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Hoje não, que joga o Leeds United

Continua a ser assim aos sábados à tarde, em Leeds, West Yorkshire. Os tempos estão difíceis para os Whites e longe vão as épocas de glória de Revie, Wilkinson ou do excitante Leeds de David O’Leary. Mas há coisas que não mudam: este é um clube popular. Confortavelmente instalados a meio da tabela e à espera de saber se Cellino se torna, ou não, o novo dono do clube, uma coisa é certa: onde joga o Leeds, o estádio enche. É a equipa que leva mais adeptos ao estádio, seja porque continua a ter uma massa adepta enorme, seja porque, bom, é o Leeds. “Everybody hates Leeds”. É um statement nacional.
No Championship, o Leeds, é a equipa que promove maiores assistências em estádios alheios, para uma média a rondar as 19 mil pessoas. Em casa? Só o Brighton faz melhor, com a sua média de 27 mil pessoas. Dos 24 clubes que compõem o campeonato, 20 têm regularmente mais de 50% da lotação total do estádio preenchida. Os que não têm, estão sempre lá perto. Mas, mais que isso, há pelo menos 10 clubes que têm frequentemente três terços do estádio completo.
Sim, esta é uma divisão secundária. Este é o Championship, muito mais que uma liga secundária. É, facilmente, a mais valiosa divisão secundária do Mundo em termos monetários – 10ª liga mais valiosa, segundo o transfermarkt. Clubes como o Bournemouth, o Huddersfield, o Nottingham Forest, o QPR ou o Wigan tiveram orçamentos de transferência superiores ou semelhantes a equipas como o Sporting, Ajax, Feyernoord, AZ, ou Twente. E, se excluíssemos Porto e Benfica, as equipas do Championship teriam movimentado mais dinheiro que a Liga Portuguesa e, já agora, ligas Holandesa e Belga. Jordan Rhodes, por exemplo, trocou o Huddersfield pelo Blackburn por cerca de 10 milhões de Euros, na temporada passada.
Em termos desportivos? Quinta? Sexta? Bom, fica ao gosto de cada um.
Ravel Morrison até pode nem saber quem “Gazza” foi, mas uma coisa sabe. Sobre o Championship afiança: “Acho, sinceramente, que é mais difícil em alguns aspectos. Na Premier League temos mais tempo para ter a bola. No Championship não temos muito tempo para ter a bola e temos de tomar decisões muito mais rapidamente”. Com uma influência menos incisiva do factor dinheiro nas equipas e sem uma sobre-exploração táctica, o Championship encerra outro tipo de mais-valia para o apreciador do desporto: O jogo é mais directo, é mais excitante, é mais vibrante. É mais objectivo. A competitividade é enorme e qualquer equipa pode vencer qualquer adversário. Um mau momento de forma, em três ou quatro jogos, pode afundar uma equipa. Afinal, no ano passado, o Cardiff perdeu 9 jogos e o Hull, 14. A três jogos do fim do campeonato 9 equipas lutavam para não descer e 13 lutavam por um lugar no Playoff.
Será, neste sentido, a melhor liga? Para Joey Barton, que jogou nos dois escalões principais em Inglaterra e em França, esta é, sem dúvida, a mais competitiva. “Tecnicamente, é inegável que o Championship está a anos-luz de ligas como a Premier League ou a La Liga”. Mas, tal como diz o bom vilão, “se te dispuseres a ver além disso, irás apaixonar-te por uma liga construída em trabalho duro, em que os jogadores lutam até à exaustão”. Afinal, esta é a liga que apregoa ser “real football, real fans”.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): João Pedro Cordeiro

0 Comentários

  • Anónimo
    Posted Março 12, 2014 at 11:51 pm

    os que nunca chegam a ser "craques" descem para esta liga portanto esta é uma viveiro para jogadores que teêm a garra como principal arma!

    dai os jogos serem tão imprevisiveis e cheios de emoção!

    rpga

  • Jeremy
    Posted Março 12, 2014 at 11:54 pm

    Ao tempo que não me lembrava do Leeds…

    Quando era puto e via a Premier League na RTP 2 era a minha equipa preferida. Tinham uma grande equipa com Viduka (bom ponta de lança), Ian Harte (grande marcador de livres), Woodgate (bom central), Kewell (o melhor jogador da equipa com um pé esquerdo estrondoso), Paul Robinson (bom guarda redes) e o rebelde Alan Smith (que na altura era das grandes promessas do futebol inglês mas que pelo mau feitio nunca atingiu o que poderia).

