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A Nova Geração do Ciclismo Mundial

Para muitos o ciclismo morreu, na nossa opinião nunca esteve tão aliciante. Duelo Froome-Contador a lembrar Messi-Ronaldo, vários protagonistas (Purito, Valverde, Schleck,Wiggins, Nibali), ciclistas como Porte e Kreuziger a demonstrar que tem condições para importunar os favoritos (o chego surpreendeu tudo e todos com a vitória na Amstel Gold Race 2013), muita polivalência (Hagen, Rui Costa, Gerrans, Gilbert, são do melhor que há na actualidade e podem vencer em todo o lado), loucura nos sprints (nunca houve tanta qualidade/profundidade nesta categoria, e apesar de Cavendish continuar a ser o mais forte a concorrência é cada vez maior) adrenalina nas clássicas (Cancellara continua a provar que é o melhor ciclista do Mundo, mas ninguém dá descanso ao suíço) e principalmente uma nova geração que promete voltar a colocar a modalidade no patamar que merece.

O que têm em comum Peter Sagan, Sergio Henao, Rigoberto Urán ou Nairo Quintana? Todos fazem parte da nova geração do ciclismo mundial e prometem impor-se nos próximos anos nas maiores provas velocipédicas do World Tour.
Comecemos por Peter Sagan, da Cannondale. O ciclista eslovaco é um dos corredores mais entusiasmantes da actualidade e tem realizado uma primeira fase de temporada absolutamente fantástica, ao ponto de já se poder inclui-lo no lote de melhores ciclistas do mundo, mesmo sendo isto algo difícil de definir nesta modalidade. Um autêntico fenómeno tal é a sua facilidade em se adaptar às diversas vertentes do ciclismo, seja em clássicas, nas subidas, ou ao sprint, já bateu todos os especialistas. É certo que falhou no principal objectivo desta primeira fase da temporada, o Tour de Flandres, mas perdeu para um super Cancellara e, dada a sua juventude, a verdade é que vencerá esta prova dentro de pouco tempo. Depois, a dupla da Sky, Rigoberto Urán-Sergio Henao. Os colombianos têm-se assumido como figuras na forte equipa britânica, conseguindo diversas vitórias desde a temporada transacta. Ambos são fortes na média e alta montanha (top-10 no Giro do ano passado) e poderão ser bastante úteis à Sky até ao final da época, não só em termos de vitórias, mas também como gregários (tivessem noutra equipa e o protagonismo seria ainda maior). Mas o impacto da Colômbia no ciclismo actual (um país com tradição na modalidade mas algo ausente da ribalta desde o desaparecimento de Botero…Soler também teve de abandonar a carreira de maneira precoce) não se fica por aqui, já que são vários os colombianos, todos muito promissores, que prometem dar espectáculo na montanha, tais como Nairo Quintana (vencedor da Volta a País Basco), um ciclista bastante intenso nas subidas (“o novo Roberto Heras”), Carlos Alberto Betancur da AG2R, Winner Anacona da Lampre ou Darwin Atapuma da Colombia. Além desta fornada colombiana, existem outros ciclistas que têm dado excelentes sinais para o futuro, garantindo que a qualidade do ciclismo não baixará nos próximos anos. Nos sprints, elementos como Bouhani, Demare, Viviani, Kittel, Degenkolb ou Moser (um “puncheur” que sprinta bem) prometem dar imensas dores de cabeça a Cavendish, Greipel e companhia nos próximos anos. Nas clássicas, Taylor Phinney (também um bom contra-relogista) ou Sep Vanmarck serão seguramente dos melhores do Mundo. Nos contra-relógios, Patrik Gretsch, Jack Bobridge, Adriano Malori ou Manuele Boaro são elementos para acompanhar no futuro. Por fim, nas subidas, Thibaut Pinot, Kruijswijk ou Tom-Jelte Slagter (já para não falar de Van Garderen e Talansky, nomes já com algum peso) vão certamente dar cartas. Muito talento, variedade e acima de tudo uma garantia: o ciclismo está bem vivo e recomenda-se!
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Rodrigo Ferreira

