Termina o projeto? Esta SAD pode não achar viável manter-se no 2.º escalão.
O AVS está oficialmente despromovido. Com a vitória do Nacional frente ao Alverca os avenses ficaram sem hipóteses matemáticas de ficar na I Liga. Recorde-se que o AVS só conseguiu uma vitória em 30 jornadas.


4 Comentários
manel-ferreira
Não acredito que fechem portas tão depressa, até porque não há notícias de crise financeira ou salários em atraso e geralmente estes clubes aguentam-se enquanto houver futebol profissional, nem que seja para ir vendendo jogadores e retirando algum dinheiro.
Mesmo a B-SAD jogou um ano na Segunda Liga (quando toda a gente dizia que iam logo fechar portas ao descer da Primeira) e teriam jogado mais se não tivessem descido.
Agora, podem é juntar-se a outro clube/Sad, isso pode bem acontecer no futuro.
Antonio Clismo II
Deviam ir diretamente para os distritais. E metade dos clubes da atual edição da Primeira LIga deveriam ir junto. Andar a competir na Primeira Liga Portuguesa sem terem que apostar em jogadores portuguess é mesmo de quem quer fazer dinheiro rapidamente em comissões e porem-se a milhas antes que comecem a fazer perguntas…
Se não ficarem na Liga 2 melhor porque assim abrem-se mais vagas para clubes com projetos a sério como o Belenenses ou a Briosa
Flavio Trindade
E ainda bem.
Primeiramente porque não são o Aves, não são o Vilafranquense, não são na realidade nada… são um clube inventado, como era a B Sad e que se existissem regras a sério em Portugal nunca sequer tinham jogado na Primeira Liga.
O futebol devia ser feito por clubes reais, com massa crítica com projetos, com as suas gentes, e não por empresários que compram licenças de participação…ou seja está mal desde o princípio. Uma das muitas heranças deixadas no tempo da Proençada…
Segundo…
Com clubes reais, com projetos, com bom estádios, com adeptos, na Segunda Liga, como o Marítimo, U.Leiria, Académico Viseu, Chaves, Leixões e podia ir por aí fora, ter na Primeira Liga um clube inventado, que tem uma vitória (!!!) em toda a época desportiva deveria ser um motivo de reflexão por si só sobre o estado doente do futebol português.
Se 18 clubes são muitos, reduzam-se. Se é este o número ideal, então regule-se para que não haja numa liga que se quer vender como uma liga competitiva, um bombo da festa destes…
manel-ferreira
Bom, verdade seja dita o AVS foi tão “bombo da festa” como o Wolves na EPL, campeonato em que, aliás, é muito comum haver clubes enterrados desde cedo (de lembrar que, no ano passado, o Southampton fez… 12 pontos).
Na Alemanha, também é comum o último classificado ficar pelos 15-16 pontos e com perto de 90 golos sofridos (o Schalke então foi horrendo no ano em que desceram). Ou seja, não me parece que isso seja argumento para o “estado doente” do futebol português. Acontece em todo o lado.
Os teus últimos parágrafos retratam uma coisa para a qual já alertei aqui várias vezes, que é a discrepância entre clubes/SADs com projetos (ou dinheiro) e clubes com adeptos e história.
É, de facto, um problema no futebol português, mas não estou a ver como é que a Liga é culpada nisso, quando também é resultado de várias coisas, a começar pelo pouquissimo apoio local e empresarial que existe cá, que leva os clubes a procurarem dinheiro noutros sítios.
Dizes (e bem) que há clubes na Segunda Liga que podiam acrescentar bastante à Primeira Liga (e pode ser que subam 3 desses este ano, dois estão bem encaminhados) mas é difícil culpar a Liga pela ausência deles na Primeira Liga, quando muitas vezes isso acontece por culpa própria, por incompetência ou porque são horrivelmente mal geridos.
O AFS subiu à Primeira Liga porque também foi bem gerido comparado com outros. E como eu disse no comentário anterior, o AVS pode “não ser nada”, mas até ver, têm tudo em dia, o que não acontece muitas vezes com clubes históricos e com adeptos (e contra o meu falo, claro).
Ou seja, o que é que a Liga pode fazer exatamente aqui? Meter clubes por decreto na Primeira Liga? É esperar mesmo que a coisa se equilibre por si mesma. Este ano, as prováveis descidas e subidas deverão ser um passo no bom caminho.