    Dessa equipa ficou o bom futebol que praticavam, de pé para pé e com velocidade, as boas campanhas na liga e até uma meia final em que perderam com o Valência onde na altura havia o Mendieta que era dos melhores médios do mundo, mas que depois desiludiu na Lazio.

    Era também uma equipa muito jovem, que poderia ter conseguido títulos se não tivesse perdido os melhores, Kewell para o Liverpool e Smith para o Manchester entre outros.

    Mas os adeptos sempre me marcaram pela emoção que punham no jogo.

    Espero que regressem breve ao principal escalão, fazem muita falta.

    • RuiPedro
      Posted Março 13, 2014 at 12:17 am

      Alan Smith nao foi só mau feitio, foi perna partida. Mas tenho uma dúvida enorme, ledley king e robbie keane eram do leeds ou Tottenham?

    • Jeremy
      Posted Março 13, 2014 at 12:30 am

      O Keane realmente jogou nessa equipa, esqueci-me tal como me esqueci do Ferdinand (que depois saiu para o Manchester na maior transferência de um central na história até há altura).

      O King é que foi sempre do Tottenham, onde jogou com o Keane, foi outro que teve azar nas lesões , poderia ter tido uma carreira bem melhor. Sempre foi melhor que o Dawson, só que não aguentou tantas lesões.

    • Alexis
      Posted Março 13, 2014 at 12:35 am

      O King não tenho certeza mas acho que do tottenham.. o Keane jogou no Leeds nesta equipa em cima mencionada (creio ter passado pelo tottenham anos mais tarde). A essa equipa referida falta acrescentar Rio Ferdinand, Lee Bowyer.. Anos antes passaram por lá Anthony Yeboah e um tal de.. Eric Cantona..
      Só para terem uma noção, vivo ligeiramente a norte de Londres (Milton Keynes, terra dos MK Dons, equipa que tem uma história muito peculiar, que mete a equipa do Wimbledon ao barulho) e partilho casa com um adepto do Leeds.. ele e o pai e tios, vão a mais de 50% dos jogos em Leeds (talvez uns 300 km a norte) e a todos os jogos que se joguem nas redondezas (de Birmingham até Brighton).. é sem dúvida um clube muito particular.. parabéns pelo artigo.

    • RuiPedro
      Posted Março 13, 2014 at 12:41 am

      Realmente é algo de fantástico o ambiente futebolistico na Inglaterra. Não fazia ideia que o Cantona tinha estado no Leeds, e creio que ainda ninguem o tinha mencionado, bem visto.

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 1:42 am

      A venda do Cantona, do Leeds para o United, foi surreal se olharmos ao valor. Não chegou a dois milhões de Euros e foi menos que, por exemplo, Dean Saunders, Dion Dublin, nessa mesma época, ou outros que a história nem guardou na memória e terá sido uma segunda escolha depois de Brian Deane ahah.

    • Jeremy
      Posted Março 13, 2014 at 2:03 am

      Talvez esse valor baixo do Cantona seja explicado pelos constantes problemas disciplinares que Cantona teve em França (onde não atingiu todo o destaque que o seu talento merecia).

      Outra das opções de Ferguson era o homem dos golos bonitos: Matt Le Tissier. Outro jogador que se tivesse jogado em outros clubes tinha tido muito mais reconhecimento.

      Foi uma aposta particular do Ferguson, que viu o talento e pesou que conseguiria acalmar o ego e mau feitio (algo que fez até certo ponto).

      "When the seagulls follow the trawler, it is because they think sardines will be thrown into the sea."

      Falando de Franceses talentosos e com mau feitio, quem se lembra do Ginola? Para mim dos jogadores mais talentosos que vi jogar…

    • Posted Março 13, 2014 at 10:51 am

      Lucas Radebe, Gary Kelly, Nigel Martin, Olivier Dacourt…

    • Matt Le Tissier
      Posted Março 13, 2014 at 11:37 am

      Matthew Le Tissier, esse génio, pés brasileiros em físico britânico!

