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Previsão Vuelta: Vingegaard campeão; Roglic e Ayuso no pódio; Almeida fecha Top 5

Vai começar uma das edições da Vuelta mais esperadas dos últimos anos. O cartaz é de alto nível, as etapas também prometem emoção, ainda por cima Portugal estará representado com 7 ciclistas, algo que nunca tinha acontecido neste século. Quanto aos favoritos, Vingegaard, atual vencedor do Tour, e Roglic, que esta época venceu todas as provas em que participou, partem na linha da frente, sendo que a Jumbo tem assim uma oportunidade única de ser a 1.ª equipa na história a vencer as 3 Grandes Voltas no mesmo ano. Para contrariar isso está Remco Evenepoel, o atual campeão. Juan Ayuso, apesar da queda que teve há um mês, é outro dos principais opositores. Enric Mas, vice em 2022, também terá uma palavra a dizer, se estiver a 100% (caiu na 1.ª etapa do Tour e não voltou a correr). Por fora, mas igualmente com hipóteses, correm João Almeida (que fez pódio no Giro), Thomas (sempre forte em provas 3 semanas), Bardet, Vlasov e Landa. Há ainda a expetativa para ver o que fazem Dunbar, Uijtdebroeks, Bernal, Thymen Arensman, Poole, Onley e os gauleses Lenny Martinez e Romain Grégoire, as grandes esperanças de França para os próximos anos, apesar de Grégoire ter mais perfil de ‘novo Alaphilippe. Nas outras lutas, até pelo perfil da prova, os sprinters presentes são de 2.ª linha, mas a Vuelta por norma lança sempre um bom nome nesta vertente (Gerben Thijssen, apesar de não estar tão forte como na 1.ª metade da temporada, e Marijn van den Berg, são candidatos a ter esse protagonismo). Com isto tudo, os colaboradores do Visão de Mercado arriscaram um prognóstico e este foi o resultado:

19 Comentários

  • Francisco Ramos
    Posted Agosto 23, 2023 at 9:48 am

    A minha ideia é contrária à maioria de todos os intervenientes na votação.

    • Acho que a Jumbo vai fazer tudo para ganhar as 3 Grande Voltas no mesmo ano mas tendo em conta os rivais, acredito que terá que sacrificar um dos líderes, seja ele Roglic ou Vingegaard. Daí dizer ontem que não faço ideia como irão trabalhar num dia menos bom que um possa ter, apesar de terem muitos gregários de luxo, só há 1 Kuss.
    • Se não houver nenhum contratempo (daí serem prognósticos), acredito que Renco irá estar no pódio, como também já o via no pódio do Giro. Os 40 Km de contra-relógico ajudam-no e leva equipa para que raramente fique sozinho com a excepção dos últimos quilómetros de montanha.
    • Ayuso é o líder da UAE (como foi João no Giro e Pogacar no Tour) pelo que se não tiver dias maus, será toda a equipa a trabalhar para ele, logo a lutar pelo pódio não consigo ver o João num Top5 mas num Top10 na melhor das hipóteses.
    • Mas, Thomas, Arensman, Bardet, Caruso, Dunbar, Uijtdebroeks, Vlasov serão nomes que irão lutar pelo TOP10 mas não acredito que consigam melhor que o 4º lugar se não acontecer nenhuma queda a nenhum dos favoritos, com favoritismo para Vlasov e Thomas.
    • Jan the Man
      Posted Agosto 23, 2023 at 10:35 am

      No Tour a UAE também foi sacrificando Yates e o britânico conseguiu acabar no pódio, aqui poderá acontecer o mesmo dado que Vingegaard e Roglic são 2 dos 4/5 melhores voltistas em prova.

      Ainda assim, também acredito que Remco irá estar no pódio final, no ano passado já estava a ser superior ao esloveno antes do abandono e com certeza quererá vingar o “fracasso” do último Giro.

      De acordo quanto à UAE, caso Almeida feche top5, dada a concorrência, acho que é um bom resultado para o português.

