Faz falta um treinador deste perfil aos encarnados, que dava reais oportunidades aos jovens, como demonstrou com Gonçalo Ramos, Neves e António Silva?
João Neves não para de brilhar e Roger Schmidt, o treinador que o lançou, reconheceu, em entrevista ao jornal L’Équipe, que ficou admirado com a qualidade que médio em idade tão jovem, já exibia com a bola. “É engraçado porque essa foi a pergunta que lhe fiz: “Como consegues ter um primeiro toque tão bom? E o teu controlo de bola, de onde vem essa técnica incrível?’ Ele respondeu-me que a razão é porque, quando era criança, jogava na praia, na areia, com a bola sempre em movimento, o que lhe melhorou a técnica da parte superior do corpo. Esse é o segredo”, contou. “Acho que outra explicação é que ele simplesmente adora futebol. Nada mais importa para ele. No início, quando o levei para o plantel principal, experimentei-o em diferentes posições – no meio-campo, a lateral… Não importa a posição onde ele estava a jogar, deixava sempre marca. É autêntico. Ele já é um jogador de classe mundial e vai melhorar ainda mais”, acrescentou o alemão, que tinha estado em silêncio desde que deixou as águias.


8 Comentários
Joga_Bonito
Os predestinados notam-se a milhas, até nos treinos antes de começar a época se vêem os pormenores que mostram quem está fadado para altos vôos. Estes têm sempre de jogar. O absurdo é presumir-se que há 10 Neves em cada ano. Se subirmos um ou dois predestinados por ano e forem mantidos pelo menos três anos, mais aqueles que compõe os lugares de 3º GR, 4º central, 5º médio ou 4º PL e que por norma sobem quando os que aí estavam saíram por alguma razão, então creio que se poderia ter uma base de plantel feita com cerca de 30% de jogadores formados e que subiram à equipa em anos distintos.
Por outras palavras num cenário próximo excelente poder-se-ia ter 1 jogador de topo formado que subiu num só ano, mais 4 ou 5 de topo de várias gerações que entretanto vão ficando uns anos até serem vendidos, 2 jogadores úteis que farão carreira no clube e mais uns 3 que podem ou não entrar para os lugares rotativos que citei acima, se existirem aí vagas. Ou seja 4 a 6 jogadores de topo da formação vindos de gerações distintas, mais 2 úteis que fazem carreira e uns 3-4 que comporão lugares extra se existir espaço. Daria um terço do plantel. Se o Benfica tivesse poder aquisitivo de um tubarão, não venderia nenhum dos de top e estes iriam se acumulando até chegar-se a um cenário em que se veria um plantel com muitos formados, mas de várias gerações, uns já trintões outros adolescentes, outros no auge da carreira. Mas isto é um cenário idílico, onde o Benfica conseguisse ter o poder financeiro de um Barça. O que não existe é as políticas de Clismos, Jasomps e afins de mandar 10 por ano, todos os anos, jogando todos os minutos, porque nenhuma formação forma mais que 1 a 2 de topo por ano e a mairoia dos clubes tem de vender. E ninguém tem a obrigação de apostar em nulidades só porque vêm da formação.
Petrol
Foi o melhor treinador do Benfica em largos anos. Foi sabotado pela direçao que encheu o plantel de jogadores que nao encaixavam no seu modelo de jogo. No final pareceu perdido tal como aconteceu a todos os antecessores.
Daervar
Isso não é verdade. Foi carregado durante 6 meses por um dos melhores jogadores a calçar em Portugal.
Assim que Enzo saiu viu-se o zero que é.
Petrol
Entao um só jogador explica o Benfica ter ficado à frente do PSG e da Juventus no grupo da liga dos campeoes? Enzo foi um jogador chave, sem dúvida mas nao me parece que fosse apenas devido a ele que o Benfica jogava como jogava. Para além disso, o teu comentário repete um argumento falso. A quebra do Benfica deu-se após a paragem para seleçoes em Março. Nao imediatamente após a saida de Enzo.
Pablo2
O melhor foi o Bruno Lage
BP
Podes crer. Eriksson, JJ, Schmidt: o meu pódio de treinadores do Benfica, nos últimos 50 anos. A muita distância de todos os outros treinadores que passaram pela Luz.
Mesmo na segunda época, apesar do que dizes e bem, chegámos às decisões finais de Abril, mas nos dois derbies com o SCP que decidiram o nosso destino no campeonato e na Taça, o Trubin ofereceu um golo ao SCP em cada um desses derbies decisivos…além das duas assistências do Trubin para o Geny Catamo, também na frente houve muitos erros individuais na finalização – fomos melhores, criámos mais oportunidades de golo, mas não as soubemos concretizar. Ou seja, foram erros individuais, na baliza e na frente, a determinar que esses dois derbies decisivos caíssem para o SCP. O Schmidt fez a sua parte – pôs a equipa a jogar melhor que o adversário e a criar mais oportunidades de golo – mas os seus jogadores falharam, na baliza e na finalização.
Já agora, nesse mesmo Abril de 2024 decisivo, fomos eliminados da Liga Europa pelo Marselha, e novamente Trubin ofereceu um golo, e novamente fomos superiores e criámos mais oportunidades de golo, e novamente falhámos na finalização…
prpaulorossi
Tenho o mesmo pódio que tu.
Saudades tremendas do Eriksson. Com o Jorge Jesus e o Schmidt vimos o Benfica mais empolgante e atrevido, com todos os defeitos que cada um tinha claro.
prpaulorossi
Verdade, menção honrosa para o Trapattoni que sem grande equipa e, verdade seja dita, sem grande futebol conseguiu ser campeão e era um tremendo Senhor em todos os aspetos do futebol.