      Jeremy, a história dele é conhecida, era pouco ambicioso, as cervejas a mais eram proporcionais aos grandes golos que apontava. Gostava de um estilo de vida que não se coadunava com um jogador de top mundial.
      Isso não o impediu de marcar 162 golos em 443 jogos, um número tremendo (o mais elevado) para um médio centro em Inglaterra.
      Marcou dois golos que estiveram na votação dos melhores golos dos 20 anos da Premier League, um frente ao Newcastle em 24/10/1993, e um frente ao Blackburn no dia 10/12/1994, ambos de uma qualidade extraordinária, mas que são apenas uma amostra das capacidades do génio nascido na ilha de Guernsey.

    • Matt Le Tissier
      Posted Março 13, 2014 at 12:41 pm

      Esqueci me de referir um número importante, o dos penaltys, Le Tissier converteu 48 em 49 tentativas, um números absolutamente fabuloso.

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 1:47 pm

      Ginola! Primeiro FIFA que comprei, FIFA97, tinha o Ginola na capa.

      Infelizmente quando chegou ao Villa já vinha demasiado gordo e sem grande vontade. Tinha um cântico próprio bem divertido, mas já não me lembro como era. Qualquer coisa como "He's fat, he's round, he's not worth a million pounds". Não fez grandes fãs em Birmingham.

    • kafka
      Posted Março 13, 2014 at 2:14 pm

      De referir que o Cantona venceu 2 campeonatos ingleses consecutivos por clubes diferentes (91-92 pelo Leeds e 92/93 pelo United)…acredito que em 114 edições da Premier League não seja caso único, mas também não é muito habitual de se ver, e que me lembro,depois dele acho que nunca mais nenhum jogador conseguiu tal feito em Inglaterra…

  • Anónimo
    Posted Março 13, 2014 at 12:07 am

    Espectacular este post, é de facto uma liga com grande qualidade, com grandes jogadores, onde o futebol é isso mesmo, futebol! não há guerras, não há artimanhas, é futebol no seu melhor, trabalho e competitividade! Estive mto tempo em inglaterra e realmente comprovei isto, acompanhava mto os jogos do Nottingham! Saudades
    Roberto Salazar

  • André Mota
    Posted Março 13, 2014 at 12:08 am

    Muito bom artigo.

  • RicardoSporting
    Posted Março 13, 2014 at 12:12 am

    Leeds, ainda me lembro de jogar CM 20012 com eles, tinham uma das melhores equipas do jogo: Paul Robinson, Rio Ferdinand, Woodgate, Ian Harte, Dacourt, Harry Kewel, Robbie Keane, Viduka e Alan Smith

  • João Lains
    Posted Março 13, 2014 at 12:18 am

    Finalmente, um artigo que faz jus a todo o teu conhecimento sobre futebol inglês e, neste caso em particular ao Championship. Acredito sinceramente que seja uma prova que possa ser vivida com a mesma animosidade com que tu o fazes, até por força da competitividade que é a sua principal imagem de marca. Todos os números que apresentaste impressionam, especialmente o valor que o Blackburn pagou pelo Rhodes, um excelente avançado com um percurso semelhante ao de Hooper pelos escalões secundários do futebol inglês e que como ele também já fez por merecer uma oportunidade na Premier League. Espero que o Leicester que nos últimos anos tem lutado de forma constante pela subida, a alcance no final da temporada. O Burnley também está bem posicionado para o conseguir mas não posso esconder as minhas preferências sobre o QPR e o Nottingham Forest. É uma pena que o Leeds não tenha para já condições de o conseguir e ter a mesma força que teve na viragem do milénio que os levou à Liga dos Campeões.

    Gostava só de te lançar um desafio, que construas o melhor onze (baseando no rendimento desses jogadores ao longo da temporada) ou aquele que tu consideras reunir maior qualidade individual do Championship? Como esquema táctico gostava que optasses por aquele que é a base da grande maioria das equipas.

    • João Lains
      Posted Março 13, 2014 at 12:36 am

      Na última temporada, jogava no Brighton aquele que para mim foi um dos meus jogadores preferidos e o melhor extremo do futebol europeu em 2003/04, Vicente Rodríguez. É uma pena todas as lesões que foi sofrendo ao longo da sua carreira.

