Vai começar mais uma edição do Tour. E se há um ano tudo apontava para o tri de Pogačar, até com relativa facilidade, algo que não se confirmou, desta vez temos claramente dois e os outros. Vingegaard surpreendeu ao vencer a última edição e chega motivado depois de ter cilindrado no Critérium du Dauphiné. Ainda por cima a condição física de Tadej Pogačar é uma incógnita, já que praticamente não competiu desde a queda na Liège-Bastogne-Liège. Mas é crível que esteja apto e esta época quando mediram forças no Paris-Nice o esloveno foi claramente superior, o que lhe dá, a juntar à sua enorme qualidade, algum favoritismo para esta Volta a França. Em relação a 2022 também terá uma equipa mais forte, com a adição de Adam Yates, sendo que a 1.ª etapa em Bilbao dará logo para perceber como se encontra (não será surpreendente se lutar pela vitória). Quem vai tentar contrariar este favoritismo da dupla Pog-Jonas são os espanhóis Mas, Landa e Rodríguez, também Hindley, campeão do Giro em 2022, quer ter uma palavra a dizer, Gaudu é outro candidato ao pódio. Os irmãos Yates, Ben O’Connor, Bardet, Carapaz e Mattias Skjelmose são outros candidatos, mas a verdade é que todos estes estão muito distantes dos 2 favoritos. Quem não vai estar nesta luta, no entanto se espera que anime é Wout van Aert. O belga até poderá desistir se o seu filho nascer durante a prova, mas se estiver focado será sempre protagonista. Este ano, contudo, deverá ter a concorrência de Mathieu van der Poel, que se apresentou vazio em 2022. Alaphilippe, que vem de ano e meio pobre para o seu nível, também está de volta e a 100% irá certamente animar. Outra das lutas que promete é a dos sprints, até pela curiosidade de ver se Cavendish vai bater o recorde de vitórias. O inglês terá de ultrapassar a concorrência de Philipsen, Groenewegen ou Jakobsen, que se apresentam mais fortes. E ainda há Pedersen, Girmay, Ewan, Meeus, Welsford, Kristoff e Bauhaus. Com isto, alguns colaboradores do Visão de Mercado arriscaram um prognóstico para a “Grande Boucle”, que começa em Bilbao no dia 1 de Julho e termina em Paris a 23 e que terá seis etapas planas, seis de média montanha, 8 de alta montanha e apenas um CR individual.
Soma das votações:
1- Tadej Pogačar (67)
2- Jonas Vingegaard (66)
3- Enric Mas (39)
4- Jai Hindley (31)
5- Adam Yates (29)
6- David Gaudu (27)
7- Ben O’Connor (20)
8- Mikel Landa (19)
9- Carlos Rodríguez (18)
10- Simon Yates (16)



24 Comentários
Paulo Roberto Falcao
Veremos como está o corpo de Pogacar preparado para três semanas. Acho que ele não está a fazer bluff nenhum, quando vens de uma lesão é imprevisível a forma como o corpo reage a esforços prolongados. Claramente o favorito, mas…
Quanto a Vingeggaard falta-lhe Roglic na alta montanha. E isso é muito importante, não acredito que Wout Van Aert volte a fazer o Tour incrível que fez no ano passado, e não vejo nos outros o power para ajudar o chefe de fila quando Pogi os encostar às cordas.
João Ribeiro
Estou expectante para ver o que conseguirá atingir o Skjelmose. Chega numa super-forma, depois de uma Volta a Suíça onde surpreendeu imenso. Vamos ver se confirma a subida de nível na Grand Boucle, até porque também já claudicou em momentos anteriores.
Muita atenção também a Felix Gall. Acho que andará mais em busca de etapas e talvez da camisola da montanha uma vez que Ben O’Connor será o líder absoluto da AG2R.
Na luta pela amarela eu dou ligeiro favoritismo a Vingegaard porque tem um bloco superior ao da UAE, quer em qualidade quer em estrategas. A Jumbo-Visma, taticamente, deve ser a equipa mais fabulosa dos tempos recentes do ciclismo, e é por isso que dou ligeiro favoritismo ao dinamarquês. Prevejo uma edição espetacular.
Francisco Ramos
Segundo a minha óptica há apenas 2 reparos:
Bayern de Monchique
Comparando os (principais) rosters com os do ano passado:
– A Jumbo vem com menos um elemento para a montanha (van Baarle ao invés de Roglic) e com a substituição de Kruijswijk por Kelderman.
– A UAE por sua vez trás Großschartner ao invés de Bennett e Yates por McNulty. É ser ela por ela.
– A INEOS trás, como sempre, um núcleo forte com algumas opções para Top 10. Seria muito interessante ver um Egan Bernal terminar num Top 5. Faz falta à competição o Bernal de 2019.
