Como é que os clubes europeus vão rivalizar com o poder económico dos emblemas ingleses? Este acordo vai acentuar ainda mais o fosso entre as equipas (apesar disso não se traduzir em resultados, já que a nível europeu, com excepção para o Chelsea, os restantes conjuntos não tem feito valer os milhões que gastam todos os anos).
Estratosférico. Os direitos televisivos da Premier League foram vendidos por 6,92 mil milhões de euros, representando um acréscimo de quase 70 por cento em relação ao estabelecido para as temporadas entre 2014 e 2016, às operadoras Sky e BT, que vão dividir a transmissão em directo de 168 partidas por época. Segundo o contrato que vai vigorar entre 2016 e 2019, cada jogo que a Sky e BT vão transmitir em directo custará às operadoras 13,7 milhões de euros. O dinheiro do contrato hoje divulgado será dividido pelos clubes do campeonato inglês, numa fórmula que é das mais equitativas do futebol europeu: os 20 clubes recebem uma fatia de valor idêntico que corresponde a 50% do total que cada um encaixa. A isto junta-se um pagamento em função da classificação obtida (25%) e ainda verbas para o investimento em infra-estruturas (25%). Uma das novidades deste novo acordo, e algo que Mourinho há muito pedia, é a transmissão de jogos à sexta-feira à noite.



0 Comentários
Octavio
Com números e valores aparte, isto é não entrar em comparações com os valores praticados, o mais engraçado é que a anterior Liga de Clubes (a que foi destituída) procurava um Modelo Inglês e/ou Alemão.
A actual Liga de Clubes, isto é Benfica e Porto, querem impor um Modelo Espanhol.
Qual é que serve melhor os interesses do Futebol Português (aquilo que deveria ser o objectivo primordial da Liga PORTUGUESA de Futebol)?
(ps: eu percebo a posição do Porto e Benfica, mas não posso aceitar que essa seja a posição da Liga que tutela e zela (?) por todos os clubes inseridos nas Ligas profissionais)
PM
Excelente observação.
Anónimo
Não se esqueçam que o Benfica e o Porto só vão conseguir competir na Europa a curto prazo se mantiverem este modelo de distribuição de receitas televisivas
Pedro CB
Anónimo
Concordo plenamente. Como disse e bem, a Liga é de todos os clubes. Obviamente que Benfica e Porto tem os seus interesses, mas os interesses que a Liga deveria ter era de melhorar o maximo que puder TODAS as equipas. Logo os interesses do Benfica e Porto ,nunca poderia sair por cima dos interesses das restenstes 16 equipas(nao conto o Sporting aqui, pois tambem é do mais beneficiados, no entanto nao teve contra o Mario Figueiredo). Quando dizem que pode prejudicar a curto prazo o Porto e Benfica…até dou razão.Mas em longo prazo todos os clubes ganhariam. Com o dinheiro mais distribuido, melhor qualidade em todas as equipas. O que levaria a melhor jogos, mais interesse, mais receitas e por fim mais atenção por parte dos estrangeiros a nossa liga.
Rodrigo
Octavio
Pedro CB,
a questão é mesmo essa, o Porto e Benfica não são os únicos clubes deste país, nem os únicos que competem na Europa. E esta época é um belo exemplo disso, sem qualquer ponta de ironia ou sarcasmo da minha parte.
O modelo espanhol é do mais injusto. O campeonato (com a excepção destas duas últimas épocas) é demasiado desequilibrado, onde os 2 primeiros quase que atingem os 100 pontos, tal é a dificuldade em perderem pontos.
E Portugal já caminha para isso. Basta ver a pontuação exagerada que o Benfica tem esta época, fruto de, na 1ª volta, em 51 pontos em disputa, só perdeu 5 (e 2 foi com um rival directo, que também não levou os 3 pontos para casa, logo a consequência negativa foi quase nula).
G
A distribuição equitativa ou mais perto de ser igual entre os clubes nacionais iria enriquecer o campeonato. Iria permitir que os clubes mais pequenos tivessem mais verbas para investir. A ideia do modelo inglês à partida é a mais séria, mais justa e que visa apetrechar os clubes com meios para elevar o seu nível competitivo. No entanto, da teoria à prática passando pela maneira tão tuga de desvirtuar tudo ou quase tudo (e tendo em conta os nossos dirigentes) não sei….teorias no papel há muitas
Spo. Intera.