22 Comentários

  • Martim Zilhão
    Posted Abril 14, 2013 at 3:06 pm

    Rui Costa, maior ciclista português da actualidade e top 15 mundial merecia uma menção mais honrosa e sobretudo mais aprofundada. Sendo este um site de desporto português, seria de esperar mais. Acabadinho de ganhar uma etapa depois de lesão será cada vez mais um contender para o "grand slam" da modalidade (tour, giro e vuelta)! Já se esqueceram da volta à Suiça? Cumprimentos Martim Meira

    • Visão de Mercado
      Posted Abril 14, 2013 at 3:11 pm

      O Rui Costa já é uma certeza, aliás está bem identificado entre os melhores da actualidade na parte inicial do post.

      Não percebemos esse reparo.

    • Gonçalo
      Posted Abril 14, 2013 at 3:26 pm

      Penso que esta nova fornada de ciclistas com tanto valor deve-se sobretudo à formação desde novos. Podemos ver sobretudo nos ingleses que com uma grande aposta na formação nos últimos anos já ganharam uma Volta a França, e têm grandes ciclistas ao mais alto nível. Em Portugal, também temos grandes ciclistas de grande valor para além de Rui Costa só que não há aposta na formação, nem no ciclismo, daí ciclistas bastante jovens como Fábio Silvestre entre outros, terem que emigrar para conseguir vingar no ciclismo

    • Gonçalo
      Posted Abril 14, 2013 at 3:28 pm

      A nova geração de colombianos tem que trabalhar o contra-relógio para aspirarem algum dia a ganhar o Tour

  • Tiago Ferreira
    Posted Abril 14, 2013 at 3:26 pm

    Concordo com tudo que aqui foi dito. Bela análise, sem dúvida.
    É sem dúvida espectacular o "aparecimento" destes colombianos sem medo da estrada inclinada. Ainda para mais numa altura em que os candidatos às grandes voltas são (quase) todos exímios no CRI, e por isso, tentam gerir nas montanhas para fazerem a diferença na luta contra o relógio.
    Só de referir um nome que acrescentava ao lote de jovens ciclistas "pau para toda a obra": Tony Gallopin; e um que retirava, com muita pena, o Andy Schleck.

    • carlos
      Posted Abril 14, 2013 at 6:12 pm

      Na minha opinião, Andy Schleck em forma é o melhor ciclista do mundo na alta montanha.
      O que se verificou nos últimos anos no Tour foi Andy Sclheck quase sempre o único a atacar e a desgastar-se enquanto outros como Contador e Evans geriam a seu belo prazer pois sabiam de antemão que faziam a diferença no contra-relógio.

      Assim, com a chegada de Froome e a ascenção de elementos como Rodriguez, Henao, Uran e Porte, as coisas agora vão ser bem diferentes. Vai haver espetáculo pela certa, falando apenas do que toca à luta pelos primeiros lugares da geral no Tour.

    • Rodrigo
      Posted Abril 14, 2013 at 6:51 pm

      Carlos, discordo de si na questao do Andy ser o unico que atacava, particularmente em relaçao ao Contador. Ambos atacavam, mas nenhum fazia a diferença e como e obvio o Contador podia defender-se mais porque e bastante superior ao Andy nos contra-relogios (embora em 2010 o Andy tenha sido um duro adversario no ultimo contra-relogio).
      Ja o Evans fez de facto um jogo a defesa, mas a verdade e que demonstrou uma grande força naquela etapa em que praticamente sozinho foi "caçar" os irmaos Schleck.

      Relativamente ao espectaculo neste Tour, acredito que existira, mas acredito que andara muito a volta de Sky e Saxo Bank, as equipas que tem os melhores lideres e as melhores equipas (a equipa dinamarquesa reforçou-se bem com Rogers, Roche ou Kreuziger). Refere Porte, Henao e Uran, mas os tres serao gregarios de luxo do Froome, enquanto que o Rodriguez podera dar espectaculo, tal como Van den Broeck, Gesink ou Valverde, enquanto que o Nivali provavelmente nao ira ao Tour, pelo menos com ideia de vencer (apostara no Giro).