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 1:30 am

      Tem graça que tenho pensado com frequência na questão do 11 da época. Ora, então. Há dois sistemas tácticos principais no Championship. 442 e 4231. Eu vou acabar por pegar no 4231 porque me parece fazer mais sentido e a sua constituição fazer mais jus à qualidade da Liga. Vou acabar por responder às duas versões numa só.

      GUARDA REDES
      Até certa altura dir-te-ia que era o Karl Darlow. Depois, dir-te-ia que era o Robert Green. Mas, de repente, tanto o Forest como o QPR quebraram de forma, eles por consequência e outros mantiveram-se mais consistentes. Neste momento, a escolha continua a ser complicada. Heaton pela surpresa (quer individualmente, quer pelo colectivo do Burnley, mas que como defende bem como um todo torna a tarefa mais complicada), Schmeichel porque tem ajudado o Leicester a fazer uma época impressionante. Mas, tenho de dar o destaque necessário ao Kuzsczak e talvez fosse para ele a minha escolha como melhor da época. O Brighton não é tão forte e mesmo assim tem menos golos sofridos e mais clean-sheets (4 jogos a menos que os outros, ainda assim). Em termos de talento? Darlow ou McCarthy seriam as minhas escolhas e quem contrataria se fosse dono de uma equipa.

      DEFESA DIREITO
      Simples e curto: Kieran Trippier. Nem sequer há discussão. É o jogador com mais assistências na liga (mesmo número que o Andy Reid). Robusto a defender e oferece uma enorme profundidade no flanco. O jogo do Burnley é canalizado maioritariamente pelo lado direito devido a ele. Qualquer equipa, Premier League, ou não, que precise de um lateral direito, este é o homem.

      DEFESA ESQUERDO
      Quase tão simples como o lateral direito, mas com o Stephen Ward mais perto que o Danny Simpson. A escolha é Aaron Cresswell. Ambos formam a dupla de laterais com mais assistências na liga, e diria mesmo os melhores em termos qualitativos. O Cresswell é mais um do topo da lista de jogadores com mais assistências. Para encontrar outro lateral com tantas assistências é preciso percorrer a lista quase ao número 50, onde lá aparecerá o De Laet.

      DEFESAS CENTRAIS
      Matthew Upson e Jason Shackell. Shackell é outro dos esteios do fantástico Burnley, tal como Ings e Vokes para além do Trippier. Nenhum deles tem sido especialmente goleador, mesmo sendo ambos muito fortes no jogo aéreo. No geral têm sido os melhores e mais regulares.

      EXTREMO ESQUERDO
      Andy Reid. Parece renascido das cinzas, mas a verdade é que o Andy Reid tem feito um grande campeonato. Tal como já tinha dito é, com o Trippier, o líder das assistências.

      EXTREMO DIREITO
      Esta pode ser um pouco discutível, estando o Adomah, o Lloyd Dier e o McCleary a fazer uma grande época. E, até, superiores em estatística mas… Jamie Paterson. É um pequeno fenómeno, jovem, enorme margem de progressão, e um extremo que me enche as medidas. Rápido, objectivo, vertical e bom finalizador.

      MÉDIOS CENTRO
      Craig Bryson é uma escolha óbvia. Ele e Hughes são os motores do Derby que está a fazer uma grande época. 12 golos e 8 assistências. Já o segundo médio centro é mais complicado. E a escolha estaria entre Leadbitter, Drinkwater, McGugan… Claro que se pode sempre jogar com o Andy Reid pelo meio e meter, por exemplo, um dos outros extremos, mais Hammill à mistura do outro lado.

      MÉDIO OFENSIVO
      Um médio ofensivo tipo Rooney. Tre-quartista, ou assim. O que acaba, se calhar, por ser meio batota e resultar afinal num 442. Mas aqui ou é Ings, ou é McCormack. Ings é mais talentoso, McCormack está a ser o melhor jogador da liga. No geral. Portanto, se a ideia for montar o 11 da época, é McCormack. Se for o 11 mais talentoso, é Ings.