A liga de maior sucesso no mundo é também quem mais igualmente divide o bolo dos direitos de TV. A Premier League é um sucesso no mundo todo. A Sky Sports e a BT Sport, os dois canais que têm os direitos de transmissão do campeonato no Reino Unido, pagam juntas € 3,79 bilhões. Os direitos de TV para o exterior somam € 2,88 bilhões. Um total de € 6,67 bilhões pelos direitos de transmissão. Só para efeito de comparação, o Campeonato Brasileiro custa aproximadamente R$ 1 bilhão (€ 335 milhões). Um dos fatores que torna a liga inglesa tão forte é como é feita a divisão de TV, que permite mesmo aos últimos colocados receber uma boa quantia.
Luis La Liga
Em 2012/2013 a liga inglesa tinha uma media de 2,8 golo. Em 2013/2014 2.77 e nesta epoca 2.57. A equidade entre clubes traz maior competitividade, mas também menor espetacularidade. Alem disso, os clubes pelo elevado grau de exigencia fisica (muito condicionados por um sistema antiquado a meu ver de calendario) tem grandes dificuldades em lidar com os grandes dos outros paises. Outra desvantagem que se prende para o insucesso da premier league (mesmo com tanto dinheiro) é a fraca adesão dos jogadores sul americanos a terras de sua magestade. O clima e o idioma claro que são uns dos motivos, mas tambem ja se começa a perceber que um campeonato com tanta exigencia tira gosto de jogadores virtuosos o disputarem (Markovic, por exemplo, vê-se mais a defender que a atacar. Oscar e William perderam muito do rasgo, etc).
Spo. Intera.
Concordo principalmente com a última parte, onde posso incluir dois casos bastante visíveis : Di Maria e Falcão.
Alexis
É incrivel este valor!! Nem quero imaginar o próximo!!
Assim os clubes ingleses terão ainda mais dinheiro para gastar…
Sim o modelo inglês é o mais "justo" mas tem uma razão forte de ser: é o único país que consegue ter 20 equipas, todas ou quase todas com um número de adeptos semelhantes (as audiências de um jogo "pequeno" são quase tão altas como as de um jogo grande). O único país que consegue aproximar-se a esta distribuição de adeptos é a Alemanha, daí o seu modelo ser semelhante.
Em Portugal só os jogos dos grandes é que têm visualização que justifique o investimento. Logo estes têm direito a uma maior fatia. Mas também, um pouco mais de justiça na distribuição não faria mal algum, bem pelo contrário.
Ja há muito tempo que defendo aqui no blog (tal como outros users, Kafka I à cabeça) que, com um ajuste à realidade do mercado português, temos tudo para internacionalizar ainda mais o nosso campeonato (leia-se aumentar a visualização no estrangeiro):
A começar pela redução do número de clubes da 1a liga para 12, e distribuindo um pouco mais justamente as receitas da tv. Isto levaria mais dinheiro aos clubes portugueses, visto diminuir o número de clubes a receber. Por consequência, melhores plantéis, equipas mais competitivas, logo um campeonato mais atractivo. Outra consequencia directa seria a de apetrechar as equipas com melhores armas para disputar as competições europeias. Isto desperta o interesse do adepto estrangeiro no futebol português (que mesmo estando recheado de clubes e jogos fracos, ganha cada vez mais audiência no estrangeiro), juntando isto tudo ao desejo das comunidades de emigrantes em poder ver o nosso campeonato.
Ja que o mercado português é pequeno, que se explore a sua internacionalização. Mas só quando puder apresentar qualidade e competitividade.
Kafka I
Na mouche,nada mais há a acrescentar, subscrevo a 110%
manelmadeira
Também subscrevo, mas depois do alargamento não me parece que vao reduzir o campeonato para 12 equipas.
Quem me dera ao campeonato português ter o interesse e espectáculo do campeonato inglês
Pedro Leal
Também concordo com a redução de clubes na Liga. Pelo menos até essa tal internacionalização ser conseguida, ou seja, depois de isto ser reformado e mudadas as regras do jogo.
Acho que uma das regras mais importantes seria limitar o número de jogadores com contrato por clube, o que até economicamente faz sentido, dado que uma empresa com dívida não devia ser autorizada a contratar indiscriminadamente. Isto faria com que as equipas de menor rendimento não se vissem sem os seus melhores jogadores para estes depois se perderem entre empréstimos por clubes grandes.