      • Francisco Ramos
        Posted Agosto 23, 2023 at 10:45 am

        Vi o Tour da mesma forma, contudo Yates não foi assim tão sacrificado, apenas a momentos tendo em conta que Pogacar é um fenómeno e a concorrência para o TOP3 nunca foi real ameaça, mas nunca se sabe como irá reagir a Jumbo até porque Yates foi contratado sabendo dessa posição e nem Vingegaard nem Roglic estão preparados para poder ser número 2 (o último foi o ano passado em condições especiais e sabendo que depois iria desistir).

        Sobre João concordo que seria fantástico conseguir TOP5, sabendo que tem que ajudar, à partida, Ayuso.

  • Medderling
    Posted Agosto 23, 2023 at 10:37 am

    Não podia estar mais em desacordo com a escolha.

    O Jonas é um ciclista que tem apenas um objetivo durante o ano, o Tour. Não voltou a correr desde então e o que o passado nos diz é que após o Tour a sua forma costuma baixar, não tem grandes resultados nas provas que se seguem.
    Depois a própria vuelta tem um perfil de etapas que não encaixa nada no seu tipo de corrida, não há subidas muito longas onde ele é realmente diferenciado.

    Portanto diria que a discussão será entre Remco e Roglic com o Ayuso à espreita.

    Não deposito grande esperança em Mas e muito menos em Landa.

    • Jan the Man
      Posted Agosto 23, 2023 at 11:41 am

      As chegadas ao Tourmalet e ao Angliru são etapas onde um Vingegaard em dia sim mete minutos a toda a concorrência.

      O resto penso que depende da forma como dinamarquês e a própria equipa abordarem a corrida, mas para estar presente acredito que seja para lutar pela vitória final.

  • Fireball
    Posted Agosto 23, 2023 at 10:37 am

    Bastante curioso para ver como a Jumbo vai trabalhar com dois ciclistas de renome e já com vitórias em grandes voltas este ano. Poderá depender da resposta de cada um.

    O João dá-se bem no Giro, é a praia dele, não sei se terá pernas para o Top5 na Vuelta. Sinceramente, ele que faça o melhor que pode e para o ano é voltar a atacar o Giro.

    • Boneco21
      Posted Agosto 23, 2023 at 11:08 am

      Tanto tem pernas para o Top5 da Vuelta, que já o fez no ano passado… Em relação ao próximo ano, o João já manifestou a vontade de ir ao Tour, por isso provavelmente na próxima época estará a fazer o papel de gregário de luxo de Pogacar em França.

  • GrammarPolice
    Posted Agosto 23, 2023 at 10:50 am

    A minha previsão vai para:

    1.Roglic
    2.Evenpoel
    3.Vingegaard
    4.Mas
    5.Ayuso
    6.Almeida
    7.Thomas
    8.Vlasov
    9.Dunbar
    10.Uijtdebroeks

  • porra33
    Posted Agosto 23, 2023 at 10:56 am

    Antes do Tour apontava-se para uma Vuelta disputada a três com Roglic, Ayuso e Remco e realmente faria sentido, são três excelentes ciclistas Roglic e Remco com grandes voltas ganhas e o espanhol como uma promessa a confirmar. UAE e Jumbo levavam (e levam) boas equipas para suportar os respectivos lideres com um sólido plano B como João Almeida ou gregários de luxo como Sepp Kuss Kelderman Valter. A Quickstep vai mais dependente de Remco e da sua capacidade individual. Quando Vinagre (como o meu pai lhe chama, antes era o dinamarquês) decide ir à Vuelta a situação muda de figura. A partir de agora os candidatos citados passam a lutar pelo pódio. O dinamarquês é de outro calibre e apesar de não ser certo que necessitasse ainda leva uma super equipa. A sua vitória sem circunstâncias anormais de corrida (quedas, avarias…) é uma formalidade.