      PONTA DE LANÇA
      Oh boy… Impossível? Há tantos tão bons. Nugent, Rhodes, Vardy, Vokes, Chris Martin… O McGoldrick e o Charlie Austin estavam a fazer épocas brilhantes até se lesionarem com gravidade. Troy Deeney que talvez tenha sido o melhor do ano passado. Le Fondre. Há para todos os gostos. Ponta de Lança de área, matador, Rhodes, Vokes ou Nugent. Nugent meio que falhou na Premier League, pelo que se tivesse uma equipa escolheria Rhodes ou Vokes.

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 3:12 pm

      Bom, hoje saiu a short-list para os prémios de melhor jogador do ano: Danny Ings, McCormack e Drinkwater. Pelo que o segundo médio, ao lado do Bryson, está escolhido. E a equipa tem mesmo de ter dois avançados móveis com Ings e McCormack.

  • Pedro Ramos
    Posted Março 13, 2014 at 12:38 am

    Muito bom artigo. Um "gigante adormecido" em Inglaterra, e dos meus clubes favoritos, a par do Liverpool. Merecem a Premier League, e estou convencido que o vão conseguir num futuro muito próximo.

    • Messinovic
      Posted Março 13, 2014 at 10:55 am

      porquê merecer a premier league?

      eles têm imensos adeptos, mas futebolisticamente não têm conseguido concretizar nada faz anos!

  • MosqueteiroSLB
    Posted Março 13, 2014 at 12:38 am

    excelente post. por acaso nao acompanho esta divisao, nem sei onde o posso fazer, mas quem sabe, agora, talvez veja um joguito ou outro

  • luis bcn
    Posted Março 13, 2014 at 1:10 am

    O championchip para mim é igual à maioria das segundas divisões. Imensas equipas e todas com possibilidades de subir e descer. Nao muito diferente da nossa 2 divisao, O Leeds continua com boas assistencias porque as pessoas apoiam a equipa da sua cidade e a cidade de Leeds tem praticamente a populaçao de Lisboa e Porto juntas. É a 3 maior cidade do Reino Unido e sendo o principal clube se calhar ate podia ter mais adeptos…Leeds a mim lembra-me Alan Smith…aquele avançado que no United (de Manchester, porque o leeds tambem é United) era medio…as vezes defensivo.

    Bom artigo, tem muito mais piada isto do que toda a gente a criticar o arbitro que nem sequer apitou ainda.

    PS: pensava que era o Millwal que toda a gente detestava

    • Kaz Patafta
      Posted Março 13, 2014 at 9:59 am

      O Milwall é odiado pelos fâs do West-Ham e vice versa. Cortesia do mítico Green Street Hooligans

    • Sideshow Bob
      Posted Março 13, 2014 at 10:39 am

      Creio que o ódio que é referido já vem do final da década de 60 e do Leeds de Don Revie, uma equipa ganhadora mas que usava e abusava da dureza em campo.
      A conhecida rivalidade de Revie com Brian Clough, e a diferença de postura de ambos (Clough acusou variadas vezes Revie e os seus jogadores de usarem todos os truques e artimanhas para vencer ao contrário do que ele fazia) acentuou essa animosidade.

      Tem a a palavra o autor do post para confirmar isso.

      Um abraço

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 2:00 pm

      Sim, o Millwall também. A questão do Millwall acaba por ser um bocadinho diferente, porque é mais os adeptos e não o clube em si. O Leeds vem do tempo de Don Revie, que Clough apelidava de batoteiro, como disse o Sideshow Bob.

      "You can all throw your medals in the bin because they were not won fairly." disse ele aos jogadores do Leeds assim que tomou o comando da equipa. Durou meia dúzia de jogos, já que nunca conseguiu agarrar o balneário.

  • Revisor
    Posted Março 13, 2014 at 1:26 am

    Bom artigo, para relembrar históricos como o Leeds United, Nottingham Forest, Shefield Wednesday, Shefield United, Leicester City, Coventry City, Brighton (inesquecível a final da Taça de Inglaterra de 1983 com o Man. United 2-2 e 0-4), Milwall (holligans mais violentos de Londres)…etc.
    Mas amanhã em White Art Lane, mítico estádio inglês, com os adeptos mais fervorosos de Londres, com os seus cânticos incessantes de apoio ao Tottenham, vamos recordar o futebol vivido na velha Albion!

