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Rugby – Epílogo de 2013 e Antevisão de 2014

O ano 2013 ficou marcado no rugby por grandes jogos e uma mão cheia de novidades.

No panorama nacional pode salientar-se a mais recente conquista do título Ibérico pelo Grupo Desportivo de Direito (41-11) frente a um Valladolid que esteve a umas léguas de distância do seu adversário. Esta competição vem sendo dominada pelos clubes portugueses, no site esrugby.es pode ler-se “Ibérica maldición”. O campeonato chegou agora ao fim da primeira volta e a grande surpresa vai para o atual líder, o conjunto das Olaias, que perde agora a sua garrafa de oxigénio ‘Big Joe’ Gardener, com 112 pontos marcados até à data e que partiu de novo para os EUA rumo à sua segunda aventura no futebol americano. A Taça de Portugal de 2013 foi entregue ao CDUL, depois de ter ultrapassado a Agronomia na final da competição. O até então “tetra taças” viu chegar ao fim o seu record, a conquista de 4 Taças consecutivas. Foi o Direito que reconquistou o título de campeão nacional frente ao Cdul, depois de estes terem ultrapassado, na meia-final, os testes frente ao Belenenses e ao conjunto da Tapada da Ajuda, respetivamente. No que diz respeito à Seleção Nacional, os Lobos dificultaram muito o seu trabalho na luta por um lugar no Mundial de 2015, uma vez que, dos 5 jogos disputados conseguiram apenas uma vitória frente à Bélgica e um empate com os nossos vizinhos espanhóis. Apesar de tudo, ainda há esperança, não podemos virar a cara à luta e a seleção encontra-se já a preparar a segunda volta do apuramento que começa em Fevereiro de 2014. Nos sevens, de salientar o facto de os Linces terem conseguido assegurar a manutenção como “core team” no circuito mundial, possibilitando a equipa lusa de participar em todos os torneios de 2013-2014. O jogador Pedro Bettencourt do Centro Desportivo Universitário do Porto foi o premiado como jogador revelação de 2013, principalmente pela sua colaboração nesta vertente mas também pela sua estreia pela seleção de quinze. A Nova Zelândia de Tomasi Cama e os seus 1980 pontos consegue a renovação como líder mundial e de destacar a entrada de Pedro Leal no “top10” dos melhores marcadores de sempre da competição. Continuando assim, os seus atuais 953 pontos podem transformar-se e leva-lo a subir algumas posições. Um dos destaques individuais do rugby português vai para José Lima, o ex-Agronomia que iniciou a sua carreira no C.R.Évora, vai dando que falar na ProD2 francesa onde é já 1ª opção no Narbonne e acaba o ano com uma vitória que garante a 5ª posição. O internacional português com apenas 20 anos brilhou nos espoirs e está agora a aproveitar ao máximo as oportunidades que tem tido no plantel principal, sendo já o autor de dois ensaios.
Foi o Clermont que conseguiu chegar a ambicionada final da Heineken Cup, a equipa do premiado como jogador do ano pela FPR, o internacional português Julien Bardy, viu o seu sonho afastado por apenas 1 ponto. Pode quase dizer-se que o Toulon não merecia, mas nestes jogos, os erros pagam-se caro e um pequeno deslize do três-quartos ponta de Auvergne próximo dos 30 minutos do 2º tempo ditou a reviravolta no marcador através da conversão do ensaio pelos pés de Jonhy Wikinson. 15-16 foi o resultado final. O Rugby Championship, foi ganho pela invencível Nova Zelândia, os All Blacks apesar de alguns momentos que pareciam menos bons não perderam um só jogo em 2013. Difícil esquecer aquele 24-22 contra a Irlanda. Kieran Read viu a sua prestação premiada, sendo eleito jogador do ano 2013. Os outros 2 lugares do pódio do torneio que sucede o “Tri Nations” foram ocupados pelos Springboks e Wallabies deixando a 4ª posição para os Pumas de Daniel Hourcade. Uma palavra especial para o percurso incrível do adjunto de Tomás Morais no Mundial de 2007 que depois de passar nos Pampas e nos Jaguares chega a Head Coach da Argentina.O País de Gales conseguiu superar, no Millenium Stadium, a seleção inglesa e chegar assim ao 4º título da sua história desde o começo do 6 Nações. O jogo decisivo foi “sem espinhas” tendo-se fixado o resultado nos 30-03 com dois ensaios de Alex Cuthbert e os restantes pontos em pontapés de Halfpenny e do abertura Dan Biggar. Foram os Chiefs da Nova Zelândia quem venceu a edição de 2013 do Super 15 com o mesmo número de vitórias e derrotas que os Bulls valeu-lhes os 3 pontos bónus alcançados ao longo da competição. Destaque para as exibições individuais de Ben Smith dos Highlanders e Israel Folau dos Waratahs. Uma nota sobre Ardie Savea, o 3ª linha de apenas 20 anos vai-se mostrando como um jogador de grande potencial. Depois de já ter sido utilizado nos Hurricanes da sua presença internacional na modalidade de 7s espera-se um dia que surja nos All Blacks.
2014
Este, será o ano que antecede o RWC 2015, além de grandes jogos de preparação que vamos poder assistir (e a ver vamos se os All Blacks continuam invencíveis) será também o ano de todas as decisões. Restam apurar 7 seleções dos 4 cantos para os embates em Londres. As apostas não são difíceis mas tudo pode acontecer. Sendo assim alguns nomes que estarão na “calha”: Fiji, Japão, Estados Unidos, Namíbia, Uruguai, Chile, Roménia, Geórgia, Portugal, Rússia e Espanha. Destas onze, quatro terão que ficar pelo caminho. Resta desejar que os “Lobos” de Federico Sousa entrem na máxima força já no dia 1 de Fevereiro em Bucareste, jogo que antecede a jornada com a Geórgia, dia 8 em Portugal. Se queremos repetir o inédito de 2007 precisamos, para (re)começar, de pelo menos uma vitória contra um destes 2 adversários que tão bem conhecemos.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): João Pinheiro Paiva, jogador da Agronomia e internacional português.

2 Comentários

  • barçalonda
    Posted Janeiro 7, 2014 at 4:15 am

    Bom texto, dá gosto saber que o Visão tem pessoal de qualidade e redigir estes apanhados e previsões de época!

  • Ruben Pinheiro
    Posted Janeiro 7, 2014 at 2:10 pm

    Parabens a este internacional portugues a oportunidade que nos deu de conhecer um pouco mais dos recentes acontecimentos da modalidade. E uma pena o rubgy em portugal ainda ter pouca expressao e estar ainda muito centralizado em Lisboa. Forma grandes homens com caracter, responsaveis e solidarios

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