Em relação aos candidatos, o Tadej já veio tentar sacudir um pouco a pressão dizendo que não é o campeão, que vem de lesão e que não tem nada a perder. Por outro lado, acho que não vai jogar na expectativa. O Jonas poderá não beneficiar da táctica do duplo líder (que aplicaram na etapa 11 do ano passado) mas continua a ser um osso duro de roer e que em alta montanha tem uma capacidade fora do normal.
Pessoalmente, espero que a vitória sorria ao esloveno.
Jan the Man
Não mencionei Bernal na minha análise porque simplesmente não o vejo ainda nesse nível, acho que já estar aqui é muito bom, este ano o objectivo principal devia ser chegar a Paris, sem grandes preocupações pela geral, talvez tentar ganhar uma etapa.
Sobre as trocas, Kelderman é superior a Kruijswijk, não sendo Roglic é um gregário de luxo. Van Baarle será certamente útil nas inúmeras etapas de média montanha e subidas mais curtas. Já Yates é muito superior a McNulty na alta montanha e é aí que vai ser essencial, já que é o campo onde Vingegaard se pode destacar de Pogacar. Foi uma boa troca em teoria, veremos o que acontece durante as 3 semanas.
João Ribeiro
O próprio Bernal já afirmou que, nesta fase, se acabar o Tour já será uma vitória. Ainda assim, acredito que o veremos numa ou noutra fuga a tentar a vitória.
Bayern de Monchique
Subscrevo.
Em relação ao Bernal, idem. No entanto deixou-me boas impressões no Dauphiné ao conseguir acompanhar os principais favoritos a Top 10 no Tour. Para além disso, é um ciclista com experiência em 3 semanas. Poderá ser uma agradável surpresa quer seja pela sua classificação final ou através de uma vitória em etapa. Ou então nenhuma das duas ahah e vai lá mesmo, como dizes, “sem grandes preocupações”.
MM
Que comece a festa! Parece haver 2 destacados dos outros, sendo que acho o Pogacar melhor mas com a lesão no pulso talvez não esteja a 100%, por isso ponho o em 2o.
A luta pelo 3o poderá ser muito animada, torço pelo Carapau, mas será difícil que caia para ele, mais provável é que seja para o Mas.
Curioso tb para ver confronto MVDP vs Wout van Aert, são 2 super ciclistas e gostava que ambos brilhassem.
Minha previsão top 15:
1- Jonas vingegaard
2 – pogacar
3 – Mas
4 -Carapaz
5 – Gaudu
6 – Carlos Rodriguez
7- Skjelmose
8-Landa
9-Simon Yates
10 – kelderman
11 – Adam yates
12 – Hindley
13 -Bardet
14 – Laporte
15 – Alaphilippe
waken94
Entrando nas previsões eu vou com:
1- Pogacar
2- Vingegaard
3- Hindley
4- Skjelmose
5 – O’Connor
6- A.Yates
7- Carapaz
8- Mas
9- Simon
10- C.Rodriguez
11- Gaudu
12 – Bardet
13 – Dani F. Martinez
14 – Bernal
15 – Ciccone
Paulo Roberto Falcao
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Fui ver umas odds por curiosidade. O favoritismo que toda a gente atribui a Pogi não é nada claro, há uma sensação de to close to call. Mas várias casas acham que é Vingeggaard quem vai vencer.
waken94
Pogi deverá bater Vingegaard por pouco tempo. Prevejo uma diferença entre ambos de 1min, 1:30 no máximo.
O tour de 2022 era muito favorável ao perfil da Jumbo e do Vingegaard (com subidas muito longas), ao passo que este ano o cenário já será um pouco diferente.
É importante também relembrar os menos atentos que em 2022, na minha opinião, foi mais Pogi que perdeu o tour por inexperiência ao querer mostrar superioridade em todas as oportunidades que teve até à etapa 14, desgastando-se talvez demais. Por outro lado a Jumbo não terá este ano Roglic como co-leader, ou seja, não haverá múltiplos falsos ataques entre este e Wout Van Aert para rebentar Pogi, que por outro lado com a presença de Adam Yates conta com um apoio reforçado e mais equilibrado na alta montanha.
Jan the Man
Não dou nada o favoritismo da corrida a Pogacar, bem pelo contrário. O duelo entre ambos no Paris Nice de pouco serve como indicador para esta fase, dado que o esloveno estaria num momento de forma superior devido à temporada de clássicas.
