é uma boa opção. Depois sim apostar no Vincenzo ou em Sinisa.
Construir estádios novos é fundamental a todo o Calcio e não apenas para o Milan. Não podemos continuar a ter paisagens desolador as como as de San Siro quando lá joga quer o Milan quer o Inter. O mesmo se aplica aos rivais romanos por exemplo. Na Serie B temos o Bari a jogar num colossal San Nicola com quase 60 mil de lotação, algo totalmente desfasado da realidade. A Juve tem muito melhor ambiente desde que saiu do Delle Alpi e os outros clubes italianos deviam seguir o exemplo. Faz falta à Itália organizar um Europeu ou Mundial para uma reestruturação colectiva neste aspecto.
Ricardo
António Vilares
Para mim seria Donadoni o escolhido. Montella é o meu preferido também mas gostava de o ver num projecto mais consistente.Roberto Donadoni fez um trabalho excepcional o ano passado no Parma e tem a mística do clube!
Excelente ideia do estádio, voltariamos a ver um ambiente hostil em San Siro
Daniel Gomes
Concordo com prácticamente tudo, menos com a aposta no spaletti e no donadoni seria um tiro no pé a meu ver, mais rápidamente apostava no mazzarri ou no prandelli
Leão de Honra
O projecto do novo estádio do Milan é espetacular… pergunto-me se aquelas alamedas em cima da cobertura vão estar fechadas durante os jogos, porque deverá dar para o jogo de cima o que é logo outra coisa…. muito bonito o projecto, mas aquilo é coisa para uns 400/500 milhões de euros de investimento. e podia ser maior, 40 mil lugares é ridículo para um clube da dimensão do Milan, as assistências estão más agora, mas se voltarem a ter sucesso facilmente chegam aos 50/60 mil…
Kafka I
Concordo inteiramente com o Leão de Honra, o Milan no topo põem facilmente 50/60 mil pessoas no estádio, logo um estádio de apenas 40 mil é pouco para a a dimensão do clube, portanto um estádio entre 55/60 mil espectadores é o ideal
João Lains
Ricardo, creio que os clubes também já se aperceberam disso. Nos próximos anos, teremos a Juventus, o Milan, a Roma e a Udinese a jogar em estádios construídos de raiz ou completamente renovados.
Daniel, o Donadoni, enquanto jogador, passou quase toda a sua carreira no Milan. É alguém que sente os valores de clube, à semelhança de Conte, mas ao contrário de Inzaghi ou Seedorf, com outra experiência no banco. Desenvolveu um excelente trabalho em Parma, apurando a equipa para as competições europeias e, esta temporada, num contexto completamente desfavorável, conseguiu que a equipa tivesse uma recta final digna.
João Lains
Em relação aos jogadores que terminam contrato em 2015:
Libertava Mexès, Essien, Pazzini, Bonera, Abbiati e Vilà. Com isto o Milan pouparia 11,8 milhões de euros em salários. Renovava contrato com De Jong e Abate. Terminava os empréstimos de Bocchetti, van Ginkel e Destro. Dava uma oportunidade na pré-temporada a Fossati, um médio central de 22 anos que tem dado nas vistas na Serie B ao serviço do Perugia. A Fiorentina e o Génova já demonstraram interesse nele.
Em relação aos jogadores que terminam contrato em 2016:
O empréstimo de Cerci só termina nesta altura, portanto, daria-lhe uma nova oportunidade. Fazia de tudo para rescindir os contratos de Muntari, Robinho, Nocerino, Zaccardo, Birsa e Albertazzi. Com isto, o Milan pouparia 8,1 milhões de euros. Se fizerem as contas, já aliviava a folha salarial em 20 milhões de euros com pesos mortos no plantel. Permaneciam Montolivo (capitão de equipa), Alex (quando foi chamado à equipa, jogou bem. O problema é que recebe demasiado para alguém que não consegue fazer 2 jogos consecutivos), Zapata, De Sciglio e Cerci. Libertava Benedicic e Comi, que não têm qualidade suficiente para um clube como o Milan.