  • Rodrigo
    Posted Abril 14, 2013 at 3:38 pm

    O ciclismo esta, de facto, vivo e todas as provas sao entusiasmantes, desde provas disputadas ao sprint, classicas, contra-relogios ou quando existe montanha. O duelo entre Froome e Contador no Tour promete ser delicioso, enquanto que outras figuras como Valverde, Rodriguez, Cancellara, Gilbert ou Tony Martin continuam a dar cartas nas suas especialidades e a deliciar os amantes da modalidade.

    No entanto, estes ciclistas consagrados tem, de facto, de se preocupar com a nova geraçao de ciclistas, uma vez que demonstram capacidade e nao se inibem na hora de atacar estes nomes consagrados.
    Quintana, por exemplo, teve capacidade para bater Contador ou Porte na alta montanha, Henao e Uran demonstram em todas as provas a sua qualidade, Sagan e um fenomeno autentico e promete ser uma das estrelas da modalidade na proxima decada ou mais, Pinot foi top-10 no ultimo Tour e Kruijswijk no Giro, enquanto que Kittel ou Degenkolb sao ja dois dos melhores sprinters do mundo.

    De facto, o ciclismo esta bem vivo e recomenda-se e creio que o numero de espectadores da modalidade tem tendencia a aumentar, tal e a espectacularidade e a imprevisibilidade da mesma. Na actualidade, a vitoria do Kreuziger e a novidade do dia, algo que so espelha essa mesma imprevisibilidade das provas, nomeadamente classicas, enquanto que se espera mais espectaculo ja na Fleche (aposto em Gilbert) e na Liege.

    • Tiago Ferreira
      Posted Abril 14, 2013 at 3:55 pm

      Não deixa de ser curioso que na antevisão das provas são de pronto apontados 2/3 homens, o que parece indicar uma certa previsibilidade. No entanto, na hora de verdade, são vários os que mostram as suas credenciais e deixam em sentido os favoritos. E quando estes não reagem…a surpresa acontece.

    • Rodrigo
      Posted Abril 14, 2013 at 4:02 pm

      La esta, sao apontados, mas muitas vezes o vencedor nao sai desse lote de 2,3 favoritos. Vejamos Daniel Martin na Catalunha, Quintana no País Basco, Ciolek no Milao Sao Remo e agora Kreuziger na Amstel Gold Race (por pouco no Paris-Roubaix tambem havia surpresa).

  • João Teixeira
    Posted Abril 14, 2013 at 4:56 pm

    Isto anda, de facto, ao rubro! A temporada parece que ainda há pouco começou e já se avizinha aí um Giro repleto de grandes estrelas…
    As clássicas têm sido incríveis, com o Cancellara a dominar por completo as clássicas do norte e agora toda esta imprevisibilidade e emoção nas clássicas das Ardenas; um Gilbert que não está ao seu melhor nível, e um grande nível competitivo sempre vivido ao longo das provas, sempre com vários favoritos e várias surpresas também. A Sky, sempre com grandes nomes, tem-me desiludido pela negativa nestas clássicas. São uma equipa tão dominante em grandes voltas, mas não se conseguem impôr aqui, mesmo tendo um Boasson-Hagen (que é um super ciclista!), parece-me que pecisa de perder peso, as pernas dele 'desligam' a certa altura das provas, ainda mal se deu por ele… Vamos ver se o Uran e o Henao 'limpam' de certa forma a imagem da equipa nas ardenas.
    A BMC andou a dormir até agora, parece que faltou ali liderança nas clássicas anteriores à Amstel Gold… O Thor Hushovd está irreconhecível, e a equipa não soube focar-se num homem que está a fazer uma época muito sólida: o Greg Van Avermaet! Agora nas ardenas, é claro, há o Gilbert… Depois há sempre uma Omega que tem ciclistas bastantes interessantes (o Cavendish ainda mal se viu este ano), a Movistar com o nosso Rui Costa, Valverde e Quintana, uma Blanco com o Lars Boom e o Terpstra, a Katusha e a Astana, etc, etc, etc. A competitividade é tão grande hoje em dia, o ciclismo é mesmo um desporto cada vez mais apetecível, mesmo com os escândalos de doping…
    Fica a pergunta: o que é feito do ciclismo italiano? Para além do Nibali e o Paolini(que tem 36 anos)! É certo que há um Scarponi ou um Cunego, mas onde anda a nova geração de italianos? Terá sido o país mais afectado pelo doping?

