Terminou aquele que foi o mercado mais mexido dos últimos anos, com muitas mudanças, milhões gastos e frenesim até ao fecho da janela de transferências. O Mundial de Clubes no Verão foi uma estreia e provocou alterações no desenrolar normal dos acontecimentos, com uma corrida em contra-relógio antes da prova nos EUA para apetrechar os planteis e, consequentemente, com algum atraso no começo do efeito dominó habitual.
Sem surpresa, a Premier League voltou a ser o campeonato que mais investiu. A melhor liga do mundo, pelo menos para a maioria dos seguidores da modalidade, disparou em gastos em relação a 2024, com 3.590 milhões de euros contra os anteriores 2.370, um acréscimo de 52%. Além disso, no top-10 dos clubes que mais gastaram militam 9 clubes ingleses (o B. Leverkusen é o intruso), constando também 13 formações inglesas no top-20 europeu que mais milhões despendeu neste defeso. Por fim, um dado impactante: os 20 clubes da Premier League investiram mais dinheiro do que os restantes 176 que militam nas outras big-5 (Espanha, França, Itália e Alemanha), que desembolsaram 3.387 milhões de euros.
A nível de clubes, o Liverpool surge disparado no lote de quem mais gastou (seguido de Chelsea, Manchester United, Arsenal e Newcastle), com um recorde de 484 milhões de euros numa única janela, contendo as três maiores transferências: Isak, por 145 milhões de euros, em cima do fecho; Wirtz por 125 e Hugo Ekitike por 95ME, o mesmo que o Newcastle investiu em Woltemade. O top-10 é completado por Sesko, Osimhen (raro caso fora das big-5), Mbeumo, Matheus Cunha, Zubimendi e Luis Díaz.
Posto isto, urge questionar quem foram os reis do mercado, sendo que existem bastantes candidatos ao posto. O Liverpool, além dos três mencionados, fechou Frimpong, Leoni ou Kerkez; o Manchester City atacou Reijnders, Cherki, Nouri, Trafford e Donnaruma, enquanto o Arsenal reforçou-se com Gyokeres, Eze, Hincapié, Mosquera e Zubimendi. Mais acima, o Manchester United, de Rúben Amorim, contratou Lammens, Sesko, Mbeumo e Matheus Cunha e o Newcastle, além de Woltemade, apostou em Elanga, Ramsdale, Wissa, Thiaw e Jacob Ramsey, enquanto o Tottenham reforçou-se com Kudus, Palhinha, Kota Takai, Xavi Simons, Randal Kolo Muani e a continuação de Mathys Tel e o Chelsea foi buscar João Pedro, Hato, Delap, Garnacho, Jamie Bynoe Gittens, Essugo e Buonanotte. Já os recém-promovidos Sunderland, Leeds e Burnley também contratam muito; o Aston Villa ficou-se por Sancho, Lindelof, Guessand e Harvey Elliot; e o Nottingham foi buscar Kalimuendo, Ndoye, Cuiabano, John, McAtee, Hutchinson, Bakwa, Jair, Igor Jesus, Savona, Gunn, Zinchenko e Douglas Luiz.
Noutros campeonatos, o Real Madrid jogou preventivamente, antes do Mundial de Clubes, com reforço da defesa (Huijsen, Arnold e Carreras, além do prodígio Mastantuono); o Atlético Madrid também mexeu muito (Nico González, Johnny, Ruggeri, Hancko, Pubill, Baena e Raspadori) e o Barcelona, que ‘sacou’ Rashford e Joan Garcia, esteve mais calmo. Na Alemanha, o Bayern foi buscar Luis Díaz, Tah, Bischof e Nico Jackson, enquanto o Leverkusen apostou forte em Ben Seghir, Tillmann, Flekken, Badé, Quansah, Axel Tape, Equi Fernández, Kofane, Poku e Echeverri, enquanto o Dortmund contratou Jobe Bellingham, Anselmino, Chukwuemeka e o português Fábio Silva.
Por outro lado, França foi a única big-5 a investir menos em 2025, mas, ainda assim, Marselha e Mónaco agitaram muito, enquanto o campeão europeu PSG foi buscar Chevalier e Zabarnyi. Já em Itália registaram-se várias mudanças, algumas de encher o olho, como Kevin de Bruyne em Nápoles (além de Lang, Lucca, Marianucci, Beukema e Hojlund) e Modric no AC Milan, que ainda foi buscar Odogu, Nkunku, Ricci, Jashari, Rabiot, Athekame, Koni de Winter e Estupiñán. Já o Inter foi buscar Bony, Sucic, Akanji e Luiz Henrique; a Juventus atacou o ataque com Zhegrova, Francisco Conceição, Openda e Jonathan David, além do português João Mário; a Roma trouxe Evan Ferguson, Tsimikas, Wesley França, Zulkowsky, Aynoui, Ghilardi e Bailey; e a Atalanta apostou em Krstovic, Zalewski, Kamaldeen Sulemana, Ahanor, Musah, Sportiello e a continuidade de Kossounou.