A inclusão de Adam Yates no plantel da UAE é sem dúvida um bom upgrade no apoio ao líder frente ao bloco da Jumbo, no entanto prevejo que a maior dificuldade do esloveno será a de ir contra os seus impulsos. O seu desejo de vitórias vai certamente fazer com que ataque a cada oportunidade, tentando obter o máximo de bonificações frente a Vingegaard (é mais forte que o dinamarquês nesse aspeto), mas tal desgaste pode deitar tudo a perder numa das etapas de montanha, à semelhança do que aconteceu no ano passado. Da mesma forma, a não recuperação total da sua queda poderá fazer-se sentir mais à frente na prova, diminuindo a sua capacidade na última semana.
Ainda assim, a diferença entre ambos deverá ser mínima, pelo que caso Pogacar consiga correr um pouco mais resguardado e na expectativa, poderá sair beneficiado no final.
Num patamar à parte, a luta pelo último lugar do pódio deverá ser bem disputada:
Como se pode ver são inúmeros os candidatos, pelo que certamente não vão faltar motivos de interesse.
Deixo as minhas previsões para este Tour:
1º Vingegaard
2º Pogacar
3º O’Connor
4º Hindley
5º A. Yates
6 E. Mas
7º Bilbao
8º Gaudu
9º Felix Gall (a surpresa deste top10)
10º Bardet
Pontos: Philipsen
Montanha: Ciccone
Maior desilusão: INEOS, não coloca ninguém no top10
Confirmação: Fred Wright, potencial vencedor de mais do que uma etapa
A seguir: Maxim Van Gils, Sam Welsford, Corbin Strong, quase toda a equipa da Uno-X
Que seja uma excelente edição da melhor corrida do mundo!
Syd Barrett
Também acho Jonas favorito. Para mim é o melhor trepador do mundo (apesar de gostar mais do estilo de Pogacar).
Quanto ao teu top10 trocava Simon por Adam e Landa por Bilbao
Espero bom tour do Gall ( está no meu velogames hehe) e gostava de Pinot ganhasse a KOM e uma etapita. Ciclamino também acho que irá para o Jasper Disaster.
Jan the Man
Eu também prefiro Pogacar, o estilo ofensivo é muito mais aliciante, mas pode tornar-se no seu “calcanhar de Aquiles”.
O Simon caso esteja no seu melhor pode ser até ser a surpresa no pódio, estou curioso para perceber o nível que vai apresentar.
Os poucos kms de contra-relogio desta edição vão beneficiar alguns corredores nestas lutas, Gall e Landa são 2 deles.
Gostava de ver Pinot terminar em grande, mas acredito que o desgaste do Giro se fará sentir, talvez consiga levar uma etapa.
Como cereja no topo do bolo, seria memorável ver Cavendish bater o recorde em Paris!
Sede de vencer
Não entendo a ausência do Kelderman. É que nem um apostou nele!
Por outro lado, duvido que o Adam Yates seja o segundo melhor classificado da UAE no final.
O joker da Jumbo é o Van Aert. Pela sua performance dependerá bastante do sucesso da sua equipa. Kelderman tentará fazer de Roglic, Kuss de Kuss e WVA vai ser o organizador de jogo.
Sim, aposto em Vingegaard.
MM
Eu apostei no Kelderman!
porra33
Vai ser um Tour entusiasmante com o confronto dos dois melhores em três semanas. Acho que Pogaçar estará em boas condições e não será pela condição do esloveno que a disputa entre os dois não será épica. Vejo nas previsões muitos nomes mais ou menos apetecíveis de apostar para o top 10 mas acho que o factor queda no Tour tem que ser tido em conta e acho que haverá um top 10 com uma ou duas opções fora das previsões a conseguir esse lugar de destaque.
Deixo aqui uma espécie de tier list:
Vencedor: Pogaçar (espero) e Vingegaard
Top 5: Mas, Gaudu, Landa e Hindley
Top 10: Ciccone, Bilbao, Carapaz, Bardet, Meintjes, S. Yates, O’Connor, Rodriguez.
Pontos: acho que vai ser muito distribuído muito bons sprinters este ano, mas gostava de ver Cavendish a ganhar uma etapazita, o que neste leque de sprinters seria épico.
Quanto a portugueses talvez R. Costa consiga entrar numa fuga e lutar por uma etapa mais num género de uma clássica e o R. Guerreiro deverá tentar a sua sorte numa das etapas de montanha para tentar ganhar uma etapa. Não ganhando ficará como apoio para uma fase mais final da etapa a Mas.
Joao_Santos
Nunca colocaria Mas como 3º favorito. Independentemente das suas boas vueltas e de por vezes a preparação não querer dizer tudo (veja-se o Thomas a quase ganhar o Giro depois de algumas provas miseráveis)… mas no Tour tem muita concorrência e vejo O’Connor, Hindley, Yates e mesmo Gaudu com mais possibilidades de o fazer. Não coloco o Skjelmose, porque é uma incógnita em 3 semanas, mas não me espantava de fazer uma Ayusada e um top-5 final.