    • Rodrigo
      Posted Abril 14, 2013 at 5:13 pm

      As equipas italianas perderam competitividade nos ultimos anos de forma clara (Sagan e o que lhes vale), ja que dantes eram claros candidatos as vitorias nas grandes provas, nomeadamente com os italianos Pantani ou Basso nas 3 Grandes Voltas ou com Petacchi ao sprint.

      No entanto, nos ultimos anos, nao ha uma figura que consiga dominar o ciclismo. Nibali ja venceu uma Vuelta e, de facto, e o melhor elemento da Squadra Azzurra, mas frente aos grandes nomes da modalidade ainda nao conseguiu superiorizar-se. Scarponi e um bom ciclista, mas nao consegue vencer sequer uma Volta a Italia (muito por causa do fraco contra-relogio), enquanto que Cunego se eclipsou depois de ter vencido o Giro em 2004 ainda muito jovem e Basso esta na curva descendente da carreira.

      Resta aos italianos sonhar com um Malori como grande contra-relogista no futuro, um Viviani forte nos sprints e um Nibali capaz de discutir as Grandes Voltas com os melhores.

    • João Teixeira
      Posted Abril 14, 2013 at 5:36 pm

      Concordo plenamente! Hoje em dia resta aos italianos, um povo que vibra tanto com o ciclismo, acreditar no Nibali para um grande prova. O Viviani é um bom sprinter e o Malori, não sei se será capaz de grandes voos, não depositaria muitas esperanças nele; foi campeão nacional de contra relógio há 2 anos, mas mais nada do que isso. Aliás, a Lampre não tem feito absolutamente nada… O Pozzato eclipsou-se completamente. Mas parece-me que o problema claro do ciclismo italiano foi mesmo um: o doping. Os casos de doping que afetaram ciclistas, equipas, nomes de diretores, etc. E por arrastão afectou o ciclismo italiano, que sempre teve bons corredores na sua história. Mas mesmo estes nomes fortes de hoje, basta ver quem já esteve nas malhas do doping: Ivan Basso, Scarponi, Ricardo Ricco, Petacchi, Di Luca, Rebellin, Garzelli, etc, etc. Parece-me que o ciclismo italiano precisa de uma nova geração, precisa de apostar mais no ciclismo, voltar a acreditar na modalidade e deixar todos estes casos para trás. Espero por esse dia! ;)

    • Rodrigo
      Posted Abril 14, 2013 at 6:26 pm

      Sim, exacto todos esses eram ciclistas de topo e controlaram positivo. Infelizmente, o doping tem feito parte do dia-a-dia da modalidade nos ultimos anos e isso afastou muitos amantes da mesma e colocou em causa a credibilidade do ciclismo(quando o maior icone da historia acusa doping algo esta mal).

      Relativamente a Lampre, de facto tem-se eclipsado ultimamente e nao fosse Scarponi e Ulissi e a equipa ainda estaria pior e nao fosse de World Tour. Pozzato reforçou a equipa, mas esta uma sombra do que era a alguns anos, enquanto que o Scarponi e um bom ciclista, mas nao tem dado vitorias aos italianos.
      A uns anos quando tinham Petacchi ainda em boa forma, Cunego em melhores condiçoes fisicas e psicologicas e Marzio Bruseghin em grande no Giro (a ida para a Movistar "matou-o" de vez) a Lampre era uma equipa muito mais forte.

