Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Sporting não aproveita vitória do Genk, perde frente ao Basileia e está fora das competições europeias; Jogadores leoninos voltam a apresentar uma gritante mediocridade e mesmo perante um adversário reduzido a 10 elementos (por mais de meia-hora) não conseguiram contrariar o conjunto suíço; Vercauteren em 4 jogos também ainda só venceu 1 e os leões chegam a Novembro já a desejar que amanhã seja Junho

Basileia 3-0 Sporting (Schar 23´, Stocker 66´e D. Degen 71´)

O Sporting já não consegue escapar ao último lugar do grupo G, depois de ter perdido por 3-0 na deslocação a Basileia. Uma situação impensável depois do sorteio, pois o grupo era super-acessível para os leões. O Sporting é mais forte que o Basileia, Videoton e Genk, mas a verdade é
que em 5 jogos, o máximo que conseguiu até ao momento foram 2 empates (2 golos marcados e 9 sofridos). Se nos outros encontros, o factor “expulsão” (Xandão, Boulahrouz e
Schaars) condicionou os leões pela negativa, hoje nem isso (o clube
leonino jogou contra 10 durante 30´) serviu para que o emblema de
Alvalade desse a volta ao resultado (estava 1-0 para os suíços). A verdade é que durante este trajecto europeu, o Sporting foi orientado
por 3 treinadores diferentes (Sá Pinto, Oceano e Vercauteren) e nenhum
teve sucesso. O que não mudou foi a mediocridade de vários jogadores.
Voltamos a referir, que com elementos tão banais ao nível da recepção,
passe, poder de decisão, capacidade de desequilíbrio e leitura de jogo
ia ser muito complicado aos leões contrariar esta maré.
Quanto à partida, o Basileia entrou bem melhor, com mais posse de bola e domínio de jogo e criaram duas ocasiões de golo antes dos 20 minutos (Degen, por duas vezes, obrigou Patrício a duas boas defesas). Os leões raramente criavam jogadas de ataque (Labyad fez o único remate neste período), enquanto o Basileia chegou mesmo ao golo, à passagem dos 23 minutos. Passividade gritante de todos os elementos leoninos (pontapé de canto para os suíços, algumas trocas de bola perto da área e assistência final de Stocker para o remate de Schar). Pouco tempo depois, nova ocasião de golo para o Basileia, com o remate de Diaz perto do poste. Com o avançar do tempo, o Sporting foi tendo mais bola e quase chegou ao empate. Wolfswinkel ficou isolado frente a Sommer (mau atraso de Schar), mas permitiu a defesa do guarda-redes suíço. Mesmo em cima do intervalo, novamente o Basileia perto do golo, com novo remate de fora da área (F. Frei), a passar perto do poste. No reinício de jogo, Elias esteve perto do empate (remate perto da trave) e Xandão cabeceou com perigo, antes de Cabral receber ordem de expulsão. Os leões tiveram um bom período de pressão (alguns cruzamentos perigosos), mas Murat Yakin lançou uma cartada decisiva na partida. O treinador do Basileia lançou o irreverente Salah para o lugar de A. Frei, e o egípcio foi a figura da última meia hora de jogo. Aos 66 minutos, perante nova passadeira na defesa leonina, Salah inventa uma jogada e assiste Stocker para o 2-0. Cinco minutos depois, Sommer agarra o esférico num lance de bola parada leonina, lança Salah, que assiste Degen para o 3-0. Os leões tinham arriscado tudo na frente, deixando Pranjic contra dois elementos do Basileia…Quando o pior já parecia estar visto, os últimos 20 minutos foram de superioridade dos suíços. O Basileia ficou perto do 4-0 por três ocasiões (P. Degen rematou perto do poste, F. Frei acertou na trave e Salah tentou um chapéu a Rui Patrício), enquanto Carrillo inventou uma jogada e ficou na cara de Sommer, mas mais uma vez, o guarda-redes suíço levou a melhor.

Destaques:

Basileia – Jogo perfeito para os suíços, que dependem apenas de si para chegar à segunda fase da Liga Europa. O lado direito (irmãos Degen) esteve em grande destaque, enquanto F. Frei e Stocker trabalharam muito no meio campo. Salah, mesmo jogando 25 minutos, entrou para criar 2 golos e ser a principal figura do encontro.

Sporting – Os treinadores mudam, mas a verdade é que o problema não vem daí. Até já se torna “banal” referir a falta de qualidade de alguns jogadores leoninos, que foi mais uma vez exposta. Para além disso, a falta de atitude foi demais evidente e quando assim, fica difícil dar a volta.

Cedric/Xandão/Rojo – Ínsua também não fez uma exibição positiva, mas os restantes colegas de sector estiveram num nível desastroso. Grande passividade no 2º golo (Salah e Stocker trocaram a bola sem qualquer problema) e muitos erros ao longo do encontro, que originaram mais situações de golo para os suíços.

Gelson/Elias – A dupla mais recuada do meio campo do Sporting foi impotente para travar a ofensiva suíça. O Basileia não deu hipóteses neste sector, enquanto Elias e Gelson se limitaram a destruir jogo (raramente criaram desequilíbrios no ataque ou na construção de jogo).

Pranjic – O croata nunca conseguiu entrar no ritmo de jogo. A bola não chegou aos seus pés e, assim, o futebol leonino perdeu qualidade. Responsabilidades para ele próprio, que não assumiu o jogo a meio campo e foi engolido pelos rivais suíços.

Van Wolfswinkel – Exibição muito pobre do avançado holandês. Raramente deu seguimento a uma jogada, rematou sem qualidade e não teve o apoio desejado na frente de ataque. Falhou um golo isolado e ainda outra boa situação no segundo tempo (não dominou a bola da melhor forma).

Labyad/Capel/Carrillo – O marroquino ainda não mostrou todo o seu potencial e hoje voltou a não estar bem na partida. Capel bem tentou levar o Sporting para a frente, mas os seus desequilíbrios causados resultaram apenas em alguns cruzamentos perigosos (e numa expulsão). Carrillo entrou com velocidade, mas definiu quase sempre mal as suas jogadas (consegue criar muitos desequilíbrios, contudo, terá que definir melhor depois da primeira finta) e ainda falhou um golo isolado.

Deixa um comentário