Quanto aos portugueses, acredito numa etapa do comboio de Pegões, mas acho que vai ser dificil lutar pela camisola da Montanha (não vai ter tanta liberdade, sendo chamado para ajuda ao Mas).
É habitual haver sempre 3 ou 4 grandes nomes a abandonar, esperemos que não seja o Vingegaard ou o Pogacar
Judge man
Dois já estão Mas e Carapaz
RuiMagas
Faltou falar de uma coisa super importante. A coisa de 1 mês van Aert deu uma entrevista a dizer que este ano não iria fazer o que fez em 2022, ou seja, estar a desgastar-se igual um maluco na montanha (claramente a pensar nos campeonatos do Mundo depois do desastre que foi nos monumentos comparado com o eterno rival dele o van der Poel). Ou seja, Vingegaard não vai ter um Roglic para fazer o “bait” de 2 líderes nas primeiras montanhas e desgastar o Pogacar e em contrapartida Pogacar tem um Yates para fazer isso, se Vingegaard marcar só a roda de Pogacar e deixar ir um Yates embora… E acima de tudo não vai ter o melhor gregário 2022 com ele em todos os momentos da corrida igual o ano passado.
Depois, respondendo do mesmo comentário alguém a dizer que a Jumbo tem as melhores estrategias… Não, Jumbo tem os melhores ciclistas que é diferente. Tem um bloco forte e com líderes declarados. A Sky não tinha a melhor estratégia a uns anos atrás, simplesmente tinha os melhores ciclistas e o objetivo era colocar ritmo forte até só ficar 10 ciclistas no grupo (8 Sky+Quintana e um perdido num dia super). Isso faz diferença na estrada, agora este ano sinto que a Jumbo vai sentir na pele o que a UAE sentiu em 2022. No final não quer dizer nada e Pogacar pode resentir dor e desconforto no pulso e Vingegaard numa etapa ganhar 2 ou 3 minutos como o ano passado.
O que eu acho é que vai ser um Tour monotomo, vai ser decidido numa etapa em que ninguém vai esperar por isso. Espero estar errado porque já chega o Giro deste ano.
João Ribeiro
Claro que tem melhores ciclistas e no fim é o que conta, mas a Jumbo é a equipa mais criativa taticamente, no sentido de conseguir mexer uma corrida de qualquer forma, enquanto a SKY tinha aquele estilo e pronto. Só o ano passado o bloco da Jumbo dá dois recitais táticos épicos, que foi no Tour na etapa onde “enterram” o Pogacar e no Dauphiné (acho qe foi lá, sem certeza) onde fazem o 1-2-3 com o Laporte, Van Aert e Roglic. Foram duas etapas ganhas com estratégias completamente diferentes. Ou seja, eles não têm apenas uma receita, têm várias, e não vejo nenhuma outra equipa com esta virtude.
Agora, claro que só conseguem correr assim devido à qualidade dos intervenientes, mas isso é regra para qualquer desporto coletivo.
Sede de vencer
Não interpretei assim as palavras dele. Mas posso estar enviesado.
Por outro lado, o Yates/Majka estão para o Kuss. O Roglic deste ano poderá muito bem ser o Kelderman.
WVA será o número 10. Acho que a Jumbo terá “sempre” Vingegaard + Kelderman + Kuss + WVA/Tiesj bem juntinhos nas montanhas. Se assim for, a UAE ficará a ver navios.
Pelo menos, assim o espero ?
Jan the Man
Também não interpretei as palavras dele da mesma forma, fiquei co. A ideia que ia trabalhar até para fazer melhor, como se não houvesse limites (isto sendo a mesma entrevista que li).
Acho que o abdicar da camisola verde (como o próprio já admitiu, não deverá lutar pelos sprints intermédios) em prol de etapas pode fazer com que aumente também a sua capacidade de trabalho na montanha ao serviço do líder. Acredito que, em caso de necessidade, vai estar totalmente ao dispor de Vingegaard, mesmo que isso possa influenciar a sua prestação futura nos campeonatos do mundo.
Josefa
Não sei porque insistem em colocar Mas ao pódio quando não tem pedal para isso! Aliás o 3 lugar será até me atrevo a dizer uma surpresa, porque haverá sempre alguém que perderá algum tempo para os dois “anormais” mas que conseguirá fazer a corrida dele, mas neste momento e com os campeonatos do mundo logo a seguir ao tour , não vejo quem possa ser! Claro que a INEOS com toda a sua estrutura é capaz de o fazer, mas mesmo assim é uma incógnita, agora Mas tenho muitas dúvidas mesmo, mas estarei aqui para reconhecer o erro e dar os parabéns caso ele me surpreenda.