  • Baresi
    Posted Março 13, 2014 at 1:43 am

    Não sei se foi aqui que vi á uns tempos um artigo que dizia que o verdadeiro jogo de Champions, em termos de valores implicados pelo seu resultado, era o jogo do PLay-off do Championship, devido aos valores referentes a patrocínios, receitas tv's, bônus da Premier League, receitas de bilheteira, etc que tal jogo implicava.
    Referia até que quem descia de divisão na Premier recebia um bônus altíssimo (não sei precisar mas acima dos 10M€ seguramente) para cobrir percas de receitas.
    O Newcastle quando andou na segunda divisão entrava no top-20 das equipas mais ricas do Mundo.

    Ah, já agora outra história. O meu primo concluiu os estudos em Nottingham, e foi ver um ou outro jogo do forest, na 2ªB.
    Pagou 23 libras, e estavam mais de 20000 pessoas nas bancadas, a grande maioria com bilhete de época.

  • João-Pedro Cordeiro
    Posted Março 13, 2014 at 1:58 am

    Já agora, em relação ao Leeds. O Downfall do Leeds começou algures em 2001 e bateu o fundo em 2007 com a chegada à League One, onde iriam estar até 2010. Na altura, em 2001, o presidente decidiu afundar o clube em empréstimos bancários na confiança que a equipa conseguiria o apuramento para a Liga dos Campeões e, com isso, receitas que os amortizassem. O problema? Em 01-02 ficam em 5º, em 02-03 em 15º e, em 03-04 caem finalmente no Championship. Nem mesmo as largas vendas de Ferdinand ou Woodgate entre outros cobriram os empréstimos e ainda enfraqueceram a equipa. Nunca conseguindo gerar receitas que viabilizassem o clube desportiva e financeiramente, o Leeds entra em insolvência em 03-04, com dívidas na casa das 100 milhões de libras. Está, até hoje, a tentar recuperar disto.

  • Kacal l
    Posted Março 13, 2014 at 3:00 am

    Excelente artigo João Pedro Cordeiro, Parabéns. :-)

    Eu não acompanho o Championship, mas até pretendo acompanhar, é um campeonato competitivo e com boas equipas e bons jogadores, até é um campeonato superior, em termos de competitividade e dinheiro, a muitas primeira divisões de outros Países, até na II divisão Inglesa, os estádios estão quase sempre cheios e há "amor" pelos clubes por parte dos seus adeptos, o futebol em Inglaterra é mesmo vivido de outra maneira mais especial, seja na Premier League, seja no Championship, seja noutra divisão qualquer, é realmente um espectáculo.
    Há também muitos talentos nesta divisão que estão a fazer boas épocas nas suas equipas e até podem ser contratados por equipas da Premier League, assim como outros jogadores mais "maduros" e outros até mais experientes que merecem uma oportunidade de ir para a Premier League, alguns desses jogadores vão subir de divisão com os seus clubes, outros nem por isso, mas há qualidade nesta divisão, isso é certo.
    No Championship, os clubes também têm grande poderio financeiro, devido a receitas de bilheteira, patrocínios, receitas televisivas, etc, etc, até vendas dos clubes, portanto é normal que aconteçam transferências "milionárias" entre clubes mais "pequenos" como o Jordan Rhodes ir do Huddersfield para o Blackburn por 10 milhões de euros, aqui em Portugal e noutros Países isso seria impossível mesmo na primeira liga, lá é mais que possível, é um dos factores positivos deste campeonato.
    O Leeds era uma daquelas equipas que sem serem "grandes", jogavam como "grandes" no viragem do milénio, tinham também bons jogadores no plantel como o Paul Robinson, Ferdinand (recordista da transferência mais cara por um central), Woodgate, Harte, Kewell, Viduka, Alan Smith, etc, tinham boas prestações no campeonato e até na Europa, não acompanhei, mas eram sem duvida uma das boas equipas do futebol Inglês, se não tivessem vendido os melhores, talvez tivessem feito ainda melhor, faltou a estabilidade.