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2013 at 10:40 pm

      Existe um ciclista italiano, relativamente novo, não sei exactamente qual, de seu nome Diego Ulissi, da Lampre, que me parece que possa vir a ter um papel interessante no futuro do ciclismo italiano. Outro que me parece ter passado demasiado tempo fora do World Tour, é o Pozzovivo, que nas montanhas, quando em forma, bate-se com os melhores.
      No entanto, já tem 31, 32 anos, pelo que parece ter passado ao lado de uma carreira mais rica em termos de palmarés

      Crow

  • Nuno
    Posted Abril 14, 2013 at 5:11 pm

    Excelente texto e não poderia concordar mais com o que foi dito!

    Emoção em todo o tipo de acontecimentos, seja sprint, seja montanha, seja clássica e, até mesmo, um CR.

    Sagan não precisa de palavras, é simplesmente a nova sensação e veio para ficar durante muitos e bons anos! Os colombianos também vieram para ficar e dar lutas muito interessantes em vários aspectos. É interessante que quando produzem alguém assim bom/muito bom a maior parte são trepadores ou parecido. Mas também é natural pelo país que é. Mas tal como já foi dito, terão que melhorar no CR se querem fazer ainda melhor.

    Nos próximos anos a minha "aposta" para grande surpresa no Tour (isto se não o pressionarem e o deixarem evoluir como deve ser) é o Thibaut Pinot. Já mostrou que tem imenso potencial, é esperar para ver.

    Mas no que eu acho que está equilibrado (e ficará ainda mais quando Cavendish deixar de conseguir entrar nessas andanças) é nos sprints. Desde o próprio Cavendish até o Greipel passando, claro está, pelo Sagan, entre tantos outros como Degenkolbk ou Kittel, tudo uma fornada de sprinters prontos para competir ao mais alto nível. Se existe um sprint com mais de um destes, esse sprint irá prometer bastante.

    Esperemos que o Tour esteja à altura dos seus participantes! Se isso acontecer, então será sem dúvida alguma mais um excelente Tour e melhor do que estes últimos 2 anos. Esperemos que sim.

    Finalmente, uma palavra para o grande Rui Costa, obrigado por estares a elevar Portugal bem alto internacionalmente! Esperemos que outros jovens portugueses com potencial consigam ter as mesmas oportunidades que tu tiveste e chegar aonde tu já chegaste!

  • João
    Posted Abril 14, 2013 at 5:26 pm

    Bom artigo, mas na minha opinião quando falam do duelo Messi-Ronaldo e Froome-Contador acho que falta um nome que considero melhor trepador que esses dois, Joaquin Rodriguez, para mim desde 2012 que é o melhor trepador (não confundir com voltista) da actualiade.

    • Rodrigo
      Posted Abril 14, 2013 at 6:29 pm

      Rodriguez e muito bom e evoluiu imenso desde que ingressou na Katusha, tendo vencido nos ultimos dois anos o Ranking da UCI, prova da capacidade do catalao e da sua regularidade impressionante ao longo da temporada.

      E um dos melhores trepadores da actualidade, sem duvida, mas no que diz respeito a subidas mais longas ainda nao e tao forte como Contador ou Froome (e Andy Schleck se voltar a ser o que era). Agora, em subidas curtas, mas bastante inclinadas, Purito e implacavel (caso recupere da queda de hoje e um fortissimo candidato a vitoria na Fleche pelo 2º ano consecutivo).

  • Hugo Santos
    Posted Abril 14, 2013 at 6:41 pm

    Este início de temporada tem sido muito aliciante, estamos a atravessar uma mudança geracional do pelotão.

    A Sky tem dominado muitas das importantes provas por etapas com Porte, Froome, Henao, mas isso não tem impedido de outros ciclistas saírem vitoriosos nessas mesmas provas, como Nibali no Tirreno-Adriatico (Froome cedeu), Dan Martin na Volta à Catalunha (Wiggins em provas sem contra-relógios é mais vulnerável) ou o explosivo Quintana na Volta ao País Basco (Porte e Contador foram surpreendidos).

    Em termos de sprinters, está tudo cada vez mais equilibrado e cada chegada em sprint é agora uma incógnita, Cavendish já não tem o mesmo domínio que em tempos teve, nem uma equipa tão eficaz para o lançar.

