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Schmidt quebra silêncio para revelar um dos segredos de João Neves

Faz falta um treinador deste perfil aos encarnados, que dava reais oportunidades aos jovens, como demonstrou com Gonçalo Ramos, Neves e António Silva?

João Neves não para de brilhar e Roger Schmidt, o treinador que o lançou, reconheceu, em entrevista ao jornal L’Équipe, que ficou admirado com a qualidade que médio em idade tão jovem, já exibia com a bola. “É engraçado porque essa foi a pergunta que lhe fiz: “Como consegues ter um primeiro toque tão bom? E o teu controlo de bola, de onde vem essa técnica incrível?’ Ele respondeu-me que a razão é porque, quando era criança, jogava na praia, na areia, com a bola sempre em movimento, o que lhe melhorou a técnica da parte superior do corpo. Esse é o segredo”, contou. “Acho que outra explicação é que ele simplesmente adora futebol. Nada mais importa para ele. No início, quando o levei para o plantel principal, experimentei-o em diferentes posições – no meio-campo, a lateral… Não importa a posição onde ele estava a jogar, deixava sempre marca. É autêntico. Ele já é um jogador de classe mundial e vai melhorar ainda mais”, acrescentou o alemão, que tinha estado em silêncio desde que deixou as águias.

1 Comentário

  • Joga_Bonito
    Posted Abril 14, 2026 at 9:57 pm

    Os predestinados notam-se a milhas, até nos treinos antes de começar a época se vêem os pormenores que mostram quem está fadado para altos vôos. Estes têm sempre de jogar. O absurdo é presumir-se que há 10 Neves em cada ano. Se subirmos um ou dois predestinados por ano e forem mantidos pelo menos três anos, mais aqueles que compõe os lugares de 3º GR, 4º central, 5º médio ou 4º PL e que por norma sobem quando os que aí estavam saíram por alguma razão, então creio que se poderia ter uma base de plantel feita com cerca de 30% de jogadores formados e que subiram à equipa em anos distintos.
    Por outras palavras num cenário próximo excelente poder-se-ia ter 1 jogador de topo formado que subiu num só ano, mais 4 ou 5 de topo de várias gerações que entretanto vão ficando uns anos até serem vendidos, 2 jogadores úteis que farão carreira no clube e mais uns 3 que podem ou não entrar para os lugares rotativos que citei acima, se existirem aí vagas. Ou seja 4 a 6 jogadores de topo da formação vindos de gerações distintas, mais 2 úteis que fazem carreira e uns 3-4 que comporão lugares extra se existir espaço. Daria um terço do plantel. Se o Benfica tivesse poder aquisitivo de um tubarão, não venderia nenhum dos de top e estes iriam se acumulando até chegar-se a um cenário em que se veria um plantel com muitos formados, mas de várias gerações, uns já trintões outros adolescentes, outros no auge da carreira. Mas isto é um cenário idílico, onde o Benfica conseguisse ter o poder financeiro de um Barça. O que não existe é as políticas de Clismos, Jasomps e afins de mandar 10 por ano, todos os anos, jogando todos os minutos, porque nenhuma formação forma mais que 1 a 2 de topo por ano e a mairoia dos clubes tem de vender. E ninguém tem a obrigação de apostar em nulidades só porque vêm da formação.

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