    PS: Em tom de brincadeira, eu joguei FM e continuo a jogar (embora com menos regularidade), para os jogadores de FM, quem nunca jogou com uma equipa do Championship (ou até de divisões mais baixas de inglaterra) para as subir á Premier League e fazer dela uma das melhores??? é o básico e o mais divertido. :-)

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 1:53 pm

      Ainda agora consegui fazê-lo com o Wolverhampton. Da League One à Champions em três épocas. 11 actual: Alex McCarthy | Callum Chambers, James Tomkins, Ryan Bennett, Ben Davies | David Davis, Will Hughes, Ward-Prowse, Jon Williams, Jamie Paterson | Sturridge. E com tipos como o Lallana, o Nick Powell, o Adam Matthews, o Cresswell ou o Grant Hanley no plantel. Faço sempre uma equipa só de britânicos.

    • Kacal l
      Posted Março 13, 2014 at 3:18 pm

      Excelente João Pedro Cordeiro, é muito divertido e interessante, tens aí um belo 11 e um bom plantel.

    • Bombas
      Posted Março 14, 2014 at 4:38 pm

      Kacal, fiz isso com o Blackpool no FM12 (na altura tinham descido de Divisão) e para além da promoção ao BPL, depois na BPL acabei em 8º , 7º , 3º e depois na 4ª época na BPL ganhei-a.
      Taças domésticas ganhei a FA Cup 3 vezes consecutivas e nas competições europeias, ganhei a Liga Europa na 3ª época de BPL (consegui ir porque ganhei a FA Cup) e a supertaça europeia, na Champions, não passei dos quartos. Quando ganhei a 1ª FA Cup, na 1ª vez que fui à Liga Europa, arrumei nos oitavos.

  • Miguel Guerreiro
    Posted Março 13, 2014 at 9:25 am

    Leeds Português é o Farense. 2 Equipas miticas e com um grande passado no futebol portugues que no entanto estão um pouco adormecidas.

  • Wonderkid
    Posted Março 13, 2014 at 10:13 am

    Excelente post! Parabéns!

  • Admin
    Posted Março 13, 2014 at 11:09 am

    Grande Leeds United, lembro-me perfeitamente de torcer por eles nos jogos da Champions, em que, para além da grande equipa, 3 jogadores saltavam-me à vista, pela sua velocidade e técnica: Lee Bowyer, Harry Kewel e Alan Smith.. Foi pena o que sucedeu num curto espaço de tempo a uma equipa com enorme potencial. A má gestão e decisões menos boas pagam-se caras num campeonato altamente competitivo como o Inglês. Espero num futuro próximo voltar a ver equipas como o Leeds e o Forest novamente no principal escalão..

    • porquinhodaindia
      Posted Março 13, 2014 at 11:22 am

      …Mark Viduka, Erik Bakke, Ian Harte, Rio Ferdinand, Dalmat…também me recordo. Equipamento principal todo branco e alternativo todo amarelo!

  • Euclides!
    Posted Março 13, 2014 at 11:52 am

    A queda do Leeds para mim começou com o despedimento do David O'Leary

    tinham de facto uma equipa incrível no final dos anos 90, lembro-me praticamente de todos os jogadores

    Tinham um guarda-redes experiente, que era o Nigel Martin, suplente do David Seaman na Selecção inglesa
    depois tinham um outro mais jovem que não me recordo o nome que tambem diziam que era muito bom,

    tinham um lateral esquerdo irlandes muito interessante que era o Ian Harte, e a dupla de centrais estava ao nível das melhores que inglaterra ja viu, mas naquela altura, tanto o Woodgate, como o Ferdinand eram muito jovens, havia também um sul Africano que era internacional, muito experiente que compensava isso

    depois no meio campo, havia o David Batty, que foi um jogador que jogou muitos anos no Newcastle, e o Lee Bowyer que era uma especie de Joe barton daquela época, grande jogador, muito mau feitio, via muitas vezes cartões vermelhos por entradas a matar…

    do meio campo para a frente, o Leeds era uma grande equipa,
    Harry Kewell, que depois desapareu, mas que nesta altura era um dos jovens jogadores mais impressionantes, creio que chegaram haver propostas de quase 10 milhões de contos e eles recusaram, o Alan Smith que antes de ter lesões e o Fergunson ter tido a "brilhante" ideia de o converter a médio, éra um avançado muito bom e marcava golos…

    havia também o Viduka, que foi durante aquele periodo um dos melhores avançados em inglaterra, marcava 20/30 golos sem grande dificuldade na premierleague…