    Nas clássicas do norte, Cancellara mostrou que ainda é o ciclista mais forte, vencendo a E3 Harelbeke,Flandres e Paris-Roubaix, com Sagan apenas a vencer a Gent-Wevelgen, mas Stybar,Vandemarke,Phinney e Kwiatovisk são grande talentos.

    Parece-me é que Contador está muito muito longe da sua melhor e de momento Froome teria um autêntico passeio no Tour, mas pode ser que Contador comece a subir de forma já para a FW e Liege e chegar em condições ao Tour.

  • luis o.
    Posted Abril 14, 2013 at 11:34 pm

    Antes de mais parabéns ao Rodrigo pelo artigo!

    É verdade. O ciclismo ao nível Pro Tour está bem vivo e recomenda-se. Infelizmente, ao nível interno está bem difícil ser-se ciclista, e quem tem a coragem para tentar iniciar uma carreira em Portugal neste momento, só pode merecer o nosso respeito.

    2013 está, de facto, a ser um grande ano de ciclismo, e a nova geração geração de elites está a mostrar-se fantástica. Para mais, em Portugal surgiu-nos o Rui Costa, que já é um ciclista de classe mundial, e temos ainda ao mais alto nível um fantástico representante do nosso "ciclismo à portuguesa", o Tiago Machado que é o anti-Skybot!

    Nesta época o destaque vai obviamente para o Sagan. Temos aí uma Liège em que o Rui Costa vai agarrar-nos ao ecrã. Um excelente Giro em perspectiva.

    Menos boa é a minha perspectiva para o Tour, os Skybots parecem-me intratáveis e costuma estar toda a gente que importa muito conservadora nessa corrida. A minha grande esperança para furar os cálculos de watts da Sky e as tácticas da Saxo é mesmo a fortíssima Movistar e o Joaquín Rodríguez (Na última Vuelta já tinha mais pernas que o Contador, mas este deu-lhe um banho táctico na etapa em gue ganha a amarela).

    Nas clássicas do pavè foi pena o Boonen não estar bem, já desde aquela infecção no cotovelo no inverno e depois andou sempre a malhar…. Três anos sem um despique Boonen vs Cancellara ao mais alto nível é demais. Há algum consenso em afirmar o Cancellara como o melhor corredor de clássicas, mas quem vai ficar para a história como o melhor corredor de clássicas da geração do Cancellara vai ser o… Boonen!!

  • nando
    Posted Abril 15, 2013 at 12:26 am

    Podiamos acrescentar mais nomes como:

    CLARKE Simon
    GOSS Matthew
    MATTHEWS Michael
    MEYER Cameron
    BOUET Maxime
    GALLOPIN Tony
    GUARDINI Andrea
    GESINK Robert
    MOLLEMA Bauke
    BOASSON HAGEN Edvald
    THOMAS Geraint
    DE GENDT Thomas
    COPPEL Jerome
    TAARAMAE Rein
    SPILAK Simon
    MALACARNE Davide
    ROLLAND Pierre
    AMADOR BAKKAZAKOVA Andrey
    CAPECCHI Eros
    CASTROVIEJO NICOLAS JONATHAN
    CIOLEK Gerald

    Todos estes ciclistas tem em comum de terem uma idade abaixo dos 26 anos e com um grande futuro há sua frente.

  • Pedro Domingues
    Posted Abril 16, 2013 at 3:38 pm

    A questão não está na qualidade dos ciclistas ;)
    Continuo a admirar o ciclismo e os ciclistas, agr o que se passa é como eh que se pode recuperar quando quase todos os principais ídolos da década 90 e principio da década de 2000/10 foram construídos com base em "mentiras e esquemas".
    Mais… Alguns dos nomes que são referidos como os lideres da nova geração tb já viram os seus nomes envolvidos…
    Quando saem para a rua são uns monstros de sacrifício em cima da bicicleta, mas cada um que vencer uma prova, as dúvida sobre a legalidade da vitória assombram sempre essa vitória. E isso é que mata o ciclismo…

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