    Nomes para o top 10 teremos também Vlasov, Mas, Almeida, o homem belga da Bora o cian, Thomas, muita gente para andar na frente e como as etapas da Vuelta são explosivas tem tudo para ser espectacular.

    Quanto aos portugueses além do João Almeida que deverá andar lá por cima espero que o R. Guerreiro ande na frente em fugas a tentar caçar etapas e que o Rui Costa também consiga lutar por uma etapa numa daquelas suas etapas matreiras. Os manos Oliveira e A. Carvalho e o Nelson passaram mais despercebidos menos talvez o último nos contrarrelógios.

    Muita expectativa para esta Vuelta e espero que haja muito espectáculo!

  • shuag
    Posted Agosto 23, 2023 at 10:58 am

    Para quem tiver interesse, deixo aqui um texto que tinha escrito a pensar que não ia ser feita antevisão no blog ?

    A 78ª edição de ‘La Vuelta’ terá início no próximo dia 26 de agosto, marcando a última Grande Volta do calendário de ciclismo em 2023. Como é habitual, a prova espanhola conta com várias etapas de montanha, começando já na  3ª etapa com uma chegada aos altos dos Pirenéus em Andorra. Entre as diversas etapas com elevado grau de dificuldade na corrida, destaque a 17ª etapa, que culmina com a subida ao “Altu de L’Angliru” (com inclinação de 13.3% ao longo de 6.5 km), assim como a 14ª etapa, na qual logo após o ponto intermediário da jornada, os ciclistas enfrentarão uma subida de 15 km com uma inclinação média de aproximadamente 7.8%. Não obstante, a Volta a Espanha não será apenas em montanha, e os “sprinters” presentes na prova irão ter várias oportunidades, incluindo a habitual chegada a Madrid na última etapa. A corrida conta ainda com dois contra-relógios, um de equipas logo na etapa inaugural em Barcelona e um individual em terreno plano na 10ª etapa, após o primeiro dia de descanso.

    Favoritos:

    Remco Evenepoel (Soudal – Quick Step): O jovem fenómeno chega com a motivação em alta depois de se tornar o primeiro belga a vencer o Campeonato do Mundo de Contra-Relógio há algumas semanas atrás. Após ter sido forçado a abandonar o Giro deste ano quando liderava a geral individual, Evenepoel regressa à Vuelta com o objetivo de revalidar o título conquistado o ano passado, a sua primeira Grande Volta na carreira. O ciclista da equipa belga é um dos mais versáteis do pelotão mundial, juntando o título de contra-relógio deste ano ao título de estrada do ano transato. Em 2023, conta já com uma vitória em provas de etapas, no UAE Tour, além de várias vitórias em corridas de um dia, incluindo o monumento “Liège-Bastogne-Liège”, o campeonato nacional de estrada e, mais recentemente, o “Donostia San Sebastian Klasikoa”.

    Primož Roglič/Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma): nunca nenhuma equipa venceu o Giro, o Tour e a Vuelta no mesmo ano. A equipa holandesa conta com uma equipa de luxo para atingir este marco e não há melhor prova disso do que dois dos principais favoritos à vitória final fazerem parte da sua estrutura. Ambos os ciclistas já conquistaram uma Grande Volta no ano corrente, com Roglič a vencer o Giro depois de um contra-relógio fenomenal na penúltima etapa, e Vingegaard a dominar o Tour, ao vestir a camisola amarela na 6ª etapa e ao deixar Tadej Pogačar a 7:29 minutos de distância na classificação final. Era esperado que Roglič, tricampeão da prova espanhola, fosse o único líder da equipa na corrida, até que Vingegaard surpreendeu tudo e todos durante o Tour ao anunciar a sua participação. Em 2023, o esloveno competiu em 4 provas, todas elas de etapas, vencendo todas, incluindo a “Vuelta a Burgos”, já em agosto. Já o dinarmarquês participou em 5 provas de etapas, perdendo apenas para Tadej Pogačar e David Gaudu no “Paris-Nice”. Será interessante ver como a Jumbo-Visma gere a corrida ao longo das 3 semanas.
    Outros favoritos: Apesar de uma época desapontante, Geraint Thomas (INEOS Grenadiers), vencedor do Tour em 2018, apenas perdeu o Giro deste ano na penúltima etapa, mostrando que é sempre um candidato ao pódio em Grandes Voltas. Já Enric Mas (Movistar Team), vice-campeão das duas últimas edições da Vuelta, tenta tornar-se no primeiro espanhol a vencer a corrida castelhana desde 2014, depois de ter sido forçado a abandonar o Tour devido a uma queda logo na 1ª etapa. Assim como a Jumbo-Vismo, também a UAE Team Emirates conta com dois ciclistas com aspirações na geral individual, incluindo o português João Almeida, que há uns meses se tornou no primeiro português a terminar o Giro no pódio, entra em prova com o objetivo de melhorar o 5º lugar no ano passado, enquanto o jovem Juan Ayuso, de apenas 20 anos, pretende dar sequência ao 3º lugar alcançado em 2022.