Em relação aos jogadores que terminam contrato em 2017:
Vendia Matri, que recebe 2,5 milhões de euros e prolongava o empréstimo de Gabriel ao Carpi, uma vez que o clube já garantiu a promoção à Serie A. Permaneciam Honda, Ménez (o melhor jogador da equipa), Rami, Poli e Agazzi. Dava uma oportunidade a Niang, que esteve em destaque nesta segunda metade da temporada (marcou na vitória do Génova em San Siro) e promovia Mastour à equipa principal, sobre quem recaem muitas expectativas para o futuro.
Em relação aos jogadores que terminam contrato em 2018:
Emprestava Vergara e Petagna ao Carpi, para que ganhassem rodagem na primeira divisão. Promovia o regresso de Saponara à equipa principal (tem-se exibido a grande nível no Empoli). Permaneciam Diego López, El Shaarawy, Antonelli e Paletta.
Em relação aos jogadores que terminam contrato em 2019:
Tanto Bonaventura como Suso fazem parte do futuro do Milan e ambos têm estado a bom nível.
BALANÇO
Saídas: Mexès, Essien, Pazzini, Destro, van Ginkel, Bonera, Abbiati, Vilà, Bocchetti, Daminuta, Filkor, Pazzagli, Muntari, Robinho, Nocerino, Zaccardo, Birsa, Albertazzi, Benedicic, Comi e Matri
Dinheiro poupado em salários: 26,1 milhões (o salário de Bocchetti não está incluído)
Empréstimos: Gabriel, Vergara e Petagna
Permanências: De Jong, Abate, Fossati, Montolivo, Alex, Zapata, De Sciglio, Cerci, Honda, Ménez, Rami, Poli, Niang, Agazzi, Mastour, Diego López, El Shaarawy, Antonelli, Paletta, Saponara, Bonaventura e Suso.
Baliza: Diego López, Agazzi
Defesa: Abate, De Sciglio, Antonelli, Rami, Alex, Paletta, Zapata
Meio-Campo: de Jong, Montolivo, Poli, Fossati, Saponara, Bonaventura
Ataque: Cerci, Honda, Ménez, El Shaarawy, Niang, Suso, Mastour
Daniel Gomes
Sim eu sei perfeitamente que o donadoni fez grande parte da carreira no Milan, mas isso não faz dele um grande timoneiro, fez um bom trabalho o ano passado realmente no parma, mas também convenhamos que uma equipa com elementos como: mirante, cassani, molinaro, paletta, gargano, parollo, obi, valdes excelente temporada) biabiany, cerci, sansone, amauri e cassano, não era propriamente uma equipa que não seria espectável ocupar os primeiros lugares. Acho que não tem qualidade para uma equipa da dimensão do Milan, para apostar em alguém da casa mais valia dar uma real ao tassotti como treinador principal, pois ele sim conhece os cantos a casa como prácticamente ninguém (Baresi, maldini e costacurta, são os outros "ninguém") vejo também o ancelotti (outro com muita tradição no clube, não ganhando nada pelo real, como hipótese, se for de facto para fazer o investimento que se fala
Daniel Gomes
Sim eu sei perfeitamente que o donadoni fez grande parte da carreira no Milan, mas isso não faz dele um grande timoneiro, fez um bom trabalho o ano passado realmente no parma, mas também convenhamos que uma equipa com elementos como: mirante, cassani, molinaro, paletta, gargano, parollo, obi, valdes excelente temporada) biabiany, cerci, sansone, amauri e cassano, não era propriamente uma equipa que não seria espectável ocupar os primeiros lugares. Acho que não tem qualidade para uma equipa da dimensão do Milan, para apostar em alguém da casa mais valia dar uma real oportunidade ao tassotti como treinador principal, pois ele sim conhece os cantos a casa como prácticamente ninguém (Baresi, maldini e costacurta, são os outros "ninguém") vejo também o ancelotti (outro com muita tradição) no clube, não ganhando nada pelo real, como hipótese, se for de facto para fazer o investimento que se fala
Kacal I
Excelente comentário João Lains, acho que haveria condições para o sucesso com esse plantel mais um treinador competente e experiente ou que esteja a "dar cartas" na Serie A (Mihajlovic, Montella ou Spalletti) e uma ida ao mercado de forma inteligente e com critério.