Além disso, faria com que os jovens pensassem melhor antes de ingressarem num clube grande sob falsas promessas e tivessem mais confiança em como podiam chegar ao topo passo a passo.
E aí existiria mais competitividade e mais interesse dos outros mercados. Só ai se poderia falar, se o futebol em Portugal fosse sério, de um campeonato com 16 equipas (nunca as 18 que tem agora)
Rui Miguel Ribeiro
Acho mal os 12 clubes. O Campeonato é suposto ser Nacional (mesmo assim é pouco) e essa redução drástica viria a condenar ainda mais clubes à indigência. Penso que 16 é um nº equilibrado.
Luis La Liga
Mas se nem os adeptos portugueses vem os jogos porque é que os estrangeiros iam ver? Eu mesmo com bilhetes a borla para ver a Academica ponho lá os pés.
A redução de clubes para 12 concordo mas é uma miragem. Era preciso que os clubes aceitassem e isso é impossivel.
joao
Eu como frequentador assiduo do eec compreendo-o. Presumo que não seja da cidade. Porque se fosse convidava-o a fazer o raciocinio oposto. Por não lá meter os pés (embora sendo de borla o que lhe digo fica sem efeito) o senhor e muitos outros, é que tem um clube que joga muito pouco. O guimarães até quando desceu tinha o estádio cheio e não foi por jogar melhor do que nós nessas épocas.
Alexis
Não vão ver porque nem os jogos são atraentes nem o preço se ajusta à realidade portuguesa. Se um Braga x FCP fosse a 7/9 euros, o estádio enchia, as audiências da tv eram altas como o são agora (os melhores jogod nacionais têm audiências boas). Se o campeonato fosse a 12 equipas, os maus jogos seriam reduzidos, os bons jogos aumentavam com o aumentar da qualidade e competitividade do campeonato. Para além do facto de, com 12 equipas, o campeonato ter mais derbies/clássicos para disputar.
Esta redução so traria coisas boas ao futebol português. Muitos clubes não iam aceitar? Acredito mas só têm é que fazer pela vida para ficar nos 12 primeiros aquando da redução.
Pedro Costa
Percebo o argumento da redução da Liga para menos equipas, 12 por exemplo, e as razões apresentadas em vários comentários no VM fazem sentido, mas por que razão é que quando se aplicaram medidas semelhantes noutros campeonatos, estes ficaram mais fracos, ao contrário do que seria de esperar? Sinceramente é algo que não percebo, e é a única razão pela qual não concordo muito com a redução da Liga… Se alguém souber explicar agradecia.
JSC
Eu não sou necessariamente a favor da redução, pois a melhor liga em Portugal é a segunda com 24 equipas e é a liga mais competitiva, onde em 26 jornadas a diferença entre o primeiro e último é de 32 pontos enquanto na primeira 18 equipas, 20 jornadas, 37 pontos. Enquanto entre o primeiro e o sexto é de 8 pontos e 20 respectivamente.
Portanto o essencial é mesmo tornar as equipas mais equilibradas financeiramente, penso que é a única solução que pode tornar a liga 1 mais competitiva. Tectos salariais, receitas melhor distribuídas, maior envolvimentos com as comunidade locais e por último uma mentalidade menos clubística dos adeptos.
O problema é mesmo a disparidade entre os 3 grandes e o resto. O ideal para o futebol português era mesmo estes clubes irem à falência para o futebol português renascer mais forte.
Pedro Costa
JSC concordo em grande parte com o seu comentário. Não digo que o ideal seria os 3 grandes irem à falência, mas que o melhor para a Liga iria tornar estes clubes mais fracos, isso iria! A centralização dos direitos de televisão é o passo mais importante a ser tomado. Se houvesse uma repartição como há em todos os campeonatos europeus (excepto em Espanha), o campeonato iria ser muito mais competitivo e muitos dos problemas actuais desapareceriam!
JSC
Só uma nota, Santa Clara, Maritimo B transmitem os jogos no Youtube e Maritimo Tv respectivamente pela internet. Mais as equipas B's dos grandes, e pela Sporttv 1 ou 2 jogos. Se alguém souber demais diga, eu neste momento vejo mais jogos da segunda do que da primeira.