    Com outros objetivos: nem todos os ciclistas entram em prova com aspirações à classificação geral. Filippo Ganna (INEOS Grenadiers), bicampeão mundial de contra-relógio e detentor do recorde da hora em ciclismo de pista, é um forte candidato a vencer a 10ª etapa da prova, além de ser uma ajuda preciosa para a equipa britânica terminar a etapa inaugural com a camisola vermelha. A luta pela camisola da montanha é sempre imprevisível, mas o luso Rúben Guerreiro (Movistar Team) parte como um forte candidato à vitória, depois de se ter tornado no 1º português a conquistar uma camisola numa Grande Volta no Giro de 2020. Em prova estarão outros excelentes trepadores como Romain Bardet (Team dsm – firmenich), Mikel Landa e Damiano Caruso (Bahrain-Victorious), e Einer Augusto Rubio (Movistar Team). Finalmente, destaque para a ausência dos principais “sprinters” do pelotão internacional, que optaram por competir no Renewi Tour. Assim, Gerben Thijssen (Intermarché – Circus – Wanty), Milan Menten (Lotto Dstny), Juan Sebastián Molano (UAE Team Emirates) estão entre os principais candidatos às vitórias em etapas planas.

    Portugueses: Todos os 7 ciclistas portugueses em equipas do “World Tour” irão competir na Vuelta, o maior número desde 1997. Além de João Almeida e Rúben Guerreiro, Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty) participará na sua 16ª Grande Volta, onde já não vence uma etapa desde 2013, algo que o poveiro tentará alterar. Nélson Oliveira (Movistar Team) parte para a sua 19ª participação em provas deste nível, tendo conquistado uma etapa em 2015, precisamente na prova espanhola. Já os gémeos Rui Oliveira e Ivo Oliveira (UAE Emirates Team) competem nas suas 3ª e 4ª Grandes Voltas, respetivamente, com o objetivo de apoiar Almeida e Ayuso na luta pela classificação geral individual. Finalmente, André Carvalho (Cofidis) fará a sua estreia neste tipo de competição.

  • Boneco21
    Posted Agosto 23, 2023 at 11:21 am

    Sabendo que Vingegaard é um corredor de objetivo único na temporada, é difícil fazer um prognóstico para ele nesta prova. Diria que estando minimamente bem fisicamente, é o maior candidato à vitória. Mas veremos também se não irá a equipa dar primazia a Roglic. Seja com quem for, diria que esta Vuelta à partida já é da Jumbo, e só eles a podem perder.

    Quanto ao resto, surpreende-me muito que o Remco apareça no pódio de apenas 3 pessoas, acho que ele tem tudo para lutar pela vitória com os homens da Jumbo. Quanto ao João e à UAE, depende muito de como se apresentar o Ayuso, que à partida será o líder principal da equipa. Acho que será difícil aguentarem-se os dois no top, porque com Jonas, Roglic e Remco, a corrida poderá vir a ser muito atacada, e dificilmente um não terá de se sacrificar pelo outro. Além disso, como vimos no Giro, Thomas é também ele concorrência de peso, e ainda há Enric Mas, que perdendo muito para os outros todos no CR, certamente dará luta pelo top5. Por tudo isto, acho que o João poderá almejar no máximo por um 6º/7º lugar, acima disso será incrível. Obviamente que tudo isto depende muito de eventuais abandonos e quebras, mas à partida é esta a minha visão.