Posto isto, nota ainda para equipas de outras ligas, como o PSV Eindhoven, o Birmingham, a tripla turca Galatasaray, Fenerbahçe e Besiktas; e o topo do futebol árabe, que também mexeu muito e com força, tornando o mercado ainda mais rico. Posto isto, urge a dúvida: quem se reforçou melhor e venceu neste mercado? Qual foi a melhor aquisição e quem terá mais dificuldades para corresponder às expectativas?
Miguel Almeida


13 Comentários
Kacal
Premier League como Liga dificilmente podemos ter outra escolha. E como clube sem dúvida o Liverpool! O mercado deles só não foi perfeito porque falharam Marc Guehi no fecho do mercado. Caso contrário teria sido perfeito, mesmo assim foi a roçar. E se há plantel que vemos com 2 opções de muita qualidade por posição e parece feito em FM é o do Liverpool. E não me admirava que em Janeiro acrescentassem mais 1 ou 2 reforços sendo um deles Guehi!
anjos
FC Porto. A contas com a Uefa, sem nenhuma real mais valia (tirando o Mora), sem champions, uma participacao no mundial de clubes mediocre e construirem um plantel bem interessante.
Kacal
Participação medíocre no Mundial de Clubes que ainda assim rendeu 22 milhões. E fizemos cerca de 78 milhões em vendas. E gastamos cerca de 94 milhões. Mas basta juntar os 12 milhões gastos em compras em Janeiro passado aumentando para 106 milhões de gasto. Mas metendo o encaixe de 110 milhões das vendas de Nico e Galeno para assim somar um total de 188 milhões! Ou seja desde Janeiro encaixamos um total de 210 milhões (vendas mais Mundial de Clubes) e gastamos 118 milhões nas compras (juntando a compra do resto do passe do Samu que me esqueci acima). Realmente nenhuma mais-valia… De resto passamos a ter vários possíveis ativos daqui em diante que podem ser valorizados e quem sabe voltaremos à Champions na próxima época sendo mais um belo encaixe e uma ótima montra para esses ativos. Ah e além do Mora ainda tínhamos Diogo Costa e Samu como valias e mesmo o próprio William Gomes já deve ter valorizado em relação ao que pagamos e parece ter potencial para crescer bastante.
KingPin
Se o Porto tem trazido o Roony Bardghji era de luxo.. preferiu o Barcelona e agora não pode ser inscrito acho. Como fica essa situação do jogador
KingPin
Em relação á contratação do PSG de Zabarnyi acho que vai correr muita tinta. O conflito que há entre ele o o guarda redes russo já era mais que esperado por saber a sua ideologia. Considero o um extremista, como a mulher dele já referiu devia se varrer todos os russos da face da terra o que não faz qualquer sentido. Só por ter nascido russo o guarda redes não tem culpa do líder ser Putin. Caso o guarda redes alguma vez seja titular não os estou a ver juntos em campo. Era uma confusão desnecessária e sem sentido
Pao com Presunto
Os reis de mercado são aqueles que conseguem fazer as maiores/melhores vendas. Que conseguem valorizar sistematicamente os seus atletas e vendê-los por grandes valores, muitas vezes acima dos seus valores reais, e gerar mais-valias.
Os reis deste mercado foram, como têm sido há já alguns anos, os três grandes. Conseguem sempre grandes vendas, apesar de competirem numa liga tendencialmente fraca e desnivelada.
Adoro a Premier League, mas não é por atirarem dinheiro para dentro do campo. Até porque os valores sugerem investimentos de “campeão”, mas continua a só existir um clube vencedor por cada competição.
As dimensões do campo e da bola continuam a ser as mesmas, cá ou lá. A especulação e a subjetividade do valor de um jogador tem, mais que nunca, muita importância no mercado (potenciada pelas redes anti-sociais).
Chanandler Bong
Diria que destacado o Liverpool, depois o Bayern que fez uma contratação de top mundial (Diaz) e Chelsea a fechar o pódio
Mantorras
A pergunta sobre quem foram os reis do mercado devia ser feita a quem realmente sabe do assunto.
Varandas, estas por ai? Explica ai a malta quem ganhou isso.
Neville Longbottom
O Varandas não lê o VM e mesmo que o fizesse, não tem experiência em ganhar mercados.
Mantorras
Nao passou um dia sequer desde que deu uma aula sobre mercados, vencedores, sobre linhas e entrelinhas e tal… mas ja vi que alguns aqui so sabem do que lhes interessa. Aprendem com o Varandas a deixar passar ao lado aquilo que nao convem. Bons alunos.
Honestly
A altivez de quem gasta 150 milhões e ainda se acha no poder de mandar bocas… Nunca mudem
Mantorras
Quem me dera ter 150M para gastar, honestamente.
Chamar a isto altivez é subir a um novo pedastal da idiotice, forca nisso, nunca deixes que te limitem.
#feitoDeSporting
BusInTown
484M€ gastos numa janela para um clube que criticava constantemente os investimentos do City que estão muito abaixo disto… Que ridículo