Awesome_Mark
Mais uma viagem muito agradável a Italia conduzida por ti Rodrigo. Impecável, apenas acho que poderias ter explorado um pouco mais as possiveis alternativas para o próximo ano.
Para o banco, a aposta ideal parece ser mesmo o Montella com provas dadas e conhecedor da realidade no país além de juntar uma natural ambição pelo sucesso, depois é dispensar os vários elementos que estão a mais, segurar outros que podem ser importantes (Lopez, Menez, El Sharawy) e ter boa visão de mercado, sendo que, felizmente, dinheiro parece não ser problema por aquelas bandas. Apesar de ser certo que nem sequer participará na competição, estou em crer que o facto da final da próxima edição da Champions ser em San Siro possa servir de tónico para este histórico de Milão se reerguer. O Calcio agradece. E o futebol mundial também já deve ter saudades do "velho Milan".
Rodrigo
Pensei nisso, mas considerei que seria mais recomendavel deixar essas alternativas para outra altura, sendo que assim fica aberto o debate entre os leitores.
Anónimo
O Milão apesar de viver tempos miseráveis tem uma identidade que poucos clubes ostentam: Carisma.
Pode não praticar bom futebol há alguns anos, pode ter uma direção hiper corrupta e até completamente monopolista mas a essência da cidade cosmopolita permanece no clube e creio que pelo mundo fora a "claque futebolística" respeite este tão grandioso clube. Sempre me atraíu, admito.
Concordo que, como o mundo está, oligopólio atrás de oligopólio (1% a deter a grande percentagem de riqueza mundial), cada vez mais clubes de renome ou em vias de desenvolvimento sejam comprados e re-comprados países fora.
Em Portugal temos exemplos idênticos mas com muito menor volum€ (SAD estorilista aos Ingleses e possível compra de Peter Lim de uma percentagem avolumada do Rio Ave, que por sinal foi nos ultimos anos muito bem gerido pelo Presidente, ora todos fossem assim).
Em suma, parece que a hipótese de uma equipa nacional ganhar a LC se começa a equivaler a nós cidadãos podermos ganhar o 2º ou 3º prémio do Euromilhões.
Tomás
Rúben Gomes
Não é com treinadores estrangeiros e que não sentem a mistica milanesa que vão reerguer o clube. Precisam de um treinador que entenda toda a historia que o clube tem e passe isso aos jogadores que encontrará no balneario. Um italiano era o ideal.
A politica de contratações do Milan não têm sido a melhor muito menos a forma como gerem estes ativos. Recebem mais do que jogam.
Logen
Isso da mística …
Inzaghi tem e foi o que se viu …
Para isso mete-se o Maldini a Director Desportivo!
O treinador tem que ser de créditos firmados ,que goste de desafios!
Italianos vejo o Montella ,sendo que o ideal seria o Conte (desejo impossível)
Emery seria neste momento, externamente, a melhor opção!
Rúben Gomes
Sim, com creditos firmados. Que os jogadores o levem a serio. Que o respeitem.
Eu gostava do Conte, também. E preenchia todos os requesitos necessarios. Italiano, ganhador, experiencia e conhecimento.
Kacal I
Excelente texto Rodrigo, um trabalho eccezionale.
O Milan está realmente numa péssima fase e longe dos seus tempos áureos, um clube desta grandeza tem que estar a lutar pelo titulo italiano e a conquista-lo, tem que estar na Champions e tem que ser competitivo, nada disso tem acontecido e BASTA!!!.
O 1º passo é mesmo a mudança de Presidente, o Berlusconi já não investe tanto e os escândalos prejudicam o clube, é preciso alguém que esteja focado no clube e no projecto e invista dinheiro e este Mr. Bee parece que pode ser a solução.
Em seguida é preciso um director desportivo com novas ideias e ambições de preferência alguém ligado ao passado do clube (Maldini, etc).
