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Wout van Aert abandona o Tour

Prova dececionante, bem longe do que demonstrou em 2022. O belga ficou tão frustrado por não ter vencido a 2.ª etapa, que depois andou sempre em ‘modo tudo ou nada’, que só o prejudicou (desgastou-se demasiado em fugas que não resultaram). No entanto esta saída, apesar de faltarem 3 etapas onde podia vencer, até pode ser proveitosa tendo em vista os Mundiais.

Wout van Aert abandonou o Tour para estar com a sua esposa. O ciclista belga, da Jumbo-Visma, tinha dito antes da prova que ia retirar-se caso o filho nascesse no decorrer da competição e cumpriu. Recorde-se que van Aert, apesar disso não ser um objetivo, ocupava o 23.º lugar na geral invididual.

6 Comentários

  • Jan the Man
    Posted Julho 20, 2023 at 8:48 am

    Concordo que tenha sido uma edição decepcionante para WVA (bateu algumas vezes na “trave” e não conseguiu fazer a diferença nos sprints), mas tal não significa que tenha sido uma prestação fraca.

    O belga teve um papel essencial dentro da estrutura da Jumbo – digam o que disserem, trabalhou e muito em prol de Vingegaard – e, apesar de não conseguir qualquer vitória, só tem de sair de França com o sentimento de dever cumprido pela mais que provável vitória do companheiro.

    Existem vários nomes nesta edição do Tour (Van der Poel, Alaphilippe, Lutsenko, Fred Wright, etc. só para citar alguns) que estiveram bastante abaixo do esperado e/ou do já apresentado, não sei se a certo ponto não passaram a usar esta prova como preparação para os mundiais.

    • vilut
      Posted Julho 20, 2023 at 9:28 am

      Concordo com o teu comentário no geral, acho que o trabalho do Wout van Aert não foi assim tão pouco quanto isso, e deve sair do tour com o sentimento de missão cumprida. Quero apenas fazer duas ressalvas quanto às desilusões:

      Van Der poel esteve uma parte do tour com uma infeção na garganta e ainda fez a lead out para 4 vitórias do sprinter da sua equipa. Podemos esperar sempre mais dele, mas dadadas as circunstâncias não me parece uma desilusão de todo.

      Alaphilipe veio de uma época com lesões e quedas, esta penso que tenha sido a primeira grande prova (pelo menos GT). Desconheço a gravidade dos problemas que ele teve na época passada ao pormenor, mas até pode ter sido um tour ao nível das expectativas considerando condição física.

      • Jan the Man
        Posted Julho 20, 2023 at 11:21 am

        Dou-te razão no diz respeito ao Van der Poel, o papel secundário acabou por ser determinante, e é certo que Alaphilippe já teve melhores dias (desde a queda na LBL no ano passado nunca mais foi o mesmo).

        Ainda assim, num Tour com tanta etapa propícia a puncheurs e sprints reduzidos, esperava-se que pudessem estar na discussão por algumas vitórias, o que não aconteceu.

        • vilut
          Posted Julho 20, 2023 at 5:18 pm

          Em sendo verdade que houve ainda um número decente de etapas para puncheurs, nenhum foi muito longa (o van der poel dá-se bem com provas 250+ km, exemplos são os monumentos), teve empedrado ou relativamente plana com subidas curtas e extremamente inclinadas como acontecem com frequencia no ciclocross e volta à flandres. Ou seja, na minha opinião, acabou por não haver nenhuma etapa perfeita para ele, mas sim multiplas onde ele poderia fazer qualquer coisa, como tantas vezes já fez em condições menos ideais para ele. Veremos, quem sabe, vê o empedrado dos champs elisee e chega à meta sozinho!

      • charles eclair
        Posted Julho 20, 2023 at 11:57 am

        Concordo com ambos. Para além da etapa que faltou, acredito que a sensação de desilusão esteja relacionada com a fasquia elevada que colocou com o Tour do ano passado, onde fez das melhores exibições que vi (e talvez entre as melhores de sempre) de um ciclista que não luta pela geral.

        Este ano não está a ser o melhor em termos de vitórias, tem batido muito na trave. Esteve praticamente sempre no pódio nas clássicias em que participou (o pior resultado foi 4 na Flandres) e este tour fez mais 4 pódios (e ainda 3 top 10), o problema é que para ele estes resultados sabem a pouco.

        WVA é o meu ciclista favorito atualmente, numa geração cheia de ciclistas que admiro, e gostava que conseguisse o ouro nos mundiais para poder abrilhantar um pouco a época que tem sido menos vitoriosa que o habitual.

        Relativamente a outros ciclistas, as vitórias neste Tour estão muito caras e há alguns ciclistas e equipas importantes ainda sem vencer. Também não podem ganhar todos.
        Aos nomes que referiram adicionava, Mohoric que está a ter um tour discreto e e Pidcock que esteve na luta pelo top 10 mas com isso ficou mais longe de vencer uma etapa.

        Um pequeno reparo, MvdP (outro monstro de ciclista) só faz o lead out em 3 das vitórias do Philipsen, na quarta vitória, devido à infeção na garganta não pode fazer esse papel. Isto não apaga em nada o grande trabalho que fez. É outro ciclista que com uma vitória (talvez ainda seja possível) abrilhantava a sua volta a França, numa época já recheada de sucessos importantes.

        • vilut
          Posted Julho 20, 2023 at 5:23 pm

          Exacto, acho que o problema é onde colocamos a fasquia em atletas como MVDP e WVA. Eles conseguem ser tão extraordinários que qualquer coisa abaixo de extraordinário, parece uma desilusão quando na verdade até foi bastante decente.

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