    e depois havia outros bons jogadores, uns nordicos, outros irlandeses que não me recordo de todos, mas lembro que o Robbie Keane ainda na sua juventude também fez parte desta equipa (por emprestimo do Inter não estou em erro)

    esta equipa que poderia ter ganho uma premier league com um pouco mais de experiência, creio que também chegaram uma vez as meias finais da champions…

    mas tal como escrevi antes, o declínio iniciou-se com a saída do treinador, que foi o mentor praticamente deste projecto, a forma de como jogavam era muito atacante, bastante atractivo de ver os jogos, praticamente acabavam sempre 4-2, 3-1, muitos golos, mas um futebol bastante dinâmico e agradável

    se o Leeds tivesse sido um pouco mais paciente e não tivesse que vender jogadores, teria atingido outro patamar, porque eram de facto uma grande equipa, quase tudo jovens jogadores… e curiosamente todos eles acabaram por sair e nunca mais voltaram a ser grande coisa, depois do Leeds praticamente a nível individual desapareceram todos com excepção do Ferdinand, porque os restantes ou ainda jogam em equipas de segunda ou tornaram-se jogadores com menor importância no futebol inglês.

    • LuisRafaelSCP
      Posted Março 13, 2014 at 1:44 pm

      O Kewell não desapareceu, ainda jogou bastante tempo no Liverpool

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 1:56 pm

      O suplente do Nigel Martin era o Paul Robinson, que acabou por ser o sucessor e que depois da queda do Leeds foi para o Tottenham e para o Blackburn, onde ainda joga. Ainda assim, actualmente já custa mais pontos ao Blackburn que aqueles que ganha. O Jake Kean tem de ser o guarda-redes daquela equipa.

  • Bruso
    Posted Março 13, 2014 at 1:44 pm

    Não sigo esta liga na fase regular, mas pelo que já vi dos playoffs é uma liga onde é possivel qualquer resultado. Podes golear esta semana e ser goleado para a próxima. É uma liga muito equilibrada e muito britânica. Aliás penso que a nível de numero de jogadores por nacionalidade, os britânicos dominam.
    Os playoffs do ano passado foram muito emocionantes com muitos golos…

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 2:13 pm

      51,2% dos jogadores são ingleses. Se a esses 51,2, se juntar os 17.5% de Irlandeses, os 14.5% de Escoceses e os 7.1% de Galeses (e, já agora, 4.6% de Norte-Irlandeses) tem-se, de facto, uma liga dominada pelos Britânicos. Depois tens a Espanha com 16 jogadores (4.9%) e a França com 14 (4.3%), como nações não-britânicas mais representadas.

    • Bruso
      Posted Março 13, 2014 at 2:53 pm

      Esses valores dão grande valor a esta liga na minha opinião. Transmite uma grande mistica e faz com que as pessoas se identifiquem com a equipa do bairro.

      PS: Deve haver algum erro nessa estatistica. Os numeros que disseste ultrapassa os 100%.

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Março 13, 2014 at 3:06 pm

      Esquece, erro meu. Li mal as estatísticas, sorry. Dos 49.8% de estrangeiros ou não ingleses presentes no Championship, 17.5% são irlandeses, 14.5 escoceses, etc etc. Portanto, 51.2% são ingleses, 49.8% não ingleses. Só que desses 49.8% são, grande parte, britânicos na mesma.

  • Renato
    Posted Março 13, 2014 at 2:47 pm

    O meu clube inglês desde o famoso titulo com esse francês que não pronuncio o nome ;) Grandes anos com O´Leary, meia final da Champions incluída e desde ai as dividas, a permanente confusão com as direcções, o regresso à Premier sempre adiado mas também uma super deliciosa vitoria em Old Trafford para a FA Cup frente ao grande inimigo.
    Não tenho grandes esperanças neste italiano até porque, devido às condenações que teve em Itália por fraude, dificilmente passará os critérios para poder ser dono de um clube em Inglaterra.

  • Bruno Bastos
    Posted Abril 24, 2014 at 9:43 am

    Ja que falam em inumeros jogadores do mitico Leeds, porque não realçar que nessas epocas de maior destaque jogou por la um Portugues…de seu nome Bruno Ribeiro vindo do Vitoria de Setubal, meia esquerda. Custa assim tanto promover os nossos valores?

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