Um novo treinador que seja competente e experiente mas também tenha pulso forte, na Serie A há algumas opções interessantes como Mihajlovic ou Montella, alguém de fora como Emery ou Leonardo Jardim também não seria mal pensado.
Por fim é preciso vender alguns jogadores para encaixe e despachar outros excedentários que estão a mais e avançar para o reforço de plantel com uma boa movimentação de mercado baseada em inteligência e critério, um jogador de classe mundial para maduro para um dos sectores é fundamental.
PS: um novo estádio como o João Lains referiu, não sendo uma prioridade, acho que seria a "cereja no topo do bolo", sem duvida.
Rafael Almeida
Tenho pena de ver este Milan assim. Desde pequeno que sempre ouvi falar ,como vi muitos jogos do futebol italiano. Pois alguns familiares meus trabalharam lá durante mais de 20 anos se não estou em erro. Por isso, desde puto que nutri algum carinho pelo futebol italiano, apesar de atualmente, quase nunca acompanhar os jogos. Não sou fã deste Milan, mas sim do rival. O grande Inter. Lembro-me perfeitamente de ouvir os meus familiares falarem deste Milan, do meu Inter, da Roma, Juve. De tudo. E apesar de eu ter sempre gostado do Inter em grande parte por causa de lendas como o grande senhor Zannetti, a história do Milan e os seus jogadores sempre me fascinou. A forma como me falavam do Milan, era qualquer coisa. Espero que este Milan volte a ser o que era, tal como o meu Inter, para o bem do futebol italiano, para o bem do futebol mundial. Excelente artigo!
Cumprimentos,
Rafael Almeida
Carlosfcp
Neste momento penso que o melhor do Milan é o guarda redes Diego López, fez-me confusão a sua dispensa do Real Madrid mas está a demonstrar o que esperava dele precisamente no estado em que o clube se encontra. Vamos ver se este rumor de compra se confirma, se o clube renasce e volta a ser um tubarão a evitar pela Europa fora.
Sinceramente, tenho muitas duvidas se o Jorge Jesus terá capacidade para liderar uma equipa com jogadores mediáticos, será que ele irá arriscar a sua reputação e credibilidade que tem em Portugal em detrimento de os jogadores não o levarem asserio? Seja qual for o treinador, no que diz respeito a jogadores, o Milan precisa de uma limpeza séria porque quase ninguém tem qualidade para jogar naquele clube, em comparação, muitos jogadores da nossa liga, neste momento, teriam lugar no Milan! Também é importante salientar que a prata da casa já viu melhores gerações, um aspecto a rever.
Zé
É triste ver este Milan, mas, por um lado, ainda bem que aconteceu. Era preciso uma catástrofe destas para que a direcção (Galliani e Berlusconi) veja a m#$d@ que tem andado a fazer nos últimos 3 ou 4 anos…
Em 2012 o Milan morreu. Desde então não houve uma única contratação decente a não ser o Diego Lopez e o Menez! Nada! Zero! E o Milan contratou, à vontade, uns 40 gajos!
Não há mística no clube, não há presença, não há sentido de história nem de responsabilidade, não há líder… Acabou Nesta para começar Mexès (meu Deus do céu…), acabou Gattuso para começar deJong, acabou Seedorf para começar Constant, acabou Pippo para começar Balotelli… Acabou Van Bommel, acabou… pah, acabou tudo… Nem sei o que dizer…
O Montolivo é capitão do Milan. Está no clube há 3 anos… Está tudo dito.
