Ghilas de 22 anos e 1,82 m, que os leões conhecem bem desde o jogo em Alvalade a contar para a Taça da Liga na época passada, tem como características quase tudo o que falta a Wolfswinkel: tremenda capacidade física que lhe permite bater variadíssimas vezes de cabeça centrais bem mais altos, grande mobilidade e bom poder de fogo a meia distancia. Aliado a tudo isso, possui também boa técnica individual. Como ponto fraco necessita de melhorar a frieza na hora da finalização, interpretar melhor o jogo e conseguir ser mais regular, algo comum a pontas de lança da sua idade. Passando o Sporting por uma grave restrição financeira, está aqui uma óptima oportunidade de negócio para dotar o plantel de um avançado complementar a Wolfswinkel, com ainda enorme margem de progressão e a “custos controlados” em tempos de austeridade! O argelino com contrato até 2014, é o típico jogador que podemos imaginar num futuro próximo a envergar a camisola de um S. C. Braga seguindo as pisadas de João Tomás, Linz, Lima, Eder que através de um óptimo scouting interno os contratou a baixo custo e que pelos sucessos desportivos ou vendas avultadas se tornaram numa grande vantagem competitiva mesmo em relação ao próprio Sporting. Já se especula que Vitória de Guimarães e principalmente o Everton de Inglaterra piscaram o olho ao jovem avançado do Moreirense. Veremos se o Sporting deixa escapar esta oportunidade em Dezembro e se irá, como é hábito, preferir ir ao mercado em busca de um avançado por empréstimo ou a custo zero ao estrangeiro como reza a história com os resultados que se conhecem (Koke, Mota, Spehar, Nalitzis, Tiui ou mais recentemente Seba Ribas).
A receita do passado, contratações no mercado estrangeiro, muitas vezes é certo de jogadores internacionais, não resultou, como tal, este poderá ser o momento ideal para o Sporting, agora com um Godinho Lopes que quer imitar o regime presidencialista de Pinto da Costa, aproveitar para copiar algo que potenciou o actual sucesso do FC Porto: as boas contratações internas (isso mudou desde a conquista da Liga dos Campeões, mas muito do dinheiro que os portistas arrecadaram e títulos que conquistaram foram o fruto desta política, como o provaram as aquisições de Derlei, Deco, Maniche, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Helton, Rolando, Meireles, Capucho, Zahovic, Drulovic, Artur, etc).
Visão do Leitor: Orlando Alcobia