  • Jan the Man
    Posted Agosto 23, 2023 at 11:24 am

    Também me parece que Vingegaard vai demonstrar mais uma vez que está noutro nível no que respeita a GVs, mas duvido que Remco feche fora do top3, caso termine a corrida.

    A seguir aos 4 favoritos, são vários os candidatos a a apontar, Vlasov (a Bora traz uma excelente equipa no apoio ao líder) é a minha aposta para fechar o top5 final.

    1º Vingegaard
    2º Evenepoel
    3º Roglic
    4º Ayuso
    5º Vlasov

    Numa volta com poucas chegadas ao sprint e carente de grandes nomes nessa vertente, acredito que as etapas com este perfil tenham variados vencedores, pelo que a camisola dos pontos possa ficar num dos candidatos à geral, algo recorrente em Espanha.

    Na montanha, Rúben Guerreiro poderá ser uma das hipóteses (dependendo da liberdade que lhe for dada pela equipa). A minha aposta recai em Bardet, que parece entrar já nesta Vuelta com objetivos distintos da CG.

    Para além dos estreantes já mencionados (entre Uijtdebroeks, Poole e Lenny Martínez acredito que pelo menos um feche top10 na CG, enquanto Gregoire e Van den Berg estarão certamente na luta por várias etapas), deixo mais 3 novatos a seguir nesta Vuelta:

    Javier Romo, Van Eetvelt, Kevin Vauquelin (mas 3 nomes na luta por etapas) e Welay Berhe (nome a apontar na luta pela camisola da montanha).

  • Miguel Caçote
    Posted Agosto 23, 2023 at 11:41 am

    Em termos de favoritos, a meu ver, divido da seguinte forma:

    -Vingegaard e Remco. Não coloco Vingegaard num patamar à parte pura e simplesmente porque me parece bastante provável que não esteja a um nível tão alto como no Tour, apesar de ser expectável que se apresente bastante bem.
    -Roglic e Ayuso
    -Thomas, Enric Mas, João Almeida
    -Vlasov, Landa e para chegar aos 10 nomes vou arriscar num Cian Uijtdebroeks que tem fechado nos 10 primeiros em todas as provas por etapas que tem corrido.

  • DNowitzki
    Posted Agosto 23, 2023 at 12:29 pm

    O Even mostrou má forma a subir nos Mundiais e não é propriamente um trepador de excelência.

  • Jlopes
    Posted Agosto 23, 2023 at 2:34 pm

    Acredito num Top-10 do João, Top-5 é complicado derivado à concorrência de peso. Temos um plantel muito forte com a Jumbo à cabeça, com a presença nesta Vuelta de 2 dos 3 maiores nomes no qual incluo Evenpoel nesse lote de “maiores nomes”. Teremos uma UAE forte para tentar levar o Ayuso ao pódio (quem dera que fosse o João) com gregários de luxo como o próprio João, Soler, Vine e Fisher-Black.

    Para além dos nomes já mencionados há um lote grande para tentar entrar num Top-10 como Mas, Bardet, Dunbar, Arensman, Thomas, Storer, Vlasov, Landa/Caruso, Meintjes, Ciccone, Lutsenko, Sivakov, Carthy e mais um ou outro, a juntar algum “desconhecido” que consegue através de uma fuga ou de um grande momento de forma candidatar-se a entrar nas contas.

    Tirando Evenpoel, tanto Jumbo, UAE, Bahrain, Movistar têm gregários de luxo para tentar levar alguém ao Top-3. Espero que as quedas/doenças não atrapalhem muito porque temos tudo para assistirmos à melhor Vuelta dos últimos anos. Qualidade não falta e dureza também não. Aquelas quase duas etapas em França prometem.