Leão de Honra
Isto é também o reflexo da decadência do treinador italiano no mundo do futebol, eles que nos anos 80 e 90 eram reis da táctica, estão neste momento ultrapassados e com isso da-se uma crise nas apostas de treinador, porque em Italia haverá sempre tendência para apostar naqueles que conhecem a cultura do campeonato em detrimento de estrangeiros…
Não é qualquer estrangeiro que chega a Italia e tem sucesso, precisa de se adaptar, o Mourinho foi talvez a maior excepção, tirando Mourinho mais nenhum estrangeiro que me lembre chegou lá e ganhou aquilo de uma assentada, nem Erikson, e esse já foi nos anos 80/90…
Portanto tanto o Milan como o Inter que estão agora nas mãos de magnatas asiáticos vão ter que investir num projecto de médio/longo prazo para recuperar…
Estas equipas nem se tem reforçado mal, mas a falta de um treinador de topo tem-lhes custado a fiabilidade necessária para chegar pelo menos a liga dos campeões…
Tanto uma como outra equipa, precisam de treinadores de personalidade forte e que tenho pulso, quiçá apostarem em veteranos que já tenham sido seleccionadores não seria má ideia…
O Milan poderia tentar Capello, que embora já esteja na minha opinião ultrapassado no seu tempo, continua a ser um treinador muito competente, e o Inter poderia apostar em Ramon Domenec, ex-seleccionador francês que lhe permitiria também com mais facilidade a certos mercados como o Belga e o Francês… onde há muita coisa para pescar de qualidade…
Outros treinadores que poderiam calhar bem no Milan, eram ambos Holandeses ,na minha opinião
o Mark Van Basten apesar de ter sido muito melhor jogador do que é treinador, não deixa de ser um treinador que conhece a cultura do futebol italiano não obstante de ter uma mentalidade muito mais romântica e ofensiva do futebol, só nisso dá 15 a zero ao Inzaghi, porque a nível de circulação de bola o Milan era logo outra coisa…
Outra aposta boa, seriam De Boer que tem solidificado os conhecimentos no Ajax e está preparado para treinar equipas com mais dinheiro…
A nível de mercado e contratações, e´altamente subjectivo… com o dinheiro que Inter e Milan tem disponíveis para contratar só não contratam bem se forem parvos, mas em relação ao artigo, não creio que Jesus ou Lopetegui estejam interessados em ir para Italia colocar a sua imagem em risco…
Jesus já declinou o Milan na época passada, Lopetegui não é parvo nenhum, sabe perfeitamente que o Porto é o trampolim para pelo menos sair daqui e ir-se meter numa equipa em Espanha que lute pelas competições Europeias (no mínimo) , Jesus tem estado desde há um ano a receber lições de inglês e diria que isso é uma forma antecipada de dizer que quer ir para lá… não me admirava nada de o ver ser apresentado no Tottenham, Liverpool ou Everton, equipas com dinheiro para lhe pagar um salário chorudo e permitir ao mercado contratar jogadores de qualidade. (além de que, ele quer, parece-me, ganhar ao Mourinho para dizer a todos que ele é melhor que ele…)
Flávio Trindade
Obrigado Rodrigo por esta incursão pertinente no universo rossoneri, do qual faço parte também.
Podemos numa perspectiva de futuro afirmar tal como Hamlet, que "to Bee or not to Bee, it will be the question".
A entrada em cena de mais um magnata poderá modificar a actual letargia.
Berlusconi foi muito importante para o Milan, como Moratti tinha sido para o Inter ou Agnelli para a Juve. Mas tudo o que se passou nos últimos anos à volta do velho Silvio, as desavenças directivas entre Galliani e Bárbara e desportivamente o ingresso devastador de Mourinho no calcio e a recuperação do poder por parte da Juve afectaram e muito os rossoneri.
Concordo em absoluto com a opinião do Lains acima sobre o novo estádio. É um projecto core para o futuro do grande de Milão, pela atmosfera que irá criar e acima de tudo pela recuperar da relação de grande afectividade entre o clube e os seus tiffosi, que estão cada vez mais arredados.
No plano desportivo, parece-me evidente que os últimos técnicos têm sido sistemáticos tiros nos pés.
Inzaghi ainda não tem bagagem para o Milan (embora tal como já o afirmei por aqui, poderá ser um novo Stramaccioni, se quiser dar um passo atrás para depois dar dois à frente) e como tal é preciso sangue novo a começar pelo banco.