Kafka I
JSC
Entendo a tua ideia, mas repara nem sempre competitividade é sinónimo directo de qualidade, e a 2ª liga apesar de muito competitiva, é uma Liga fraca…
Concordo em certa medida com algumas das tuas ideias, principalmente receitas melhor distribuidas, envolvimento com as comunidades etc…
Agora repara só no seguinte, quando há pouco dinheiro para distribuir, tens que reduzir para o pouco que há para distribuir, dê mais dinheiro
Vamos ao exemplo concreto, hoje num post em baixo, disseram que foi feito um estudo onde caso houvesse centralização do direitos TV, podia-se chegar a um bolo de 140 milhões, então façamos as seguintes contas.
– 140 milhões a dividir por 12 equipas, onde os 3 grandes receberiam cada um 20 milhões de eur, e os restantes 9 equipas receberiam os 80 milhões restantes, o que dá cerca de 9 milhões de eur a cada equipa
– Ora presentemente temos quantas equipas com orçamento igual ou superior a 9 milhões? apenas 3 equipas, (Benfica, Porto e Sporting), e o Braga acha que ronda um orçamento entre os 9 e 10 milhões
– Perante este facto, o que aconteceria? teriamos que o último classificado (12º com o campeonato com 12 equipas), passaria a ter o mesmo poder de compra do actual Braga (que actualmente é a 4ª melhor equipa de Portugal), ou seja, teriamos um campeonato onde a pior equipa do mesmo (o 12º classificado) teria o actual nível do Braga (que é a actual 4ª melhor equipa do campeonato)
Isto era um aumento brutal de qualidade, basta imaginares um campeonato, o Braga seria a pior equipa do mesmo
Kafka I
Pedro Costa
Não te sei responder com exactidão a isso, mas se reparares em todos os campeonatos onde foi feita a redução, à partida tinham todos ou um mercado inferior ao nosso (a Escócia tem metade da população de Portugal) ou com pouca tradição futebolistica (Suiça por exemplo), logo não há milagres e não há muito a fazer, porque sem habitantes suficientes ou sem tradição, não hipotese alguma de fazer um campeonato competitivo..isto na minha visão
JSC
Por isso também apontei a diferença entre o 1º e o 6º da primeira liga já é de 20 pontos. Mas sim competitividade não quer dizer qualidade, mas torna os jogos mais interessantes de ver, pois ninguém gosta de ir a corrida de cavalos apostar quando já se sabe quem vai ganhar.
Eu acho que 16 era um bom número de equipas.
Mas o essencial era haver debate algo que não existe, o que dá a entender que está tudo bem no futebol.
A liga seguinte em direitos televisivos é a turca e depois a portuguesa, portanto para a nossa população já são relativamente bem pagos.
Kafka I
A Turquia tem 75 milhões de Habitantes, mas não tem tanta tradição futebolística como grande parte dos Países Europeus, mas mesmo assim não sabia que estava em 6º lugar…sabes qual é o valor total do bolo na Turquia?
JSC
by 2014-15 it's expected to increase €436 million.*
https://boxscorenews.com/turkish-super-league-broadcasting-rights-increase-to-million-p36131-68.htm
Rui Miguel Ribeiro
Ao reduzir as receitas dos Grandes também iam reduzir a qualidade porque não podiam comprar os jogadores que compram. Já agora, as receitas de TV não são tudo e os 9M não permitiriam necessariamente que o Penafiel ficasse ao nível do Vitória de Guimarães. Finalmente, mesmo sem os 9M, o Estoril (2x) e o Paços de Ferreira ficaram nos últimos anos à frente do dito Braga.
Spo. Intera.
Se alguém me pode-se tirar uma duvida agradecia. Primeiro quanto recebe a Liga Portuguesa pelos direitos televisivos ( total ) ? E de seguida como é dividida essa quantia entre os 20 clubes da l Liga?
Agradecido.
Filipe M
Ainda há uns dias fiz referência a isto mesmo. Os clubes portugueses não ficam a dever nada aos tubarões europeus (especificamente aos ingleses) em termos de treino ou da própria gestão dos clubes. A grande diferença reside nas formas de financiamento. Dei na altura um exemplo e volto a deixa-lo aqui: gostava de ver o Benfica liderado por Luis Filipe Vieira e treinado por Jorge Jesus inserido numa Liga Inglesa com receitas de TV absolutamente pornográficas. Seguramente fariam bem melhor que muitos ditos de topo. Em matéria humana, Portugal e os portugueses não ficam a dever nada a ninguém.