    Já agora, alguém que perceba do assunto poderia criar liga no Velogames e/ou na La Vuelta Fantasy by Tissot e partilhar, para disputarmos a classificação à “nossa maneira”. Fica a ideia.

  • DD28
    Posted Agosto 24, 2023 at 4:24 am

    Curioso ninguém apostar no Remco como vencedor. Mais curioso colocarem no 5o para baixo.

    Por partes:
    – acredito que a luta será entre 3, Remco + líder Jumbo + líder UAE. Apesar das lacunas na alta montanha, considero-o como a aposta com mais garantias à entrada da Vuelta:

    1. Já provou no ano passado que consegue ganhar.
    2. É o que está em melhor forma, mais recente, dos 5 – venceu de forma convincente os mundiais de TT, e venceu a San sebastian. Nos mundiais, ao contrário do que foi escrito, acho que pecou na estratégia e nao tanto nas pernas. O WVA avançou no momento certo, e o Remco teve de “aziar”.
    3. Podemos afirmar que nas provas por etapas ainda não se afirmou como ET, mas também é verdade que das 5 onde entrou este ano, apenas não terminou no pódio na Argentina (em janeiro), e desistiu no Giro quando ia em 1o. Outro facto é que tem uma cultura de vencedor inacreditável com 50% de vitórias este ano (dados – procyclingstats).
    4. Tem a equipa mais fraca, o que irá limita lo, mas assim ganhou em Espanha, e ia bem encaminhado na Itália. Por outro lado, a indefinição má liderança da Jumbo e da UAE poderá levar a que os mais fortes de cada equipa percam tempo desnecessário, antes de uma decisão final ser tomada.

    – se correr muito mal, cair para fora do top5, não acredito que termine a corrida.

    A maior incógnita passa por perceber a condição de Vingegard. Um homem de 1 único objetivo e sem competir ha mais de 2 meses. Este vai ser um teste interessante para percebermos onde se situa nos grandes campeões do ciclismo. Posto acho que, se apresentar 90% do que fez no Tour, será suficiente para ser feliz, dada a diferença dele para os outros na alta montanha.

    Assim a minha previsão de top5 é:
    1° Vingegard
    2° Remco
    3° Ayuso
    4° Thomas
    5° Roglic

    • Francisco Ramos
      Posted Agosto 24, 2023 at 8:24 am

      Olhando para o ponto 2 e 3,

      Renco – Este ano em prova por etapas apenas ganhou o UAE Tour.
      Roglic – Ganhou TODAS as provas por etapas em que entrou (Tirreno, Catalunha, Giro e Burgos) e tinha já esta Grande Volta planeada no seu calendário, tanto que é o 1º ano que me lembro que não faz clássicas nem campeonatos.
      Vingegaard – Outro que apenas entrou em provas por etapas, vencendo todas menos o Paris Nice, e se conseguir ter esses 90% da forma que apresentou no Tour, ganha tempo a todos os outros na montanha.

      Sobre o ponto 4, não existe indefinição na UAE. Ayuso é o líder, João será o número 2, tal como fizeram no Tour. Já na Jumbo há 2 galos no poleiro mas quem tem Kuss, Kelderman, Valter, Gesink, Tratnik e Van Baarle pode até dividir 3 gregários para cada 1 e ainda tem uma equipa de luxo.

      Assim sendo, ponho Renco no TOP3 mas não é o principal candidato à vitória.

      • DD28
        Posted Agosto 24, 2023 at 11:16 am

        Verdade, logo após comentar apareceu-me um tweet do Daniel Lloyd que mostra em que lugar ficaram Vingegard, Roglic e Pogaçar nas últimas 10 provas por etapas em que participaram e terminaram.
        Tinha presente os n° do Remco e do Pogaçar, não tanto dos outros, nomeadamente Roglic.

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