Não acho nada que o treinador deva ser italiano, muito pelo contrário. O Milan precisa de ousar. Precisa de trazer novas ideias e novas filosofias e não será certamente um italiano, nem nenhum estrangeiro com ligação ao calcio que o irão fazer (contudo creio que a médio prazo Ancelotti regressará à sua "cadeira de sonho")
Jardim, Jesus, De Boer, Emery, Schmidt seriam todos eles nomes que trariam impacto imediato quer ao Milan quer ao Calcio, e mesmo tendo conceitos em tudo antagónicos entre si, seriam todos eles boas escolhas.
Quanto ao plantel, também concordo em absoluto com o Lains.
Nunca consegui perceber o que viam em Mexes, para mim dos jogadores mais overrated de sempre.
Mas além do francês há mais inutilidades na equipa. É mais fácil dizer o que se quer manter, do que o que seria para despachar.
Diego Lopez e o veteranissimo Abbiati (até pelo balneário) dão garantias.
Na defesa, apenas De Sciglio é indispensável. Rami, Boccheti e Palleta para manter e tudo o resto para despachar. Um central de qualidade indiscutível bem como um grande lateral esquerdo são prioridades.
No meio campo mantinha apenas Bonaventura, Montolivo, De Jong e Poli. Fazer regressar Riccardo Saponara (grande época no Empoli) e contratar um médio de grande rotação capaz de jogar a 8 ou a 10.
No ataque, manter apenas Menez e El Sharaawy, embora no caso do faraó já é mais que tempo de explodir. Contratar dois avançados com golo e mais um extremo que desequilibre.
Se Bee trouxer a carteira cheia e não fizer como o magnata do vizinho do lado, os nomes que gostaria de ver em Milão seriam:
Eder Balanta, Fábio Coentrão, Hakan Calhanoglu, Vitolo, Berardi e Jackson Martinez.
Zé Borges
Deste plantel só consigo gostar de meia dúzia de jogadores, Diego Lopez, Antonelli, Van Ginkel, Menez. Cerci se for aposta continua também é bom.
Penso que teriam que sair jogadores como Zaccardo, Bonera, Mexes, Muntari, Essien, Rami, Zapata, Pazzini e mais uns quantos sem qualidade para este tipo de " histórico Europeu".
Deviam tentar contratar alguns destes jogadores na minha opinião:
Zaza ou Sansone ( Sassuolo)
Éder – Alessio Romagnoli ( Sampdoria )
Caceres (Juventus)
Nolito ( Celta de Vigo )
Mario ( Villareal)
Vela e Inigo Martinez ( Real Sociedade)
Lamela (Tottenham)
Classie( Feyennord)
wijnaldum (PSv)
Rui Miguel Ribeiro
Talvez fosse altura de pôr os patins no Galliani. Acho que está gasto, ultrapassado e a política de contratações atinge-o mais do que a qualquer outro. O passo seguinte seria contratar um treinador capaz com capacidades de "squad-building". Seguir-se-ia a "limpeza" drástica de balneário, retendo apenas o que seja aproveitável: garantias de qualidade para os próximos anos e num ou noutro caso, ligação afectiva (mística) ao clube. Só depois se deve colocar a questão das contratações.
João Lains
É essencial reduzir a folha salarial.
Rui Miguel Ribeiro
Exacto, mas também é preciso fazer um shake-down da hierarquia que já não dá conta do recado.
Anónimo
Realmente ver este gigante neste estado, só é mau para o futebol! O Berlusconi tem que sair, muita polémica à volta deste cromo e não parece muito interessado na devida gestão do clube. Como treinador, apostaria em Montella ou Unai Emery. Também é preciso uma limpeza do balneário e alguns reforços.
GR: Diego Lopez, Abbiati; Defesas: Abate, Di Sciglio, Luca Antonelli, Laurens de Bock (ex-Club Brugge), Lorenzo Tonelli (ex-Empoli), Fabian Schär (ex-Basileia), Daniele Bonera (4º central), Inigo Martinez (ex-Real Sociedad); Médios: Riccardo Montolivo, Andrea Poli, Giacomo Bonaventura, Nigel de Jong, Keisuke Honda, Lucas Romero (ex-Velez Sarsfield), Riccardo Saponara, Marco Benassi (ex-Torino); Mattia Destro (ex-Roma), Jeremy Menez, Carlos Bacca (ex-Sevilla), Alessio Cerci, Mbaye Niang.
O Faraó El Shaarawy vai um pouco na linha de Balotelli, grande impacto inicial e depois eclipsou-se. Talvez emprestá-lo para relançar a carreira num sítio com menos pressão. Suso também seria a emprestar para jogar com regularidade.
O onze tipo seria: Diego Lopez, Di Sciglio, Schär, Inigo Martinez, Antonelli, de Jong, Montolivo, Bonaventura, Honda, Menez e Bacca. Em 4x4x2 losango, não sendo um onze de top era uma boa base para começar a trabalhar e voltar à Europa.
Knox_oTal
Anónimo
Boa discussão assente num clube que nos últimos anos tem sido gerido sem ideias que o permita ombrear com os melhores do seu país.
Todos os problemas do Milan foram diagnosticados nesta discussão, após o afastamento de Berlusconi é importante existir um projecto com objetivos bem definidos e parceiros que se enquadrem com ele. A escolha do treinador é essencial, pois a política de recrutamento e os resultados desportivos são indissociáveis dessa escolha.
O treinador deve ser plenamente conhecedor da realidade da série A, senão poderá o clube perde e um ano no plano desportivo com a adaptação do mesmo à realidade. Dentro desta linha existem vários possibilidades Montella, Prandelli e até Lippi (caso esteja disposto).
Ao nível do plantel a limpeza do Balneário é necessária e acrescentar qualidade e potencial nas contratações, aí veremos que dinheiro irá dispor o clube…
Hugo Gomes
Samuel Noronha
Treinador indicado para o Milan seria o Luciano Spalletti que está desempregado neste momento, juntamente com isso uma limpeza de balneário, reduzir folha salarial e também importante, rever a estrutura do clube.
LuisRafaelSCP
É preciso uma limpeza, como referi ontem, não basta o treinador.
Esta entrada de capital estrangeiro é um bom começo… a mudança de treinador é óbvia, e gostaria de ver JJ a pegar neste projeto. Depois sim, uma limpeza profunda no plantel, quase a começar do 0! Elementos que nada dão à equipa, como o Bonera, Zapata, Muntari, Essien e muitos outros, com ordenados chorudos, têm de sair, e a aposta no mercado terá de ser criteriosa.
Este Milan é uma sombra do que já foi, é drástico o ponto a que chegaram.
Anónimo
Excelente texto!
Relativamente ao que foi dito, creio que a entrada de Mr. Bee (ou qualquer outro investidor) não assegurará, por si só, o regresso do Milan ao lugar que merece no futebol mundial.
Veja-se, por exemplo, o caso do vizinho da cidade de Milão: a entrada de um investidor, apesar de ter trazido fundo de maneio para atacar o mercado, não assegurou a entrada de talento e qualidade necessária para dar a volta à situação corrente – que, apesar de não ser tão dramática como a do Milan, está longe de ser adequada ao historial de um clube como o Inter.
Posto isto, e sendo ponto assente que com fundo de maneio tudo se poderá tornar mais fácil, julgo ser essencial ao Milan 3 pontos:
1 – Reformulação completa do plantel – Mexes, Zapata, etc, não são jogadores para lutar pela entrada em competições europeias – aproveitando também a escola de Milanello;
2 – Ir buscar um treinador jovem (mas que perceba algo de futebol, não outro Inzaghi): julgo que Jardim, De Boer, Klopp ou Emery seriam as melhores opções;
3 – Reformular por completo a estrutura diretiva do Clube: Berlusconi e Galliani já não têm know-how/interesse/vontade (o que quiserem…) para liderar este clube.
Apenas após estes 3 passos o Milan poderá pensar em outros vôos, como seja a construção do novo estádio.
Anónimo
Este Milan tem muitos jogadores que nunca deveriam ter vestido a camisola, mas se há 1 que nunca percebi como foi possível estar tantos anos la e o Bonera, nunca "gostei" da maneira como joga, nao tem velocidade, agressividade, e entao jogo de pes meus deus, axo que ele e o maoir exemplo de como este Milan caiu num "fosso"…
Toupas